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Marcelo Teixeira

Seremos todos neoliberais?

21 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

As recentes, digamos, explicações, de Boaventura de Sousa Santos sobre a acusação de alegados comportamentos inapropriados, encontrou a explicação no neoliberalismo. Podemos achar a explicação estapafúrdia, pelo que importa explorar melhor aquele tema, para o que podemos contar com a ajuda de um livro acabado de chegar, A Doutrina Invisível, de George Monbit e Peter Hutchison (Presença).

Segundo a narrativa de certos grupos da extrema-esquerda (a qual, segundo os apaniguados, não existe), o neoliberalismo espalhou-se e naturalizou-se de tal forma que acabámos todos neoliberais. Gostei de ler o livro, que nos põe a pensar, quanto mais não seja para discordar.

Pessoalmente vejo no livro uma apresentação caricatural do capitalismo, aqui visto como uma máquina desregrada e descontrolada, entregue aos seus espíritos animais. Segundo os autores, o projeto neoliberal visaria desmantelar o Estado para os ricos poderem fazer o que lhes der na real gana. Já aí estamos!, vociferam os críticos que por vezes vão recorrendo à noção de hiperliberalismo.

Não ponho em causa a existência de neoliberais. Eles existem certamente, tal como existem defensores do terraplanismo, do neodruidismo, dos fundamentalismos religiosos, do comunismo estalinista, do trumpismo MAGA, do zoroastrismo e por aí fora. Mas até por isso, suspeito que não somos todos neoliberais.

Já sobre o Professor Boaventura não tenho a certeza: dadas as suas explicações talvez se tenha convertido: falou como um crente, uma pessoa sem agência face às macroestruturas secretas, como dizem Monbiot e Hutchinson, do neoliberalismo. Numa coisa estamos todos de acordo: que Deus nos livre das criaturas descritas neste livro, a começar pelos nossos antepassados colonizadores da Madeira.

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Formação contínua como pilar da competitividade no setor tecnológico

17 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Num mundo onde a tecnologia evolui rapidamente, a capacidade de adaptação é decisiva para a empregabilidade e o sucesso empresarial. Segundo o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025 do Fórum Económico Mundial, tendências globais como tecnologia, economia, demografia e transição verde criarão 170 milhões de empregos até 2030, enquanto 92 milhões poderão desaparecer. Este cenário reforça a importância da formação contínua para garantir competitividade num mercado em constante mudança. 

A obsolescência das competências é um desafio crescente, especialmente no setor das Tecnologias de Informação (TI), onde novas ferramentas, linguagens de programação e metodologias emergem constantemente. A ascensão da Inteligência Artificial (IA) acelerará ainda mais este fenómeno. Assim, a aprendizagem ao longo da vida torna-se essencial para manter a relevância profissional e responder às exigências do mercado. 

Para as empresas, investir na formação contínua dos seus colaboradores é uma estratégia fundamental para aumentar a produtividade, melhorar a retenção de talento e impulsionar a inovação. Além disso, mecanismos como os Fundos de Compensação do Trabalho permitem financiar a qualificação dos profissionais, promovendo a competitividade sem comprometer a sustentabilidade financeira. 

Com mais de 30 anos de experiência na formação em TI, a Rumos tem um papel determinante na capacitação de profissionais e empresas, garantindo a aquisição das competências exigidas para os atuais processos de transformação. A nossa abordagem assenta em programas de formação atualizados, alinhados com as tendências tecnológicas e as necessidades do setor. 

A nossa oferta formativa inclui academias especializadas, cursos de certificação reconhecidos internacionalmente e programas ajustados às necessidades específicas das empresas. A recente introdução dos programas “Starting Points” reflete o compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento, permitindo que profissionais de diferentes áreas iniciem carreiras em TI. 

Parcerias estratégicas com líderes da indústria, como a Microsoft, Cisco e a mais recente colaboração com a PECB, asseguram que a nossa formação cumpre os mais elevados padrões do setor. A parceria com a PECB reforça a nossa oferta com certificações em normas ISO e regulamentos como o NIS2, atendendo às crescentes preocupações dos CEOs e responsáveis de segurança com a Cibersegurança. 

Com um modelo de ensino que combina teoria e prática, acesso a laboratórios tecnológicos e uma forte componente de certificação, preparamos profissionais para enfrentar desafios reais e conquistar novas oportunidades de carreira. 

Arquivado em:Opinião

Espanha em sete minutos: tapeçaria viva, bordada a cores de terra, sangue e luz

17 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Espanha é uma tapeçaria viva, bordada a cores de terra, sangue e luz. O flamenco irrompe das entranhas da Andaluzia como um grito ancestral, enquanto as ondas do Mediterrâneo esculpem, há milénios, os contornos sensuais da Catalunha. É um país de muitas vozes e mapas sobrepostos — bascos, galegos, castelhanos — onde a identidade é uma disputa constante entre centro e margens.

Em 2025, Espanha ocupa a 13.ª posição no Global Soft Power Index, refletindo a sua influência cultural global, presença diplomática e reputação em áreas como gastronomia, desporto e turismo.

Já o Índice de Democracia 2024, da Economist Intelligence Unit, classifica Espanha como uma ‘democracia plena’, posicionando-a no 22.º lugar, com uma pontuação de 8,13. Apesar dos avanços, o relatório destaca as tensões persistentes entre o governo central e as comunidades autónomas, sobretudo a Catalunha.

Assim, Espanha é um país onde o passado é uma ferida aberta, e a união parece sempre à beira de se partir, enquanto cada região grita pela sua autonomia, sem nunca se calar.

Este é o quinto artigo da rubrica da Líder, ‘O estado de uma nação em sete minutos’. Todas as quintas-feiras, traremos um retrato de um país, explorando sucintamente quatro dimensões: cultural, política, económica e social.

 

Cultura

Na literatura, é o berço de Miguel de Cervantes, o pai do romance moderno, cujo Dom Quixote — publicado entre 1605 e 1615 — ainda galopa pelos campos da imaginação ocidental, armado de delírio e esperança.

Já Federico García Lorca, com o seu lirismo trágico e telúrico, transformou o teatro e a poesia do século XX em espelhos de sangue e jasmim. Obras como Bodas de Sangre ou Romancero Gitano são testemunhos de uma Andaluzia mitológica, onde o amor e a morte se cruzam sob um céu abrasado. Lorca foi voz e vítima da Guerra Civil, assassinado por forças nacionalistas em 1936 — o poeta enterrado sem sepultura, mas eternamente presente.

Espanha é um vendaval criativo. Da Andaluzia brotam os acordes do flamenco, nascidos da dor e da resistência dos povos ciganos. Em Madrid, o Museu do Prado guarda a fúria de Velázquez e o horror de Goya. Em Barcelona, a Sagrada Família de Gaudí continua a subir aos céus, como uma oração inacabada.

O desporto, sobretudo o futebol, é quase uma religião: Real Madrid e FC Barcelona são marcas globais e símbolos identitários. Mas também Nadal, Gasol ou a nova geração de tenistas e ciclistas projetam o nome de Espanha como sinónimo de excelência atlética.

No entanto, o país enfrenta hoje um dilema cultural moderno. A convivência entre Castela, Catalunha, País Basco, Galiza e outras regiões continua frágil, há rappers presos por injúrias à coroa e a identidade nacional é tantas vezes contestada como celebrada.

Política

Espanha é uma democracia parlamentar desde a promulgação da Constituição de 1978, que marcou a transição do regime franquista para um sistema democrático. Nos últimos anos, o cenário político espanhol tem sido caracterizado por uma crescente fragmentação partidária e por desafios à estabilidade governativa.​

Em outubro de 2023, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), liderado por Pedro Sánchez, firmou um acordo de coligação com a plataforma de esquerda Sumar para formar um novo governo progressista. Este acordo programático visa uma legislatura de quatro anos e inclui medidas como a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e uma reforma fiscal justa.

Contudo, a coligação não possui maioria absoluta no parlamento, dependendo do apoio de partidos nacionalistas e independentistas da Catalunha, Galiza e País Basco para a investidura do governo. O partido de extrema-direita VOX consolidou-se como a terceira força política em Espanha. A sua ascensão tem introduzido um discurso nacionalista e anti-imigração no parlamento, reacendendo debates sobre identidade nacional e políticas migratórias.

A monarquia espanhola enfrenta desafios à sua imagem pública. O rei Felipe VI tem procurado restaurar a confiança na instituição após os escândalos financeiros envolvendo o seu pai, o rei emérito Juan Carlos I. Recentemente, Juan Carlos I esteve envolvido numa disputa legal com a sua ex-companheira Corinna Larsen, relacionada a uma doação de 65 milhões de euros. O caso reacendeu críticas à transparência e à responsabilidade da monarquia.

 

Economia

A economia espanhola tem demonstrado sinais de recuperação. De acordo com o Eurostat, o PIB cresceu 3,2% em 2024, impulsionado pelo turismo, que atingiu níveis recorde com mais de 93 milhões de visitantes.

A taxa de inflação homóloga em Espanha em dezembro de 2024 aumentou para 2,8%, contra 2,4% em novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) do país.

​Em 2024, a taxa de desemprego registou uma diminuição significativa, situando-se nos 10,6% no último trimestre do ano, o nível mais baixo desde 2008. Este valor representa uma redução de 265.300 pessoas desempregadas em comparação com o ano anterior, marcando o quarto ano consecutivo de queda no desemprego. Porém, a precariedade laboral, os baixos salários e a dificuldade em aceder à habitação nas grandes cidades são temas quentes no debate político.

No entanto, Espanha investe fortemente na transição energética e digital, com apoios da União Europeia a alimentar programas de modernização industrial e infraestruturas sustentáveis. O país ambiciona tornar-se um hub europeu para o hidrogénio verde e um polo tecnológico entre Europa e África.

Sociedade

A sociedade espanhola é vibrante, mas o envelhecimento da população levanta preocupações sobre a sustentabilidade demográfica e o futuro do sistema de pensões. Em 2023, cerca de 20,65% da população espanhola tinha 65 anos ou mais, o que equivale a aproximadamente 10 milhões de pessoas.

A taxa de natalidade, em 2023, caiu para 6,61 nascimentos por cada 1.000 habitantes, uma das mais baixas da União Europeia, refletindo a difícil realidade que as novas gerações enfrentam para constituírem família.

Os fluxos migratórios continuam a transformar as periferias urbanas, com desafios na integração e na coesão social. Em 2024, a população estrangeira em Espanha representava aproximadamente 14,9% do total, com uma forte presença de imigrantes vindos de países da América Latina, África e Europa de Leste. A chegada de novos imigrantes traz tanto dinamismo económico como desafios sociais, especialmente nas grandes cidades, onde questões de segregação social e acesso a serviços públicos são frequentes.

O feminismo, por sua vez, é uma força política crescente. As manifestações massivas do 8 de março tornaram-se uma marca identitária do país. Contudo, o avanço da extrema-direita tem gerado uma reação conservadora que ameaça estes consensos recentes, com partidos como o VOX a questionarem estas novas leis e a defenderem uma agenda contra o que consideram ser excessos do movimento feminista.

 

Conclusão

Ao contrário de Portugal, que se fez de porto e mar, Espanha construiu-se para dentro, com Madrid imposta como coração de um corpo que lateja nas extremidades — uma capital artificial, nascida mais da necessidade de vigiar do que da vontade de pertencer. E no entanto, apesar das fraturas, ou talvez por causa delas, Espanha continua inteira: exuberante, exausta, indomável.

Das cortes de Isabel e Fernando à resistência republicana, do ouro das Américas ao sangue de Guernica, Espanha vive entre a exaltação e a dúvida. E é nesse vaivém que encontra a sua identidade. Apesar da fragmentação política, da pressão económica e dos desafios sociais, Espanha continua a ser um farol cultural, uma democracia funcional e um dos pilares do sul da Europa. Uma terra onde, mesmo divididos, os seus povos sabem dançar com a história e, com ela, seguir a sua marcha em frente.

 

Leia todos os artigos desta rubrica:

O estado de uma nação em sete minutos: o peso da Rússia no mundo

O estado de uma nação em sete minutos: o samba infinito do Brasil

Brexit, imigração e tarifas: o estado do Reino Unido em sete minutos

Países Baixos em sete minutos: uma nação com verniz progressista

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Novo projeto une forças para transformar desafios sociais em soluções sustentáveis

17 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A inovação social em Portugal ganha novo fôlego com o lançamento do projeto CONNECT, um consórcio estratégico que junta a Casa do Impacto – hub de empreendedorismo e inovação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML)– , a Universidade NOVA de Lisboa e a Universidade Católica Portuguesa. Com um investimento superior a 618 mil euros e uma duração prevista de três anos, esta aliança pretende fortalecer o ecossistema nacional de empreendedorismo de impacto, transformando conhecimento em soluções concretas para os principais desafios sociais e ambientais.

Liderado pela Casa do Impacto, o projeto tem como parceiras académicas duas instituições de referência: a NOVA SBE e o Yunus Social Innovation Center da Católica-Lisbon. A iniciativa é cofinanciada em 80% por fundos públicos através do Programa Regional de Lisboa 2030 e da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social, contando ainda com o apoio de investidores sociais como a Câmara Municipal de Lisboa, a Fundação GALP e a Fundação Santander.

Da teoria à ação: conhecimento aplicado ao terreno com impacto mensurável

O CONNECT nasce com a ambição de criar pontes entre o mundo académico, a sociedade civil e o setor empresarial. A aposta passa pela transferência de conhecimento, o desenvolvimento de novas metodologias e a capacitação de organizações que operam com impacto. Entre os principais objetivos estão o aperfeiçoamento dos processos de incubação e aceleração de projetos sociais, a criação de modelos formativos mais eficazes e a sistematização de dados para gerar conhecimento replicável.

Ao longo dos 36 meses previstos, o consórcio espera impactar diretamente mais de 380 participantes, consolidar 33 ações de incubação, aceleração e capacitação, e envolver pelo menos seis instituições em dinâmicas de inovação e experimentação social. As áreas de intervenção serão tão diversas quanto urgentes: habitação e mobilidade, saúde mental, economia circular, coesão comunitária, emprego e inclusão social.

Mais do que um projeto, o CONNECT assume-se como um laboratório vivo de soluções para o presente e o futuro. Ao conjugar o rigor académico com a experiência de terreno, os promotores acreditam estar a construir um ecossistema mais colaborativo, resiliente e capaz de escalar respostas sustentáveis aos problemas que atravessam comunidades por todo o país.

Numa altura em que se exige mais do que nunca a reinvenção de modelos sociais e económicos, esta iniciativa quer provar que o impacto não é um slogan — é um caminho. E só se faz a várias mãos.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Grupo português estreia-se fora de portas com operação em Cabo Verde

17 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

O grupo nacional de gestão de recursos humanos, a Wellow Network, vai lançar o seu primeiro projeto internacional em Cabo Verde, com foco na formação, emprego e apoio às empresas. A nova sucursal marca o arranque de uma estratégia de expansão internacional e visa impulsionar o desenvolvimento local através de soluções especializadas em recrutamento, formação, consultoria e outsourcing.

A decisão não é apenas económica: pesa a afinidade cultural, a língua comum e a estabilidade institucional do arquipélago. Este projeto-piloto da aposta, numa fase inicial, nos setores de Contact Centers e Hotelaria — áreas onde já há negócios fechados e propostas em curso — e pretende afirmar-se como parceiro estratégico do tecido empresarial cabo-verdiano.


Formação, emprego e inovação: uma ponte de valor entre dois países

Com foco na qualificação de pessoas e no apoio ao crescimento empresarial, a nova operação surge sustentada por parcerias locais de peso. A colaboração com entidades como a Câmara do Comércio de Cabo Verde, a Unitel T+ e a Ordem dos Médicos revela um compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a dinamização da economia nacional.

«Este ano, preparamo-nos para diversificar as nossas geografias, com a abertura de uma sucursal em Cabo Verde. Partilhamos língua, cultura e valores. Faz todo o sentido começar aqui», afirma César Santos, fundador e CEO da Wellow Network, que assinala ainda os 25 anos de crescimento da organização em Portugal.

Tiago Esteves, responsável pelo projeto cabo-verdiano, sublinha o impacto social da iniciativa: «Em Portugal, 4% dos nossos colaboradores são de origem cabo-verdiana. Levar este know-how ao país de origem de muitos deles é um privilégio e uma responsabilidade. Queremos contribuir para o conhecimento, a inovação e o reforço da colaboração bilateral».

A nova etapa simboliza mais do que uma simples expansão empresarial. É também uma tentativa de construir pontes sólidas entre Portugal e Cabo Verde, partindo do trabalho e da qualificação de pessoas como motores dessa colaboração bilateral entre os dois países.

Arquivado em:Líder Corner

Direitos LGBTI em risco: a exclusão tornou-se política de Estado

16 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Em pleno século XXI, o acesso a comida, habitação, cuidados médicos e outros bens essenciais continua a ser sistematicamente negado a pessoas LGBTI em várias partes da Europa. Casos documentados em países como Andorra, Arménia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Chipre e Itália revelam um padrão de exclusão institucionalizada. Perante a inércia ou hostilidade dos governos, são as organizações da sociedade civil que têm assumido o papel de garantir apoio à comunidade.

A 14.ª edição da Avaliação Anual da Situação dos Direitos Humanos das Pessoas LGBTI na Europa e na Ásia Central, da ILGA-Europe, traça um retrato detalhado do que aconteceu entre janeiro e dezembro de 2024. O relatório compila eventos a nível nacional, regional e internacional, revelando avanços pontuais, mas também recuos graves e tendências preocupantes que atravessam fronteiras.

O discurso de ódio já não é marginal — é política de Estado

Do mesmo modo, o discurso de ódio contra pessoas LGBTI deixou de ser um fenómeno isolado. Tornou-se normalizado e, em certos contextos, institucionalizado. Governos e figuras públicas alimentam narrativas tóxicas que pintam a diversidade como uma ameaça à ‘família tradicional’. Itália e Albânia estão entre os países onde coligações conservadoras usam estas retóricas como arma eleitoral.

Porém, há também resistência. Na Moldávia, Espanha, Roménia e Letónia, iniciativas legislativas e judiciais procuram travar a avalanche de preconceitos. A luta contra o ódio tornou-se uma batalha política e cultural, onde cada frase conta e cada silêncio também.

Os números não mentem: os crimes de ódio contra pessoas LGBTI estão a aumentar drasticamente. Autoridades da Finlândia, Alemanha, Países Baixos, Noruega e Portugal relataram subidas acentuadas nos ataques motivados por orientação sexual ou identidade de género. Em cidades cada vez mais visíveis, a exposição tornou-se sinónimo de risco.

Na Bélgica, Croácia, França e no Turcomenistão, a crueldade atingiu novos patamares: os agressores criam perfis falsos em aplicações de encontros para atrair vítimas. Em alguns casos, como no Turcomenistão, são as próprias autoridades que utilizam estas táticas para perseguir e extorquir membros da comunidade.

Só no nosso país, segundo dados da PSP e da GNR, os crimes de ódio aumentaram 38% em 2023 em comparação com o ano anterior, totalizando 347 incidentes. A Associação de Apoio à Vítima (APAV) alertou que muitos destes crimes não são devidamente reportados ou são mal classificados devido a práticas inadequadas de registo.

Asilo negado, polícia e forças de segurança

Ser LGBTI e procurar asilo na Europa tornou-se um risco acrescido. Relatórios vindos de países como Áustria, Bélgica, Bulgária, Islândia, Itália e Lituânia apontam para um cenário preocupante: falta de apoio, alojamento inseguro e avaliações superficiais dos pedidos de asilo com base em estereótipos e métricas simplistas.

Na Irlanda, um requerente de asilo do Gana viu o seu processo recusado porque o tribunal considerou que a sua história carecia de ‘profundidade emocional’. A Europa, que em tempos ofereceu refúgio a perseguidos, parece agora exigir que o sofrimento seja eloquente — e convincente — para merecer proteção.

Ao mesmo tempo, russos LGBTI fogem das novas leis repressivas, mas enfrentam obstáculos nas fronteiras de países como Suécia, Moldávia ou Finlândia. Em alguns casos, só os tribunais locais, como aconteceu na Letónia, têm feito frente à máquina da exclusão.

O tratamento das pessoas LGBTI pelas forças policiais continua a divergir amplamente na região. Casos graves de discriminação e abuso foram registados em países como Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Turquemenistão.

Assim, nestes contextos, a polícia é frequentemente uma fonte de perseguição, com rusgas a casas e estabelecimentos comerciais, sobretudo contra trabalhadores do sexo e membros da comunidade LGBTI. Estas operações incluem, por vezes, violência física severa, exames médicos forçados e extorsão financeira ou de informações.

Educação, emprego, família e direitos fundamentais

Países europeus já adotaram leis que proíbem qualquer referência à diversidade sexual nos currículos escolares. Em outros, como Bulgária, Hungria, Luxemburgo, Roménia, Rússia e Turquia, há propostas em marcha para apagar as identidades LGBTI da educação sexual e da formação médica. Na Turquia, chegou-se ao ponto de eliminar ‘orientação sexual’ do juramento dos médicos.

Ainda assim, nem tudo está perdido: Suíça, Eslovénia, Sérvia e Chéquia conseguiram integrar temas de orientação sexual e identidade de género em programas educativos. Mas são ilhas de lucidez num mar de recuos.

Muitos trabalhadores LGBTI continuam a esconder quem são para evitar represálias no emprego. Relatos de discriminação surgem da Albânia à Rússia. A ausência de mecanismos de denúncia eficazes mantém uma cultura de silêncio e medo.

Há, contudo, sinais encorajadores vindos da Alemanha e Luxemburgo, onde políticas inclusivas começaram a transformar ambientes laborais. Em particular, o trabalho das organizações civis tem sido fundamental para aproximar empregadores e trabalhadores trans, criando pontes onde antes havia muros.

Se em países como Kosovo e Letónia se registaram avanços legais no reconhecimento de uniões entre pessoas do mesmo sexo, outros como Turquia e Quirguistão caminham na direção oposta. Os seus governos aprovaram reformas legais que consagram interpretações profundamente homofóbicas das estruturas familiares. Nalguns lugares, o amor continua sujeito a referendo ideológico.

A capacidade das organizações LGBTI se associarem e se expressarem está a ser erodida. Leis inspiradas no modelo russo de ‘agentes estrangeiros’ foram propostas ou implementadas na Bulgária, Geórgia, Hungria, Montenegro e Quirguistão. A União Europeia reagiu: em abril de 2024, o Parlamento Europeu condenou essas medidas e iniciou ações legais contra países como a Hungria, por violação dos princípios fundamentais do bloco.

Mas a tendência permanece: mais leis, menos direitos. A repressão cresce, agora com carimbo oficial e linguagem burocrática.

Participação na vida pública, cultural e política

A análise da participação pública, cultural e política revelou avanços notáveis em países como Dinamarca, Estónia, Lituânia, Luxemburgo, Portugal e Suécia, que lançaram novos planos de ação LGBTI para melhorar a representação e a inclusão. França, anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2024, destacou identidades LGBTI nas cerimónias de abertura e encerramento. Apesar dos aplausos generalizados, a iniciativa gerou também reações violentas, com setores conservadores da sociedade e da política a reagirem com discursos de ódio e ameaças.

A hostilidade política contra pessoas LGBTI intensificou-se em países como Azerbaijão, Hungria, Montenegro, Rússia, Turquia, Uzbequistão e Eslováquia. Neste último, o Ministério da Cultura cortou o financiamento a iniciativas LGBTI, e um diplomata gay foi removido do seu posto nas Nações Unidas em 2024 — ações que ilustram uma crescente repressão institucional.

A opinião pública sobre questões LGBTI apresenta um panorama desigual, com avanços notórios nalguns países, mas retrocessos noutros. Na Ucrânia, houve um aumento significativo no apoio aos direitos LGBTI — 70,4% dos ucranianos defendem a igualdade de direitos, com as gerações mais jovens a mostrarem maior abertura. Tendência semelhante verifica-se em países como Bulgária, Croácia, Estónia e Hungria, onde as populações jovens e educadas demonstram uma aceitação crescente.

Contudo, noutros países como Geórgia, Chipre, Cazaquistão, Montenegro e Roménia, o progresso é lento e as questões LGBTI continuam fortemente polarizadas. Na Moldávia, por exemplo, apenas 9% dos inquiridos declararam ter uma opinião positiva sobre pessoas LGBTI, revelando o peso persistente do preconceito.

Conclusão: a Europa está a falhar com os seus valores

O relatório não é apenas um alerta — é um espelho. A Europa está a falhar as suas promessas de igualdade, liberdade e dignidade humana. Por detrás das políticas e das estatísticas, estão vidas reais a ser silenciadas, espancadas, marginalizadas.

A retórica da ‘defesa da família’ ou ‘morte ao wokismo’ tornou-se uma arma contra famílias reais. A ‘proteção da infância’ está a ser usada para justificar censura e exclusão. A democracia, nesse processo, está a perder cor — e a fechar portas a quem mais precisa.

Este não é o fim. Mas é um sinal vermelho. E já está a piscar há demasiado tempo.

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