“50% têm medo de voltar ao escritório”, conclui estudo da Korn Ferry

À medida que os países levantam a ordem de confinamento, alguns trabalhadores descobrem que preferem continuar a trabalhar à distância.

Quando voltar ao escritório, a situação vai ser completamente diferente: talvez seja necessário submeter-se a uma verificação de temperatura e responder a perguntas sobre os sintomas do coronavírus antes de entrar. Os espaços de trabalho estarão desenhados para permitir mais espaço entre as pessoas e talvez a copa, onde antes preparava ou aquecia o seu almoço, esteja fechada.

Para muitos funcionários que estiveram a trabalhar remotamente, as perguntas sobre como será o escritório em tempos de coronavírus são substituídas pela dúvida se devem ou não voltar ao escritório.

Uma pesquisa da Korn Ferry, empresa de consultoria de recursos humanos com sede em Los Angeles, na Califórnia, veio revelar que 50% dos entrevistados têm medo de voltar ao escritório quando reabrir; e 25% disseram não acreditar na capacidade da empresa em manter as pessoas seguras no local de trabalho.

Alguns trabalhadores descobriram que são mais felizes e mais eficientes a trabalhar remotamente ou que lhes falta quem cuide dos seus filhos enquanto estão fora de casa. “Não há respostas certas ou erradas no que diz respeito ao coronavírus”, diz Gabby Lennox, coach de carreira da Korn Ferry Advance. “Trata-se de um julgamento pessoal e com o que se sente mais ou menos confortável.”

A empresa de consultoria perguntou a especialistas de carreira o que é que as empresas podem fazer para proteger os seus empregados.

Pesquise novos procedimentos

Os centros de controlo e prevenção de doenças deram orientações sobre o que os locais de trabalho devem fazer se reabrirem. As sugestões incluem alterar o layout dos espaços de trabalho, turnos alternados e implementar pausas para lavar as mãos.

Mas o diabo, claro, está nos detalhes e as dúvidas começam a surgir: vai tirar a temperatura todas as manhãs na cave do escritório? A estação de café está fechada? Tem de usar máscara facial oito horas seguidas? Consegue trabalhar sem usar transportes públicos? As janelas estarão abertas para ventilação ou apenas o sistema de ar condicionado que faz circular o ar? Descubra o que a sua empresa planeia fazer para se sentir mais confortável em voltar se for esse o caso.

Considere o seu próprio contexto

Pode parecer óbvio, mas, mais do que nunca, a sua situação pessoal deve orientar a sua decisão de voltar ao local de trabalho da empresa. Veja os exemplos. Laura, uma mulher saudável de 25 anos que mora sozinha, perdeu o contato com os colegas e está desesperada para voltar para a sua mesa de trabalho novamente. Já a Ana, uma professora do pré-escola de 65 anos, sobrevivente de cancro, por ordem do médico teve de dizer ao seu diretor que não poderia voltar ao trabalho.

Quase 100% dos trabalhadores que responderam ao questionário da Korn Ferry disseram que os líderes de suas empresas estavam a demonstrar empatia durante este período. Portanto, não tenha medo de explicar detalhes pessoais que devem ser levados em consideração.

Conheça a sua influência – e a lei

Especialistas em carreira dizem que, até agora, as empresas norte-americanas parecem estar a ser bastante flexíveis com os funcionários, dando-lhes autonomia para decidir quando desejam voltar ao escritório. No entanto, as leis de proteção ao trabalhador variam de Estado para Estado, portanto informe-se. Michigan, por exemplo, emitiu uma ordem executiva do governador que proíbe empresas de despedir pessoas que ficam em casa por certos motivos relacionados com o coronavírus.

Seja flexível

Você achar que está ansioso para voltar, mas depois sente medo quando imagina os seus colegas a não terem cuidado e a não respeitarem as regras. Ao discutir o plano com seu chefe, certifique-se que comunica o seu desejo de permanecer flexível. Dessa forma, se voltar à empresa e depois decidir ficar duas semanas em trabalho remoto, garanta que a sua hierarquia não levantará problemas.

©estudo original da Korn Ferry

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