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Marcelo Teixeira

Brands: veja aqui a sugestão de livros da Líder

16 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Conheça a seleção de livros Brands da edição de primavera da Revista Líder.

Boas leituras!

AI_Novator – Marketing na Era da Inteligência Artificial e da Sustentabilidade 

Pedro Dionísio, Vicente Rodrigues, João Guerreiro, Rogério Canhoto e Hugo Faria

Bertrand Editora 

 

A abertura ao público do ChatGPT trouxe a inteligência artificial generativa para a ordem do dia da agenda empresarial pelos seus impactos na produtividade das organizações. Por outro lado, a entrada em vigor a 1 de janeiro de 2024 da Corporate Sustainability Reporting Directive da União Europeia vem reforçar a necessidade de as empresas evoluírem no sentido de melhores práticas de sustentabilidade. 

Em linha com esta realidade, os autores propõem um livro em que tanto a IA como o ESG são apresentados como orientações que podem contribuir para a inovação, um fator fundamental para as organizações acrescentarem valor e ganharem competitividade. 

 

Marcas que fazem Portugal – Margarida Vaqueiro Lopes

 Fundação Francisco Manuel dos Santos 

 

Contar as histórias do que de melhor se faz em Portugal é um exercício muito mais fácil do que pode parecer à primeira vista. Afinal, o país é um dos que, entre os Estados Membros, mais pedidos de registos de marcas fez, nas últimas duas décadas. 

E esta vontade de se destacar com produtos e marcas de qualidade não é de hoje – este livro retrata a história de referências que se evidenciaram não apenas em Portugal, mas que partiram à conquista do mundo, algumas delas muito antes da globalização. É o caso do Mateus Rosé, da Vista Alegre ou da Ramirez, que são nomes ainda incontornáveis quando se fala de sucesso nacional. 

 

Badvertising – Poluir as nossas mentes e alimentar o caos climático

 Andrew Simms e Leo Murray

 

A publicidade está a vender-nos um sonho, um estilo de vida. Promete-nos a realização e diz-nos onde a podemos comprar – desde voos internacionais a uma vasta gama de bens que consumimos como se não houvesse amanhã. A verdade é que, se a publicidade conseguir manter-nos na nossa trajetória atual, pode não haver amanhã. 

Em Badvertising, Andrew Simms e Leo Murray lançam o alarme sobre uma indústria que nos está a tornar pouco saudáveis e infelizes e que, ao mesmo tempo, está a conduzir o planeta ao precipício do colapso ambiental. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 29 da revista Líder, sob o tema Incluir. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Leading Brands, Livros e Revistas, Notícias

A IA vai torná-lo um líder – mais eficiente, não extinto!

16 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A Inteligência Artificial (IA) está a transformar a liderança, tornando-a mais eficiente e estratégica. Longe de substituir líderes, a IA funciona como um superassistente pessoal disponível 24/7, capaz de executar rapidamente as mais diversas tarefas com precisão e qualidade excecionais. 

Uma das áreas onde a IA tem impacto imediato é na comunicação e na análise de informação. Redige e-mails, cria apresentações, resume reuniões e documentos, analisa feedback e realiza pesquisas de mercado, poupando-lhe muitas horas de trabalho por semana. 

No apoio à tomada de decisões, a IA oferece frameworks estruturadas, avalia prós, contras e possíveis resultados, além de ajudá-lo a fundamentar e apresentar as suas recomendações e decisões. 

A análise de dados é outro ponto forte: a IA sumariza e interpreta relatórios, identifica tendências e gera insights acionáveis. 

A IA impulsiona a estratégia e a inovação, gerando ideias, realizando análises SWOT, explorando estratégias alternativas e recomendando planos de marketing e vendas para o crescimento do seu negócio. 

Ao assumir tarefas repetitivas e complexas, a IA aumenta a qualidade da sua gestão e liberta tempo para que se concentre no essencial. 

Mas para tirar partido desta revolução tecnológica é essencial que os líderes e as suas equipas desenvolvam rapidamente estas novas competências. A formação em IA é uma necessidade imperativa para se manter competitivo, e o que diferenciará líderes e profissionais preparados dos que ficarão para trás. 

Se ainda não investiu na aprendizagem de IA, aí, sim, corre perigo de extinção! 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 29 no suplemento Aprender da  revista Líder, sob o tema Incluir. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

Comunicação interna: o cordão umbilical entre o líder e a organização

16 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Recentemente, durante a minha participação numa aula sobre comunicação empresarial e gestão de crise com profissionais de comunicação e recursos humanos, um dos alunos questionou quais as estratégias que poderia adotar para que os líderes da sua organização valorizassem a comunicação e a preparação para uma eventual crise. Relatou a dificuldade em colocar a comunicação como uma prioridade na agenda dos líderes – um espelho da realidade de outros profissionais da área.

Esta questão fez-me refletir: pode um líder ser considerado como tal, se não tiver a comunicação como uma prioridade estratégica?

Para explorar esta pergunta, vou cingir-me à comunicação interna, que felizmente é cada vez mais valorizada pelas organizações, mas tendencialmente vista como de menor impacto, quando comparada à comunicação externa. Hoje, os limites de uma e de outra confluem. A comunicação interna é um veículo fundamental para o posicionamento externo de qualquer organização; são as pessoas dentro da empresa que validam a autenticidade e o walk the talk do que está a ser comunicado para fora.

A comunicação interna desempenha um papel fundamental no alinhamento das equipas e no sucesso das organizações. A responsabilidade de garantir que esta comunicação é eficaz recai, em grande parte, sobre a liderança. Nenhum departamento de comunicação, por mais robusto e competente que seja, pode substituir a comunicação dos líderes, e por isso, a construção de ambientes mais colaborativos e produtivos através da comunicação interna começa num papel ativo e estratégico do líder.

Por outro lado, a comunicação interna não deve seguir uma ordem meramente descendente, ou seja, vinda dos gestores para os colaboradores. É necessária a promoção de um diálogo horizontal e bidirecional, ouvindo ativamente as equipas, incentivando ao feedback e criando espaços para que todos possam expressar opiniões e dar sugestões. O impacto de uma equipa de liderança que assume esta postura, pode ser transversal a toda a organização, servindo de exemplo a outras equipas e motivando os colaboradores, proporcionando uma sensação de pertença e um ambiente favorável à escuta e ao respeito.

A forma como os líderes promovem a comunicação e comunicam determina o tipo de relação que vão estabelecer com as suas equipas. Para que a liderança seja percebida como próxima e acessível é importante adotar uma linguagem clara e objetiva, evitar ambiguidades, sobretudo entre o que se diz dentro e fora da organização, e estar presente nos canais de comunicação utilizados pelos colaboradores. A liderança é ainda responsável pela promoção da cultura organizacional, alicerce para tudo o resto. Quando os valores, a visão e a missão da empresa são constantemente reforçados através da comunicação, os colaboradores sentem-se mais alinhados e envolvidos com os objetivos organizacionais. Além disso, a clareza na transmissão de expectativas reduz conflitos, melhora a coordenação e a colaboração entre equipas e impulsiona o compromisso dos colaboradores.

Voltando à questão inicial: para que é que as empresas investem em profissionais de comunicação quando depois não os ouvem? A comunicação é uma prioridade estratégica na construção da liderança e o investimento das empresas em profissionais de comunicação deve ser valorizado com condições e recursos que os posicionem estrategicamente enquanto parte ativa na definição e na execução dos objetivos da organização.

A comunicação é atualmente um cordão umbilical que une um líder à sua organização e aos colaboradores. Os profissionais de comunicação são o braço direito da liderança. Investir em estratégias de comunicação interna já não é apenas uma necessidade operacional, mas sim um fator de diferenciação competitiva que pode impulsionar a inovação, o envolvimento, a atração e a retenção de talentos. Cabe aos líderes assumir esse desafio e usar a comunicação como uma ferramenta imprescindível para o crescimento organizacional.

Arquivado em:Opinião

E se o Instagram tivesse existido no tempo de Da Vinci?

15 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Imagine Da Vinci a fazer lives a dissecar cadáveres. Frida Kahlo a publicar selfies com legendas passivo agressivas. Michelangelo a queixar-se do algoritmo porque o seu teto da Capela Sistina só teve 73 likes.

Se a arte é uma forma de expressão que atravessa séculos, o que aconteceria se os maiores artistas da história tivessem acesso ao Instagram, aos filtros Valencia ou Paris e aos comentários tóxicos em caixa alta?

Hoje, no Dia Mundial da Arte, abrimos esta janela impossível: um scroll por um feed onde o renascimento se cruza com as legendas, o surrealismo com as expressões faciais de emojis, e onde se vê o que sempre se viu: gente a tentar dizer algo ao mundo, mesmo que o mundo nem sempre saiba ouvir.

 

🖼️ @leodavinci.oficial

📍 Florença, 1490
📸 Post: Selfie com a Mona Lisa inacabada ao fundo 🧑‍🎨🖌️
📝 Legenda: «ela ainda não sorri, mas acho que já está a gostar de mim. 😌🎨 #workinprogress #sorrisinhomisterioso #artlife»
💬 Comentários em destaque:
– @michelangelo_arts: «Usa mais sombra na parte esquerda. Confia. 😎»
– @lil_galileo: «Pergunta-lhe se o sorriso é parabólico.»

🧠 @michelangelo_real

📍 Vaticano
🎥 Reel: time-lapse a pintar o teto da Capela Sistina
🎵 Música de fundo: Harder Better Faster Stronger – Daft Punk
📝 Legenda: «Quando dizes que vais só ‘dar um jeitinho’ no tecto. Quatro anos depois…😮‍💨»
🏷️ #freskofreak #nopainnostain

🌹 @fridakahlo.mx

📍 Coyoacán, México
📸 Post: Retrato ao espelho, com flores no cabelo
📝 Legenda: «pinto a mim mesma porque sou a pessoa que conheço melhor. E porque os filtros do Insta distorcem tudo. 🤳🖼️»
💬 Comentários em destaque:
– @salvadordali_real: «Egoísta? Não. Visionária.»
– @freudfanpage: «Gostava de conversar contigo. Muito.»

🔥 @vangogh_vibes

📍 Arles, França
🎥 Story: «Quando cortas uma orelha e ainda assim ninguém responde às tuas mensagens…🩹📵»
📝 Poll nos stories: «Acham que a arte deve doer?»
Options:

  • Sim, sempre

  • Só quando não há patrocínio

  • Preferia que pintasses gatos

📝 Último highlight: «Vendi o primeiro quadro! À minha irmã. Mas conta. 😅🖼️»

 

E se o Instagram tivesse existido no tempo de Da Vinci?

 

Um mundo imensamente povoado mas com pouco sentido

Eles não tinham seguidores. Tinham convicção. Não fizeram colaborações com marcas, mas pintaram contra o tempo, contra a dor, contra regimes. E o estranho é que, séculos depois, continuam no nosso feed emocional.

Assim, dias como o de hoje servem para celebrar os que criaram com as mãos sujas, pincéis gastos e noites mal dormidas. Num tempo em que imagens geradas por inteligência artificial se multiplicam ao ritmo de cliques, vale a pena perguntar: a arte continua a ser feita por pessoas ou por máquinas que simulam sentimentos?

Quando vemos uma ilustração ‘estilo Ghibli’ feita por IA – que pode ameaçar direitos de autor e atividades laborais artísticas –   não sentimos o cheiro da terra molhada dos cenários de Miyazaki, nem ouvimos a infância por detrás de cada traço. Falta ali qualquer coisa: o erro humano, a hesitação, o amor.

O verdadeiro artista — como Van Gogh, Frida ou os mestres dos Estúdios Ghibli — não copia estilos. Cria mundos. A IA pode gerar imagens, mas não teve uma infância. Não amou ninguém. Não sofreu por aquilo que fez errado. Ou certo. Porque arte não é o que brilha. É o que arde. É o que nos agarra quando tudo o resto já se foi.

Arquivado em:Cultura e Lifestyle, Notícias, Sociedade

Onde está o nosso capital inteligente na transição digital inteligente?

15 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Todos os dias, surgem mais de 1.000 novas aplicações de Inteligência Artificial (IA). Muitas delas são acessíveis gratuitamente, enquanto outras operam sob modelos premium. Mas a verdadeira questão é saber se as organizações estão a  utilizá-las estrategicamente para potenciar o seu capital humano e assegurar mais produtividade, competitividade e sobretudo mais inovação.  

A IA não é uma ameaça ao emprego, mas sim um diferencial competitivo para quem a domina e aplica no seu dia a dia. O caminho para uma transformação digital eficaz não passa apenas por adquirir tecnologia (em alguns casos, entregando apenas licenças a algumas áreas específicas) mas passa por capacitar pessoas, assegurando que todos os colaboradores têm acesso, conhecimento e formação aplicada para utilizar IA de forma estratégica e produtiva. 

Se olharmos para o final do século passado, estudos indicam que a transição completa da máquina de escrever para o Office nas empresas durou aproximadamente 10 a 15 anos (1985-2000). Foi o sucessivo acesso por todos os colaboradores que acelerou esta transição, reduzindo a resistência à mudança, incluindo dos gestores e dos líderes, aumentando a produtividade, a agilidade da comunicação com clientes, a partilha e a inovação. 

De acordo com um estudo da Strand Partners e Amazon Web Services, a utilização de ferramentas de IA aumentou para 57% em 2024, o que reflete a crescente confiança dos líderes empresariais nas tecnologias de IA para otimizar operações e melhorar a eficiência. No entanto, questionados os colaboradores, 86% dos trabalhadores portugueses consideram que as empresas não investem em ferramentas de IA para utilização diária nem investem em formação. 

Nos projetos de consultoria a grandes organizações e a PMEs desenvolvidos pelo ISQ Academy, colocamos sistematicamente estas questões: a IA está realmente integrada na cultura corporativa da  empresa? Quantas aplicações de IA já experimentou? E quantas dessas ferramentas já foram sugeridas, implementadas e aplicadas nas suas equipas, ajustadas aos problemas concretos da cada área, de cada função? 

A IA pode – e deve – estar presente em todas as áreas do negócio desde as Vendas & Marketing, Formação & Desenvolvimento, Gestão & Estratégia, Inovação & Produto, Recrutamento & Gestão de Talento, apenas para mencionar alguns exemplos mais comuns. 

As empresas que não têm ferramentas IA ao nível corporativo, sem um plano estratégico de adoção e formação, limitam o verdadeiro potencial da tecnologia Inteligente e do potencial do seu Capital Humano Inteligente. É essencial democratizar o acesso a ferramentas de IA generativa. O papel dos RH neste processo é fundamental: garantir que IA é para todos, e não apenas para algumas funções específicas. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 29 no suplemento Aprender da  revista Líder, sob o tema Incluir. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

Educar para ser

15 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Durante demasiado tempo, confundimos educação com instrução. Reduzimos o ato de educar a um processo mecânico de transmissão de conteúdos, à preparação para exames, à corrida por classificações. Criámos escolas que ensinam a responder, mas raramente a perguntar. Esquecemo-nos, aos poucos, de que educar é, acima de tudo, formar seres humanos.

A escola tornou-se, muitas vezes, um lugar onde a curiosidade se apaga, onde o erro é penalizado, onde o silêncio vale mais do que a expressão. Onde se valoriza mais a nota do que o desenvolvimento emocional, mais a obediência do que o pensamento crítico. E depois, perguntamo-nos porque há tantos jovens a sentirem-se perdidos, desconectados, desmotivados. Mas o problema não é deles. É nosso. É de um sistema que se esqueceu do essencial: educar para ser, e não apenas para saber.

Precisamos urgentemente de reencontrar o verdadeiro propósito da educação. E isso começa por escutar as crianças, os jovens e as famílias. Começa por entender que, no mundo em que vivemos — e sobretudo no modo como o estamos a viver —, não bastará saber conteúdos. Será preciso saber ser. Ser íntegro, ser criativo, ser empático, ser colaborativo.

Fala-se muito de cidades do futuro, escolas do futuro, mas pouco se fala das pessoas do presente. E a verdade é que as escolas de amanhã terão de começar por ser comunidades que valorizam o hoje — espaços vivos de aprendizagem, de crescimento e de partilha, onde se cultivam as chamadas “competências do século XXI” — que eu prefiro chamar de competências humanas.

Competências como a curiosidade, que nos move a querer saber mais. O pensamento crítico, que nos ensina a questionar e a decidir. A criatividade, que nos permite imaginar soluções novas. E, claro, a empatia e a cooperação, sem as quais nenhuma sociedade será sustentável.

Vivemos em excesso de programação, demasiadamente orientados para o futuro, esquecendo-nos de viver o presente. O tempo. A relação. O vazio. O não fazer nada. O brincar. O deixar fluir. O deixar sentir.Precisamos de reencontrar espaço para o acaso, para a escuta, para o agora. Porque é no presente que se semeiam as raízes de um futuro mais consciente.

Esta é a educação que pode transformar o mundo. Não com fórmulas mágicas, nem com reformas avulsas, mas com uma mudança de olhar. Uma mudança que começa em casa, se estende à escola e se alarga à forma como organizamos as nossas comunidades e as nossas cidades.

Porque as cidades do futuro não se constroem apenas com tecnologia. Constroem-se com pessoas conscientes, comprometidas e compassivas — e isso começa na forma como educamos.

É tempo de fazer da educação um ato de amor com visão de futuro.

E de voltarmos a perguntar, com honestidade: Estamos a educar para quê? E, sobretudo, para quem?

Arquivado em:Opinião

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