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Marcelo Teixeira

As empresas que mais seduziram jovens profissionais em Portugal em 2024

10 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Num mercado de trabalho em constante evolução, onde a competição por talento está mais feroz do que nunca, um estudo conduzido pela Magma Studio revela as empresas mais desejadas pelos jovens portugueses e os fatores que pesam na sua escolha. Mais de 6.500 estudantes e recém-licenciados responderam, pintando um retrato de uma geração que quer mais do que um ordenado estável: procuram crescimento, flexibilidade e significado no trabalho.

 

As empresas mais desejadas: Tech e Consultoria no topo

O ranking das empresas mais atrativas coloca a Google, Microsoft e Deloitte no topo das preferências. Seguem-se BMW Group, Mercedes-Benz e EDP, com um claro favoritismo pelo setor tecnológico (36%), automóvel (13%) e consultoria (13%). Curiosamente, a banca e os seguros, outrora vistos como setores seguros, aparecem no fim da lista, com apenas 4% de preferência.

 

Expectativas salariais e desigualdade de género

Os jovens esperam um salário médio de 1.303 euros líquidos/mês ao iniciar carreira, mas nem todos esperam o mesmo. Os estudantes de tecnologia pedem, em média, 11,9% mais do que os de gestão, e os homens apresentam expectativas 9,3% superiores às das mulheres. O estudo aponta para uma necessidade de maior transparência e equidade salarial no mercado.

 

Flexibilidade: a nova moeda de troca

O salário é importante, mas não é tudo. Para 77% dos jovens, um modelo de trabalho híbrido é essencial, enquanto apenas 16% preferem um regime 100% presencial. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional tornou-se uma prioridade, e as empresas que ignorarem esta tendência poderão perder talento para concorrentes mais flexíveis.

 

Porque deixam os jovens as empresas?

Os três principais motivos que levam os jovens a abandonar os seus empregos são:

  1. Falta de crescimento e aprendizagem (26%)
  2. Melhor oferta financeira (24%)
  3. Incompatibilidade com a cultura da empresa (11%)

Isto reforça a ideia de que os jovens querem trabalhar onde sentem que estão a evoluir. Um salário competitivo ajuda, mas não compensa a estagnação profissional ou um ambiente tóxico.

 

Os maiores receios: trabalho vs realidade

Ao ingressar no mercado de trabalho, os jovens têm algumas preocupações bem definidas:

  • 19% temem não gostar do que fazem
  • 19% receiam um ambiente de trabalho desmotivante
  • 14% têm medo de cometer erros e falhar

O estudo também aponta para preocupações sociais maiores: o custo de vida é a principal inquietação (31%), seguido da saúde mental (22%) e do desemprego (15%).

 

Conclusão: um novo jogo para as empresas

O Estudo sobre Mobilidade Interna de Profissionais 2024 confirma que os jovens portugueses estão a redefinir o que significa um bom local de trabalho. As empresas que oferecem desenvolvimento profissional, flexibilidade e uma cultura organizacional forte serão as grandes vencedoras na corrida pelo talento. Quem ainda acredita que basta um ordenado ao fim do mês para manter os melhores trabalhadores, está a jogar um jogo do século passado.

Arquivado em:Corporate, Gestão de Pessoas, Notícias

Borboletas no estômago e a ciência por trás da sensação de um ‘crush’

7 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Ter um crush é uma experiência avassaladora. Uma atração intensa, uma energia inexplicável que nos faz pensar em alguém o tempo todo. Tremores nas mãos, o coração acelerado. Mas o que realmente está a acontecer no nosso cérebro quando esse fogo começa a arder? Será que a química do amor é apenas uma metáfora, ou há algo muito mais profundo em ação?

 

A química da paixão: hormonas inquietantes

Quando estamos na presença de alguém que nos desperta uma atração intensa, o cérebro entra em modo ‘emergência’. A primeira coisa que acontece é um aumento vertiginoso na produção de dopamina, o neurotransmissor associado ao prazer e à recompensa. Ao mesmo tempo, estudos revelam que a dopamina é essencial no processo de formação de vínculos emocionais e na sensação de bem-estar. Mas quando estamos apaixonados ou com um crush, a dopamina é liberada de forma exagerada, criando a famosa sensação de borboletas no estômago.

De acordo com a neurocientista Helen Fisher, da Universidade Rutgers, a dopamina atua como uma espécie de «combustível» para o cérebro, incentivando-nos a procurar a recompensa – no caso, a atenção ou a companhia da pessoa de quem gostamos. «Este aumento de dopamina no cérebro gera uma sensação eufórica, uma espécie de obsessão, que pode fazer-nos pensar naquela pessoa constantemente», afirma Fisher. Estas investigações sobre o amor e a atração têm sido fundamentais na compreensão dos processos cerebrais envolvidos nesse tipo de vínculo.

Além da dopamina, outro ator principal entra em cena: a noradrenalina. Este neurotransmissor é responsável pela sensação de excitação, e quando estamos com um crush, o nível de noradrenalina dispara. Os sintomas são bem conhecidos: as palmas das mãos suam, o coração acelera e o corpo treme da cabeça aos pés.

O amor é químico, mas também é psicológico

Embora a química do cérebro seja fundamental para o que sentimos, a atração também envolve uma série de fatores psicológicos. Muitas vezes, a atração física é apenas o ponto de partida. O que realmente faz a paixão florescer é a conexão emocional que estabelecemos com a outra pessoa. A psicóloga e especialista em comportamento humano, Louann Brizendine, autora do livro The Female Brain, explica que o cérebro feminino tende a ser mais suscetível à «afeição» do que o masculino. Isto pode fazer com que as mulheres, em particular, desenvolvam uma maior sensação de ligação durante os primeiros encontros.

Na verdade, é possível que o nosso crush seja um reflexo dos nossos próprios desejos inconscientes e necessidades emocionais. A teoria do ‘amor romântico’, proposta pelo sociólogo Robert Sternberg, sugere que a atração não é apenas uma questão de compatibilidade física, mas também de ‘intimidade’, ‘paixão’ e ‘compromisso’. Sternberg defende que a nossa atracção por outra pessoa surge da combinação dessas três componentes psicológicas e que, à medida que a relação se desenvolve, o equilíbrio entre elas pode mudar.

O efeito da atração e o que os estudos revelam

Um estudo inovador realizado por Helen Fisher e a sua equipa foi publicado na Journal of Neuroscience e trouxe novidades. A investigação revelou como as áreas do cérebro associadas ao desejo e à recompensa se ativam quando alguém olha para uma fotografia de alguém por quem está apaixonado ou de quem tem um crush. Essa ativação cerebral é similar à de pessoas que estão a usar substâncias viciantes, como a cocaína, o que sugere que, de certa forma, a paixão pode ser viciante –  uma descoberta que ajuda a explicar a obsessão que muitas pessoas sentem quando estão apaixonadas.

Ainda mais fascinante é o facto de que, para muitos, o crush é mais do que um simples sentimento de atração. É, sim, uma experiência profundamente enraizada na nossa biologia evolutiva. A teoria da evolução sugere que a atração física é um mecanismo adaptativo e serve para reforçar os laços entre indivíduos e garantir a continuidade da espécie. A oxitocina, o ‘hormónio do amor’, entra em cena para estreitar esse vínculo. Segundo C. Sue Carter, esta hormona cria sentimentos de confiança e ligação. Também alimenta o prazer físico e emocional que nos fervilha durante momentos de intimidade com o nosso crush.

A dimensão social e cultural do Crush

Contudo, não podemos ignorar o fator social e cultural que o crush também desempenha um papel no processo. O ambiente em que vivemos, as expectativas sociais e os padrões culturais podem influenciar profundamente o tipo de pessoa por quem nos sentimos atraídos. De acordo com estudos realizados por psicólogos sociais, a atracção não é apenas uma questão de química. Também é modelada pelos nossos empirismos, pela educação e, claro, as influências culturais. Isso ajuda a explicar por que nos sentimos atraídos por certos tipos de pessoas – como os famosas taxonomias, que podem ser físicas, intelectuais ou até mesmo emocionais.

No entanto, o crush também é amplamente reconhecido como uma forma de evasão emocional. Especialmente em momentos de stress ou insatisfação com outras áreas da vida, ter um crush pode ser uma válvula de escape para uma excitação momentânea e prazerosa. Este fenómeno é tão comum que, segundo a psicóloga social Janet Hyde, da Universidade de Wisconsin, ter um crush pode ser uma forma de o cérebro lidar com a monotonia da vida quotidiana.

Conclusão: o poder do Crush vai muito além da superfície

Assim, quando olhamos para o que acontece no nosso cérebro ao ter um crush, fica claro que este fenómeno não é apenas uma questão de química ou emoção passageira. Ele é resultado de uma complexa interação entre hormonas, neurotransmissores, processos psicológicos e até mesmo influências culturais. Mais do que um simples ‘golpe de sorte’ do destino, o crush é uma experiência que ativa áreas profundas do cérebro. Além disso, leva-nos a explorar sentimentos de desejo, intimidade e conexão, por vezes de formas que nem sempre compreendemos completamente.

Em suma, da próxima vez que sentir aquela excitação à flor da pele ao ver o seu crush, lembre-se: há muito mais do que apenas atração superficial. Há uma verdadeira revolução no seu cérebro, onde as emoções e as hormonas estão a trabalhar em conjunto para criar um dos maiores mistérios e prazeres da experiência humana.

Arquivado em:Ciência, Notícias

Como te Sentes? O check-up emocional que nenhuma mulher devia ignorar

7 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

A saúde mental das mulheres não é apenas uma questão de biologia. Fatores como a desigualdade salarial, a sobrecarga de trabalho e a violência doméstica aumentam o risco de depressão, ansiedade e stresse pós-traumático, colocando as mulheres numa posição de maior vulnerabilidade psicológica.

Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) lança a checklist ‘Como Me Sinto?’, uma ferramenta de autoavaliação emocional que pretende ajudar as mulheres a identificar sinais de alerta e a procurar apoio psicológico, se necessário.

Mas será que a sociedade reconhece realmente as dificuldades emocionais que as mulheres enfrentam? Ou continua a romantizar a sua resiliência, esperando que sejam fortes, cuidadoras e incansáveis – mesmo à custa do próprio bem-estar?

 

A saúde mental das mulheres é diferente da dos homens?

A resposta curta: sim. E os números falam por si. Estudos internacionais, como os do National Institute of Mental Health, indicam que as mulheres têm o dobro da probabilidade de desenvolver depressão e ansiedade em comparação com os homens.

O risco de perturbação de stresse pós-traumático também é duas vezes maior, devido à maior exposição a situações de abuso e violência.

Em Portugal, dados do INE mostram que cerca de 14% das mulheres referem sintomas de depressão, um número substancialmente superior ao dos homens. Segundo a OMS, as mulheres também são mais propensas a sofrer de insónias, fadiga crónica e episódios de pânico.

Mas o que está por trás destes números? Para além das diferenças biológicas e hormonais, a desigualdade estrutural da sociedade continua a ser um fator determinante para o estado emocional das mulheres.

 

Porque é que as mulheres são mais afetadas?

A saúde psicológica não vive isolada da realidade social e económica. Há barreiras invisíveis, mas reais, que amplificam a vulnerabilidade emocional das mulheres:

 1. Desigualdade salarial e financeira

O salário médio das mulheres é 20% inferior ao dos homens. Não é apenas uma questão de rendimento – é uma questão de reconhecimento. Ganhar menos significa ter menos acesso a cuidados de saúde, a lazer e até a uma rede de apoio. Significa acumular preocupações financeiras e viver em maior risco de pobreza.

Em Portugal, mais de 20% das mulheres vivem em risco de pobreza, um dado preocupante, especialmente para mães solteiras, reformadas e trabalhadoras precárias.

2. A carga invisível do trabalho não pago

Para além do emprego formal, as mulheres continuam a ser as principais responsáveis pelas tarefas domésticas e pelo cuidado dos filhos, idosos e familiares dependentes. Estudos indicam que, em média, as mulheres portuguesas dedicam mais 12 a 15 horas semanais ao trabalho doméstico do que os homens.

Essa carga invisível tem um preço emocional: esgotamento, stress crónico e uma sensação de que nunca há tempo suficiente.

3. Violência e trauma

O impacto da violência de género na saúde psicológica das mulheres é devastador. Em Portugal, 1 em cada 5 mulheres já sofreu violência doméstica, sexual, física ou psicológica. A cada ano, centenas de mulheres procuram apoio por traumas relacionados com abuso e violência, mas muitas permanecem em silêncio, por medo ou falta de condições para sair da situação.

Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), apenas 30% das mulheres que sofrem violência denunciam os agressores. O medo da retaliação, a dependência económica e a falta de apoio social são fatores que contribuem para o silêncio.

 

A saúde mental ainda é um privilégio?

Há algo paradoxal nisto tudo: a sociedade fala cada vez mais sobre saúde mental, mas o acesso a apoio psicológico continua a ser um luxo para muitas mulheres. As consultas de psicologia no setor privado têm custos elevados, e o acesso no SNS continua limitado, com tempos de espera que ultrapassam os seis meses em algumas regiões.

No entanto, muitas mulheres não procuram ajuda por estigma ou falta de tempo. O papel tradicional de cuidadora faz com que muitas coloquem as suas necessidades em segundo plano. Questões como a depressão pós-parto ainda são vistas como tabu, quando afetam 1 em cada 7 mulheres após o nascimento de um filho.

 

Checklist  ‘Como Me Sinto?’ – um pequeno passo para quebrar o silêncio

Para ajudar as mulheres a refletirem sobre o seu bem-estar emocional, a Ordem dos Psicólogos Portugueses lançou a checklist ‘Como Me Sinto?’.

A ferramenta aborda sinais de alerta como fadiga, ansiedade, pessimismo, dificuldades de concentração, insónias, mudanças no apetite e sobrecarga emocional. Assim, o objetivo não é diagnosticar, mas incentivar a reflexão e a procura de ajuda quando necessário.

A checklist levanta questões essenciais:

  • Sinto-me cansada ou esgotada constantemente?
  • Tenho dificuldade em dormir ou concentrar-me?
  • Sinto que estou sempre em segundo plano?
  • Tenho tempo para mim?
  • Já me senti desvalorizada ou culpabilizada pelo meu sofrimento emocional?

Estes pequenos sinais podem parecer inofensivos, mas, quando ignorados, podem evoluir para problemas mais graves.

 

A saúde mental é um direito – não um privilégio

Em suma, a desigualdade de género não é apenas um problema social ou económico – é um problema de saúde mental. O primeiro passo para mudar esta realidade é falar sobre ela. Questionar o papel da mulher na sociedade, exigir políticas públicas que garantam apoio psicológico acessível e gratuito e, acima de tudo, reconhecer que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo.

Neste Dia Internacional da Mulher, o verdadeiro desafio não é apenas celebrar a resiliência feminina – é garantir que essa resiliência não seja um fardo invisível, mas sim um direito conquistado. A checklist ‘Como Me Sinto?’ já está disponível online. Em caso de necessidade, a OPP lembra que o Serviço de Aconselhamento Psicológico do SNS24 está acessível através do 808 24 24 24.

Porque cuidar da saúde mental não é um luxo – é uma necessidade.

 

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Como Deuses entre os Homens – Guido Alfani

6 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Uma narrativa abrangente que mostra como os ricos justificaram historicamente os seus privilégios, ajudando as suas comunidades em tempos de crise, assim as razões porque já não o fazem e o que isso representa para a estabilidade social. Guido Alfani, professor de História Económica na Universidade Bocconi, em Milão, encontra-se na livrarias com carimbo da Edições 70.

Arquivado em:Livros e Revistas

Eleições à vista: o espetáculo político e o rumo da democracia

6 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

A moção de censura do Partido Comunista Português foi chumbada, mas o jogo político não parou. Marcelo Rebelo de Sousa puxou os cordelinhos, acelerou o relógio eleitoral e traçou um cenário de eleições entre 11 e 18 de maio. Luís Montenegro, pressionado pelo caso Solverde, rejeita prestar contas e joga tudo nas urnas.

O PS acusa-o de fugir ao escrutínio, André Ventura ataca-o por precipitar a crise, e Paulo Rangel tenta uma cartada final, desafiando os socialistas a deixarem passar a moção de confiança debatida na próxima quarta-feira. No meio do turbilhão, o Presidente da República cancelou a visita de Estado à Estónia – «isto é muito mais importante».

 

O jogo político: entre censura e confiança

O Parlamento foi palco de um debate intenso e polarizado nesta quarta-feira, 5 de março. A moção de censura, proposta pelo PCP, foi rejeitada com 88 votos contra, graças ao apoio do PSD, CDS e Iniciativa Liberal (IL). A abstenção do Partido Socialista (PS) e do Chega foi decisiva para o resultado, mas não foi suficiente para acalmar a crise política.

Paula Santos, líder parlamentar do PCP, não poupou críticas ao Executivo, afirmando que o Governo já está «derrotado» e que o primeiro-ministro está em «modo de campanha eleitoral». «A degradação política, económica e social do país é evidente», declarou, conclamando os outros partidos a apoiarem a moção de censura. No entanto, o apelo não foi suficiente para mudar o rumo dos acontecimentos.

O Primeiro-Ministro anunciou que apresentará uma moção de confiança já na sexta-feira, após a reunião do Conselho de Ministros. A votação deverá ocorrer na próxima semana, mas as perspectivas não são animadoras para o Executivo. Com o PS, BE, PCP, Livre e PAN já a declararem que votarão contra, a queda do Governo parece inevitável.

Pedro Nuno Santos, líder do PS, acusou Montenegro de preferir «eleições antecipadas a prestar esclarecimentos» sobre as suas ligações à Spinumviva. «A responsabilidade pela crise política é do primeiro-ministro», afirmou, defendendo a necessidade de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar possíveis conflitos de interesses.

 

Acusações e defesas no Plenário

O debate foi marcado por trocas de acusações e discursos inflamados. Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, encerrou a intervenção do Governo com duras palavras para a oposição, acusando-a de «voyeurismo, taticismo e duplicidade». «Este não foi um debate à altura do que o país merece», lamentou, criticando o clima de confronto que dominou a sessão.

Também do lado do PSD, Hugo Soares, líder parlamentar, responsabilizou a oposição pela crise política, afirmando que as «insinuações e ataques» contra o primeiro-ministro são o verdadeiro motivo da instabilidade. «Preferem atacar do que contribuir para a solução dos problemas do país», disse, em referência às críticas sobre as ligações de Montenegro à empresa Spinumviva.

Alexandra Leitão, líder parlamentar do PS, não deixou passar as críticas de Soares sem resposta. Num tom firme, acusou o deputado social-democrata de transformar o debate numa «gritaria». Foi ainda mais longe ao criticar a relação entre Luís Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa. Afirmou que a moção de confiança «diz muito» sobre a dinâmica entre os dois, sugerindo que o Governo evita responsabilidades.

 

O silêncio e a ‘neutralidade’ de Marcelo Rebelo de Sousa

Enquanto a tempestade política se intensificou ao longo da semana, o silêncio de Marcelo Rebelo de Sousa causou um ruído desconcertante. O presidente, cuja postura até então se caracterizava pela comunicação, direta e constante, optou por não comentar os desdobramentos dos casos que abalam o panorama nacional e que dizem respeito a Luís Montenegro.

Após a votação de ontem na Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que, caso a moção de confiança do governo seja rejeitada, convocará uma série de encontros com os partidos, incluindo o Conselho de Estado, para avaliar os próximos passos. O Presidente sublinhou a possibilidade de eleições antecipadas em maio, destacando que o contexto exigirá rapidez nas decisões. Além disso, utilizou meias palavras para abordar o confronto entre diferentes grupos políticos e o efeito de resposta que as democracias promovem.

 

O caso Luís Montenegro, da imobiliária aos casinos

A liderança de Luís Montenegro no PSD, desde 2022, tem sido marcada por polémicas relacionadas à sua gestão de interesses empresariais. Ao assumir o cargo, transferiu a titularidade da empresa Spinumviva para a esposa e filhos, alegando evitar conflitos de interesse. No entanto, essa decisão levantou dúvidas sobre a legalidade e transparência das transferências, especialmente porque a sede fiscal da empresa coincidia com a residência oficial do primeiro-ministro.

Além disso, entre 2023 e 2024, a família de Montenegro adquiriu duas propriedades em Lisboa por 715 mil euros, pagas a pronto, através de contas bancárias não declaradas à Entidade da Transparência, o que pode configurar infração às regras de declaração de rendimentos. A ligação de Montenegro ao grupo Solverde, um dos maiores operadores de casinos e jogos de azar em Portugal, também tem gerado questionamentos, dada a influência do grupo num setor frequentemente associado a práticas pouco claras.

 

Os últimos quatro anos: governos em crise e a queda de António Costa

O período recente na política portuguesa tem sido marcado por intensas turbulências. Em novembro de 2023, durante a Operação Influencer, as autoridades portuguesas realizaram buscas no gabinete de Vítor Escária, chefe de gabinete do então primeiro-ministro António Costa, no Palácio de São Bento. Nesse cerco, foram apreendidos 75.880 euros em dinheiro, encontrados ‘num envelope dentro de uma caixa de vinho e em vários envelopes numa estante’.

Este incidente levou à demissão de António Costa do cargo de primeiro-ministro e provocou uma crise política que culminou em eleições antecipadas, nas quais a coligação conservadora obteve vitória, além de um aumento significativo da representação da extrema-direita na Assembleia da República.

 

Entre o teatro e o circo: uma analogia para os tempos atuais

A fragilidade de certos mecanismos de governança expõe não apenas a necessidade urgente de maior transparência e responsabilidade, mas também o risco de erosão da própria democracia. Num cenário onde as intrigas e os jogos de poder proliferam, o palco político português, ao invés de ser um espaço de debate e ação responsável, transforma-se em ‘espetáculo’.

Enquanto as necessidades populares se intensificam por respostas, o xadrez político e os ‘casos e casinhos’ entre os governos revelam os bastidores de uma peça mal ensaiada, onde a verdade fica encoberta pelas cortinas de interesses duvidosos.

Se as eleições antecipadas se confirmarem para maio, o destino de Portugal permanece incerto. Entre o teatro e o circo, cabe à sociedade exigir uma reconstrução das bases éticas e institucionais, para que o espetáculo de hoje não se transforme num jogo político sem volta, ameaçando a própria estabilidade democrática do país.

Fotografia: Governo de Portugal

Arquivado em:Notícias, Política

Startups apoiadas pela UE geram 520 mil milhões de euros em valor empresarial

6 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Um relatório sobre o ecossistema de startups financiadas pela União Europeia (UE) revela que os programas de apoio, como o Horizonte Europa, impulsionaram a criação de 520 mil milhões de euros em valor empresarial. O estudo, conduzido pela Dealroom, Dealflow.eu, Europe Startup Nations Alliance (ESNA) e EU-Startups, analisou mais de 13 600 startups beneficiadas por fundos europeus.

Os números evidenciam o impacto da UE no setor:

  • 12 mil milhões de euros em financiamento público alavancaram 70 mil milhões de euros adicionais de capital privado;
  • As startups financiadas representam 10% de todas as empresas apoiadas por capital de risco na Europa;
  • Cerca de 74% das empresas apoiadas fabricam produtos físicos, sobretudo em setores tecnológicos de ponta.

 

Casos de sucesso e desafios

Empresas como a BioNTech, responsável pela vacina contra a Covid-19, e a ARM, líder em tecnologia de chips móveis, demonstram o impacto do financiamento europeu. Embora a ARM tenha recebido apoio de um programa-quadro dos anos 1990 e não esteja incluída na avaliação de 400 mil milhões de euros das startups ativas, a sua inclusão eleva o total para os 520 mil milhões de euros.

O estudo revela ainda que apenas 5% dos 225 mil milhões de euros em financiamento público para inovação foram canalizados para startups. «Ficámos chocados ao perceber que uma parcela tão reduzida do orçamento da UE vai para startups, apesar do seu papel crucial na inovação global. Esperamos que essa realidade mude nos próximos programas-quadro», afirmou Thijs Povel, Managing Partner da Dealflow.eu.

 

Startups deep tech ganham terreno

Assim, o apoio europeu tem sido decisivo para startups de deep tech, incluindo inteligência artificial, robótica e tecnologia climática. As empresas financiadas pela UE apresentam taxas de sucesso superiores em rondas de capital de risco, mostrando que o financiamento público ajuda a reduzir riscos na fase inicial e a atrair investidores privados.

«Este relatório comprova que o financiamento público pode desbloquear inovação e atrair capital privado com resultados concretos. O sucesso de empresas como a BioNTech e a ARM reforça o valor estratégico da Europa em setores tecnológicos essenciais», destacou Yoram Wijngaarde, fundador da Dealroom.

 

Recomendações para o futuro

O relatório propõe medidas para otimizar o impacto dos fundos europeus:

  • Aumentar o financiamento para startups no próximo programa-quadro, ampliando o investimento público em inovação;
  • Simplificar o acesso aos fundos através da unificação dos programas de financiamento e mentoria;
  • Fortalecer a visibilidade das startups apoiadas pela UE, promovendo eventos para atrair investidores privados;
  • Apostar em plataformas digitais para monitorizar startups em tempo real e facilitar parcerias estratégicas.

Em suma, com estas recomendações, a Dealflow.eu e a Dealroom procuram fortalecer o ecossistema europeu de startups e reforçar a competitividade da Europa face aos EUA. O relatório será apresentado no MWC e no 4YFN, em Barcelona, e discutido no evento VentureBridge, a 7 de março, no The Social Hub, também na capital catalã.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

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