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Marcelo Teixeira

Diversidade, pertença e a capacidade de estar só 

18 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Cada um de nós parece uma ilha. Nascemos sozinhos. Morremos sozinhos. Pensamos sozinhos. Os medos, sempre que os vivemos, impõem-se, furtivamente, em nós, e fazem com que nos sintamos mais sozinhos. As reticências sobre os nossos amores entrincheiram-se, pé ante pé, e, mesmo quando estamos acompanhados por fora, fazem com que os descuidos e os desamparos nos levem a sentirmo-nos mais sozinhos, por dentro. E se estar só é uma conquista vizinha da liberdade, que só se consegue sempre que nos sentimos acompanhados, termos pessoas importantes que não nos conhecem tão profundamente como precisamos que nos conheçam é aquilo que mais nos faz sentir sozinhos. 

 E é aí que a vida pesa e assusta. E nos faz encolher. E aceitar (que absurdo, não é?…) que não mandamos nela. 

É por terem uma noção esclarecida da função dos pais no seu crescimento que os adolescentes precisam tanto de saber que contam com eles.

Que pertencem a uma família. Nem que, para tanto, falem com os pais por entrelinhas, silêncios e murmúrios. E os desafiem para que, todos os dias, eles se tornem melhores pais. Que é uma forma de os sentirem seguros, a cada resposta que recebem. E reconhecerem que eles continuam a merecer ser seus pais. Mesmo depois de os separarem duma visão infantil com que os viam de baixo para cima. E se sentirem mais iguais aos pais. Sem que, contudo, nunca deixem de os querer como a garantia de sabedoria, de bondade, de sentido de justiça, de coerência e de integridade. Que, tudo junto, faz com os adolescentes deixem de ser uma ilha. E sejam um arquipélago a caminho de muitos continentes. 

Reconhecerem-se noutros adolescentes faz com que  se sintam menos sozinhos. Mas adolescentes em tantas coisas tão parecidos consigo faz com que os adolescentes, no grupo de iguais, se sintam parte dum todo. E passem a ter dele o contraditório que torna os pais e a família, ainda, mais importantes.  

Ao contrário do que parece, os adolescentes também dão importância ao grupo para se assegurarem que os pais se tornam, ainda, mais preciosos e mais indispensáveis. Dando-lhes, com isso, a convicção inabalável que crescer não significa perder os pais, aos bocadinhos, de cada vez que os desidealizam. Para que, a seguir, à medida que matizam em si próprios pais, grupos e redes sociais destrincem melhor quem são. E se tornem mais ousados. E acutilantes. E tenham garra. E vida. E alma! 

 

Redes sociais e Contrastes  

É claro que, duma forma verdadeiramente precipitada, acho eu, os nossos filhos abrem o mundo dos seus amigos e o da sua família a uma cascata ruidosa de informações, sem contraditório, que lhes chega, cedo demais, via redes sociais. E lhes dá a ilusão que o mundo das pessoas, das grandes causas ou os pequenos-nada (que fazem toda a diferença do nosso crescimento) replicam aquilo que o seu algoritmo lhes traz.  

Um mundo que se torna mimético não nos faz mais capazes. Ilude-nos, mais do que parece, conferindo-nos uma grandeza mentirosa diante de tudo o que se pensa. Para que, logo de seguida, acentue uma solidão que inquina o que de melhor se tem.

Porque só as diferenças interpelam a familiaridade e contribuem para que se crie uma identidade.

É a diversidade que cria a pertença. Com que nos sentimos capazes de estar sós. E sermos autónomos. De fazermos pontes, uns com os outros, para vermos mais longe.  

As redes sociais trazem, a todos nós – e aos mais jovens, em particular – causas. Contrastes. Pessoas muito diferentes e muito parecidas. Mexericos. Patetices. Conhecimento. Conteúdos que trazem rebuliço áquilo que se sabe. Avenidas largas e becos sombrios sobre aquilo que se pensa. Sofrimentos clandestinos. Ousadias que se exibem. E tudo o mais que traz a perspectiva de se pertencer a uma enorme maioria de adolescentes semelhantes. Que torna o mundo mais acolhedor. Mais atento ao sufrágio. E mais cúmplice com o futuro.  

Mas as redes sociais não trazem só o engajamento com que os adolescentes procuram nos grupos e nas suas comunidades um guarda-chuva que os proteja. Trazem, também, quem os influencia. Quem os intoxica com discursos oblíquos. E com exemplos ao pé dos quais muito rapidamente se vai do inspirador à desolação. Fazendo com que contribuam muito para a forma como muitos adolescentes se deixam instrumentalizar. Acabando elas por lhes trazer imensa toxicidade. Afastando da autonomia os adolescentes mais frágeis, pelos mimetismos que lhes solicita. E empurrando-os para a solidão com que se tornam mais ilhas. Afastando-os mais e mais da saúde mental.  

Quanto maiores são as solicitações mais versátil se torna o crescimento. Assim haja quem traga aos adolescentes o contraponto diante de tudo aquilo que vem à rede. E, de síntese em síntese, e de forma simples e serena, os leve a pertencer a uma família, a outra geração e a vários grupos. E, dessa vivacidade, sempre em construção, os afaste no individualismo, do facilitismo e do narcisismo. Os devolva à humanidade e à empatia. E, todos os dias, contribua para que eles se tornem pessoas melhores. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 29 da revista Líder, sob o tema Incluir. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leadership

HUG Café abre portas e promove inclusão profissional de jovens autistas

18 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

O HUG Café já está em funcionamento no Instituto de Investigação Clínica e Biomédica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (iCBR-FMUC), no Polo III da UC. Este projeto de inovação social, desenvolvido pela APPDA Coimbra – Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo -, em parceria com a Universidade de Coimbra, visa integrar profissionalmente jovens com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA).

Atualmente, três jovens autistas integram a equipa do HUG Café, num espaço pensado para acolher investigadores, profissionais e estudantes, proporcionando um ambiente sereno e propício ao convívio e à troca de ideias. Para além do serviço de cafetaria, o projeto tem um forte carácter social, ao criar oportunidades de emprego adaptadas às competências e necessidades dos jovens com PEA.

«O HUG Café reforça o compromisso da APPDA Coimbra com a criação de oportunidades concretas para jovens autistas, promovendo parcerias para uma sociedade mais inclusiva e equitativa», destaca Elsa Vieira, Presidente da APPDA Coimbra.

Para Henrique Girão, Diretor do iCBR-FMUC, esta iniciativa é também um desafio para a sociedade. “O iCBR, desde o primeiro momento, abraçou esta iniciativa pela nobreza e impacto dos seus objetivos. É uma oportunidade para nos confrontarmos com a diferença e trabalharmos para a inclusão, garantindo igualdade de oportunidades num ambiente social e profissional estimulante”, sublinha, reconhecendo ainda o contributo essencial do Professor Miguel Castelo Branco para a concretização do projeto.

O HUG Café está aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30. Todos os interessados são convidados a conhecer o espaço e apoiar esta iniciativa pioneira de inclusão social.

Arquivado em:Notícias, Responsabilidade Social

Leading People 2025: já pode ver tudo o que se passou na Líder TV

18 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

No dia 13 de março de 2025, o Centro Cultural de Cascais recebeu mais uma edição da Leading People – International HR Conference, um evento de referência na área da liderança e gestão de pessoas. Integrada no Leadership Summit Portugal, esta conferência reuniu CEOs, gestores de recursos humanos e especialistas em capital humano para discutir o futuro do trabalho e o papel das organizações na construção de ambientes mais inclusivos e propósitos mais claros.

Com o mote ‘Let’s Think About Us – People & Purpose’, a edição deste ano colocou em debate o sentimento de pertença e a sua importância no mundo atual, marcado por instabilidade global, mudanças económicas e desafios sociais. Como podem as empresas tornar-se verdadeiros pilares de inclusão e inovação? De que forma o equilíbrio entre diversidade, equidade e pertença influencia a retenção de talento e a cultura organizacional?

Ao longo do dia, os participantes tiveram acesso a keynotes, painéis de discussão, apresentações de estudos e momentos de networking, num ambiente pensado para a partilha de conhecimento e a criação de sinergias entre profissionais.

A Leading People – International HR Conference é uma iniciativa da Tema Central, do Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial e da Câmara Municipal de Cascais, com a parceria institucional da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, UNRIC – Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental, UN Global Compact Network Portugal, International Club of Portugal, APG – Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas, e World Trade Center Lisboa.

O evento com o apoio do Bankinter, Capgemini, The Adecco Group, ISQe, Header, Fidelidade, DS Automobiles, Zurich, Tabaqueira, Líder, Forbes Portugal, O Jornal Económico, Sapo, Turismo de Portugal, Cartuxa, Fundação D. Luís, Holmes Place, Made2Web, The Office, Pulso Portugal, Recordati, White Way e HR.

O evento está disponível na Líder TV (lidertv.pt, MEO #165 e NOS #560), ampliando o impacto das reflexões partilhadas. A Líder TV disponibiliza conteúdos como conferências, talks, debates, entrevistas, sempre com qualidade televisiva e acessíveis gratuitamente. A plataforma tem como assinatura ‘Streaming to Inspire’ e permite às organizações e promotores de eventos transmitirem os seus conteúdos com qualidade broadcast, ao vivo ou em diferido, para uma audiência potencial muito alargada, eliminando os constrangimentos e saturação resultantes da utilização de plataformas meramente online.

Tenha acesso à galeria de imagens aqui.

Arquivado em:Leadership, Notícias

Incluir, refletir e conectar. O propósito das pessoas na Leading People 2025

14 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

O sentimento de pertença é o que distingue o Homem da máquina, afirmando-se no instinto de organização e na força do coletivo. Famílias, equipas de trabalho, comunidades ou até partidos políticos – tudo converge para o desejo de inclusão, de encontrar um lugar, um sentido para a vida, um eixo que nos mantenha no mapa. Mas, num mundo em convulsão, onde o digital dissolve fronteiras e a solidão cresce, o que significa, afinal, pertencer?

 

Abertura e reflexão: o sentimento de Pertença e as Power skills

Na Leading People International HR Conference, ontem, no Centro Cultural de Cascais, a artista JoLy Bmore, entre uma alma e técnica hipnotizantes, começou por oferecer um intervalo ao pensamento, deixando que o corpo e a mente despertassem para as grandes questões. A vivermos uma nova era dos Recursos Humanos, onde pessoas e organizações são parte do caminho para o futuro, mais de 20 oradores aceitaram o desafio: ‘Let’s Think About Us – People and Purpose’. Ana Filipa Nunes, host do evento, deixou a pergunta: e se as vossas empresas fossem espaços abertos – um laboratório de identidades?

Bianca Crivellini Eger, Professora Assistente na Nova SBE, abriu o palco, com ‘Belonging in a Fragmented World: Identity, Purpose and the Workplace’, desafiando a ilusão corporativa de que um profissional deve caber numa só identidade. Com conhecimentos etnográficos explicou o que acontece quando se transporta isso para dentro das empresas. A pertença, disse, não se impõe – constrói-se no espaço entre a aceitação e a liberdade, pois «todos temos múltiplas identidades, e pertencer é criar um espaço laboral que permita a cada um ser livre», concluiu.

Bianca Crivellini Eger – Professora Assistente na Nova SBE

Filipe Santos Seixas, Business Development Director do ISQe, foi quem seguiu para o microfone e deslindou que a integração das diferenças não é matemática simples, nem fórmula exata. É fluida, desenhada nas entrelinhas do comportamento humano. ‘PowerSkills: The Talent Evolution in the Human-Centric Era’ foi o nome da talk, mas podia bem ser um aviso. As soft skills morreram – agora são power skills. Comunicação, empatia, jogo de cintura. No fim, não é sobre o que sabemos, mas sobre como nos movemos no mundo. Mas há quem possa ajudar. Para Filipe Seixas «os líderes devem agir como facilitadores de talento».

Práticas Reais e o Desafio da Diversidade

Em seis anos, Portugal, viu o número de estrangeiros duplicar- tendo agora mais de um milhão de pessoas que chamam a este canto da Europa casa. Mas acolher é só o começo. As premissas são: como se convive com as diferenças? Como se atraem talentos sem deixar que os melhores saiam pela porta dos fundos?

‘Migrações e Talento: Desenhar um Roadmap de Soluções’ não foi apenas o nome do painel, mas o dilema de uma nação que quer ser aberta e cosmopolita sem perder o fio à segurança, à qualidade de vida, à produtividade. Há desafios. Há oportunidades. E houve um palco pronto para os discutir.

Pedro Portugal Gaspar (Presidente do Conselho Diretivo da AIMA), António Calçada de Sá (Presidente da Direção do Conselho da Diáspora Portuguesa), Susana Correia de Campos (Employee Relations Global Director da Jerónimo Martins) e Pedro Ginjeira do Nascimento (Secretário-Geral da Associação Business Roundtable Portugal) sentaram-se à mesa. A jornalista Catarina Marques Rodrigues conduziu a conversa.

Pedro Portugal Gaspar apontou «ser necessário conjugar a integração com a distribuição dos imigrantes no território», desempenhando a AIMA um papel fundamental na articulação com autarquias e instituições. Susana Correia de Campos frisou a importância do trabalho nos horizontes de quem chega. «Não existem pessoas sem capacidades, existem pessoas sem oportunidades», afirmou.

Já Pedro Ginjeira do Nascimento acredita que «Portugal tem sido um bom país de acolhimento», mas alertou para uma nova realidade. «A velocidade do volume migratório e a diversidade cultural são desafios. Se mal gerido, o país não cresce».

Nesse seguimento, António Calçada de Sá trouxe uma imagem para o debate. «Os antigos emigrantes partiam com a mala cheia. Hoje, levam o currículo num braço, o iPad no outro e uma bolsa pequena nas costas». Sair é bom, mas importa manter a ligação. «O nosso trabalho é criar essa rede, alargar a pirâmide. Quando o conseguirmos fazer, perceberemos como algumas diásporas funcionam».

A manhã chegou à última talk da primeira parte, onde a diversidade e o poder das diferenças voltaram a ser exaltados como motor da verdadeira liderança. Anel Imanbay, organizadora do TEDxMarvila, foi perentória. «As verdadeiras conexões acontecem quando aceitamos a riqueza das nossas diferenças. É aí que crescemos e caminhamos para um destino de sucesso, fora da zona de conforto». ‘Unlocking the Power of Differences’ não foi apenas uma talk, mas um verdadeiro call to action, lembrando-nos de que a riqueza da diversidade não é apenas algo para se celebrar, mas sim para ser explorado, impulsionando a inovação e a liderança do futuro.

Anel Imanbay – Organizadora do TEDxMarvila, Autora, Empreendedora e Consultora Empresarial

 

O Futuro do Trabalho: a implementação da Semana de Quatro Dias

Após o coffee break de trinta minutos, a sala recebeu Rita Fontinha com grande expectativa. Professora na Henley Business School e Diretora de Investigação no World of Work Institute, trouxe à discussão um tema que já havia sido lançado três anos antes: a Semana de Quatro Dias de Trabalho.

Em 2022, Pedro Gomes, economista da Birkbeck Business School, apresentou a ideia no palco da Leading People, uma proposta que rapidamente conquistou a Ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, promovendo a implementação de um projeto-piloto em empresas portuguesas e que viria a servir de modelo para outros países.

Hoje, com o ‘Starter Pack da Semana de 4 Dias’ em mãos, Rita Fontinha revelou os resultados dessa jornada e os próximos passos para um futuro mais flexível no trabalho. «Melhorias operacionais, aumentos dos lucros, menos absentismo e aumento da visibilidade da empresa» foram algumas das vantagens mencionadas.

 

O impacto das Migrações e o Futuro das Organizações

Após os números, o palco recebeu o debate ‘Acolher e Incluir: As Melhores Práticas’, uma imersão em soluções concretas para criar ambientes de trabalho que não só acolhem, mas celebram as diferenças.

Marta Reis (Capgemini Portugal) sublinhou a importância de olhar para cada colaborador como único, adaptando as necessidades da empresa a diferentes perfis. Garantiu também que «a utilização de KPIs é essencial para assegurar resultados e medir o impacto da diversidade».

Já Pedro Ribeiro,  do Super Bock Group, reconheceu que a cultura da sua empresa esteve, durante muito tempo, focada no lado operacional, e que a inclusão entrou mais tarde. «Mas entrou», garantiu. O grande desafio, disse, passa por ajustar essa cultura para que todos se sintam integrados. «Ajudamos cada pessoa a crescer conforme a sua ambição».

Para Clara Celestino , a diversidade está no ADN da sua empresa. De facto, a Hovione foi fundada em 1959 em Portugal por Ivan e Diane Villax, juntamente com os refugiados húngaros Nicholas de Horthy e Andrew Onody. Por essa razão, afirma haver cariz «explícito, mas também implícito no que toca à diversidade» da sua empresa. Além disso, a diferença entre trabalhadores é «fundamental para resolver problemas complexos, impulsionando o crescimento organizacional», concluiu.

Por sua vez, Bernardo Samuel (Adecco) trouxe um exemplo prático: «É bonito falar de inclusão, mas o essencial é aplicá-la.» A Adecco empresa tem integrado ex-presidiários, analisando não só as suas competências anteriores ao encarceramento, mas também as que desenvolveram nesse período. «Além da técnica, avaliamos o encaixe cultural: valores, liderança, perfil.»

Moderados por Rita Rugeroni Saldanha (Revista Líder), os convidados mostraram que, em tempos de transformação, a inclusão vai além da teoria. É um catalisador de crescimento e sucesso organizacional.

Após uma manhã intensa de debates sobre diversidade e inclusão, o foco, antes do almoço, virou-se para o bem-estar nas organizações. Na entrevista ‘Repensar o bem-estar: o desafio das organizações’, Joana Queiroz Ribeiro, responsável de Pessoas e Organização da Fidelidade, explicou por que é crucial repensar o conceito de bem-estar nas empresas e como isso impacta diretamente o futuro das organizações. «A longevidade tem de ser falada e as empresas têm de apoiar e ajudar a criar caminhos para cada um dos trabalhadores». A entrevista foi guiada por Ana Filipa Nunes.

Ana Filipa Nunes a entrevistar Joana Queiroz Ribeiro

Mais tarde, conversou-se sobre um tema que se impõe cada vez mais na agenda global. Segundo o World Economic Forum, até 2030, 170 milhões de novos empregos serão criados, enquanto 92 milhões de funções desaparecerão, numa reconfiguração profunda do mercado de trabalho.

Ana Mendes Godinho e Pedro Mota Soares, ex-ministros do Trabalho, trocaram ideias sobre o futuro da governação, no painel Políticas Laborais: Estado da Arte e Rotas de Futuro, moderado por Paulo Ferreira (Rádio Observador). A conversa centrou-se nos desafios da retenção de talento, na adaptação das leis às novas formas de trabalho e na necessidade de equilibrar proteção social e inovação.

Ana Mendes Godinho destacou que «o talento é o bem mais disputado do mundo» e que «valorizar salários e a participação ativa dos trabalhadores é o primeiro passo para um modelo mais justo de distribuição da riqueza». Para Pedro Mota Soares, o medo da transformação digital é exagerado, lembrando que «há previsões que falham» e que «as políticas públicas têm de acompanhar a mudança sem cair na armadilha da regulamentação excessiva».

Num mundo laboral em constante evolução, o painel deixou claro que a legislação e as práticas empresariais devem adaptar-se a um cenário de inovação, sem perder de vista a proteção dos trabalhadores.

Antes do almoço, Joly Bmore voltou ao palco para mais uma atuação intensa, crua, sem rodeios, com atacadores vermelhos atados a umas botas que seguram um corpo cheio de voz. E alma. Para quem ouviu, foram cinco minutos de presença absoluta, onde as cordas vocais e o ritmo não deixaram espaço para distrações.

 

Conversas na Gandarinha: Abertura Institucional e Migrações

Antes do almoço, ocorreu a Abertura Institucional, depois de Filipe Vaz, CEO da Tema Central, apresentar alguns eventos já calendarizados, como o Leadership Summit Portugal 2025, que terá lugar no dia 25 de setembro no Casino do Estoril.

Depois, a cargo de Nuno Piteira Lopes, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais, sobraram palavras afetuosas sobre a organização do evento e ainda uma nota para o papel das lideranças. «É preciso mais coragem e transparência. Os líderes têm de ser os melhores dos melhores para ultrapassar todos os problemas que estamos a atravessar no mundo»

 

Após o almoço, Paulo Ferreira entrevistou, a respeito do painel fundamental – Migrações e o Desafio da Diversidade – O que Devemos Compreender –, António Vitorino. O Presidente do Conselho Nacional para as Migrações e Asilo alavancou uma perspetiva profunda sobre a integração de migrantes em Portugal.  Nas suas palavras «a grande força da migração é o mercado de trabalho» referindo-se à necessidade urgente de repensarmos o papel dos migrantes na sociedade portuguesa. Usando o Canadá como exemplo, destacou os critérios exemplares de integração que o país aplica, contrastando com os modelos europeus, muitas vezes geridos por ministérios com «uma abordagem securitária».

Sublinhou também a importância de garantir a circulação de talento, denunciando que a resistência corporativa impede que alguns migrantes qualificados integrem as suas profissões de formação. «Estamos a perder talento», alertou, apelando à criação de uma política integrada de migração. António Vitorino mencionou ainda o papel essencial das autarquias e das escolas na inclusão, afirmando que as crianças são o melhor veículo para integrar os outros. «Estamos a assistir a uma disrupção profunda. O mundo precisa de visionários pragmáticos».

Com a comunicação social à espreita, Paulo Ferreira conseguiu capturar o momento decisivo de um debate crucial, onde se moldaram visões que não só desafiam o status quo, mas que também preveem um futuro mais inclusivo e inovador para o nosso país.

 

Sucessão e Identidade: entre Tradição e Inovação nas Empresas Familiares

Para terminar o evento, o palco recebeu a gravação ao vivo do primeiro episódio de ‘Entre Gerações’, um novo podcast sobre marcas que também são famílias. Rita Duarte, CEO da Header, e José Redondo, Administrador do Licor Beirão, falaram sobre sucessão, identidade e o equilíbrio entre tradição e inovação.

Algumas empresas atravessam décadas sem perder força. Outras desaparecem. Qual é o segredo? Provavelmente, atualizar constantemente métodos de trabalho, saber resistir e incluir amor no que se faz. Além disso, José Redondo alerta: «o caminho mais rápido para uma empresa familiar desaparecer é impor apenas familiares nos quadros do grupo. Para lá estarem, é necessário que tenham currículo, formação e que a empresa realmente precise do seu talento.»

Tenha acesso à galeria de imagens aqui.

Tudo o que aconteceu na Leading People estará disponível a partir de 15 de março na Líder TV – em www.lidertv.pt e nos canais 165 do MEO e 560 da NOS.

Além disso, à chegada, todos receberam a nova edição da revista Líder, que chegou ontem às bancas. Dentro do tema de capa – INCLUIR – encontram-se reflexões, entrevistas e artigos que aprofundam o debate deste dia.

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Escritórios do futuro: flexíveis, tecnológicos e sustentáveis

13 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

A forma como as empresas pensam os seus espaços de trabalho mudou radicalmente. A ascensão do modelo híbrido, a digitalização acelerada e a necessidade de ambientes mais sustentáveis impõem novas exigências ao setor imobiliário. No Porto, a GesConsult, especialista em gestão e fiscalização de obras, está a acompanhar esta transformação de perto, liderando a remodelação de mais de 12.400 m² de escritórios.

«A transformação dos espaços de trabalho é uma realidade incontornável», afirma Nuno Garcia, Diretor-Geral da GesConsult, num comunicado de imprensa. «As empresas procuram ambientes que incentivem a colaboração, o bem-estar e a inovação. Com a abertura do nosso escritório no Porto, reforçamos o compromisso de desenvolver projetos alinhados com as melhores práticas do mercado.»

 

A revolução dos espaços de trabalho

Nos últimos anos, os escritórios deixaram de ser apenas um local onde se cumpre horário e passaram a desempenhar um papel mais estratégico nas organizações. Já não basta oferecer um espaço funcional: é necessário criar ambientes que potenciem a produtividade, a criatividade e o sentimento de pertença dos colaboradores. O espaço de trabalho é, hoje, um fator competitivo para atrair e reter talento.

Além disso, a pressão para reduzir a pegada ambiental das empresas está a impulsionar escolhas mais conscientes na construção e remodelação de escritórios. Materiais sustentáveis, eficiência energética e certificações ambientais como LEED ou BREEAM passaram a ser critérios essenciais nos projetos imobiliários.

 

As novas tendências que moldam os escritórios do futuro

A GesConsult, com vasta experiência na gestão e fiscalização de obras, identifica cinco tendências que estão a redefinir os espaços de trabalho:

Flexibilidade e colaboração
O modelo híbrido trouxe desafios e oportunidades. Se, por um lado, reduziu a necessidade de postos de trabalho fixos, por outro, aumentou a procura por espaços que promovam o trabalho em equipa. Escritórios modernos apostam em ambientes versáteis, com zonas de convívio, salas adaptáveis e áreas multifuncionais.

Tecnologia integrada
A digitalização tornou-se imprescindível para garantir uma transição fluida entre o trabalho remoto e o presencial. Escritórios inteligentes apostam em soluções de automação, sistemas de reserva de espaços e equipamentos que facilitem reuniões híbridas e aumentem a eficiência operacional.

Bem-estar dos colaboradores
As empresas reconhecem que espaços confortáveis e saudáveis aumentam a produtividade e reduzem o absentismo. O foco está na qualidade do ar, na entrada de luz natural, no controlo acústico e na inclusão de espaços de descanso.

Sustentabilidade e ESG
A responsabilidade ambiental já não é uma opção, mas uma necessidade. Edifícios energeticamente eficientes, o reaproveitamento de materiais e a adoção de práticas de economia circular tornaram-se elementos centrais nos novos projetos de escritórios.

Identidade e cultura organizacional
O espaço de trabalho é também um reflexo da identidade da empresa. Cada vez mais organizações procuram integrar elementos da sua cultura nos escritórios, promovendo um ambiente que reforça os valores e a missão da marca.

 

GesConsult reforça presença no Porto

Com um portofólio consolidado em projetos de reabilitação e construção, a GesConsult tem estado na linha da frente da transformação imobiliária, criando espaços modernos e sustentáveis. A recente abertura de um escritório no Porto reforça o compromisso da empresa com os clientes e parceiros no Norte do país.

«A cidade do Porto está a crescer e a atrair cada vez mais empresas nacionais e internacionais. Acreditamos que esta evolução deve ser acompanhada por infraestruturas que garantam eficiência, conforto e inovação», sublinha Nuno Garcia.

Num mercado cada vez mais exigente, as empresas que apostam na modernização dos seus espaços não só garantem maior competitividade, como também criam ambientes de trabalho que estimulam o talento e a criatividade. O futuro dos escritórios já começou.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade, Trabalho

Empresas aceleram na igualdade de género, mas o topo continua um clube fechado

12 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

O caminho para a igualdade de género nas empresas está em marcha, mas a meta ainda está longe de ser alcançada. Em muitos setores, as mulheres continuam a bater à porta de um clube fechado, onde os cargos de topo permanecem dominados pelos homens. Embora 66% das empresas já tenham atingido ou estejam perto de atingir os seus objetivos de igualdade de género, apenas 42% concretizaram essas metas nas funções de liderança.

Os números refletem um progresso real, mas também expõem os desafios que persistem. De acordo com o estudo ‘Women in the Workplace 2024’, da McKinsey, as mulheres ocupam atualmente 29% dos cargos de direção executiva, um salto significativo face aos 17% registados em 2015. Nos próximos dois anos, prevê-se que 81% das organizações avancem na equidade, mas o verdadeiro teste será garantir que a mudança acontece onde realmente importa: no poder de decisão.

 

Progresso visível, mas desafios persistentes

Em Portugal, 27% das empresas afirmam ter já atingido os seus objetivos de igualdade de género, um crescimento face aos 23% registados em 2024. No entanto, a percentagem das que estão próximas de os atingir desceu de 44% para 39%. Ainda assim, projeta-se que, em 2027, 49% das empresas tenham cumprido totalmente as suas metas, enquanto 32% esperam estar muito próximas desse objetivo.

No entanto, nas posições de entrada e gestão intermédia, a evolução tem sido mais lenta, comprometendo a ascensão das mulheres a cargos de topo no futuro. Esta estagnação traduz-se na realidade do mercado português: quase 60% das empresas já concretizaram iniciativas de equidade salarial, mas quando se olha para os lugares de liderança, o número desce para 42%.

 

Equidade salarial avança, mas liderança continua um desafio

A equidade salarial tem avançado mais rapidamente do que a paridade no poder. Os setores das Finanças e Imobiliário e da Saúde e Ciências da Vida lideram na concretização da igualdade de género, com taxas de 76% e 71%, respetivamente. Seguem-se os Serviços de Comunicação (69%) e os Transportes, Logística e Automóvel (65%). Por outro lado, a Indústria Pesada e de Materiais continua a ficar para trás.

Se o caminho para a igualdade salarial avança, o mesmo não se pode dizer das posições de liderança. Apesar de progressos, a subida ao topo continua a ser um desafio, com mulheres a encontrarem barreiras invisíveis, mas estruturais.

 

Criar um ambiente de trabalho equitativo exige mais do que boas intenções

Criar um ambiente de trabalho equitativo exige mais do que boas intenções. Entre as estratégias que já mostram impacto, a criação de relações de confiança dentro das equipas é a mais citada pelos empregadores (41%).

Nos próximos 12 meses, os empregadores planeiam reforçar a auditoria das políticas de diversidade e acompanhar de perto as promoções realizadas, ambas mencionadas por 25% das empresas. Também a monitorização da flexibilidade no trabalho ganha relevância, com 22% das lideranças a considerarem esta métrica essencial para avançar na igualdade de género.

«Promover uma maior participação das mulheres não é apenas um imperativo moral», sublinha Pedro Amorim, Enterprise Sales Director do ManpowerGroup para Portugal, Mediterrâneo e Leste da Europa. «Equipas diversas desafiam pressupostos, criam melhores soluções e impulsionam o negócio. As empresas devem continuar a avançar com iniciativas de mentoring, sponsorship e políticas de flexibilidade para garantir que esses objetivos estão cimentados na cultura organizacional.»

O caminho para a igualdade de género: uma mudança estrutural necessária

O avanço das mulheres no mercado de trabalho não pode ser um fenómeno passageiro, dependente de modas ou pressões externas. Para quebrar de vez a estrutura do ‘clube fechado’, as empresas terão de ir além dos números e garantir que a igualdade de género não é apenas uma meta estatística, mas sim uma mudança real e estrutural. Até lá, a porta continua entreaberta, mas longe de estar escancarada.

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