• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      O que aconteceu às chamadas telefónicas?

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      O que aconteceu às chamadas telefónicas?

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

Startup World Cup estreia em Portugal com final marcada para Silicon Valley

24 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A Startup World Cup, a maior competição global de startups, estreia-se em Portugal nos dias 10 e 11 de setembro, com a primeira edição nacional a decorrer no Unicorn Factory, em Lisboa. O evento irá selecionar a startup portuguesa que representará o país na final mundial, marcada para 17 de outubro, em Silicon Valley, onde estará em jogo um investimento direto de 1 milhão de dólares.

Ao longo de dois dias, 50 startups pré-selecionadas apresentarão os seus projetos perante um júri de especialistas, investidores e parceiros institucionais. Apenas 15 chegarão às semifinais, e uma será escolhida para competir na final internacional.

Para Anis Uzzaman, CEO da Pegasus Tech Ventures, promotora global do evento, Portugal representa «um ecossistema de inovação vibrante e uma cultura crescente de empreendedorismo e investimento».

Da esquerda para a direita: Manuel Teixeira Magalhães (diretor comercial & parcerias); Nuno Cepêda (diretor de marketing & comunicação); Sónia Magalhães (diretora de inovação & ecossistema) e Rui Sales Rodrigues (diretor executivo).

 

Com presença em mais de 70 países e 100 etapas regionais, a Startup World Cup mobiliza todos os anos 10.000 candidaturas e mais de 50.000 participantes. A competição junta startups, investidores, analistas e empresas de referência global para debater e lançar soluções disruptivas em áreas como saúde, energia, educação, fintech, entretenimento e tecnologia.

O objetivo do SWC Portugal 2025 é claro: colocar as startups portuguesas em contacto com investidores de topo e criar oportunidades reais de financiamento e crescimento internacional.

«Portugal está a consolidar-se como hub de inovação e empreendedorismo, mas é fundamental garantir acesso a investimento estratégico e qualificado», sublinha Rui Sales Rodrigues, diretor executivo da competição em Portugal. «Estamos a reunir um ecossistema de apoio robusto para ajudar as startups a preparar o salto para Silicon Valley.»

Arquivado em:Inovação, Notícias

Ajudar é 1% no IRS e 99% de impacto – a matemática da solidariedade

24 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Todos os anos, por esta altura, lá vem aquele lembrete simpático: “Consigne 1% do seu IRS – não custa nada!”. Literalmente. É mesmo isso: não custa, não se paga, não se perde. E ainda assim, em Portugal, a maioria das pessoas… não consigna.

Segundo dados da Autoridade Tributária, em 2023, menos de 30% dos contribuintes portugueses indicaram uma entidade para receber o seu 1% de IRS. O número tem vindo a crescer ligeiramente nos últimos anos, mas continua longe do seu potencial. Estamos a falar de milhões de euros que poderiam estar a ajudar quem precisa, e que simplesmente… ficam por aí, perdidos na burocracia do anonimato fiscal.

Um estudo da Universidade do Minho, de 2022, tentou perceber este fenómeno e concluiu que muitos contribuintes não sabem que podem consignar, acham que dá trabalho, ou não confiam nas instituições. Mas o mais curioso é outro dado: muitos admitem que até sabiam, mas “esqueceram-se”.

Esquecem-se. Não por má vontade — apenas porque a solidariedade, infelizmente, ainda não está embutida na rotina. É um clássico dilema de comportamento social. Não é que sejamos indiferentes. É que somos… distraídos, ocupados, e muitas vezes presos à ideia de que ajudar exige grande esforço — mesmo quando não exige.

O comportamento social é claro: quando algo não nos afeta diretamente, tendemos a desprioritizar. Chamam-lhe “distanciamento emocional”. E neste caso, tem um custo real. Quanto mais abstrata ou distante nos parece uma situação (como um idoso isolado do outro lado do país, ou uma família em dificuldades que nunca vimos), menos provável é que reajamos. Mesmo que o custo de ajudar seja… clicar numa caixa no IRS.

Outro fator? A “sobrecarga de escolha”. Quando abrimos o campo da consignação e vemos uma lista de dezenas de instituições, é fácil pensar “não sei qual escolher”, fechar a janela e seguir com o resto da declaração. Resultado? Ninguém recebe nada.

Mas e se pensássemos nos nossos vizinhos? A Cruz Vermelha Portuguesa está a tentar inverter esta lógica com uma pergunta simples: “Quantos vizinhos conhece pelo nome?” A campanha #APortaAoLado quer precisamente isso — quebrar essa tal distância psicológica e lembrar-nos que a pobreza, o isolamento, a solidão… não estão assim tão longe. Estão ao virar da esquina.

A instituição alerta para que em dois anos, os pedidos de ajuda cresceram 126%. E mais de 500 mil idosos vivem sozinhos em Portugal, um número que cresce 2% todos os anos. E estamos a falar de situações reais, aqui, no nosso bairro.

É uma sacudidela gentil à nossa bolha diária. E uma chamada à ação. Porque quando escolhemos consignar o nosso 1%, no caso da Cruz vermelha, estamos a ajudar a financiar programas concretos como o Cartão Dá CVP, que permite às famílias comprar comida com dignidade, sem filas nem cabazes. Ou o Programa Mais Feliz, que acompanha pessoas em risco de exclusão social de forma estruturada e continuada. Mas há uma panóplia sem fim de outras instituições que trabalham diferentes causas, com medidas que faz sentido conhecer.

A psicologia social diz-nos que a maioria das pessoas quer ajudar — só precisa de sentir que o seu gesto é útil e que vai realmente fazer a diferença. É por isso que falar sobre o 1% importa. Porque se cada um de nós trouxer esta conversa para o café, para o grupo de amigos, para o almoço de domingo, podemos mesmo virar a maré.

No fim de contas, ajudar não tem de doer. Pode ser simples, rápido… e até automático. Quando dizemos que “1% faz a diferença”, não é um cliché. É mesmo a matemática da solidariedade em ação.

E porque é que ainda não fazemos isto em massa? Talvez por falta de hábito. Ou por pensarmos que é complicado. Ou, simplesmente, porque nunca ninguém nos explicou o impacto real.

Mas aqui está a boa notícia: estamos em abril, e ainda vamos muito a tempo de mudar. A consignação do IRS é fácil, gratuita e pode ser feita em menos de um minuto. Basta indicar o NIF da Instituição que quer apoiar (no caso da Cruz Vermelha Portuguesa: 500 745 749).

E este ano, em vez de dizer “fica para o ano”, porque não clicar naquela caixinha e ajudar quem vive mesmo ao nosso lado?

Arquivado em:Opinião

O banquete da revolução alimentar: mudar antes que seja tarde

23 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

O setor alimentar emite um terço dos gases com efeito de estufa. Soluções existem, mas o mundo ainda hesita. Por muito que se fale em transição energética ou em cortar com os fósseis, a verdade continua crua e difícil de digerir: a indústria alimentar é um dos principais motores do colapso climático. Sozinha, emite um terço dos gases com efeito de estufa, consome 70% da água doce do planeta e arrasa 80% das florestas destruídas todos os anos. E, no entanto, só capta 8% dos investimentos em tecnologias climáticas.

Os dados estão no mais recente relatório da BCG com o Fórum Económico Mundial. O aviso é direto: sem uma mudança radical na forma como cultivamos, produzimos, transportamos e consumimos comida, não haverá futuro sustentável. Continuar neste caminho é servir um banquete de autodestruição.

Planeta à mesa, mas a conta chega amanhã

Já vimos os pratos a faltar. As cheias no Paquistão afogaram campos inteiros de arroz. A seca prolongada no Corno de África deixou milhões sem acesso ao básico. No Brasil, pragas descontroladas dizimaram colheitas de milho e soja. Em Madagáscar, a primeira fome oficialmente atribuída às alterações climáticas. A crise alimentar não é uma previsão — é o menu do presente.

E, no entanto, investimos como se não fosse conosco. Desde 2020, os fundos alocados à inovação alimentar caíram de 22% para 8% do total das tecnologias climáticas. Enquanto se despejam milhões em baterias e carros eléctricos, a agricultura sustentável continua à margem. É como tentar apagar um incêndio com uma chávena de água — sabendo que temos um lago ao lado.

Agricultura regenerativa: um sumidouro ignorado

Há soluções no terreno. E não são ficção científica, são práticas reais, testadas, com impacto mensurável. A agricultura regenerativa, por exemplo, pode armazenar até 120 mil milhões de toneladas de CO₂ até 2050 — mais do que três vezes as emissões globais de um ano. É um pulmão vivo à espera de escala, capaz de transformar solos degradados em verdadeiros cofres de carbono. Mas continua a ser tratada como uma nota de rodapé no grande livro da transição ecológica.

Há também sistemas de irrigação inteligente, que conseguem reduzir o uso de água para metade — uma revolução discreta, mas vital, num planeta onde a escassez de água já afeta milhares de milhões. Imagine-se o que isto representa no Sul Global, onde cada gota conta e os campos morrem de sede.

E há ainda as proteínas vegetais e os sucedâneos da carne, que, se forem adotados em larga escala, podem evitar mais de 100 mil milhões de toneladas de emissões até meados do século. É um corte comparável ao de eliminar por completo as emissões da China durante mais de uma década. E no entanto, continuam a ser vistas por muitos como excentricidades de nicho ou modas passageiras.

As ferramentas estão à vista. A caixa de soluções está aberta. O que falta é vontade política, músculo financeiro e visão de futuro.

Fome, obesidade e desperdício: o triplo fracasso

Vivemos num sistema alimentar que falha em três frentes: produz alimentos que não alimentam, desperdiça um terço do que colhe e deixa quase mil milhões de pessoas com fome. Ao mesmo tempo, um quarto da população mundial vive com deficiências nutricionais e mais de mil milhões enfrentam problemas relacionados com a obesidade.

É um paradoxo cruel: abundância tóxica para uns, escassez crónica para outros. Um modelo desenhado para maximizar lucro e minimizar nutrição, enquanto esgota os recursos e semeia desigualdades.

A produção alimentar moderna, dominada por grandes corporações e pela agricultura industrial, muitas vezes foca a quantidade em detrimento da qualidade. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alerta que, embora o mundo produza alimentos suficientes para alimentar toda a população, grande parte dessa produção não contribui de forma significativa para uma alimentação nutritiva. Culturas como soja, milho e trigo são cultivadas em larga escala, mas frequentemente resultam em produtos processados com baixo valor nutricional.

Muitos desses alimentos são usados para alimentar animais ou são convertidos em produtos industrializados, como fast food, que são ricos em calorias vazias e pobres em nutrientes essenciais. O aumento da obesidade e de doenças relacionadas à dieta desequilibrada, como diabetes e doenças cardiovasculares, são um reflexo direto dessa tendência, com os alimentos processados sendo um dos principais responsáveis por essas condições.

Desperdício Alimentar

O desperdício de alimentos é um dos maiores paradoxos no sistema alimentar atual. A FAO estima que cerca de um terço de todos os alimentos produzidos globalmente sejam desperdiçados anualmente, o que equivale a cerca de 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos. Esse desperdício ocorre em todas as etapas da cadeia de produção, desde a colheita até o consumo final.

A maior parte desse desperdício ocorre nos países desenvolvidos, onde alimentos são descartados por não estarem em perfeitas condições ou por excesso de compra. Além disso, estima-se que mais de 40% dos alimentos nos Estados Unidos sejam desperdiçados. Esse desperdício é inaceitável, especialmente considerando que poderia alimentar milhões de pessoas que sofrem com a fome, um problema ainda persistente, com a FAO estimando que 800 milhões de pessoas no mundo ainda vivam com fome crónica.

O impacto ambiental do desperdício de alimentos também é significativo, já que a produção de alimentos é uma das principais fontes de emissão de gases de efeito estufa. O desperdício de alimentos contribui para o esgotamento de recursos naturais como solo, água e energia, além de gerar grandes quantidades de resíduos orgânicos.

As quatro paredes do impasse

Posto isto, a BCG identificou os muros que travam a transição:

  • Custos de produção ainda altos: tecnologias sustentáveis ainda são caras para muitos agricultores.

  • Regulação lenta e desfasada: a burocracia não acompanha a velocidade da inovação.

  • Desconfiança do consumidor: poucos estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis.

  • Infraestruturas obsoletas: o sistema logístico ainda está alinhado com o velho modelo de produção.

São barreiras reais, mas não intransponíveis. Precisam de coragem e coordenação. E sobretudo, precisam de deixar de ser desculpas.

A urgência pede alianças corajosas

Não basta a boa vontade dos consumidores. Não chega o ímpeto de startups. A transformação exige uma aliança de Estado, mercado e sociedade civil.

  • Governos que regulem com inteligência e incentivem com ambição.

  • Empresas que alinhem lucro com planeta.

  • Bancos e fundos que apostem no longo prazo.

  • Agricultores que liderem, com apoio técnico e financeiro.

  • Cidadãos que escolham com consciência e pressionem com convicção.

Food Innovation Hubs: as incubadoras do possível

Há já polos de inovação alimentar ativos na Colômbia, Índia, Europa, Médio Oriente e África. São laboratórios vivos onde empresas, cientistas, agricultores e decisores públicos trabalham lado a lado. Criam soluções adaptadas ao contexto local, testam novas práticas e espalham conhecimento.

Mas sem irrigação política e sem financiamento robusto, correm o risco de ser apenas vitrines para turistas da inovação.

A escolha não é entre manter ou mudar. É entre viver ou colapsar.

Até 2030, seremos mais de 8 mil milhões à mesa. E no entanto, estamos a perder 1% das terras aráveis por ano. Os solos esgotam-se, os ecossistemas colapsam, os rendimentos agrícolas tornam-se imprevisíveis. Continuar assim é um jogo de roleta russa com o prato vazio como bala final.

A revolução alimentar não é um luxo ecológico, mas uma urgência existencial. Tem de haver investimento e política pública. Tem de ser presente no prato, no supermercado e no campo. Não podemos continuar a comer como se não houvesse amanhã — porque pode mesmo não haver.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Tendências e perspetivas para o mercado imobiliário europeu em 2025

23 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

O mercado imobiliário europeu, em 2025, apresenta um cenário contrastante entre países, refletindo o impacto das altas taxas de juro e a adaptação das economias ao ambiente pós-pandemia. Embora o mercado tenha mostrado sinais de recuperação em várias regiões, a atividade e os preços variam significativamente conforme o contexto local.

Esta análise parte de um relatório da AVIV.

Recuperação dos preços de habitação na Europa

Em 2025, as variações no mercado de preços de habitação são visíveis, com um crescimento modesto em países como França e Bélgica, que começam a recuperar as perdas acumuladas durante o pico da pandemia. Os preços em França e  na Bélgica tiveram um aumento moderado, indicando um regresso à estabilidade, embora ainda estejam distantes dos valores de 2021.

No caso da Alemanha, o crescimento de preços foi mais robusto, com um aumento de 3,7%, refletindo uma recuperação mais acentuada do mercado. No entanto, essa recuperação é desigual, e em muitos outros países, o aumento dos preços foi limitado ou até nulo.

Em Lisboa, por exemplo, o preço médio por metro quadrado situava-se em 4.211 euros em março deste ano, representando um aumento de 1,1% em relação a fevereiro.

Para mitigar a crise habitacional, o governo português aprovou medidas que permitem a reclassificação de terrenos rurais para uso urbano, com o objetivo de aumentar a oferta de habitação acessível.

Contudo, apesar das medidas implementadas, os preços das habitações em Portugal deverão continuar a subir em 2025, embora a um ritmo mais moderado, devido à persistente discrepância entre a oferta e a procura no mercado imobiliário.

Produção de crédito e taxas de juro

As taxas de juro, embora ainda altas, estão a começar a mostrar sinais de estabilização, com um impacto direto sobre a produção de crédito no mercado imobiliário. Desde 2022, as taxas permaneceram elevadas, especialmente em comparação com os níveis extremamente baixos de 2021, o que tem continuado a afetar o acesso ao crédito em muitos mercados.

Em França, o volume de crédito tem mostrado uma recuperação após a queda significativa registada nos dois anos anteriores. O aumento da atividade de crédito foi notável, com a produção de crédito habitacional a aumentar significativamente, embora ainda esteja abaixo dos níveis observados em 2022.

Em Portugal, o mercado experimentou um crescimento semelhante, com o crédito habitacional a recuperar progressivamente, embora em níveis ainda inferiores ao que era esperado inicialmente.

Assumindo que as taxas de juro se mantenham próximas dos níveis atuais, as previsões para o segundo trimestre apontam para a continuação de uma recuperação generalizada do mercado:

Bélgica, França e Itália preparam-se para uma primavera especialmente dinâmica. Espera-se que a procura ultrapasse os níveis do ano passado, impulsionada por uma melhoria na acessibilidade à habitação e por condições de crédito favoráveis. Mesmo que persistam pressões internacionais, é pouco provável que as taxas de juro dos empréstimos se agravem de forma significativa num futuro próximo, permitindo que o dinamismo da primavera se mantenha antes de surgirem possíveis ventos contrários.

Espanha e Portugal poderão registar um ritmo mais estável, em linha com as tendências anteriores. Apesar de a acessibilidade estar a atingir um ponto crítico, devido à pressão contínua dos preços, a procura deverá manter-se sólida, em níveis comparáveis aos de 2024. Os compradores estrangeiros continuam a ter um papel de apoio em ambos os países.

Desafios persistentes e expectativas para os próximos anos

Embora a recuperação seja visível nalgumas áreas, o mercado imobiliário europeu continua a enfrentar desafios, principalmente devido à incerteza económica global e à alta inflação. As taxas de juro ainda estão a níveis elevados em muitos países, dificultando o acesso a financiamentos, especialmente para aqueles que não têm uma situação financeira sólida.

A expectativa para os próximos anos é que o mercado continue a ajustar-se à realidade de taxas de juro mais altas, e que a produção de crédito, embora em recuperação, se mantenha abaixo dos níveis pré-pandemia. Países como França, Alemanha, e Bélgica devem liderar essa recuperação, enquanto Portugal e outros mercados periféricos podem demorar mais tempo a alcançar a estabilidade desejada.

Conclusão

O mercado imobiliário europeu em 2025 revela uma recuperação desigual, onde o impacto das taxas de juro e as flutuações de preços variam conforme o país. Embora o crédito esteja a ser mais acessível nalgumas regiões, as incertezas económicas e a adaptação dos mercados às novas condições financeiras serão fatores cruciais para determinar o ritmo da recuperação a longo prazo.

Arquivado em:Economia, Notícias, Sociedade

Nova sede no Porto reforça expansão na reparação eletrónica

23 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A iServices acaba de abrir as portas de sua nova sede regional no Porto, um espaço corporativo de 156 m² que marca a expansão da empresa no norte do país. A nova unidade será também a base da Academia iServices, um centro dedicado à formação contínua de colaboradores, com foco na especialização técnica em reparação e recondicionamento de equipamentos eletrónicos.

Com um design contemporâneo e funcional, a nova sede reflete a identidade da marca e foi pensada para oferecer um ambiente ergonómico e acolhedor, visando o bem-estar e a eficiência no trabalho. O layout do espaço foi cuidadosamente planeado para criar áreas distintas, incluindo salas de reuniões, amplas zonas de trabalho, lounge e copa, tornando-o versátil e adaptável às necessidades da equipa e aos desafios do futuro.

Bruno Borges, Diretor-Geral da iServices, comentou: «Com mais de 15 anos de experiência no setor da reparação de tecnologia, acumulámos um know-how técnico único no mercado. A Academia iServices é o reflexo deste percurso, um espaço dedicado à partilha de conhecimento e à formação especializada, que visa elevar os nossos padrões de qualidade. Queremos que cada colaborador que passe por aqui se torne não só mais qualificado, mas também mais confiante e preparado para os desafios tecnológicos do presente e do futuro.»

A expansão internacional também está a ser uma prioridade para a empresa. Recentemente, foi inaugurada uma nova sede regional em Bruxelas, que segue o modelo da sede de Lisboa, com um espaço em regime open space, promovendo a colaboração entre as equipas e uma comunicação mais fluida. Este novo escritório conta com copa, sala de reuniões e zona de convívio, aliando modernidade e funcionalidade, numa decoração leve e contemporânea.

Com as novas sedes no Porto e em Bruxelas, a iServices consolida a sua posição como líder na reparação e recondicionamento de equipamentos eletrónicos, mantendo o seu headquarters em Lisboa e fortalecendo sua presença tanto no mercado nacional quanto internacional.

Arquivado em:Líder Corner

Inteligência Artificial: de promessa tecnológica a músculo estratégico

22 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Durante décadas, a inteligência artificial viveu no reino da ficção científica. Alimentou distopias, inspirou laboratórios, e passou anos a prometer revoluções que nunca chegavam. Mas desde 2023 o feitiço foi quebrado. A IA generativa saiu do laboratório e entrou nos escritórios, nas reuniões, nas decisões estratégicas, na vida da sociedade civil. Deixou de ser um luxo para curiosos e passou a ser ferramenta de trabalho. A mais recente análise da McKinsey confirma o que já se pressentia nas entrelinhas: a IA generativa não é futuro. É presente.

Segundo o relatório da McKinsey The State of AI: How Organizations Are Rewiring to Capture Value, mais de 75% das empresas já utilizam IA em pelo menos uma função de negócio.

Mudanças organizacionais para gerar valor com IA generativa

As organizações estão a começar a fazer mudanças organizacionais para gerar valor futuro a partir da IA generativa, com as grandes empresas a liderar o caminho. O mais recente estudo global da McKinsey sobre IA revela que as organizações estão a dar passos que impactam diretamente os resultados financeiros, como o redesenho de fluxos de trabalho à medida que implementam IA generativa e a colocação de líderes seniores em funções críticas, como a supervisão da governança de IA.

A pesquisa também mostra que as empresas estão a trabalhar para mitigar um conjunto crescente de riscos associados à IA generativa e a contratar novos profissionais especializados, ao mesmo tempo que requalificam os seus funcionários para participar na implementação da IA. As empresas com receitas anuais superiores a 500 milhões de dólares estão a adaptar-se mais rapidamente do que as organizações menores.

Em termos gerais, o uso de IA, tanto a IA generativa quanto a IA analítica, continua a ganhar força. Mais de três quartos dos inquiridos afirmam que as suas organizações utilizam IA em pelo menos uma função de negócios. O uso da IA generativa, em particular, está a aumentar rapidamente.

A importância da governança de IA e o papel do CEO

Uma das descobertas mais notáveis da pesquisa é a correlação entre a supervisão da governança de IA pelo CEO e o impacto positivo nos resultados financeiros da organização, especialmente em empresas maiores. 28% dos inquiridos afirmam que o CEO é responsável pela supervisão da governança de IA, embora essa percentagem seja menor em empresas com receitas superiores a 500 milhões de dólares. Em 17% dos casos, a governança de IA está a cargo do conselho de administração. Muitas vezes, a governança de IA é partilhada entre dois líderes.

A criação de valor a partir da IA está a exigir um redesenho das operações das empresas. A pesquisa indica que o redesenho de fluxos de trabalho tem o maior impacto na capacidade das organizações de gerar resultados financeiros com o uso da IA generativa. 21% dos inquiridos que afirmam que as suas organizações usam IA generativa revelam que já redesenharam fundamentalmente alguns fluxos de trabalho devido à implementação da IA.

 

Onde a IA tem de ser perfeita

Outros 27% indicam que apenas 20% ou menos dos conteúdos gerados pela IA são verificados antes de serem utilizados. É importante destacar que as indústrias de negócios, jurídico e outros serviços profissionais são as que mais frequentemente revisam 100% dos conteúdos gerados.

Em relação aos riscos associados à IA generativa, muitas organizações estão a aumentar os seus esforços para mitigar problemas como imprecisão, cibersegurança e violação de propriedade intelectual.

Comparado com o início de 2024, houve um aumento significativo no número de respondentes que afirmam que suas organizações estão a gerir ativamente esses riscos, que são apontados como tendo causado consequências negativas para as empresas. A pesquisa mostra uma tendência crescente na mitigação desses riscos, com destaque para a violação de propriedade intelectual e os riscos de cibersegurança.

As organizações maiores têm uma abordagem mais robusta na gestão dos riscos associados à IA generativa (gen AI), comparativamente com as empresas menores. No entanto, a maioria ainda está em fases iniciais da implementação das práticas que comprovadamente geram valor com a utilização da IA.

Adoção e escalabilidade da IA: desafios e boas práticas emergentes

  • Adoção precoce
    A maioria das empresas ainda não conseguiu ver um impacto significativo no resultado final devido à IA generativa. Apenas 1% dos executivos afirmam que as suas implementações de IA estão “maturas”.

    Mesmo assim, começa a ser possível observar impactos positivos quando se utilizam as melhores práticas de adoção e escalabilidade da IA. Um desses métodos mais eficazes é o monitoramento de KPIs bem definidos para as soluções de IA generativa.

Práticas de adoção e escalabilidade: O que funciona?

Realizamos uma pesquisa para entender melhor quais práticas estão a ser seguidas pelas empresas. Descobrimos que, embora as empresas ainda estejam em estágios iniciais, aquelas que seguem boas práticas de adoção de IA estão a obter resultados mais consistentes.

As práticas mais eficazes incluem:

  • Rastreio de KPIs bem definidos para soluções de IA

  • Criação de um roteiro claro para promover a adoção da IA

  • Estabelecimento de equipas dedicadas para impulsionar a transformação e a implementação da IA

Grandes empresas estão mais avançadas na implementação dessas práticas

Menos de um terço dos inquiridos relatam que as suas organizações estão a seguir a maioria das 12 práticas recomendadas para adoção e escalabilidade da IA. A situação é mais favorável nas grandes empresas, onde se observa:

  • Mais de duas vezes mais empresas grandes com roteiros claros de adoção da IA

  • Maior probabilidade de ter equipas dedicadas para impulsionar a transformação com IA

  • Comunicações internas regulares sobre o valor da IA

  • Treinamentos específicos para garantir que os colaboradores saibam como usar a IA corretamente

Além disso, as empresas maiores estão mais focadas em fomentar a confiança dos clientes e funcionários no uso da IA.

A Inteligência Artificial está a mudar o tipo de talento que as organizações procuram

As empresas que já utilizam Inteligência Artificial mantêm o ritmo de contratações para funções técnicas, mas o tipo de perfil procurado está a evoluir.

  • Menos design, mais risco e ética
    A contratação de especialistas em visualização de dados e design caiu. Em contrapartida, começam a surgir novas funções ligadas à gestão de riscos:

    • 13% das empresas contrataram especialistas em conformidade com IA

    • 6% recrutaram especialistas em ética

Empresas de maior dimensão lideram a procura por perfis técnicos, como engenheiros de machine learning, cientistas de dados e engenheiros de dados.

Cientistas de dados continuam em alta procura

Metade dos profissionais em organizações com IA afirma que vão precisar de mais cientistas de dados nos próximos 12 meses.

Embora a contratação para funções técnicas esteja ligeiramente menos desafiante do que em anos anteriores, os cientistas de dados continuam difíceis de recrutar.

Requalificação vai acelerar

Muitas organizações já começaram a requalificar parte da sua força de trabalho devido à adoção da IA — e a maioria espera intensificar esse esforço nos próximos três anos.

  • Os trabalhadores têm usado o tempo poupado com automação para:

    • Assumir novas tarefas

    • Focar-se mais em responsabilidades não automatizadas

Empresas maiores têm maior tendência para reduzir o número de funcionários com base no tempo poupado — uma estratégia que, segundo os dados, tem forte impacto na rentabilidade obtida com IA generativa.Impacto no emprego varia conforme a área

Apesar das mudanças, 38% dos inquiridos acreditam que a IA generativa terá pouco impacto no número de trabalhadores nos próximos três anos.

  • No setor financeiro, porém, a maioria espera uma redução da força de trabalho.

  • Curiosamente, os executivos de topo estão mais confiantes do que os gestores intermédios em relação ao possível aumento de equipas com o apoio da IA.

Onde se espera reduzir pessoal:

  • Operações de serviço (ex: apoio ao cliente)

  • Gestão da cadeia de abastecimento e inventário

Onde se espera aumentar:

  • Tecnologias de Informação (IT)

  • Desenvolvimento de produtos e serviços

Executivos de topo lideram uso de IA generativa no trabalho

O uso individual da IA generativa aumentou significativamente em 2024, com os executivos de topo (C-level) a destacarem-se como os maiores utilizadores.

Segundo dados da McKinsey, 53% dos executivos C-level já usam regularmente ferramentas de gen AI no trabalho, contra 44% dos gestores intermédios. A tendência mostra um alargamento do uso em todas as faixas etárias, regiões e sectores — mas é no topo da hierarquia que a adesão é mais forte.

A evolução entre 2023 e a segunda metade de 2024 é clara:

  • Cresceu o número de pessoas a usar gen AI tanto no trabalho como fora dele.

  • Diminuiu o grupo dos que nunca experimentaram.

  • A faixa etária entre os 28 e os 43 anos (nascidos entre 1981-1996) está entre as mais propensas a explorar estas ferramentas.

A nível geográfico, o uso expandiu-se em todos os continentes, com destaque para a América do Norte e a Ásia-Pacífico, onde os níveis de adoção são mais altos.

Por sectores, os líderes no uso de IA generativa são:

  • Tecnologia

  • Media e telecomunicações

  • Serviços profissionais, jurídicos e empresariais

  • Serviços financeiros

A saúde, o retalho e as indústrias avançadas também apresentam crescimento, ainda que mais moderado.

Em resumo, a IA generativa já não é uma curiosidade de nicho. É uma ferramenta real, sobretudo nas mãos de quem toma decisões — e essa tendência só deve acelerar.

IA generativa nas empresas: texto domina, mas imagens e código ganham terreno

A IA generativa está a ganhar presença nas organizações, e não apenas para escrever. Embora 63% dos inquiridos digam que as suas empresas utilizam esta tecnologia para gerar texto, há uma clara diversificação nas aplicações. Mais de um terço já a usa para criar imagens, e 27% geram código informático com ela. O vídeo (20%) e a voz ou música (13%) também entram no radar, com o setor tecnológico a liderar na variedade de formatos explorados.

Mas a questão central permanece: está a IA generativa a gerar valor real?

Comparando com o início de 2024, um número crescente de organizações afirma que o uso de gen AI está a traduzir-se em aumentos de receita nas unidades de negócio onde é aplicada. Em vários casos, esse impacto já é comparável ao da IA analítica, tradicionalmente mais estabelecida nas empresas.

Além da receita, também os custos estão a baixar. A maioria dos respondentes refere que a IA generativa está a permitir reduções de custos significativas, sobretudo em áreas como:

  • Gestão de cadeias de abastecimento e inventário (61%)
  • Operações de serviço (58%)
  • Estratégia e finanças corporativas (56%)
  • Recursos Humanos (56%)
  • Engenharia de software (52%)

Apesar destes avanços a nível funcional, o impacto da IA generativa ainda não é visível no EBIT (lucro operacional) global das empresas. Apenas 17% dos inquiridos dizem que 5% ou mais do EBIT nos últimos 12 meses pode ser atribuído à gen AI.

Ou seja, a IA generativa já está a mudar a forma como as empresas trabalham — mas ainda está longe de revolucionar os seus resultados financeiros.

A era da experimentação acabou

Durante muito tempo, as empresas puderam observar de fora. Testar. Fazer pilots e proofs of concept. Mas esse tempo acabou. O jogo passou para outro patamar. Já não basta experimentar. Agora é preciso decidir. Integrar. Escalar. As organizações que ainda estão na fase da dúvida arriscam-se a ficar para trás — e não por falta de ferramentas, mas por falta de visão.

Neste contexto, os líderes empresariais enfrentam um dilema estratégico: ignorar a tecnologia e proteger o status quo, ou abraçar o risco e liderar o futuro. A resposta certa talvez esteja algures no meio — mas uma coisa é certa: ficar parado deixou de ser uma opção.

A inteligência artificial generativa mudou as regras do jogo. Não é mais uma tendência para observar do canto da sala. É um fenómeno transversal que já está a reconfigurar mercados, alterar relações de trabalho e criar novas dinâmicas de poder nas empresas.

O comboio arrancou. E não há indícios de que vá abrandar. A pergunta agora é: vai ficar na estação ou vai entrar?

Arquivado em:Notícias, Tecnologia, Trabalho

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 138
  • Página 139
  • Página 140
  • Página 141
  • Página 142
  • Interim pages omitted …
  • Página 178
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.