Airbnb vai despedir 25% da força de trabalho e desinvestir em áreas não essenciais ao negócio

“Como não podemos fazer tudo como costumávamos, os cortes são necessários para nos focarmos no essencial do negócio”, escrevia o co-fundador e CEO da Airbnb numa mensagem enviada a 5 de maio de 2020 aos colaboradores da plataforma de arrendamento de alojamento local.

Brian Chesky começou por dizer: “cada vez que conversamos tenho partilhado boas e más notícias, mas hoje tenho que vos dar algumas notícias muito tristes.” E as más notícias são despedimentos em todos os países onde a plataforma está presente. Cerca de 25% dos cerca de 7500 funcionários da empresa em todo o mundo serão dispensados na sequência das restrições implementadas para mitigar a propagação da pandemia.

O momento é ainda de desinvestimento em atividades que não acrescentam valor ao negócio como está pensado no futuro e que por acaso está de acordo com o que a Airbnb começou por ser quando foi criada. As áreas que a plataforma vai abandonar são aquelas que não estejam diretamente envolvidos no arrendamento de imóveis, como em estúdios, hotéis e transportes.

No longo prazo, o responsável acredita que as pessoas vão mudar a forma como viajam. “As viagens neste novo mundo terão uma aparência diferente, precisamos que a Airbnb evolua de acordo com isso.”

As pessoas vão querer opções mais próximas de casa, mais seguras e mais em conta, defende. “Mas as pessoas também anseiam por algo que parece que lhes foi arrancado – a inter-relação humana.”

O que esta crise veio fazer foi redirecionar o foco para voltar às raízes, voltar ao básico, voltar ao que é verdadeiramente especial na Airbnb: “pessoas comuns que hospedam nas suas próprias casas e oferecem experiências.”

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