As igrejas estão fechadas, mas a religião tem um novo lar na internet

A meio da pandemia do novo coronavírus, as casas de culto foram forçadas a descobrir como colocar serviços, rituais e outras práticas religiosas online. Antes da pandemia, cerca de um terço dos americanos afirmavam frequentar serviços religiosos pelo menos uma vez por semana, segundo o Pew Research Center. Contudo, durante a pandemia, as casas de culto nos EUA fecharam as portas, tal como outros espaços públicos.

Com o tempo, alguns estados americanos começaram a diminuir as restrições e a permitir o culto, mas muitos líderes religiosos ainda não planeiam reabrir porque estão preocupados com a disseminação do vírus. E mesmo as instituições que estão a reabrir sabem que muitos membros ainda têm receio de se aventurar e sair de casa.

Isto significa que as casas de culto, tradicionalmente um lar espiritual e social para os membros, tiveram que encontrar formas novas de alcançar pessoas confinadas nas suas casas. Um artigo da revista de negócios americana Fast Company mostra como igrejas, sinagogas e mesquitas procuraram rapidamente disponibilizar serviços e rituais online de maneira a honrar as suas tradições religiosas.

A empresa StreamingChurch.tv, por exemplo, permite que as igrejas transmitam sermões e eventos ao vivo e gravados através de seus sites, plataformas de redes sociais, como o Facebook, e plataformas de streaming, como o YouTube e o Roku.

A empresa fornece atendimento ao cliente para ajudar pastores inseguros digitalmente a obter serviços online, geralmente usando computadores e equipamentos de vídeo que eles já têm na igreja ou em casa. Também oferece uma variedade de opções, como Bíblias digitais multilíngues.

A StreamingChurch.tv não é o único serviço de streaming focado na religião. Alguns líderes religiosos podem preferir negociar com aqueles que partilham as suas filosofias espirituais, e alguns têm receio de transmitir através de plataformas convencionais como o YouTube ou o Facebook.

Algumas comunidades religiosas descobriram que a mudança para o online ajudou a atrair novos visitantes ou a reconquistar membros, incluindo algumas pessoas que não podiam chegar facilmente às casas de culto devido à distância, conflitos de agenda ou deficiência. Enquanto o novo estilo de adoração é um desafio para alguns, outros relatam que está a tornar a religião mais acessível do que nunca.


Decidir o que pode ir para o online
O rabino Mark Bloom, em Oakland, Califórnia, começou a transmitir vídeos dos serviços da sinagoga judaica conservadora no YouTube, no site da sinagoga e nas redes sociais em resposta à pandemia. Os serviços são semelhantes com o que seriam pessoalmente, diz ele, e houve comentários positivos dos membros quando se soube que a contagem de participantes nos serviços aos sábados era mais alta do que presencialmente.

Fiéis de todas as religiões também estão a aproveitar o streaming online para conhecer instituições, sem as restrições geográficas ou a vergonha de entrar numa nova congregação. Muitas plataformas de streaming online permitem ver de onde vêm os participantes.

Conclusão: os líderes religiosos descobriram novos membros em todo o mundo atraídos pelo boca a boca ou pelas redes sociais.

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