“A subida progressiva da inflação e das taxas de juros irá surpreender toda a gente”

Esta foi a afirmação de Paulo Portas, durante o Congresso GS1 Portugal – (Des)codificar o futuro: desafios dos novos tempos, em que deixou claro que a crise que atravessamos é assimétrica e que levará o seu tempo a recuperar.

Durante a sua intervenção sobre a Crise Mundial e os movimentos de recuperação pós-COVID 19, o antigo vice-primeiro ministro referiu que para uma recuperação económica consistente, será necessária a retoma de três grandes eixos da globalização – o comércio aberto e livre, o investimento internacional e a inovação, que considera ser o coração do valor acrescentado das economias.

Ao longo da sessão, Paulo Portas reforçou a importância que a Ásia, em particular a China, assumiu na economia mundial. “A Europa deixou-se ultrapassar em termos de inovação e demografia da população. A China é agora o principal fornecedor, o principal cliente, o principal parceiro e o principal destinatário de investimento estrangeiro”, assegurou. No entanto, Paulo Portas alerta que não foi só a geografia do crescimento económico que mudou, mas também a “geografia do risco”, que agora está também na Ásia.

“Em poucas décadas a China deixou de ser um país rural, para passar a ser uma das economias mais desenvolvidas do mundo, em vias de ultrapassar até aos E.U.A”, afirmou. Paulo Portas deixou ainda um alerta para “a subida progressiva da inflação, a principal inimiga da população mais pobre, e, por consequência das taxas de juros, que irão surpreender toda a gente”.

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