Abordagem de assessment para engagement e retenção de talento eficazes

Um Assessment Centre é na essência um processo de diagnóstico individual e organizacional e, como tal, deve ser encarado como a primeira fase de um processo estratégico, integrado e alinhado com os objetivos da organização.

Para o Assessment Centre atingir os objetivos a que se propõe, tal implicará:

  • Desenho de comunicação clara e engager, preferencialmente que envolva o top management da organização;
  • Escolha das dimensões que se pretendem avaliar (competências, drivers motivacionais, cultural fit, climate fit, experiência); • Desenvolvimento/ adaptação de ferramentas avaliativas que se ajustem às dimensões que se pretendem avaliar e que garantam um bom assessee experience;
  • Tratamento dos resultados, com foco no indivíduo, mas também na organização;
  • Adoção de um conjunto de sugestões e consequentes planos de ação para apoiar a organização a fazer face aos desafios de futuro e reter talento.

As empresas necessitam de reagir ao atual contexto de forma a garantir a sua sobrevivência numa conjuntura de grande incerteza, mas simultaneamente manter o foco nos seus colaboradores, assegurando o envolvimento do seu talento, aquele já conhecido e o que emergiu durante a crise.

Torna-se crítico, mais do que nunca, conhecer e alavancar o verdadeiro potencial com que a empresa pode contar, vendo mais além das necessidades de curto prazo, dando espaço e empowerment para os desafios futuros, alguns exigindo um set de competências totalmente novo ou nunca experimentado. Importa, pois, capitalizar em competências diferenciadoras que ganham especial relevo em contextos de crise e ambiguidade: proatividade, adaptabilidade, agilidade, entre outras.

Acreditando que vários modelos de Assessment Centre garantem bons resultados em função dos objetivos a que se propõem, o atual contexto em que vivemos exige uma solução integrada de diagnóstico e desenvolvimento individual, que implica um programa ágil, user friendly e pouco time consumer, mas capaz de manter forte validade avaliativa.

Nesse sentido, defendo uma solução de Assessment Centre 100% remota, que, com base na nossa experiência, tem vindo a produzir resultados muito interessantes, quer ao nível da experiência do avaliador como do avaliado, mas sobretudo ao nível da qualidade da avaliação e dos resultados obtidos.

Com base no nosso track-record e na experiência entretanto adquirida, acreditamos que traz um conjunto diverso de benefícios, nomeadamente:

  • Maior proximidade com os colaboradores numa fase de elevada insegurança e ansiedade, apoiando o bem- -estar emocional;
  • Transmissão de uma mensagem positiva e de engagement, reforçando o compromisso da organização com as suas pessoas;
  • Ativação e motivação do top talent fundamental para a fase de recuperação no pós-crise, recolhendo a sua visão sobre oportunidades e inovações no novo contexto;
  • Possibilidade de realizar um team mapping identificando as competências diferenciadoras e em falta, de modo a otimizar a construção e desenvolvimento de equipas mais eficazes;
  • Desenvolvimento pessoal dos colaboradores, resultante das reflexões e outputs produzidos durante a fase de diagnóstico;
  • Antecipação de possíveis alterações que os modelos de negócio poderão vir a sofrer, que poderão conduzir a decisões de reskilling ou upskilling;
  • Preparação do top talent para os desafios do futuro, nomeadamente para aqueles que exigem um conjunto renovado de competências.

 


Por Miguel Abreu, Diretor da Ray Human Capital

O artigo foi publicado no especial HR Assessment da edição de outubro da revista Líder.

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