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Marcelo Teixeira

José Pacheco Pereira: «A política tornou-se paupérrima, reduzida a um soundbite»

14 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Por entre frases longas e ideias mais densas do que os arquivos que guarda, José Pacheco Pereira não poupou críticas à forma como a comunicação política se esvaiu e empobreceu até se transformar numa caricatura.

O Instituto de Políticas Públicas da Nova SBE concretizou a primeira edição do Policy Fest, um evento aberto ao público que aconteceu na quinta-feira passada, ao longo de todo o dia, no Campus de Carcavelos da Nova SBE.

O festival reuniu especialistas, académicos e cidadãos para discutir temas fundamentais sobre políticas públicas, promovendo o diálogo e a reflexão sobre questões prementes para o país e o mundo. O historiador, cronista e antigo deputado marcou presença e sentenciou desde logo que «a política se tornou paupérrima, reduzida à frase assassina que cabe num soundbite».

 

O «caçador-recoletor» da história

José Pacheco Pereira não se apresenta como um homem de títulos ou especializações formais. Em vez disso, adota o conceito ancestral de «caçador-recoletor». Para ele, a profissão que o define não cabe em formulários e é um reflexo de sua relação com os livros, papéis e arquivos que armazena – não por nostalgia, mas porque considera que «a história é um armazém de experiências». Sem esse repositório de memórias, afirma, «não há políticas, nem política».

Durante a sua intervenção, Pacheco Pereira disse que as palavras são um reflexo do empobrecimento da comunicação contemporânea. A política é agora dominada por «frases curtas, diretas e, muitas vezes, vazias, desenhadas para provocar indignação imediata, mas sem espaço para reflexão ou análise profunda». No fundo, isto dá lugar a um público já não procura entender o outro, mas apenas confirmar as suas próprias crenças.

 

O impacto do marketing político e da propaganda

Pacheco Pereira  trouxe à tona o velho debate entre marketing político e propaganda, que, ao longo dos anos, «deixou de ter qualquer diferença significativa». Mergulhou nos arquivos e utilizou o exemplo do SPN (Secretariado de Propaganda Nacional), o organismo do Estado Novo, para ilustrar como a propaganda não é uma prática nova, mas um instrumento que sempre foi usado para controlar a narrativa e construir um certo tipo de imagem pública.

Mas o ponto crucial que Pacheco Pereira destaca está nas estratégias de marketing político atuais, que, segundo ele, «retiram a autenticidade da política». Em vez de debate e confronto de ideias, o espaço público transforma-se num espetáculo, onde tudo se encena e nada se discute. A crítica vai além da aparência. O problema está na forma como essas imagens são apresentadas, ocultando as verdadeiras condições de vida e a multiplicidade de experiências que elas representam.

 

Ana Gouveia, antiga secretária de Estado da Energia e Clima, José Pacheco Pereira e João Cepeda, Head of the Policy Communication Lab at Nova SBE Public Policy Institute
Ana Gouveia, antiga Secretária de Estado da Energia e  do Clima, José Pacheco Pereira e João Cepeda, Head of the Policy Communication Lab at Nova SBE Public Policy Institute

 

A crítica ao mundo universitário e à superficialidade da academia

Quando Pacheco Pereira se volta para a academia, é com uma crítica mordaz. A universidade, tal como muitos outros sectores da sociedade moderna, caiu numa armadilha que o historiador vê como uma fuga para as questões mais cómodas e mediáticas. O que vê, na sua análise, é uma academia que se «perde nas discussões sobre identidades, feminismo e outros temas, que, embora importantes, não deveriam obscurecer os debates fundamentais sobre o país real».

A ênfase nas questões identitárias está a empurrar a academia para uma «desconexão perigosa com a realidade concreta das pessoas». Para Pacheco Pereira, os intelectuais de hoje preferem discutir as «questões da moda em vez de se debruçarem sobre as questões mais urgentes e tangíveis», como a crise económica, a desigualdade social ou a precariedade laboral.

 

A manipulação e a ascensão do pathos

Num tempo em que a emoção ultrapassou a razão, Pacheco Pereira critica abertamente a ascensão do pathos e a morte do logos. Para ele, a «política moderna foi tomada por discursos que apelam mais às emoções do que à razão». Na arena pública, quem fala com maior paixão, quem faz o maior escândalo, é quem mais facilmente conquista a atenção.

O jornalismo e os meios de comunicação têm um papel fundamental nisso, ajudando a perpetuar essa tendência. Em vez de aprofundar temas, discutir alternativas e explorar diferentes pontos de vista, segundo o historiador «o jornalismo moderno vive do sensacionalismo e do imediato». Nas suas palavras, assim, o «debate político não é mais uma conversa entre diferentes propostas, mas um espetáculo onde se procura, acima de tudo, gerar reações rápidas»,  e que podem ser medidas, instantaneamente, nas redes sociais.

A consequência desta tendência é que «as ideias se tornam cada vez mais simplistas, mais polarizadas e, ao mesmo tempo, mais vulneráveis à manipulação». Pacheco Pereira observa que, no parlamento ou nas tribunas públicas, as discussões que envolvem verdadeira argumentação são cada vez mais raras. «O foco não está mais no conteúdo das ideias, mas na capacidade de fazer o outro parecer fraco ou ridículo».

 

A perda de referências culturais e o novo analfabetismo

Pacheco Pereira critica duramente a perda de referências culturais na sociedade moderna, sobretudo nos jovens, apontando que, ao longo dos anos, a nossa compreensão de símbolos e histórias tradicionais foi progressivamente desnutrida. Deu o exemplo da mitologia de Adão e Eva, que, segundo ele, «os miúdos não sabem o que representam».

Para o historiador, isso não é apenas uma questão de cultura, mas de construção da própria identidade coletiva. Ao perdermos esses marcos culturais, estamos a assistir ao desmoronar de um alicerce que já sustentou o pensamento e o debate político e social, abrindo espaço para uma era em que o conhecimento é superficial, individualista e, muitas vezes, distorcido.

Outro dos pontos mais incisivos de sua crítica foi sobre o analfabetismo moderno, particularmente o analfabetismo digital. Pacheco Pereira relatou como, na sua experiência como professor, viu alunos a produzir trabalhos baseados em fontes questionáveis, como blogs não verificados, e com pouca noção do que constituía um conhecimento fundamentado. Esse «analfabetismo com confiança», como ele o define, é particularmente perigoso, «pois as pessoas se sentem seguras com as suas crenças erradas, sem saber que estão mal informadas».

Mas a crítica não se limita apenas aos estudantes. A alienação está presente numa sociedade que, dentro das suas bolhas, deixa de perceber as realidades mais duras. Pacheco Pereira recordou uma visita aos Estados Unidos: «numa conversa com alguns académicos, espanto o meu quando um dos intervenientes correlacionou o número de abortos com o número de catástrofes naturais», concluiu.

Como combater a alienação?

Por fim, Pacheco Pereira desafia a todos a enfrentar esta alienação com um confronto direto. A sua mensagem é clara: não há lugar para suavizar as palavras, não há espaço para ficar na superfície. O caminho para restaurar a política verdadeira e a reflexão profunda é «com bronca, com escândalo, com confronto».  Propõe uma política que não tenha medo de mexer com as estruturas estabelecidas, que ponha em causa os dogmas que dominam o discurso público.

O desafio, como ele refere, é resgatar o espaço para o debate genuíno e profundo, e «reconectar as pessoas com a complexidade da realidade que as rodeia». Sem essa capacidade de fazer a reflexão voltar ao centro da política, teme que esta se afunde ainda mais na superficialidade, condenando-nos a um futuro em que a história e a verdade se perderão no vazio. José Pacheco Pereira continua a ser daqueles homens que não se explica, acumula-se. No país da superficialidade, há quem ainda fale com notas de rodapé no timbre da voz.

 

Fotografia: WANDERSOUL STORIES

Arquivado em:Notícias, Política

IA e liderança – o (novo) imperativo do desenvolvimento executivo

14 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A Inteligência Artificial não veio substituir líderes, mas sim desafiá-los a evoluir. Alguns líderes são intencionais na aplicação desta ferramenta nas suas organizações, mas também na sua carreira. Com a utilização de modelos de IA bem parametrizados, podem receber insights hiperpersonalizados sobre o seu desempenho, identificar gaps de competências em tempo real e aceder a programas de aprendizagem contínua ajustados às suas necessidades. 

A personalização do desenvolvimento de competências através da IA representa uma mudança radical na forma como os líderes evoluem. Ferramentas baseadas em machine learning podem mapear padrões de comportamento, analisar interações e sugerir estratégias concretas para melhorar a comunicação, a negociação ou a gestão de equipas. Em vez de programas de formação generalistas, os líderes podem agora aceder a recomendações específicas, ajustadas ao seu estilo de liderança e ao contexto organizacional em que atuam. Esta aprendizagem contínua e adaptativa permite um crescimento mais rápido, tornando a evolução de competências um processo dinâmico e não um evento pontual e, convenhamos, nem sempre valorizado. 

Mas há um paradoxo: a IA exige dos líderes aquilo que não pode substituir – inteligência emocional, pensamento crítico e visão humanista. A tecnologia amplifica a capacidade de análise, mas é a autenticidade e a empatia que continuarão a ser diferenciadoras de líderes que inspiram as suas equipas. Afinal, dados não motivam pessoas; são as histórias, os valores e a visão que mobilizam equipas e criam culturas organizacionais fortes. 

Longe vai o tempo em que acreditávamos que a desinformação justificava comportamentos desajustados, decisões pouco lógicas ou até pouco fundamentadas. Hoje, vivemos num contexto em que o volume crescente de informação disponível (e não a falta dela) é um obstáculo – vemos líderes a precisarem de reajustar a sua forma de decidir acomodando a necessidade sentida de filtrar, questionar e contextualizar os dados, evitando a armadilha da dependência cega da tecnologia. O papel da IA pode ser instrumental ao sugerir direções, mas dificilmente a substituir a decisão, pois cabe ao líder avaliar riscos (éticos e não só!), ponderar impactos a longo prazo e garantir que as decisões tomadas se mantêm alinhadas com o propósito da organização. 

Assim, conclui-se que o executivo do futuro será aquele que souber utilizar a IA não como um atalho, mas como um potenciador da sua própria evolução. É certo que a liderança não é sobre máquinas, mas sim sobre as pessoas que sabem usá-las com propósito! 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 29 no suplemento Aprender da  revista Líder, sob o tema Incluir. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

Mandar já não chega: o que faz um líder em 2025?

11 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Num mundo onde a mudança deixou de ser uma hipótese para se tornar uma constante, as empresas que querem manter-se competitivas têm de olhar para o futuro com olhos de lince. Isso exige mais do que boas ideias ou planos de negócio robustos — exige líderes preparados para agir, aprender e transformar, em tempo real.

Em 2025, a liderança eficaz será definida por três forças centrais: adaptabilidade, colaboração e autenticidade. Não basta comandar, é preciso escutar, antecipar e reconstruir.

É essa a conclusão do Workforce 2025 Global Insights Report, da Korn Ferry, que analisou as atitudes e expectativas que moldam o estado de espírito dos trabalhadores à escala global. O diagnóstico é claro: o futuro pertence a quem souber aprender depressa, incluir sem hesitação e inovar com propósito.

Eis as cinco grandes tendências que estão a reconfigurar o ADN da liderança — e o que as organizações podem fazer já para acompanhar a mudança.

1. Aceleração tecnológica e a revolução da inteligência artificial

A tecnologia deixou de ser uma ferramenta para se tornar numa linguagem, e os líderes do futuro terão de ser fluentes. A integração da IA nos processos de decisão estratégicos não é um luxo, é uma exigência.

Segundo a Korn Ferry, 71% dos CEOs e 78% dos executivos seniores acreditam que a IA vai aumentar o seu valor nos próximos três anos. Em países como a Índia (85%), Arábia Saudita (84%) e Brasil (80%), o entusiasmo é visível. Mesmo onde o ceticismo persiste, a mensagem é inequívoca: liderar sem compreender a IA será como navegar sem bússola.

Líderes que se destacam neste novo terreno são os que combinam agilidade mental com proficiência tecnológica. Um dado revelador: executivos com melhores avaliações nos critérios de liderança apresentam um crescimento anual de receitas de 8,7%, face aos 3,2% dos restantes.

Assim, as organizações devem apostar em formação prática: workshops, cursos online e simulações que desmistifiquem a IA e incentivem a experimentação. A aprendizagem contínua tem de ser tão normal como uma reunião de segunda-feira.

2. Liderança adaptativa e cultura de inovação

Inovar deixou de ser exclusivo dos departamentos de I&D. Hoje, exige-se inovação transversal, em todas as equipas e níveis de decisão. E isso começa nos líderes.

A nova liderança é adaptativa: sabe navegar a incerteza, toma decisões rápidas e incentiva a experimentação. Segundo a Korn Ferry, as empresas mais admiradas do mundo (WMAC) priorizam hoje duas qualidades acima de todas as outras: agilidade de aprendizagem e curiosidade.

Cerca de dois terços destas empresas afirmam estar preparadas para a mudança. A questão é: estará a sua?

Boas práticas para fomentar inovação constante:

  • Estimular a mentalidade de crescimento.

  • Dar autonomia às equipas.

  • Tomar decisões com base em dados.

  • Remover barreiras à experimentação.

  • Alinhar propósito com visão de futuro.

A inovação não é um departamento — é um modo de estar.

3. Liderança para um mundo de trabalho híbrido

O modelo de trabalho mudou  e não há volta a dar. O regime híbrido é hoje o preferido de quase metade dos trabalhadores, enquanto um em cada quatro optaria por trabalhar exclusivamente de forma remota. Apenas uma minoria quer regressar ao escritório a tempo inteiro.

As exigências variam de país para país: no Brasil, só 12% estão satisfeitos com o modelo presencial. No Japão, o número sobe para 36%.

Este novo ecossistema exige líderes capazes de gerir equipas dispersas, manter a coesão à distância e adaptar-se a novas formas de colaboração.

Recomendações para liderar em modo híbrido:

  • Formação em gestão remota e ferramentas de produtividade digital.

  • Incentivar momentos de partilha e ligação entre equipas virtuais.

  • Cultivar a confiança e o sentido de pertença, mesmo sem presença física.

  • Ouvir os colaboradores e ajustar políticas com base em dados reais.

A flexibilidade deixou de ser uma vantagem para se tornar uma condição para reter talento.

4. Aprendizagem contínua como pilar da liderança

Liderar é aprender e reaprender. A aprendizagem contínua tornou-se uma prioridade absoluta para quem procura emprego e, mais importante ainda, para quem quer manter-se relevante.

No Brasil, 92% dos trabalhadores afirmam que as oportunidades de aprendizagem são uma razão determinante para permanecerem numa empresa. Na Índia, nos EUA e no Reino Unido, os números também são elevados.

Como integrar a aprendizagem no dia-a-dia:

  • Incorporar formações nos próprios fluxos de trabalho.

  • Promover sessões regulares de partilha de conhecimento.

  • Avaliar o desenvolvimento contínuo nos processos de performance.

  • Criar uma cultura onde aprender é tão valorizado quanto produzir.

A aprendizagem deixou de ser extracurricular. É o novo core business da liderança.

5. Alinhamento estratégico e colaboração no topo

A falta de alinhamento entre departamentos é um dos maiores entraves à execução ágil das estratégias. A solução? Quebrar os silos e fomentar a colaboração interfuncional ao mais alto nível.

Mas porquê é que isso ainda não acontece em tantas empresas? Porque a complexidade organizacional, os estilos de comunicação distintos, a natureza humana e até o síndrome do impostor (que afeta 43% dos executivos) jogam contra.

Para construir equipas executivas coesas, é essencial:

  • Apostar em formação em comunicação estratégica e escuta ativa.

  • Desenvolver competências de influência transversal e gestão de conflitos.

  • Estimular a confiança e o feedback construtivo entre pares.

Executivos bem alinhados não só tomam decisões mais rápidas como tomam melhores decisões. E isso tem impacto direto na agilidade e nos resultados.

Conclusão: liderança é uma obra em permanente construção

O mundo empresarial de 2025 exige líderes com uma visão clara, mas flexível. Capazes de integrar tecnologia, cultivar talento, adaptar-se a novas realidades e colaborar para lá das fronteiras formais.

Investir no desenvolvimento da liderança é investir na sobrevivência e no futuro das organizações. As tendências estão lançadas. A pergunta é: quem as vai liderar?

Arquivado em:Liderança, Notícias

Liderar com IA – o seu novo parceiro estratégico

11 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Se a IA Generativa fosse um colega de trabalho, estaria sempre no escritório antes de si, pronto a analisar dados, antecipar tendências e sugerir soluções, e sempre disponível e cordial. 

Como qualquer grande equipa, os melhores resultados surgem quando a tecnologia e a inteligência humana trabalham em conjunto. 

Hoje, a grande maioria dos líderes reconhece que a IA Generativa aumenta a eficiência e a produtividade das organizações. No entanto, os benefícios individuais para os líderes podem ser menos claros. Com efeito, um estudo da Capgemini revelou que apenas 15% dos Líderes usam IA Generativa pelo menos uma vez por dia no trabalho. Há, assim, uma grande diferença entre saber que a IA Generativa é importante e usá-la.  

Para maximizar a utilização da IA é necessário atuar em 3 níveis: 

 

1 – Formação dos líderes em Liderança Aumentada com IA  

Para que os líderes possam usar mais a IA Generativa, e assim potenciarem a sua liderança, é importante terem formação ou coaching onde possam experimentar a integração da IA nas várias dimensões da liderança: 

Gestão de si próprio – Exemplo: utilizar IA para melhorar a produtividade pessoal 

Gestão da equipa – Exemplo: gerir as reuniões e planear as tarefas com IA 

Gestão do negócio – Exemplo: usar a análise preditiva e os insights baseados em dados feita pela IA para tomar decisões mais informadas e ágeis.  

 

2 – Formação da equipa para um Novo Mindset sobre IA 

Para que a equipa adira bem à IA, é necessário envolvê-la na integração da IA nos vários processos de trabalho. Os principais objetivos são:  

Cultivar a capacidade de abordar novos desafios de forma eficaz 

Garantir que os participantes sejam adaptáveis e engenhosos 

Aumentar a sua produtividade e satisfação no trabalho  

Nestes workshops, a equipa identifica os processos de trabalho suscetíveis de serem melhorados com a IA e cria o plano de ação para a sua implementação.   

 

3 – Consultoria para Melhorar Processos e Organização do Trabalho 

Finalmente, para maximizar o impacto da IA, pode otimizar-se a estrutura organizacional de forma a que as pessoas se foquem nas atividades de valor acrescentado, a produtividade aumente e a comunicação entre departamentos melhore. Para isso é necessário:  

Redesenhar fluxos de trabalho 

Reestruturar a colaboração interna 

Monitorizar e ajustar continuamente  

Garantir uma integração eficiente para evitar resistência ou sobrecarga tecnológica. 

Através desta consultoria, as empresas conseguem um alinhamento estratégico entre tecnologia e talento, tornando-se mais ágeis, produtivas e preparadas para o futuro. 

 

O futuro da liderança: IA e humanos na mesma equipa 

Os líderes que souberem como aliar a tecnologia ao pensamento estratégico estarão na linha da frente da inovação. A verdadeira questão passa a ser como cada líder pode tirar o máximo proveito dessa evolução para si, para os colaboradores e para a organização. 

Se já trabalha com IA, ótimo. Se ainda não trabalha, não se preocupe – a IA já começou a trabalhar por si. Talvez esteja na altura de se juntar a ela… e quem sabe, oferecer-lhe um café. 

 

Este artigo foi publicado na Aprender Magazine, suplemento da revista Líder nº 29, sob o tema Incluir. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

Carreiras de 50 Anos: estamos preparados?

11 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A longevidade está a transformar o mundo do trabalho. Se antes uma carreira era planeada para durar cerca de 40 anos, hoje é cada vez mais comum pensar em trajetórias profissionais de 50 anos ou mais. Com o aumento da esperança média de vida e as mudanças demográficas, a ideia de reforma aos 65 anos já não se ajusta à realidade de muitos trabalhadores, que querem – ou precisam – de continuar ativos por mais tempo. Esta revolução exige uma nova abordagem das empresas e dos próprios profissionais.

Segundo as Nações Unidas, até 2050 o número de pessoas com mais de 65 anos irá duplicar, para 1,6 mil milhões de indivíduos. Embora este aumento reflita os benefícios de uma maior esperança de vida, a magnitude deste crescimento impõe desafios significativos, sobretudo à medida que a procura de cuidados se intensifica e os rácios de dependência se alteram.

Este contexto obriga empresas e governos a repensarem os modelos de emprego e a investirem na aprendizagem contínua. De acordo com o relatório “The Future of Jobs Report 2025”, prevê-se a criação de 170 milhões de postos de trabalho até 2030, enquanto 92 milhões de funções poderão ser deslocadas, impulsionadas pelos avanços tecnológicos e pela transição ecológica.

Esta transformação exige que os trabalhadores se requalifiquem, desenvolvendo competências como pensamento analítico, criatividade e adaptabilidade, para que possam aproveitar as novas oportunidades e enfrentar os desafios de um mercado de trabalho em rápida evolução. Paralelamente, a evolução tecnológica tem remodelado funções e processos. A automatização e a inteligência artificial estão a substituir algumas tarefas, mas, ao mesmo tempo, criam oportunidades no mercado de trabalho.

Projeções recentes apontam para a criação de milhões de postos de trabalho nos próximos anos, desde que os trabalhadores estejam preparados para se requalificar e desenvolver competências como pensamento analítico e criatividade.

Neste contexto, é essencial que empresas e profissionais abracem a transformação. Investir na formação contínua e promover ambientes de trabalho inclusivos não é apenas uma questão de justiça social, mas uma estratégia fundamental para garantir a sustentabilidade num mercado cada vez mais exigente. A longevidade deixa de ser um desafio para se tornar uma oportunidade de reinventar a carreira e criar um espaço laboral mais resiliente e inovador.

Arquivado em:Opinião

Países Baixos em sete minutos: uma nação com verniz progressista

10 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

Os Países Baixos não se explicam apenas com tulipas coloridas e moinhos mágicos. Pode falar-se da ousadia de um pequeno reino que foi império, ou de uma sociedade que abraça a liberdade com uma frieza quase clínica. Mas a chamada Holanda não é só um post de Instagram: é um laboratório social onde tradição e vanguarda se enfrentam olhos nos olhos.

O país ocupa a 15ª posição no Global Soft Power Index 2025, com uma pontuação de 58,7 em 100 — reflexo do seu forte prestígio internacional em áreas como educação, inovação, sustentabilidade e direitos civis. A sua reputação de tolerância e pragmatismo, aliada a uma máquina diplomática eficiente, sustenta a sua influência cultural e política muito além da sua dimensão geográfica.

No Índice de Democracia de 2024, elaborado pela Economist Intelligence Unit, os Países Baixos registaram uma pontuação de 9,0, sendo classificados como uma ‘democracia plena’, no 9.º lugar entre 167 países. Apesar da estabilidade institucional, o relatório aponta uma crescente tensão no discurso público, marcada por protestos de agricultores, críticas à política de habitação e à imigração, bem como pela ascensão de forças populistas no Parlamento.

Num país onde o mar é contido por diques e a sociedade por consensos, há também fendas que se alargam — entre a capital cosmopolita e o interior conservador, entre o progresso tecnológico e a exaustão mental de uma juventude sob pressão, os Países Baixos são um espelho polido da Europa contemporânea: ordenados mas inquietos, livres mas contidos, ricos mas em busca de sentido.

Este é o quarto artigo da mais recente rubrica da Líder, ‘O estado de uma nação em sete minutos’. Todas as quintas-feiras, traremos um retrato de um país, explorando sucintamente quatro dimensões: cultural, política, económica e social.

 

Cultura

Na pintura, Rembrandt pintou sombras com uma luz que parecia sair da alma, enquanto Van Gogh incendiou a tela com cores que não pediam permissão para existir. Ambos, à sua maneira, reinventaram a forma de olhar o mundo — um com a precisão do detalhe, o outro com a fúria da emoção.

A literatura neerlandesa é menos ruidosa, mas nunca menos profunda. Cees Nooteboom escreveu como quem sonha em várias línguas, e Harry Mulisch traduziu a culpa e o tempo num país onde a memória da guerra continua a sussurrar entre tijolos e tulipas. Annie M.G. Schmidt, por outro lado, deu às crianças um país paralelo, onde tudo podia ser possível — até rir de si mesmo.

Na música, os Países Baixos souberam combinar a introspecção do Norte com uma vibração universal. Da maestria barroca de Jan Pieterszoon Sweelinck, cujas obras para órgão influenciaram gerações, ao lirismo moderno de André Rieu, que popularizou a música clássica em palcos globais, o país revelou que a elegância e a energia podem coexistir.

No cinema construíram uma linguagem visual onde a contenção nunca anulou a ousadia. Cineastas como Marleen Gorris — a primeira mulher a vencer um Óscar com um filme em neerlandês — provaram que a delicadeza também consegue ser revolucionária.

Política

Os Países Baixos não são apenas o retrato de uma democracia estável, mas um produto de séculos de negociação entre liberdade e controlo, comércio e ética, água e terra. Desde a independência face a Espanha no século XVI, a nação construiu uma identidade assente no pragmatismo, no comércio marítimo e numa tolerância vigilante.

A monarquia constitucional, vigente desde o século XIX, articula-se com uma das democracias parlamentares mais antigas da Europa, marcada por um sistema de coligações e consensos.

No entanto, essa imagem de estabilidade não impede tensões internas. Nas últimas décadas, os Países Baixos assistiram ao crescimento de partidos populistas e anti-imigração, como o PVV de Geert Wilders, que desafiam a tradição de moderação e abertura. A morte do cineasta Theo van Gogh, em 2004, vítima de um atentado por motivos religiosos, e os debates sobre identidade nacional e liberdade de expressão marcaram uma viragem no discurso político.

O país tem enfrentado uma fragmentação partidária cada vez mais acentuada. Isto tem dificultado a formação de governos e revelado uma população dividida entre o cosmopolitismo urbano e um conservadorismo periférico crescente. A queda de vários governos devido a crises de imigração, ambientais ou fiscais — como em 2021 e 2023 — reforça essa percepção de instabilidade intermitente.

Apesar disso, os Países Baixos continuam a manter uma reputação internacional sólida enquanto Estado de direito, com instituições fortes e uma sociedade civil ativa.

Economia

Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Países Baixos atingiu 1.134.115 milhões de euros, representando um crescimento de 1,0% em relação a 2023. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelo consumo governamental, que aumentou 3,1%, e pelo consumo das famílias, com um incremento de 1,1%. Além disso, o PIB per capita situou-se em 63.030 euros em 2024, destacando-se como um dos mais elevados da União Europeia.

A economia dos Países Baixos é diversificada e dinâmica, com setores chave como o transporte marítimo, liderado pelo Porto de Roterdão, e a indústria química e tecnológica. Empresas como a ASML e Royal DSM destacam-se globalmente em inovação, enquanto a agricultura, especialmente na produção de flores e produtos lácteos, também é um pilar importante.

O setor financeiro é robusto, com bancos como ING, ABN AMRO e Rabobank a solidificarem o país como um centro financeiro europeu. Amesterdão, em particular, beneficiou da transferência de empresas após o Brexit, reforçando sua posição no mercado global.

No entanto, o crescimento económico não foi uniforme a todo o território.  Em 2024, a cidade de Arnhem implementou um programa piloto destinado a aliviar as dívidas de 50 famílias em dificuldades financeiras. Este projeto, com um fundo de 700.000 euros, visou apoiar um bairro desfavorecido, permitindo que as famílias superassem graves problemas económicos.

Sociedade

A taxa de natalidade nos Países Baixos tem mostrado uma tendência de declínio ao longo das últimas décadas. Em 2022, a taxa era de 1,487 nascimentos por mulher, indicando uma ligeira diminuição em relação aos anos anteriores.

Este declínio na taxa de nascimentos aponta para um envelhecimento da população neerlandesa, o que poderá ter implicações significativas no mercado de trabalho, sistemas de saúde e políticas de segurança social.​

No que toca a habitação, para enfrentar o aumento dos custos, o governo neerlandês implementou a Lei de Renda Acessível (Affordable Rent Act) em abril de 2024. Esta legislação introduziu controlos de renda para habitações de segmento médio, visando proteger os inquilinos e melhorar a acessibilidade à habitação.

A lei utiliza um sistema de pontos para classificar as propriedades de arrendamento, determinando o valor máximo que os proprietários podem cobrar. Espera-se que aproximadamente 90% das habitações de arrendamento nos Países Baixos sejam abrangidas por este sistema.

A sociedade neerlandesa tem demonstrado um elevado nível de participação cívica, especialmente em questões ambientais. Em setembro de 2023, milhares de ativistas climáticos bloquearam uma auto-estrada em Haia, protestando contra os subsídios governamentais a indústrias dependentes de combustíveis fósseis.

Conclusão

Os Países Baixos parecem um laboratório europeu onde tudo consegue funcionar. Bicicletas a tempo, cafés com grandes liberdades, ruas com montras humanas e rendas medidas ao milímetro com uma régua do Estado. Contudo, por trás do verniz progressista, espreita um país que vota cada vez mais à direita, com o liberalismo nos genes e os populistas na sala de estar.

Assim, entre diques, canais e debate aceso, os neerlandeses vivem no equilíbrio instável entre o que sonharam ser e o que os tempos exigem que sejam — uma monarquia pragmática com crises de identidade perfeitamente calendarizadas.

 

Leia todos os artigos desta rubrica:

O estado de uma nação em sete minutos: o peso da Rússia no mundo

O estado de uma nação em sete minutos: o samba infinito do Brasil

Brexit, imigração e tarifas: o estado do Reino Unido em sete minutos

Arquivado em:Notícias, Sociedade

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