A recuperação precisa de grandes líderes para ajudar os mais vulneráveis, defende o Fórum Económico Mundial

O que os líderes podem fazer para ajudar a promover uma comunidade mais inclusiva, capaz de uma grande recuperação? O Fórum Económico Mundial lançou recentemente o “Great Reset”, ou Grande Recuperação, que será o tema da reunião anual de 2021 em Davos. O termo enfatiza a importância de uma “cooperação global inteligente” bem posicionada para enfrentar os desafios dos próximos 50 anos.

Como é que os stakeholders de uma sociedade global garantem que as lutas e os desafios dos grupos mais vulneráveis ​​são representados? O que podem fazer para ajudar a promover uma comunidade mais inclusiva, capaz de uma grande reforma?

Levará anos para voltar a algum nível de normalidade relevante antes da crise. “Países e sociedades, ricos e pobres, sofrerão custos sem precedentes na forma de, entre outras coisas, perdas de emprego e rendimento, falências, interrupções na cadeia de fornecimento, insegurança financeira, problemas de saúde e stress mental”, garante o Fórum Económico Mundial.

A OCDE alerta para as “cicatrizes [económicas] mais profundas do que qualquer outra crise em tempos de paz nos últimos 100 anos.”

Protestos recentes nos EUA contra o racismo e a brutalidade policial estão a aumentar a desigualdade enraizada nos sistemas sociais, económicos e políticos que governam a vida das pessoas, mesmo numa economia avançada e numa democracia como a dos EUA.

Numa era pós-pandémica, muitos países estarão sujeitos a lutas prolongadas entre comunidades, setores e regiões. O Banco Mundial alertou que o vírus pode levar entre 40 e 60 milhões de pessoas à pobreza extrema este ano, com a África subsaariana e o sul da Ásia a serem as regiões mais atingidas.

Os países com capacidade limitada ou sem possibilidade de oferecer incentivos fiscais, subsídios e empréstimos de emergência, lutarão para sobreviver a um colapso económico, especialmente se acontecer uma segunda onda da COVID-19. Se queremos que os sistemas globais recuperem, os países que estão a avançar devem puxar os que estão a lutar ao lado deles – para o benefício de todos.

No curto e no médio prazo, o Banco Mundial e o FMI devem mobilizar e ampliar as facilidades de financiamento de emergência para apoiar os setores económicos mais críticos nos países mais vulneráveis.

A humanidade não tem falta de criatividade, imaginação e capacidade de resolver problemas, diz Mahmoud Jabari especialista em Comunidade do Fórum Económico Mundial. “Do que precisamos mais é de uma liderança responsável que inspire colaboração, simpatia e visão para que a humanidade alcance novos patamares. Devemos esforçar-nos para não deixar ninguém para trás.”

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