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Marcelo Teixeira

Jovens portugueses estão a reclamar mais. Saiba porquê.

1 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

No primeiro trimestre do ano, foram registadas quase 13 mil reclamações no Portal da Queixa – um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Atrasos, mau serviço e dificuldades no apoio ao cliente são os principais motivos de insatisfação. Mas há mais.

A juventude portuguesa está cada vez mais exigente e menos disposta a aceitar falhas nos serviços que procura. Nos primeiros três meses de 2025, o Portal da Queixa recebeu 12.843 reclamações por parte de jovens entre os 18 e os 34 anos, revelando um crescimento significativo da insatisfação. Mau atendimento, encomendas que nunca chegam a tempo e dificuldades em resolver problemas com marcas e empresas são algumas das razões que levam esta geração a manifestar-se.

A análise surge no contexto do Dia Nacional da Juventude, celebrado a 28 de março, e traz à tona um retrato de uma geração mais participativa e consciente dos seus direitos. Se antes o consumidor jovem tendia a relevar certos problemas, hoje recorre a plataformas digitais para expor falhas e exigir respostas.

Mulheres reclamam mais, mas os problemas são comuns

Os dados mostram que o género feminino lidera as reclamações, com 55% das queixas, enquanto os homens representam 45%. No entanto, os motivos são transversais: ambos se queixam sobretudo de falhas nos serviços prestados, atrasos nas entregas e dificuldades no apoio ao cliente.

Olhando para os setores mais criticados, os jovens portugueses parecem enfrentar mais obstáculos em áreas como:

  • Correio, Transporte e Logística – 17% das reclamações
  • Comunicações, TV e Media – 10,1%
  • Serviços e Administração Pública – 9,6%
  • Tecnologia e Equipamentos Informáticos – 8,2%
  • Banca, Pagamentos e Investimentos – 6,4%
  • Turismo e Hotelaria – 5,8%
  • Compras online, Moda e Joalharia – 4,8%

O aumento do comércio eletrónico e da digitalização de serviços parece ser um fator determinante para o crescimento das reclamações. Se, por um lado, as empresas apostam cada vez mais no online, por outro, a experiência do consumidor nem sempre acompanha essa evolução. Encomendas que falham prazos, plataformas pouco intuitivas e dificuldades no contacto com serviços de apoio ao cliente são queixas frequentes.

A juventude de hoje não é a mesma de ontem

Os números revelam mais do que um simples aumento de reclamações – mostram um novo perfil de consumidor jovem. Esta geração, criada na era digital, cresceu com acesso à informação e não hesita em usá-la para se fazer ouvir. A rapidez com que uma queixa se torna viral nas redes sociais e a pressão exercida sobre as empresas são fatores que mudaram a dinâmica do consumo e do atendimento ao cliente.

Além disso, há um outro dado curioso: o que significa ser jovem? A definição varia consoante o critério adotado. Para efeitos estatísticos, o Portal da Queixa considerou a faixa etária dos 18 aos 34 anos, dado que a noção de juventude não é universal. As Nações Unidas definem os jovens como aqueles entre os 15 e os 24 anos, mas, em vários contextos, o termo estende-se até aos 35.

O que é certo é que, independentemente da idade, os jovens portugueses estão cada vez mais atentos e exigentes. E se há uma lição a tirar deste crescimento no número de reclamações, é que marcas e serviços não podem mais ignorar esta nova realidade.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Sustentabilidade empresarial: inclusão de trabalhadores operacionais é chave para o sucesso corporativo

1 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A sustentabilidade empresarial não pode ser uma política confinada às chefias e aos gabinetes de decisão. Para que as estratégias ambientais, sociais e de governança (ESG) sejam eficazes, é essencial envolver todos os níveis da organização – sobretudo os trabalhadores operacionais, que lidam diretamente com os processos produtivos.

Um estudo da McKinsey (2024) destaca que a integração destes profissionais na estratégia sustentável das empresas não só melhora a produtividade, como também capacita os funcionários para enfrentar os desafios das transições económica e climática. Formação contínua, participação ativa e acesso a ferramentas digitais são algumas das medidas que permitem acelerar a mudança.

O papel fundamental dos trabalhadores operacionais na sustentabilidade

🔹 Contato direto com os processos produtivos
Os trabalhadores operacionais conhecem melhor do que ninguém a dinâmica da produção. São eles que lidam diariamente com o consumo de energia, o desperdício de materiais e a eficiência das máquinas, tornando-os peças-chave na implementação de boas práticas ambientais.

🔹 Disseminação da cultura sustentável
Uma empresa só se torna verdadeiramente sustentável quando os seus valores são incorporados por toda a equipa. A transmissão da cultura ESG aos trabalhadores da linha da frente garante que as práticas sustentáveis são aplicadas no dia a dia, criando um impacto real.

🔹 Formação interativa e prática
A educação sobre sustentabilidade deve ir além da teoria. Formações envolventes, personalizadas e interativas ajudam a criar hábitos sustentáveis que se enraízam na cultura empresarial. Plataformas digitais e experiências imersivas podem ser aliadas neste processo.

🔹 Ferramentas para impulsionar a mudança
Para que os trabalhadores possam contribuir ativamente, é fundamental que tenham acesso às ferramentas certas. Aplicações para monitorizar emissões, plataformas digitais de gestão de resíduos e sistemas de análise de eficiência permitem não só acompanhar progressos, mas também identificar oportunidades de melhoria.

Sustentabilidade como fator de sucesso empresarial

A sustentabilidade já não é um conceito opcional no mundo corporativo – é um fator determinante para o crescimento e para a competitividade. Empresas que envolvem os seus colaboradores operacionais nas suas estratégias ESG não só reforçam a sua cultura organizacional, como também garantem um impacto mais duradouro e eficaz.

No caminho para um futuro mais sustentável, a inclusão não é apenas desejável. É essencial.

Arquivado em:Corporate, Notícias, Sustentabilidade

TP4U: a transformação da valorização dos colaboradores na teleperformance

1 Abril, 2025 by Marcelo Teixeira

A Teleperformance (TP), reconhecida como Great Place to Work®, tem como foco fortalecer continuamente a motivação e o sentimento de pertença entre seus mais de 13.000 colaboradores e, em 2021, a pandemia, acelerou a procura de soluções de engagement, com mais de 70% dos colaboradores passando a trabalhar remotamente. Mas qual a melhor forma de garantir a interação contínua entre colaboradores e otimizar processos de RH sem perder o toque humano?

A TP começou em 2016 a sua parceria com a Vip District, utilizando a plataforma de descontos para aumentar o poder de compra dos colaboradores, mas foi em 2021 que evoluiu como plataforma de engagement e cultura organizacional, criando o TP4U, que contava com:

• Um mural dedicado ao reconhecimento, para fomentar reconhecimento e mérito entre colaboradores,

• Um painel de anúncios de compra, venda e aluguer de produtos e contratação de serviços exclusivo paramos colaboradores,

• Um espaço de incentivos, para premiar as conquistas e assim promover a motivação das equipas. Em 2023, colaborámos novamente para elevar a experiência das pessoas na TP Portugal através da implementação no TP4U de:

• Um espaço de comunicação interna: uma área digital corporativa que reúne notícias, eventos, atividades de lazer e desporto, formações e
muito mais.

• APP mobile dedicada: tudo o que acontece na Teleperformance passou a estar na palma da mão de cada colaborador.

Faltava então perceber se os colaboradores iriam integrar esta nova plataforma no seu dia-a-dia. A meta inicial era ambiciosa: 50% de adesão. E o resultado superou todas as expetativas: 60% de registos durante a fase piloto, que se converteram em poucos meses em milhares de utilizadores, tornando o TP4U numa ferramenta central indispensável de engagement e reconhecimento dos colaboradores.

Susana Petrizzi, Engagement Manager, resume esta parceria da seguinte forma: «A nossa plataforma TP4U permite-nos chegar às nossas pessoas de forma mais rápida e interactiva, com uma usabilidade muito intuitiva e acesso a reporting em tempo real. Adicionalmente, a parceria incrível de melhoria contínua entre as equipas TP e VIP assegura que estamos sempre a evoluir juntos!»

Descubra como criar uma cultura de reconhecimento e engagement na sua empresa.

Este artigo foi publicado na edição nº 29 da revista Líder, sob o tema Incluir. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Líder Corner

Semana de Quatro Dias: «um dia extra de descanso representa uma oportunidade» (Rita Fontinha)

31 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

O conceito de Semana de Quatro Dias, cada vez mais debatido em Portugal e no mundo, promete ser mais do que um simples ajuste no horário de trabalho: um estudo recente da 4 Day Week Global revelou que 91% das empresas que testaram o modelo decidiram mantê-lo, devido ao aumento da produtividade e à melhoria do bem-estar dos trabalhadores. Trata-se de uma reorganização estrutural que desafia paradigmas e leva empresas e trabalhadores a repensarem a sua produtividade e bem-estar. Mas, na prática, será que resulta?

Rita Fontinha, professora na Henley Business School e diretora de Investigação em Flexible Working no World of Work Institute, deslindou sobre o tema, na Leading People HR Conference, no dia 13 de março. Na talk ‘O caminho para um semana de 4 dias de trabalho’, a investigadora destacou a importância da flexibilidade laboral e o impacto positivo que a Semana de Quatro Dias pode ter nas empresas e nos trabalhadores.

O que é, afinal, a Semana de Quatro Dias?

Há duas formas principais de implementação. «Uma delas é a semana condensada, onde as 40 horas de trabalho são distribuídas por quatro dias – um modelo que se revela pouco popular tanto entre empresas como entre colaboradores, sobretudo para quem tem responsabilidades familiares. A outra – e a mais testada em Portugal – assenta numa redução efetiva do tempo de trabalho, sem cortes salariais» esclarece Rita Fontinha.

No projeto piloto nacional, estabeleceu-se um mínimo de 36 horas semanais, frequentemente distribuídas em ciclos de quinzena de nove dias: uma semana de cinco dias, seguida de uma semana de quatro. «Esta abordagem permitiu manter a continuidade das operações sem sacrificar a produtividade», concluiu a académica.

Os resultados falam por si

As empresas que participaram voluntariamente no projeto relataram benefícios inesperados. Segundo os dados recolhidos, Rita Fontinha aponta para «81% das organizações a manterem a redução horária após o fim da experiência». Entre as mudanças estruturais registadas destacam-se a redução do tempo gasto em reuniões, implementação de blocos de trabalho mais produtivos e maior recurso a tecnologia e inteligência artificial.

A premissa que se impõe é por que não aplicar estas mudanças numa semana de cinco dias? A resposta reside na reciprocidade. «Quando os trabalhadores percebem que têm um benefício real – um dia extra de descanso –, tendem a aceitar melhor as transformações internas e a aumentar o seu compromisso com a empresa», destaca.

O impacto nos trabalhadores

A redução horária teve efeitos tangíveis. O tempo médio semanal trabalhado caiu de 41,6 para 36,5 horas, refletindo-se numa melhoria da qualidade de vida. Contudo, um terço dos participantes reportou um aumento do ritmo de trabalho, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo a longo prazo. Ainda assim, quando questionados se preferiam voltar à estrutura de cinco dias, a maioria recusou.

Um dado particularmente relevante sublinhado por Rita Fontinha é que «os trabalhadores atribuíram um valor de 28% do seu salário mensal à semana de quatro dias. Ou seja, consideram que, financeiramente, o tempo livre ganho é quase tão valioso quanto um aumento salarial significativo».

Curiosamente, os benefícios percebidos variam consoante o perfil dos trabalhadores. Mulheres, pais e cuidadores valorizam mais esta mudança, enquanto aqueles que já gozam de flexibilidade (como trabalho remoto ou assíncrono) tendem a relativizá-la. Para os trabalhadores presenciais, sobretudo com salários mais baixos, o impacto é evidente: «um dia extra de descanso representa uma oportunidade para gerir tarefas domésticas ou cuidar da família, aliviando pressões do quotidiano».

Alexandra Mendes, diretora de Recursos Humanos da Crioestaminal, destacou a diferença no seu dia a dia durante um vídeo publicado nesta talk: «Ter uma sexta-feira livre fez-me sentir que tenho uma vida para além do trabalho. Antes, chegava ao fim de semana exausta, sem vontade de fazer nada. Agora, aproveito muito mais o tempo com a minha família».

E a nível financeiro?

A grande questão é sempre o impacto nos resultados das empresas. No projeto piloto, os dados indicam um crescimento das receitas de 86% e um aumento dos lucros de 72%. Como? A melhoria do employer branding ajudou as empresas a tornarem-se mais atrativas no mercado, potenciando a retenção e captação de talento. Além disso, «a redução do absentismo e da rotatividade refletiu-se numa otimização dos custos operacionais».

Rita Fontinha reforça esta perspetiva: «No início, havia receio de que a produtividade caísse, mas aconteceu o contrário. O foco aumentou e as equipas passaram a trabalhar de forma mais eficiente».

Implementar ou não implementar?

A complexidade da transição é uma das grandes barreiras, especialmente para as maiores empresas compostas por equipas diversas. Mas há formas de adaptar o modelo. A Crioestaminal, por exemplo, optou por um sistema rotativo, assegurando que a equipa nunca estava reduzida num dia específico.

Para quem considera dar o primeiro passo, Rita Fontinha explica que «os especialistas recomendam uma abordagem gradual. Experimentar uma quinzena de nove dias ou implementar tardes livres à sexta-feira são estratégias conservadoras que podem preparar o terreno para mudanças mais significativas no futuro».

Rita Fontinha, em colaboração com Pedro Gomes, desenvolveu um Starter Pack gratuito para empresas, com foco na investigação da redução horária em Portugal. «O objetivo é entender o impacto desta mudança nas organizações», explica. O Starter Pack começa com um questionário preenchido pelos líderes das empresas, seguido de um segundo para os colaboradores, abordando temas como engagement e saúde mental. As empresas que não adotarem a semana de 4 dias formarão o grupo de controlo, enquanto as que a implementarem serão o grupo experimental. Espera-se uma participação de 70%.

Legislação: o momento certo ainda não chegou

Apesar da crescente adesão, a semana de quatro dias ainda está longe de ser uma realidade generalizada. O consenso entre especialistas é de que não deve ser imposta por lei neste momento. Rita Fontinha alerta «ainda estarmos numa fase de experimentação, e legislar cedo demais poderia travar a evolução natural do modelo».

No entanto, é inegável que esta ideia, antes vista como utópica, está a ganhar terreno. As empresas que adotaram o modelo não o fizeram por altruísmo, mas sim por uma estratégia bem pensada de produtividade e competitividade no mercado. E, se os resultados continuarem a confirmar-se, poderá ser apenas uma questão de tempo até que a sexta-feira se torne, efetivamente, o novo sábado.

Assista à talk completa aqui:

Rita Fontinha – O CAMINHO PARA UMA SEMANA DE 4 DIAS DE TRABALHO

Tenha acesso à galeria de imagens aqui.

Tudo o que aconteceu na Leading People está disponível na Líder TV e nos canais 165 do MEO e 560 da NOS.

Arquivado em:Leadership

Nunca serão apenas só tendências!

31 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

À medida que avançamos para 2025, assistimos ao panorama da aquisição de talento a passar por transformações significativas. As empresas estão a adotar novas abordagens para atrair e reter os melhores profissionais, impulsionadas por avanços tecnológicos. Recentemente, a Korn Ferry, publicou um estudo apresentando as cinco grandes tendências para Recursos Humanos em 2025 (TALENT TRENDS 2025).

Este artigo explora essas cinco principais tendências que estão a moldar a aquisição de talentos neste ano, destacando-se como a inteligência artificial está a revolucionar os processos de recrutamento, a importância crescente de skills críticas, o investimento contínuo em programas de desenvolvimento, a criação de propostas de valor atraentes para os funcionários e a adoção de padrões de trabalho flexíveis. Juntas, essas tendências vão redefinir a forma como as Organizações encontram e mantêm as suas pessoas, preparando-se para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades do futuro.

Por outro lado, assistimos à tendência de generalização da Inteligência Artificial (IA). Embora a sua utilização pareça deslumbrante, os profissionais de recursos humanos concordam que é necessário um maior amadurecimento em relação a essa tecnologia. Empresas de grande dimensão, com receio de ficarem para trás, aumentaram o seu entusiasmo pelo potencial da IA para amplificar a eficiência e reduzir custos com recursos, adotando estratégias de IA, por exemplo, para processos de recrutamento.

No entanto, enquanto os recrutadores veem o seu trabalho otimizado, a experiência do colaborador ao interagir com uma ‘máquina’ ou um ‘avatar’ é vista como uma solução rápida, mas ainda não totalmente eficaz. Colocar anúncios de recrutamento e agendar entrevistas são certamente uma boa ajuda, mas escutar um candidato falar sobre sua história e marcos de carreira ainda não é visto como favorável na experiência do candidato. Mesmo que com mais progresso e tecnologia, continuaremos sempre a ser seres humanos, compostos de emoção e racionalidade, e não devemos perder aquilo que nos distingue: a junção de ambas as dimensões.

A segunda tendência destaca a prioridade de se contratar com base em funções e skills críticas que impactam os negócios. Esta tendência refere-se à crescente importância de identificar e recrutar skills que são essenciais para o sucesso organizacional. Em vez de se focar apenas em qualificações tradicionais ou experiência, as empresas estão cada vez mais à procura de candidatos que possuam habilidades específicas que são cruciais para enfrentar os desafios atuais e futuros.

Foram mapeadas quatro principais skills através dos estudos realizados pela Korn Ferry: comunicação, liderança, habilidades técnicas e resolução de problemas. No processo de contratação, o foco tipicamente está na habilidade do perfil e não tanto na criticidade da função. O equilíbrio entre ambos será mais completo e eficaz. Ao contratar com base em funções críticas e habilidades críticas, irá existir um maior alinhamento com a estratégia de negócios da empresa. Isso irá garantir que os colaboradores contribuam diretamente para os objetivos estratégicos da Organização.

A terceira tendência ativa novas abordagens de desenvolvimento de liderança. As abordagens tradicionais não serão suficientes para atrair talento. Encontrar e reter os melhores talentos é um elemento central para a estratégia das Organizações.

As pessoas querem integrar empresas que apostem no seu futuro e, mesmo que existam momentos desafiantes, se houver investimento no desenvolvimento, há um sentimento de evolução e crescimento que aumenta a retenção.

Esta tendência implica um maior levantamento de necessidades de desenvolvimento e um maior foco na sua customização, adequando a oferta às necessidades específicas de cada pessoa.

A quarta tendência traz o Employee Value Proposition (EVP) como um elemento VIP! O EVP deixa de ser apenas um conjunto de orientações escritas em apresentações de PowerPoint. O EVP deve ser autêntico. Hoje existem maiores possibilidades de escolha face à empresa onde se pretende trabalhar, bem como existe uma grande divulgação do que corre bem e menos bem nessas empresas. Assim, a autenticidade no trato e no que é prometido durante os processos de recrutamento fica bastante presente nos candidatos.

Sabemos que empresas que promovem publicamente a sua cultura, mas não a colocam em prática, apresentam taxas de rotatividade mais altas. Esta tendência, na minha visão, traz uma atitude mais proativa dos candidatos em se prepararem melhor para conhecer a empresa para onde se candidatam. Tendo como impacto um maior questionamento sobre a ‘vida real’ da empresa, deixando claras as suas preferências.

A Era Híbrida ou Hybrid 360 veio para ficar. Não se trata apenas de onde as pessoas trabalham, seja em casa ou no escritório. O Hybrid 360 é sobre inclusão e flexibilidade—permitindo que as pessoas trabalhem da maneira que melhor lhes convier para libertar todo o seu potencial. Quanto mais flexibilidade uma Organização oferecer, melhores serão as suas oportunidades de construir uma força de trabalho comprometida, motivada e leal.

Organizações que aderem a formas tradicionais de trabalho provavelmente terão mais dificuldades para atrair e reter pessoas. No futuro, mais empregadores adotarão modelos híbridos para equilibrar as necessidades dos negócios com o desejo dos colaboradores, através da flexibilidade.

Deve existir uma prevalência do progresso sobre a perfeição. Esta mudança, além de se alinhar com o mundo em constante mudança, faz com que a síndrome do impostor, bastante vivida nas nossas Organizações, seja trabalhada no nosso dia a dia. Afundar-se em análises e investir horas ‘validando o validado’ pode parecer uma desculpa perfeita para o perfeccionismo, mas é a nossa ‘voz interna’ que temos que trabalhar e refletir se este comportamento se deve a uma exigência da Organização ou às ordens que nosso cérebro nos dá, com a finalidade de sermos constantemente reconhecidos.

A necessidade de sermos mais reativos, em contraste com ficarmos presos em investigações completas, pode levar-nos à perda de negócios e à concorrência ser mais ágil nas entregas e na resposta aos clientes e ao mercado.

Estas tendências, a meu ver, trazem atitudes diferentes para quem gere o negócio e equipas. Essas atitudes significam fomentar maior agilidade, treinar líderes para gerir equipas híbridas e virtuais, atualizar processos de contratação remota e usar as ferramentas certas para facilitar a comunicação e colaboração, assim como cumprir o que se diz, através do que se faz. Na base dessas tendências, encontramos uma maior necessidade de traços como confiança, credibilidade, flexibilidade e abertura às diferenças, trazendo assim uma gestão inclusiva e diferenciadora que colocará as empresas num patamar de diferenciação.

Não se trata apenas de tendências com as quais se pode concordar mais ou menos, mas sim da capacidade de reconhecer padrões de comportamento que precisam de ser alterados face ao momento presente e que se iniciam em mim, em si e em todos nós!

Arquivado em:Opinião

Cinco jovens talentos vão ter oportunidade única de explorar o mundo de uma multinacional

31 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Foi anunciada a 7ª edição do programa de trainees, o LG Xplorers, que oferece uma oportunidade única para cinco jovens talentos explorarem o universo de uma multinacional e desenvolverem uma carreira em áreas como marketing, gestão e engenharia. Desde 2018 tem proporcionado uma experiência prática e imersiva, visndoa identificar e formar a próxima geração de líderes da organização.

Este ano, a LG associou-se à Header para o desenho e implementação da iniciativa, aproveitando a expertise da empresa em employer branding e recrutamento especializado. A parceria visa garantir uma experiência diferenciadora e alinhada com as melhores práticas do setor, contribuindo para o desenvolvimento profissional dos trainees num ambiente dinâmico e global.

A edição de 2025 abrirá cinco vagas para recém graduados ou profissionais em início de carreira nas áreas de marketing, gestão e engenharia. Os selecionados terão a chance de participar em projetos estratégicos, desenvolver competências técnicas e comportamentais, e assumir responsabilidades desde o início.

Detalhes do Programa

Com duração de nove meses, o LG Xplorers oferece aos trainees a oportunidade de atuar em áreas como Marketing & Brand Activation, B2B Marketing, Demand Planning & Analytics, Maintenance & Service Support, e Operations & Business Excellence. Através de desafios reais e do envolvimento diário nos processos da empresa, os participantes poderão crescer pessoal e profissionalmente, adquirindo habilidades em liderança, criatividade, gestão de tempo e trabalho em equipa.

Inês Vasconcelos, HR Manager da LG Electronics, destaca: «O LG Xplorers reflete o nosso compromisso com o desenvolvimento de talento, proporcionando aos jovens profissionais a chance de descobrir o seu potencial e de se desafiarem num ambiente inovador. Estamos entusiasmados por lançar a 7ª edição deste programa, que já se consolidou como um marco na formação da próxima geração de líderes.»

Candidaturas

Os interessados podem submeter a sua candidatura até o dia 6 de abril através do site oficial https://lgxplorers.pt/.

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