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Marcelo Teixeira

Cinco filmes para entender o 25 de Abril com os olhos bem abertos

22 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

O 25 de Abril já foi cantado, ensinado, lido e vivido. Mas também foi filmado. O cinema português tem sido, ao longo das décadas, uma ferramenta de memória, crítica e poesia. Nestes cinco filmes, a revolução aparece com cravos, sim — mas também com sangue, silêncio, risos nervosos e o peso de um país que acordava de um pesadelo de 48 anos.

1. Capitães de Abril (2000), de Maria de Medeiros

Um clássico incontornável. Maria de Medeiros dramatiza os bastidores do golpe militar com uma narrativa que mistura história e ficção. O filme acompanha Salgueiro Maia e outros capitães enquanto avançam sobre Lisboa, e cruza o olhar militar com o de uma professora presa entre o medo e a esperança. É uma entrada acessível, emocional, didática — e, para muitos, a primeira imagem cinematográfica da revolução.

2. As Armas e o Povo (1975), Colectivo de Cineastas Portugueses

Este é o documento bruto. Rodado durante os dias entre 25 de Abril e 1 de Maio de 1974, é uma espécie de diário coletivo da revolução. Um mosaico de vozes — operários, estudantes, soldados, donas de casa — que dá corpo ao povo que encheu as ruas. Sem encenações, sem filtros. Apenas câmara e realidade. Ouvem-se gritos de liberdade e vê-se o país a nascer em tempo real.

3. 48 (2010), de Susana de Sousa Dias

Não é um filme sobre o 25 de Abril, mas sim sobre o que o precedeu — e, por isso, talvez o mais importante desta lista. Susana de Sousa Dias constrói um retrato assombroso do regime através das fotografias dos presos políticos da PIDE. As vozes que ouvimos contam histórias de tortura, resistência e silêncio. É um murro no estômago — e um lembrete de porque é que Abril teve de acontecer.

4. A Hora da Liberdade (1999), de Jorge Paixão da Costa

 

Produzido para televisão, mas com o cuidado e a ambição de um grande filme, A Hora da Liberdade dramatiza com precisão quase documental as movimentações do MFA no dia 25 de Abril. Um dos grandes méritos do filme é mostrar a tensão interna — o medo de que tudo corresse mal — e a humanidade dos militares envolvidos. É um bom complemento a Capitães de Abril, com menos romantismo e mais nervo.

5. Os Demónios de Alcácer Quibir (1976), de José Fonseca e Costa

Este filme usa a metáfora da derrota de Alcácer Quibir para falar sobre o fim de um império. Com um tom alegórico e provocador, Fonseca e Costa reflete sobre o colapso da identidade colonial portuguesa. Lançado logo após o 25 de Abril, é um filme que dialoga com o momento revolucionário sem o nomear diretamente. Fala do passado, mas aponta o dedo ao presente.

E depois destes?

Há muitos mais: documentários, curtas, filmes independentes, arquivos do PREC. O cinema português — como Abril — não se fecha num único dia. Estes cinco filmes são apenas portas de entrada. O importante é continuar a ver, a pensar e a discutir. Porque a liberdade também se constrói com imagens.

Onde ver estes filmes

Se estás pronto para revisitar ou descobrir o 25 de Abril através do ecrã, aqui ficam alguns pontos de partida:

  • Cinemateca Portuguesa (Lisboa): A cada Abril, revisita clássicos da revolução — vale sempre a pena consultar a programação.

  • RTP Arquivos (arquivos.rtp.pt): Um tesouro gratuito e acessível com imagens históricas, entrevistas e alguns filmes completos.

  • Filmin Portugal (filmin.pt): Plataforma de streaming com vários títulos portugueses, incluindo obras de Maria de Medeiros e Susana de Sousa Dias.

  • Plataforma Bando à Parte: Alguns filmes independentes e documentários sobre o PREC e os anos seguintes aparecem por aqui.

  • Bibliotecas e Mediatecas Municipais: Muitas vezes ignoradas, mas surpreendentes — há DVD’s de Capitães de Abril, A Hora da Liberdade e outros que podes requisitar.

Arquivado em:Lazer, Notícias

Crise de acesso à habitação em Portugal – o boomerang infinito

22 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A crise de acesso à habitação em Portugal, a ter alguma solução, nunca será fácil ou expedita. É um tema quente em diversas vertentes – política, social e jurídica – que não deixa ninguém indiferente. O melhor (ou o pior) é que também acaba por se relacionar com outros temas igualmente escaldantes tais como a imigração, a construção, a corrupção, a carga fiscal, etc…

Mas foquemo-nos na questão sob pena de dispersar o seu conteúdo. Muito já foi dito sobre as supostas soluções à crise habitacional em Portugal. O propósito deste artigo é perceber como se chegou a este ponto (pois só percebendo o passado encontraremos as soluções para o futuro), analisar superficialmente algumas das soluções propostas e perceber racionalmente quais são as soluções adequadas. Com sorte seremos originais e breves no conteúdo.

Analisando o tema de uma perspetiva macro, e tocando também (de uma forma inevitável) nos outros temas acima indicados, percebemos que: a) esta crise era inevitável e; b) dificilmente se irá “resolver”.

Inevitável por, entre outras, três razões que ocorrem de uma forma imediata: inflação galopante, falta(e os custos) da nova construção e o aumento exponencial de imigração.

Da inflação, sendo um problema transversal internacional, não nos iremos ocupar, podendo deixar para outro artigo os mecanismos adequados para absorver os seus impactos.

Os problemas do sector da Construção são uma realidade que transitaram, pelo menos, da década passada (senão antes, derivados da crise de 2008) e não foram atempadamente resolvidos. Da crónica falta de mão-de-obra que poderemos situar com o encerramento, na década passada, de diversas empresas de Construção e a consequente “fuga” da mão de obra, ao aumento exponencial do custo dos materiais de construção, seja pela inflação, seja pelo COVID ou pela guerra na Ucrânia – ou por todos eles cumulados -, a realidade da construção em Portugal é insuficiente para a procura. Resultado: as empresas de construção escolhem com quem trabalham e praticam preços de uma forma, muitas vezes, discricionária e absurda e, ano após ano, a “nova construção” tem vindo a diminuir.

A imigração até poderia ser um aspeto que seria, cumulativamente, um problema, mas também uma solução: os imigrantes poderiam retirar do mercado imóveis, mas muitos poderiam vir trabalhar no sector da construção. O que se passa, na realidade, é que os imigrantes vêm, na sua maioria, para colmatar carências em outros sectores que não o da construção (como o da restauração ou hospitalidade).

Aliando estes fatores a uma total inércia política, tivemos os ingredientes perfeitos para uma crise habitacional grave como a que hoje se vive em Portugal.

Dificilmente se irá resolver pois, e como se já consegue discernir, o problema é de oferta. E esta oferta não aumenta de um dia para o outro.

As primeiras soluções que se podem considerar mais intuitivas e conotadas como “de esquerda” são as ajudas, apoios, tetos nas rendas e utilização de imóveis devolutos.

As ajudas e os apoios são importantes, mas têm-se revelado insuficientes. O mercado adapta-se rapidamente e se são prestadas ajudas (como as ajudas ao pagamento do IMT e IS, créditos do estado, etc) os preços naturalmente sofrem o respetivo ajuste. Tetos nas rendas (ou nos respetivos aumentos) revela-se um autêntico “tiro no pé”: na prática retiram casas do mercado e apenas fazem aumentar o mercado paralelo ou a proliferação de outros mecanismos paralelos para o ajuste do preço pretendido.  É tentar resolver o problema pela procura e não pela oferta e tal, tradicionalmente, não resulta.

Uma solução que poderia fazer algum sentido seria o da utilização de imóveis devolutos. Em qualquer rua de uma cidade em território nacional conseguimos, muitas vezes, identificar, prédios inteiros devolutos ou desocupados que poderiam ser disponibilizados ao mercado. O mecanismo da sua utilização (muito provavelmente através de uma expropriação) teria de ser, no entanto, cuidadosamente estruturado de forma a se compatibilizar com o atual Estado de Direito e poderia ser um processo algo moroso e dispendioso – considerando que também teria de existir algum tipo de obra de reabilitação nos Imóveis. Já se verificou que medidas como o agravamento do IMI para este tipo de imóveis não surtiu o efeito desejado, cumprindo apenas uma finalidade punitiva.

As soluções jurídicas recentemente apresentadas, apesar de importantes e de aplaudir, não “atacam” verdadeiramente o problema da falta de meios para construir. Falamos do infame “Simplex” que teria como objetivo o “aligeirar” dos processos de licenciamento e as próprias formalidades necessárias e inerentes às transações de imóveis. Foi e é um regime que ainda trouxe mais dúvidas do que certezas, pelo menos nesta fase, apesar de, como se referiu, importante. Sobre a nova “lei dos solos” que foi alvo de amplo mediatismo, voltamos à mesma questão: o problema não está na disponibilização de solos. Existem diversos terrenos nos perímetros urbanos perfeitamente utilizáveis sem recorrer a solos que não teriam essa apetência.

Uma solução imediata e que também foi amplamente discutida passa pelos incentivos à própria construção. Uma redução da carga fiscal, nomeadamente do IVA na construção, iria permitir uma redução direta no preço e poderia tornar viável uma série de projetos de reabilitação. Por outro lado, incentivos no IRC e IRS para as respetivas empresas e trabalhadores da área poderiam ajudar a atenuar alguns dos custos (que por sua vez se refletiriam no preço) e incentivar à abertura de novas empresas que permitissem equilibrar a oferta com a procura.

Incentivos ao denominado “Built to Rent” também poderiam ser importantes e interessantes, uma vez que, do ponto de vista dos promotores, não é tradicionalmente viável economicamente construir para arrendar.

Assim e reconhecendo que o tema em si é complexo e sem uma solução isolada, parece-nos que o sector da construção terá de ser devidamente visado e apoiado, o que até agora não o foi, e sendo este um óbvio fator preponderante. Apenas assim se conseguirá inverter esta tendência e se conseguirá, realmente, aumentar a oferta e disponibilizar mais imóveis no mercado.

Arquivado em:Opinião

O Tempo do Cão – António Jorge Gonçalves e Ondjaki

21 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A novela gráfica para todas as idades “O Tempo do Cão” junta os consagrados António Jorge Gonçalves (ilustração) e Ondjaki (texto).

«…há um lago enorme, onde, à noite, um cão adormece com saudades de um guerrilheiro.»

A edição é da Editorial Caminho

Arquivado em:Livros e Revistas

Revelar a Mente – Pedro Castro Rodrigues

21 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A Oficina do Livro publica a 22 de abril, “Revelar a Mente”, do psiquiatra Pedro Castro Rodrigues. Trata-se do primeiro livro escrito por um médico português sobre a utilização de psicadélicos, um tema controverso, resumindo aquilo que a ciência tem demonstrado sobre os seus benefícios e os seus riscos – desde os efeitos em pessoas saudáveis até à investigação como tratamentos de perturbações de saúde mental como a depressão ou as adições.

Arquivado em:Livros e Revistas

A força dos mercados globais num cenário político instável

21 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

As tensões políticas e geopolíticas fazem manchete todos os dias. Tarifas alfandegárias, guerras comerciais, ataques no Médio Oriente, eleições polarizadas ou a persistente instabilidade no Leste europeu — tudo isto parece alimentar a ideia de que investir fora de portas pode ser um risco demasiado elevado. Mas será mesmo assim? E será que o contexto atual justifica uma estratégia de retração e foco no mercado doméstico?

A resposta curta: não. E, mais importante ainda, abdicar da diversificação global poderá ser precisamente o erro a evitar.

Este artigo parte de uma análise realizada pela Schroders.

 

A concentração excessiva já vinha de trás

Muito antes das notícias da atualidade acelerarem a ansiedade dos investidores, os sinais de desequilíbrio nos mercados acionistas já se acumulavam. O exemplo mais flagrante: o desempenho desproporcional das chamadas ‘7 Magníficas’ — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla — transformou o índice norte-americano num espaço cada vez mais restrito, levando a uma concentração excessiva do MSCI All Country World Index nos EUA.

Este cenário fez com que muitos investidores se convencessem de que o melhor seria manterem-se focados nos seus mercados internos. E, agora, com o ruído geopolítico em crescendo, esse enviesamento doméstico parece ainda mais tentador. Mas essa tentação pode sair cara.

 

1. As tarifas não são uma sentença para todos

As tarifas e as guerras comerciais afetam o comércio internacional, mas não de forma uniforme. Algumas regiões — e empresas bem posicionadas — podem mesmo beneficiar da disrupção. O exemplo já foi dado durante a primeira administração Trump, quando países como o Vietname, México, Coreia do Sul ou Tailândia aumentaram as exportações para os EUA, à boleia das tarifas impostas à China.

Para um gestor ativo de ações globais, este tipo de dinâmica representa uma oportunidade, não uma ameaça. Com liberdade para selecionar empresas e geografias sem replicar cegamente um índice, é possível evitar os pontos mais expostos e investir onde o potencial de crescimento é mais resiliente — em especial entre as pequenas e médias capitalizações com maior foco no consumo interno.

 

2. A história mostra que os mercados recuperam depressa

De Washington a Kiev, de Gaza a Pequim, os episódios de instabilidade geram sempre quedas rápidas nos mercados. Mas a história tem demonstrado outra coisa: essas quedas tendem a ser curtas. Seja após o 11 de Setembro ou depois da invasão russa da Ucrânia, o S&P 500 e outros índices globais mostraram resiliência surpreendente.

O mercado de ações tem recuperado relativamente depressa de eventos geopolíticos anteriores baseado no desempenho do Índice Standard & Poor’s 500
O mercado de ações tem recuperado relativamente depressa de eventos geopolíticos, baseado no desempenho do Índice Standard & Poor’s 500.

 

3. O que realmente move os mercados? Os lucros, não as manchetes

As manchetes mudam todos os dias. Mas os fundamentais das empresas — lucros, competitividade, gestão, balanço — são os verdadeiros motores do desempenho de longo prazo. Nos últimos 20 anos, os retornos das ações globais têm espelhado de forma consistente as projeções dos lucros por ação (EPS) das empresas que compõem o MSCI All Country World Index.

Política importa. Mas só até certo ponto. No fim, o que conta é a capacidade das empresas para gerar valor.

As projeções dos lucros das ações globais são o que impulsiona o seu desempenho a longo prazo - Desempenho do MSCI All Country World Index (ACWI) vs. projeção de lucros por ação a 12 meses do MSCI ACWI
As projeções dos lucros das ações globais são o que impulsiona o seu desempenho a longo prazo – Desempenho do MSCI All Country World Index (ACWI) vs. projeção de lucros por ação a 12 meses do MSCI ACWI.

 

4. A prova dos factos: os mercados prosperam mesmo com choques geopolíticos

Basta olhar para os dados. Apesar de décadas marcadas por conflitos, sanções, crises diplomáticas e instabilidade, o MSCI World tem apresentado uma trajetória positiva robusta. A volatilidade é inevitável, mas a história mostra que os choques geopolíticos não impediram os mercados de gerar valor no médio e longo prazo.

 

As ações globais apresentaram historicamente resultados expressivos, apesar de conflitos geopolíticos - Retorno total do índice MSCI World, indexado a 100 (em dólares).
As ações globais apresentaram historicamente resultados expressivos, apesar de conflitos geopolíticos – Retorno total do índice MSCI World, indexado a 100 (em dólares).

 

 

5. A gestão ativa faz a diferença

Os gestores passivos não têm margem de manobra: seguem os índices, independentemente dos riscos ou oportunidades emergentes. Já a gestão ativa permite ajustar exposições a setores, países ou empresas com base em tendências estruturais, antecipando os impactos das grandes transformações — da transição energética à digitalização, da demografia às alterações climáticas.

Numa era de incerteza, essa flexibilidade é uma vantagem competitiva.

Em conclusão: risco ou oportunidade?

Sim, o mundo está instável. Mas a instabilidade não é sinónimo de paralisia. Muito pelo contrário: pode ser precisamente nos momentos de maior turbulência que surgem as melhores oportunidades.

Os investidores que resistirem ao impulso de retração e mantiverem uma abordagem global, seletiva e ativa estarão melhor posicionados para capturar valor onde ele surgir — seja na Europa, na Ásia, nas Américas ou em mercados emergentes com forte dinamismo local.

As análises acreditam que investir com visão de longo prazo implica resistir à tentação de reagir às manchetes do dia. É necessário focar no que é  fundamental, nas tendências de fundo e na construção de carteiras verdadeiramente globais — capazes de navegar contextos desafiantes sem perder de vista o crescimento sustentável e o retorno consistente.

 

Arquivado em:Economia, Notícias

Primeiros socorros na doença mental chegam às empresas com projeto da ASM

21 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A formação em Primeiros Socorros na Doença Mental vai chegar aos locais de trabalho, através do projeto Re(Criar), lançado na última terça-feira pela ASM – Aliança Portuguesa para a Promoção da Saúde Mental no Local de Trabalho. A iniciativa, cofinanciada pela Direção-Geral da Saúde (DGS), prolonga-se até ao final de 2025 e aposta na capacitação de quatro grupos profissionais-chave: líderes organizacionais, responsáveis de recursos humanos, médicos do trabalho e inspetores da ACT.

Além da formação, o projeto prevê uma avaliação da literacia em saúde mental e o impacto das ações nos contextos organizacionais, promovendo uma reflexão conjunta sobre ambientes laborais mais saudáveis, inclusivos e psicologicamente seguros.

Empresas e parceiros no terreno

O Re(Criar) junta a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e o Colégio da Especialidade de Medicina do Trabalho da Ordem dos Médicos, que integram os seus profissionais no estudo. Também várias empresas associadas da ASM aderiram à iniciativa, como o BPI, CUF, Mota-Engil, Cleva, MedValley, MDS, Inapal Metal e Mind4Logistics (Mind4Group), envolvendo equipas de direção e departamentos de recursos humanos nas várias fases do projeto.

Um percurso em quatro etapas

A intervenção desenvolve-se em quatro fases:

  1. Avaliação inicial da literacia em saúde mental (arranque em abril);

  2. Formação especializada em Primeiros Socorros na Doença Mental;

  3. Avaliação de impacto;

  4. Grupos de discussão intersetoriais, para debater e propor políticas públicas nesta área.

Os dados recolhidos servirão de base para a criação de um Manual de Implementação, que poderá orientar futuras formações e apoiar o desenho de medidas estruturais para a promoção da saúde mental no trabalho.

Com este projeto, a ASM reforça o seu papel como voz ativa na transformação das culturas organizacionais em Portugal, num tempo em que o bem-estar psicológico no local de trabalho se tornou uma prioridade urgente.

Arquivado em:Notícias, Saúde

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