• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      António Costa alerta: «A falta de habitação acessível está na origem da desilusão com as instituições democráticas»

      Quem vai mandar em Hollywood? Nasce um novo gigante

      Empresas do Norte enfrentam a maior escassez de talento do país e 91% querem contratar em 2026

      Tabaqueira nomeia Madalena Silveira Botelho como Senior Manager de Public Affairs

      Três produtos, um país: como o vinho, o azeite e a cortiça continuam a sustentar uma paisagem inteira

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Grande parte da exclusão resulta da falha em imaginar a presença de pessoas cegas», relata Andrew Leland, finalista do Pulitzer

      «Solomon Burke atuou sentado no seu trono, uma adaptação feita à cadeira de rodas»: Karla Campos recorda momentos marcantes do Ageas Cooljazz

      «A maior parte das lideranças está sempre a performar», realça Pedro Brito, CEO da Nova SBE Executive Education

      «Pensar é o ato de maior liberdade que nos foi concedido», defende Catarina Barosa, fundadora do ESPANTO

      «Entrámos num clube sem cultura. Esse foi o problema mais difícil de resolver», explica Bruno Constantino, Presidente da ADO

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      António Costa alerta: «A falta de habitação acessível está na origem da desilusão com as instituições democráticas»

      Quem vai mandar em Hollywood? Nasce um novo gigante

      Empresas do Norte enfrentam a maior escassez de talento do país e 91% querem contratar em 2026

      Tabaqueira nomeia Madalena Silveira Botelho como Senior Manager de Public Affairs

      Três produtos, um país: como o vinho, o azeite e a cortiça continuam a sustentar uma paisagem inteira

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Grande parte da exclusão resulta da falha em imaginar a presença de pessoas cegas», relata Andrew Leland, finalista do Pulitzer

      «Solomon Burke atuou sentado no seu trono, uma adaptação feita à cadeira de rodas»: Karla Campos recorda momentos marcantes do Ageas Cooljazz

      «A maior parte das lideranças está sempre a performar», realça Pedro Brito, CEO da Nova SBE Executive Education

      «Pensar é o ato de maior liberdade que nos foi concedido», defende Catarina Barosa, fundadora do ESPANTO

      «Entrámos num clube sem cultura. Esse foi o problema mais difícil de resolver», explica Bruno Constantino, Presidente da ADO

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever
Home Entrevistas Leadership «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

Leadership

«A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

Link copiado

Partilhe este conteúdo

19 Maio, 2026 | 11 minutos de leitura

Num dos concelhos mais ricos do país, onde o preço médio das casas continua a subir e o discurso da sustentabilidade ganhou espaço político e urbano, persistem circunstâncias de vulnerabilidade energética que raramente entram no retrato oficial do município. Em Cascais, há famílias que vivem com humidade nas paredes, infiltrações, casas frias no inverno e contas de eletricidade que absorvem uma fatia desproporcionada do rendimento mensal.

É nesse território invisível que trabalha Margarida Ortigão, investigadora no Nova SBE Environmental Economics Knowledge Center e doutoranda em Ciências da Sustentabilidade. Depois de desenvolver projetos ligados à conservação ambiental em Moçambique, participa agora no WeGenerate, um projeto europeu de regeneração urbana que está a testar, em Alcabideche, um modelo de comunidade energética inclusiva destinado a reduzir a pobreza energética em bairros de habitação social. A iniciativa é coordenada pela Câmara Municipal de Cascais, e tem como parceiros o LNEG, a Greenvolt comunidades, para além do Environmental Economics Knowledge Center da Nova SBE.

A ideia parece simples: aproveitar o excedente de energia produzido por painéis solares instalados em edifícios públicos e canalizá-lo para famílias vulneráveis. Mas por trás dessa simplicidade existe uma pergunta maior: como pode a transição energética tornar-se também uma ferramenta de justiça social?

Nesta conversa, Margarida Ortigão explica porque a pobreza energética continua a ser um problema estrutural em Portugal, o que o estudo revelou sobre as desigualdades dentro do próprio concelho de Cascais e de que forma projetos comunitários podem transformar as contas da luz e a relação das pessoas com a cidade e entre si.

Para quem nos lê, como definiria pobreza energética? E porque continua a ser um problema tão persistente em Portugal e nos países do sul da Europa?

A pobreza energética é, essencialmente, a incapacidade das famílias conseguirem suprir necessidades básicas relacionadas com energia dentro de casa. Estamos a falar de conforto térmico, acesso a água quente, iluminação, capacidade para cozinhar, entre outras necessidades fundamentais.

Neste caso, focamo-nos sobretudo na dimensão doméstica da pobreza energética — embora exista também a componente dos transportes e dos combustíveis, que não é o foco do nosso projeto.

O problema resulta normalmente da combinação de três fatores. Primeiro, os preços da energia: quando aumentam, agravam naturalmente a situação das famílias. Depois, os rendimentos. Quanto mais baixos forem, menor é a capacidade para suportar estes custos. E há ainda uma terceira componente muito importante em Portugal: a qualidade das habitações.

Grande parte do parque habitacional português tem baixa eficiência energética. Casas mal isoladas, com infiltrações, humidade, janelas pouco eficientes. Quando estes três fatores — energia cara, baixos rendimentos e habitação ineficiente — se conjugam, a pobreza energética torna-se muito mais grave.

 

Sente que o problema está a crescer com o aumento do custo de vida e da instabilidade económica?

Sim. Temos assistido a uma enorme instabilidade dos preços da energia e, ao mesmo tempo, sabemos que existe um problema crescente de rendimento disponível das famílias.

O aumento das rendas e o custo de vida em geral fazem com que as famílias mais vulneráveis estejam particularmente expostas.

E depois existe a questão estrutural da habitação. Sabemos que em Portugal o problema é grave. Felizmente têm surgido algumas medidas para melhorar a eficiência energética dos edifícios, nomeadamente através de programas do Fundo Ambiental, mas ainda há muito caminho por fazer.

No caso concreto de Cascais, o que torna este fenómeno particularmente invisível?

Cascais é um município muito interessante porque concentra grandes disparidades económicas. Temos uma parte da população com um nível de vida elevado e, ao mesmo tempo, famílias em situações de grande vulnerabilidade.

Muitas vezes os indicadores são analisados apenas à escala municipal e isso acaba por esconder realidades muito diferentes dentro do mesmo território. Quando olhamos apenas para médias, há uma parte da população que desaparece das estatísticas.

Ao mesmo tempo, Cascais tem tido uma forte aposta em políticas de ação climática e descarbonização. Existem vários investimentos em melhoria de edifícios e isso também se reflete nos bairros de habitação social.

No caso de Alcabideche, onde o projeto está a ser implementado, já houve intervenções importantes ao nível do isolamento, das janelas e da reabilitação dos edifícios. Essa componente é fundamental.

 

O que distingue o WeGenerate de outros modelos tradicionais de apoio social ou energético?

O WeGenerate é um projeto europeu financiado pelo Horizonte Europa e tem como foco a regeneração urbana e a promoção de bairros mais sustentáveis.

Existem quatro cidades europeias envolvidas e cada uma está a testar um modelo diferente. Em Cascais, a principal intervenção passa pela criação de uma comunidade de energia inclusiva em Alcabideche.

Na prática, foram instalados painéis solares em vários edifícios públicos da freguesia: um pavilhão polidesportivo, a junta de freguesia, uma piscina municipal, um centro social e uma escola de música. Estamos a falar de cerca de 141 quilowatts de capacidade instalada.

Neste momento, a energia produzida serve para autoconsumo desses edifícios públicos. Mas quando a comunidade energética entrar plenamente em funcionamento, o excedente será canalizado para residentes de um bairro de habitação social.

 

Ou seja, as famílias vão receber parte dessa energia?

Exatamente. A energia não consumida pelos edifícios públicos vai ser distribuída pelos residentes que integrarem a comunidade.

As famílias continuam a receber a sua fatura normal, independentemente do fornecedor que tenham, mas haverá uma redução no valor final porque parte da energia consumida virá desse excedente produzido pelos painéis solares. Durante o decorrer do projeto, essa energia será gratuita para os beneficiários.

O estudo envolveu mais de 500 pessoas. O que mais vos surpreendeu nos resultados?

O mais impressionante foi perceber a enorme discrepância dentro da própria freguesia. Nós analisámos diferentes grupos populacionais e verificámos que, em termos absolutos,

famílias de classe média e famílias de baixos rendimentos podem ter despesas energéticas relativamente semelhantes.

Mas, obviamente, o impacto não é o mesmo. Quando uma família com baixos rendimentos gasta praticamente o mesmo valor em energia que uma família de classe média, isso representa uma fatia muito maior do orçamento mensal.

Além disso, percebemos que mesmo gastando uma proporção significativa do rendimento em energia, muitas destas famílias continuam a viver em desconforto térmico.

Falamos sobretudo de humidade, infiltrações e incapacidade de manter a casa confortavelmente quente no inverno. O problema é particularmente grave durante os meses frios. E isso mostra como a pobreza energética não é apenas uma questão de consumo ou de fatura. Está profundamente ligada à qualidade da habitação.

Estes projetos podem ter um impacto realmente transformador na vida das pessoas?

Esperamos que sim, sobretudo na componente da reabilitação dos edifícios. Vamos realizar um novo questionário depois de as famílias passarem por um inverno e um verão com as melhorias já concluídas. A expectativa é que exista uma melhoria significativa ao nível do conforto térmico.

Em relação à redução da fatura energética, ainda estamos numa fase inicial. Os últimos painéis solares estão agora a ser instalados e ainda estamos a calcular o excedente total de energia disponível. Também depende do número final de famílias que vai integrar a comunidade e dos padrões de consumo de cada agregado. Mas acreditamos que a combinação entre melhoria dos edifícios e redução dos custos energéticos poderá ter um impacto muito relevante.

 

Encontraram diferenças importantes entre os grupos analisados?

Sim. Além da questão da vulnerabilidade energética, encontrámos diferenças relevantes ao nível da mobilidade e da literacia energética.

Por exemplo, famílias de classe média utilizam muito mais transporte individual. E depois existe uma enorme heterogeneidade no conhecimento que as pessoas têm sobre energia.

A literacia energética é uma componente muito importante do projeto. Muitas vezes existem programas e oportunidades disponíveis, mas as pessoas não sabem que existem, não percebem como funcionam ou não sabem como aderir.

Por isso também vamos desenvolver campanhas de sensibilização e formação.

 

Que tipo de soluções e políticas públicas são necessárias para que este modelo possa crescer a nível nacional? E é replicável noutras regiões do país ou até no sul da Europa?

Sim, é totalmente replicável. Aliás, este projeto foi pensado precisamente como um piloto. O objetivo é que possa primeiro expandir-se ao restante município de Cascais, depois à Área Metropolitana de Lisboa e, eventualmente, servir de modelo para outras regiões do país e até para outras cidades do sul da Europa que enfrentam desafios semelhantes.

O modelo que estamos a aplicar em Alcabideche tem uma particularidade importante: assenta em edifícios públicos. Normalmente, as comunidades de energia implicam que os próprios utilizadores invistam nos painéis solares, mas aqui o investimento é público — neste caso através de financiamento europeu — e os residentes beneficiam da energia produzida sem terem de suportar esse custo inicial.

Isso faz toda a diferença, porque muitas das famílias vulneráveis simplesmente não têm capacidade financeira para investir em sistemas solares próprios.

Para o modelo funcionar, também é necessária alguma proximidade física. Os utilizadores têm de estar a menos de dois quilómetros da infraestrutura que produz energia, o que significa que este tipo de solução adapta-se melhor a contextos urbanos mais densos. Mas acreditamos que é um modelo perfeitamente replicável.

Isso implica também uma articulação forte entre autarquias, investimento público e políticas energéticas, certo?

Sim, completamente. É preciso existir investimento inicial e disponibilidade por parte das autarquias para disponibilizar edifícios, coberturas e infraestruturas públicas.

Neste caso o financiamento veio de um projeto europeu, mas faz sentido mesmo numa lógica de investimento municipal. Porque os painéis instalados servem primeiro os próprios edifícios públicos, reduzindo a fatura energética dessas infraestruturas. A médio e longo prazo, o investimento acaba por compensar.

E depois existe esta componente social muito importante: o excedente energético, que muitas vezes seria vendido à rede por valores reduzidos, pode ser utilizado para apoiar famílias vulneráveis.

Quais são hoje os maiores obstáculos à expansão deste tipo de projeto?

A burocracia continua a ser um dos maiores desafios. O modelo que estamos a implementar funciona através de autoconsumo coletivo, que já é relativamente mais simples do que uma comunidade energética tradicional, porque não exige a criação de uma nova entidade jurídica. Mesmo assim, os processos continuam a ser demorados e bastante burocráticos.

Se fosse tão simples como um grupo de vizinhos juntar-se, instalar painéis solares e começar imediatamente a partilhar energia, provavelmente estes projetos cresceriam muito mais depressa.

Depois há limitações técnicas e urbanísticas. Em zonas urbanas mais dispersas ou em contextos rurais pode ser mais difícil implementar este modelo, precisamente por causa da proximidade necessária entre produção e consumo.

Para terminarmos: se este projeto correr como esperam, como imagina uma comunidade energeticamente justa daqui a dez anos?

Imagino cidades onde as pessoas tenham acesso a energia mais barata, mais sustentável e onde a transição energética também sirva para reduzir desigualdades. Mas imagino igualmente comunidades mais próximas entre si. Acho que as comunidades energéticas podem ter um papel importante nisso. Nas cidades perdeu-se muito o sentido de comunidade e estes projetos podem ajudar a recuperá-lo.

Existe aqui uma lógica semelhante à das hortas urbanas ou de outros projetos comunitários: pessoas que vivem perto umas das outras começam a partilhar objetivos, recursos e responsabilidades comuns.

No fundo, a energia pode tornar-se também um ponto de ligação entre vizinhos que muitas vezes nem se conhecem. E isso é importante. Porque a transição energética torna-se assim uma oportunidade para reconstruirmos relações de proximidade dentro das cidades.

Marcelo M. Teixeira,
Jornalista

ver mais artigos deste autor
Lider Notícias

Líder Magazine

Assine já
Lider Notícias

Newsletter Líder

Subscrever

Opinião

Mundial 2026: porque o desporto se tornou uma questão de poder e de direito internacional

Ler artigo

Quando o ‘verde’ deixa de soar bem

Ler artigo

A lição de Loris Karius: Não julgar

Ler artigo

A IA não substitui talento, redefine-o

Ler artigo

Siga-nos nas Redes Sociais

Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Artigos Relacionados

Leadership

Jun 17, 2026

«Grande parte da exclusão resulta da falha em imaginar a presença de pessoas cegas», relata Andrew Leland, finalista do Pulitzer

Ler Entrevista

Leadership

Jun 15, 2026

«Solomon Burke atuou sentado no seu trono, uma adaptação feita à cadeira de rodas»: Karla Campos recorda momentos marcantes do Ageas Cooljazz

Ler Entrevista

Entrevistas

Jun 12, 2026

«A maior parte das lideranças está sempre a performar», realça Pedro Brito, CEO da Nova SBE Executive Education

Ler Entrevista

Leadership

Jun 12, 2026

«Pensar é o ato de maior liberdade que nos foi concedido», defende Catarina Barosa, fundadora do ESPANTO

Ler Entrevista

Leadership

Jun 11, 2026

«Entrámos num clube sem cultura. Esse foi o problema mais difícil de resolver», explica Bruno Constantino, Presidente da ADO

Ler Entrevista

Leadership

Jun 09, 2026

Branko: «Não há Portugal sem a presença da música africana»

Ler Entrevista

Leadership

Jun 08, 2026

Jovens políticos reunidos: «A primeira coisa que cai são as barreiras pessoais do preconceito», nota o professor José Tavares

Ler Entrevista

África

Jun 02, 2026

Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

Ler Entrevista

Leadership

Jun 01, 2026

Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

Ler Entrevista
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.