As tendências do futuro da gestão de Recursos Humanos e seis dicas para o “novo normal”

Flexibilidade, agilidade e produtividade são as novas tendências do próximo normal, de acordo com o estudo “The Next Normal”, elaborado pela Michael Page, que através de um inquérito feito em 2020, analisou os desafios e as oportunidades ao nível dos Recursos Humanos para passar da fase de sobrevivência à reconstrução e crescimento das organizações.

Para 94,9% dos colaboradores inquiridos em toda a Europa, a relação com os superiores e os colegas é o fator essencial ao ponderar uma mudança, seguido pelo reconhecimento do seu trabalho (94,7%) e possível acesso a formação (90,2%), fatores mais valorizado do que um aumento salarial (74,6%). A flexibilidade como nova tendência do próximo normal é comprovada por 89,8% (quase 9 em 10) dos entrevistados que insistiram na necessidade de um maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

Os modelos de trabalho híbrido e remoto são encarados de forma positiva e podem atrair candidatos talentosos. De acordo com a investigação efetuada 81,2% dos colaboradores acreditam que podem exercer as suas funções a trabalhar total ou parcialmente de forma remota. As competências sociais são também das tendências mais valorizadas, com a coordenação, a gestão do tempo e a comunicação em primeiro plano, especialmente na liderança, à medida que mais empresas mantêm estratégias de trabalho remoto ou híbrido e os colaboradores conseguem conciliar as expectativas com as limitações.

O estudo também conclui que durante a Pandemia, o trabalho remoto gerou um nível surpreendente de produtividade e envolvimento para muitas organizações. Cerca de 44% dos colaboradores afirmaram que a sua produtividade melhorou graças aos diferentes horários ou às disposições de escritório em casa. Além disso, quase um terço reportou um aumento da motivação e da satisfação no trabalho.

Criar uma força de trabalho resiliente e motivada numa realidade em constante desafio, relevou-se um enorme desafio para os gestores e as empresas. A investigação efetuada pela Michael Page mostra que, durante o período do confinamento, 42% dos colaboradores se sentiram insatisfeitos com a forma como os empregadores comunicaram a sua visão do futuro.

Além da flexibilidade, a paridade de género é um fator determinante na decisão do próximo passo para 63% dos colaboradores e candidatos inquiridos, imediatamente antes do horário de trabalho flexível (61%). No início do próximo normal, os líderes mais estratégicos estão a oferecer modelos de trabalho híbrido que impulsionam a autonomia e o bem-estar dos colaboradores, e a incentivar a diversidade e a inclusão, com a criação de trabalhos mais equitativos e atrativos.

E quando o “normal” está sempre em mudança o que podemos fazer? Álvaro Fernández, Director Geral da Michael Page deixa seis conselhos para ser bem sucedido, independentemente do que o futuro possa trazer:

 

  1. Atraia o melhor talento
  2. Construa uma força de trabalho resiliente
  3. Prepare as suas equipas para o futuro ao desenvolver as competências certas
  4. Aumente a produtividade do trabalho remoto
  5. Definição de regras de flexibilidade
  6. Adote uma cultura empresarial animada e consistente

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