Ana Rita Lopes: «A tecnologia dificilmente suplantará os humanos»

A diretora de Recursos Humanos do Grupo Nabeiro-Delta Cafés chama a atenção para as caraterísticas em que a tecnologia dificilmente suplantará os humanos, como a criatividade, a imaginação e a iniciativa, enquanto impulsionadores de novas formas de olhar para os problemas, de procurar soluções, de reinventar modelos.

Ana Rita Lopes há precisamente dois anos assumia a direção de Recursos Humanos do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, transitava da função de Diretora de Recursos Humanos do Grupo Altice. Licenciada em gestão de Recursos Humanos pelo ISCTE e com um Mestrado Executivo em Controlo de Gestão no INDEG, iniciou o seu percurso profissional na PT, agora Altice, em várias funções ligadas a Recursos Humanos, nomeadamente projetos de desenvolvimento de Recursos Humanos como Modelos de Carreiras, Avaliação de Desempenho, Graduação de funções e Sistemas de Compensação.

Auscultámos alguns líderes sobre como devem ser estes novos super-profissionais do futuro? Ana Rita Lopes aceitou o desafio.


«No início de 2020, o Fórum Económico Mundial previa que, a partir de 2022, se começassem a sentir os efeitos da designada “4.ª Revolução Industrial”. Mas o desafio a que o mundo foi exposto com uma pandemia acelerou estes efeitos.

Neste novo contexto de incerteza e imprevisibilidade, uma das chaves principais do sucesso na antecipação de cenários, tendências ou ações de resposta imediata, será a capacidade de organização e análise de grandes quantidades de informação, o cruzamento de dados e a análise multifatorial.

Análise crítica e resolução de problemas serão competências valorizadas numa maior amplitude de funções, não exclusivas a funções mais qualificadas ou de liderança. A criatividade, a imaginação e a iniciativa serão impulsionadores de novas formas de olhar para os problemas, de procurar soluções, de reinventar modelos. São caraterísticas em que a tecnologia dificilmente suplantará os humanos.

Neste sentido, devemos reter e desenvolver profissionais com agilidade de pensamento para analisar toda a informação, na tomada de decisão com os dados que têm em cada momento, e para colaborar com qualquer equipa de trabalho, com as ferramentas colaborativas certas e a partir de qualquer lado.»

[O testemunho foi publicado na edição n.º 12 da revista Líder.]

Artigos Relacionados: