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Marcelo Teixeira

Investir em arte: tendência ou nova realidade?

15 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Hoje assinala-se o Dia Internacional da Arte, uma data que todos os anos celebra a criação artística, mas que começa também a ser perscrutada por uma leitura menos óbvia: a da arte enquanto ativo económico. Em tempos vorazes e acelerados, em que os mercados reagem em segundos e a incerteza se tornou regra, há quem olhe para este setor como uma forma alternativa de preservação e diversificação de património.

Em 2023, o mercado global de arte movimentou cerca de 65 mil milhões de dólares (60 mil milhões de euros), segundo o relatório conjunto da Art Basel e da UBS.

Apesar de uma ligeira quebra face ao ano anterior, o setor manteve-se acima dos níveis pré-pandemia, revelando uma estrutura resiliente e altamente fragmentada. O número de transações aumentou, ainda que o valor médio das vendas tenha descido, o que indica uma mudança no perfil dos compradores.

Esta transformação mostra um mercado menos concentrado no topo e mais disperso na base. Ou seja, há mais pessoas a comprar arte, mas menos dependência de vendas excecionais de valores muito elevados.

Instituições como a Art Basel e a UBS têm sublinhado precisamente esta tendência de democratização relativa do mercado, ainda que com fortes desigualdades estruturais entre segmentos.

A arte como ativo, diversificação e refúgio

Num contexto marcado por inflação, instabilidade geopolítica e ciclos financeiros mais curtos, cresce o interesse por ativos alternativos. A arte começa a entrar nesse radar como complemento estratégico.

A lógica não é nova, mas ganhou nova tração nos últimos anos. Fundos especializados, plataformas de fracionamento de obras e leilões digitais contribuíram para ampliar o acesso ao mercado.

Um dos exemplos mais citados para ilustrar esta dinâmica é o de Jean-Michel Basquiat, cuja presença no mercado secundário se tornou um caso emblemático de valorização de longo prazo. Obras que em alguns casos foram adquiridas por valores residuais nas décadas de 80 e 90 passaram, anos depois, a atingir dezenas de milhões de dólares em leilão na Sotheby’s, incluindo vendas acima dos 80 milhões de dólares em Nova Iorque.

A própria Christie’s regista vendas no mesmo intervalo de valorização, reforçando a consolidação institucional do artista no topo do mercado global. Mais do que a dimensão especulativa, estes movimentos refletem o papel da validação institucional na construção de preço.

Contudo, a entrada neste universo continua a ser altamente seletiva. A liquidez é reduzida, a informação é assimétrica e os mecanismos de avaliação não são transparentes como nos mercados financeiros tradicionais.

Casos como Basquiat também expõem outro lado do mercado: o risco de autenticidade e a dependência de validação externa, com investigações e disputas em torno de obras atribuídas ao artista a reforçarem a complexidade do setor.

É neste ponto que a arte se distingue: não responde a relatórios trimestrais, nem a variações diárias. O seu comportamento segue outra lógica temporal, mais lenta e menos previsível.

A arte não entra em pânico

Daniel Rocha, analista e comentador de mercados financeiros e geopolítica, destaca uma ideia que ainda não é consensual, mas que começa a ganhar espaço: a arte, sobretudo a contemporânea, pode ter um lugar sério numa estratégia de investimento.

Para Daniel Rocha, essa diferença estrutural entre arte e mercados financeiros é precisamente um dos fatores que explica o crescente interesse dos investidores.

«Os mercados podem cair num dia, numa semana, num mês. A arte não funciona assim. Uma boa obra não acorda a valer menos porque houve uma correção na bolsa. Tem o seu próprio ciclo, o seu próprio ritmo. Isso, para mim, já é uma forma de proteção», refere.

A visão não é de substituição dos mercados tradicionais, mas de coexistência. A arte surge como um elemento de equilíbrio dentro de um portfólio mais amplo, onde diferentes tipos de risco se compensam entre si.

Ainda assim, o analista alerta para o erro mais comum: confundir gosto pessoal com decisão de investimento. A entrada neste mercado exige conhecimento acumulado, leitura do contexto artístico e compreensão do ecossistema que valida um artista ao longo do tempo.

Daniel Rocha, analista e comentador de mercados financeiros e geopolítica

Investir em arte: racionalidade, risco e narrativa

A ideia de que investir em arte é apenas uma extensão do gosto pessoal é, para muitos analistas, um erro recorrente. O mercado exige leitura crítica, acompanhamento e capacidade de contextualização.

«Para investir em arte é preciso aprender a ver. Ver o artista, a fase em que se encontra, a consistência do trabalho, a presença no mercado, quem o representa, quem compra, quem valida. Ver a obra, a sua autenticidade, proveniência, estado e contexto. Conhecer o ecossistema. Esse processo não acontece de um dia para o outro. Exige tempo, exposição e curiosidade. Ir a galerias, visitar feiras, acompanhar leilões, falar com quem está dentro do mercado. É preciso errar, ajustar e construir critério», esclarece.

Na prática, existem várias formas de entrar neste setor. A mais direta continua a ser a compra de arte física — pintura, escultura ou fotografia. Existem também fundos especializados, plataformas de investimento fracionado e novas dinâmicas associadas à arte digital. O canal pode variar entre galerias, feiras, leilões ou plataformas online. Mas, na opinião de Daniel Rocha, o meio de entrada é o menos importante.

«O mais importante não é onde compra. É o que compra e porquê. No fim do dia, investir em arte é um exercício de decisão, e decisão sem conhecimento raramente corre bem».

Para o analista, a arte contemporânea representa hoje uma das áreas mais interessantes dentro deste universo.  «Há algo de único em investir em arte. Não estamos apenas a alocar capital. Estamos a participar numa história, numa trajetória, numa construção. Podemos viver com aquilo em que investimos. Podemos olhar para uma obra todos os dias. Isso não acontece com uma ação ou com um gráfico. Esse lado humano não elimina a necessidade de racionalidade. Pelo contrário. Torna a decisão mais exigente. Se alguém quer entrar neste mercado com a mesma leveza com que compra algo por impulso, provavelmente vai aprender da forma mais difícil. A arte pode ser um excelente investimento, mas apenas para quem a leva a sério», reforça.

Entre expressão e estratégia

A arte continua a ser, antes de tudo, um espaço de criação, identidade e memória. Mas o seu lugar no mundo contemporâneo está a expandir-se.

Assim, fixada num mercado global avaliado em dezenas de milhares de milhões de dólares, e num contexto financeiro cada vez mais instável, a arte contemporânea começa a ocupar um espaço híbrido entre cultura e capital.

Neste Dia Internacional da Arte, a reflexão vai além do plano simbólico, e mergulha no que pode representar no plano estratégico. Entre museus e mercados, entre emoção e racionalidade, a arte continua a levantar a mesma pergunta: afinal, o que tem valor e quem o define?

Arquivado em:Economia, Internacional, Notícias

Branding como força estratégica: a visão de Cristina Amaro para o The Branding & Business Summit

15 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

A iniciativa, que vai decorrer na Sala Tejo no MEO Arena, tem na sua base a visão de Cristina Amaro – CEO e CLO da The Empower Brands House e fundadora da Brands Community – que há anos defende uma abordagem mais humana, estratégica e orientada para o impacto real das marcas. Num ecossistema em mudança, para a Diretora, o valor das empresas constrói-se tanto no que fazem como no que representam.

Num contexto de transformação acelerada — tecnológica, económica e cultural — qual é hoje o verdadeiro papel do branding na estratégia de negócio das empresas?

O branding deixou de ser um elemento acessório para assumir um papel central na estratégia de negócio. Num cenário de mudança constante, em que produtos, serviços e tecnologias rapidamente se tornam comparáveis, é a marca que garante coerência, confiança e diferenciação. Hoje, o branding funciona como o elo entre propósito, cultura interna, experiência do cliente e criação de valor a longo prazo. Mais do que comunicar, orienta decisões e ajuda as empresas a alinhar aquilo que fazem com aquilo que representam e com o impacto que pretendem ter na sociedade.

 

O The Branding & Business Summit reúne nomes internacionais como Martin Lindstrom e Adrian Clamp. Que tipo de reflexão ou perspetiva nova espera trazer ao ecossistema empresarial português?

O Summit nasce da ambição de elevar o debate sobre branding em Portugal e de o aproximar de uma visão mais estratégica, humana e orientada para resultados reais e para o crescimento do negócio das empresas. Oradores como Martin Lindstrom ou Adrian Clamp desafiam abordagens tradicionais, mostrando como áreas como a neurociência, a cultura, a liderança e os comportamentos influenciam a construção de marcas fortes. A intenção é provocar reflexão, questionar modelos instalados e inspirar os líderes portugueses a olharem para a marca não como um custo, mas como uma vantagem competitiva sustentável.

 

A inteligência artificial e a transformação digital estão a mudar a forma como as empresas operam. De que maneira estas mudanças influenciam também a construção das marcas?

A tecnologia e a inteligência artificial aceleraram processos e expandiram capacidades, mas também elevaram o nível de exigência dos consumidores. As marcas constroem-se em tempo real, no dia-a-dia, através de múltiplos pontos de contacto e de experiências cada vez mais personalizadas. Curiosamente, este avanço tecnológico trouxe um paradoxo: quanto mais digital o mundo se torna, mais relevante se torna a dimensão humana das marcas e das empresas. Valores, autenticidade, empatia e propósito ganham peso precisamente por serem elementos que a tecnologia não consegue substituir.

 

Portugal tem assistido ao crescimento de startups e de empresas orientadas para a inovação. O tecido empresarial português já compreende plenamente o valor estratégico do branding?

Existe uma evolução muito positiva, sobretudo nas novas gerações de empreendedores, que já nascem com uma perceção clara do valor da marca. Ainda assim, há um caminho a percorrer, especialmente em empresas mais tradicionais, onde o branding é muitas vezes visto apenas como estética ou comunicação. O grande desafio passa por demonstrar que branding não é apenas “como a marca se apresenta”, mas a forma como a empresa pensa, age e cria valor. Não me canso de dizer que branding é tudo o que a marca diz, faz e faz sentir. E é esse todo que ajuda a marca a criar mais valor para o negócio porque, só dessa forma, ela se torna verdadeiramente única e, por isso, preferida. Quando essa consciência existe, o impacto no crescimento e na competitividade torna-se evidente.

 

Que tipo de líderes e profissionais espera ver neste Summit? É um evento pensado sobretudo para executivos ou também para novas gerações de empreendedores e gestores?

O The Branding & Business Summit foi desenhado para líderes curiosos e conscientes, independentemente da idade ou da dimensão da empresa. É altamente relevante para CEO, administradores e executivos que tomam decisões estratégicas, mas também para estudantes, fundadores, gestores e profissionais de marketing, branding, recursos humanos e comunicação. Acreditamos muito no valor da diversidade de perspetivas e da aprendizagem intergeracional. O futuro constrói-se precisamente nesse diálogo entre experiência e inovação.

 

Durante muitos anos, o branding esteve associado sobretudo ao marketing. Hoje, uma empresa consegue competir globalmente sem uma estratégia de marca sólida?

É cada vez mais difícil. Num mercado global e altamente competitivo, a marca é o que permite criar reconhecimento, confiança e preferência. Empresas sem uma estratégia de marca bem definida acabam por competir apenas por preço ou por tecnologia, o que raramente é sustentável. A marca tornou-se um fator crítico de competitividade, sobretudo quando o objetivo passa por crescer, internacionalizar e atrair talento, investidores e parceiros.

 

Num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia e pela inteligência artificial, o que vai realmente distinguir as empresas no futuro: a tecnologia ou a força da marca?

A tecnologia será, progressivamente, um fator comum e acessível. O verdadeiro fator de diferenciação estará na capacidade de as empresas criarem significado, relações e confiança. A força da marca — enquanto expressão de propósito, cultura e liderança — será decisiva. No futuro, as empresas mais relevantes não serão apenas as mais tecnológicas, mas aquelas que souberem usar a tecnologia para amplificar a sua identidade e o seu impacto humano.

Arquivado em:Entrevistas, Leading Brands

O equívoco persistente: tratar a saúde como despesa

15 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Os dados são hoje claros e difíceis de ignorar, mas continuam, curiosamente, a ser insuficientes para alterar comportamentos, porque se escalarmos intervenções de saúde que já sabemos que funcionam, nada de futurismo, nada de inovação disruptiva, apenas o que já está validado,  poderemos acrescentar até nove anos de vida saudável à população e gerar cerca de 12,5 biliões de dólares de valor económico global até 2050, e ainda assim insistimos em tratar esta evidência como se fosse apenas mais um relatório,  mais uma recomendação, quando na verdade estamos perante um dos mais poderosos motores de crescimento disponíveis às sociedades contemporâneas.

E, no entanto, continuamos a investir como se a saúde fosse uma consequência e não uma causa, como se fosse o resultado final de um sistema e não a condição que o torna possível, e é aqui que o paradoxo se torna mais evidente, porque ao longo do último século conseguimos prolongar a vida como nunca antes, mas simultaneamente estamos a aumentar o número de anos vividos com doença, e em 2050 estima-se que cada pessoa viva, em média, mais de onze anos em mau estado de saúde, o que nos deixa perante uma vitória incompleta, ganhámos tempo, mas não garantimos qualidade, esticámos a vida, mas não necessariamente a vivemos melhor.

E esse desequilíbrio tem um custo, humano, claro, mas também económico, porque a perda de produtividade associada à doença, a redução da participação no mercado de trabalho e o aumento exponencial dos custos de saúde estão a criar uma pressão estrutural sobre as economias, e já não estamos a falar apenas de sistemas de saúde sobrecarregados, estamos a falar de modelos económicos fragilizados, de uma base produtiva que se vai tornando mais vulnerável, mais intermitente, mais dependente.

O que este enquadramento nos diz, com uma clareza difícil de contestar, é que investir em saúde não é apenas uma decisão ética, é uma decisão económica racional, e talvez seja precisamente isso que ainda não conseguimos integrar totalmente, porque continuamos a separar aquilo que nunca esteve separado, como se o humano e o económico fossem dimensões distintas, quando na verdade são faces da mesma realidade, e por isso não surpreende que o retorno do investimento em saúde seja dos mais elevados que podemos encontrar, podendo atingir quatro dólares por cada dólar investido, uma relação rara num contexto global onde o retorno é, tantas vezes, incerto.

Mas então, porque não está isto já a acontecer à escala necessária, porque continuamos a adiar o evidente, a resposta não é técnica, nunca foi, é estrutural e, em muitos casos, cultural, porque continuamos presos a uma lógica de curto prazo, onde os ciclos políticos e financeiros penalizam o investimento em prevenção, precisamente aquele que gera maior retorno no longo prazo, continuamos a operar em silos, onde saúde, educação, urbanismo e economia são tratados como domínios separados, quando na realidade são dimensões profundamente interdependentes, e continuamos, talvez mais do que tudo, a subestimar o poder da prevenção, como se prevenir fosse opcional e tratar inevitável.

Menos de dois por cento do investimento global em saúde é dedicado à prevenção, e este número, por si só, deveria ser suficiente para reabrir toda a discussão, porque sabemos, e a evidência é consistente, que cerca de dois terços do impacto potencial na melhoria da saúde vem precisamente de medidas preventivas, muitas delas fora do sistema de saúde tradicional, o que nos coloca perante uma inversão de lógica difícil de justificar, investimos mais onde o impacto marginal é menor e menos onde o impacto estrutural é maior, como se estivéssemos permanentemente a chegar tarde ao essencial.

Há, no entanto, uma dimensão que raramente entra na equação económica com a profundidade que merece, a saúde como condição de liberdade, porque uma população saudável não é apenas mais produtiva, é mais autónoma, mais participativa, mais capaz de construir comunidades resilientes, e isso tem implicações diretas na forma como desenhamos políticas públicas, cidades, organizações e modelos de trabalho, porque no fundo estamos a falar da capacidade de uma sociedade se sustentar a si própria sem se tornar excessivamente dependente.

E por isso, a pergunta que verdadeiramente se impõe não é quanto custa investir em saúde, essa é a pergunta errada, a pergunta certa é quanto custa não investir, porque se continuarmos na trajetória atual estaremos a construir sociedades mais longevas, mas também mais frágeis, mais dependentes, mais dispendiosas, mais desiguais, e essa não é uma inevitabilidade demográfica, é uma escolha estratégica, talvez silenciosa, mas profundamente consequente.

Talvez esteja, por isso, na altura de fazermos essa mudança de lente, de deixarmos de ver a saúde como um centro de custo e passarmos a vê-la como um motor de desenvolvimento, de deixarmos de reagir à doença e começarmos a desenhar saúde, de deixarmos de medir apenas anos de vida e começarmos a medir, com a mesma exigência, a qualidade desses anos, porque no final, e apesar de toda a sofisticação dos modelos, das métricas e dos relatórios, a questão mantém-se profundamente simples: uma economia só é forte quando as pessoas que a sustentam estão, elas próprias, verdadeiramente bem.

Arquivado em:Opinião

A maldição da distância: o dilema militar dos Estados Unidos

14 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Um artigo recente publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, intitulado ‘Na guerra, a maior vantagem do Irão é a sua geografia’, lembra que em certos conflitos contemporâneos o terreno continua a ser decisivo. No caso iraniano, montanhas, desertos e um território difícil tornam qualquer campanha militar externa extremamente complicada. A comparação levanta uma questão mais ampla: até que ponto a geografia também condiciona — ou limita — os Estados Unidos?

A vantagem histórica da geografia americana

Desde o século XIX que estrategas e historiadores apontam a localização dos Estados Unidos como um fator central para a sua ascensão. O país está separado das grandes potências da Eurásia por milhares de quilómetros de oceano e tem apenas dois vizinhos relativamente estáveis — Canadá e México. Essa combinação deu-lhe algo raro na história das grandes potências: segurança estratégica quase absoluta no seu próprio território.

Essa proteção natural permitiu ao país crescer economicamente e concentrar-se no desenvolvimento interno. Com grandes rios navegáveis, vastas terras agrícolas e abundância de recursos naturais, os Estados Unidos puderam tornar-se uma potência industrial e militar sem enfrentar invasões externas frequentes.

Mas essa vantagem contém uma ironia estratégica: quanto mais seguro é um país em casa, mais difícil pode ser exercer poder militar fora das suas fronteiras.

O peso da distância

A maior parte da população mundial, dos recursos e da atividade económica concentra-se fora do continente americano, sobretudo na Eurásia. Por essa razão, desde a Segunda Guerra Mundial que a estratégia dos Estados Unidos se baseia em impedir que uma potência domine esse gigantesco espaço geográfico.

No entanto, a distância coloca um problema estrutural, pois para intervir militarmente em regiões como a Europa, o Médio Oriente ou o Pacífico Ocidental, os Estados Unidos têm de projetar forças através de milhares de quilómetros de oceano. Isso implica cadeias logísticas gigantescas, bases militares espalhadas pelo mundo e custos militares muito superiores aos de potências que operam perto de casa.

Em termos geopolíticos, isto cria uma assimetria visível. Potências continentais como a Rússia ou regionais como o Irão combatem perto das suas fronteiras, com linhas de abastecimento curtas e terreno familiar. Já os Estados Unidos lutam quase sempre ‘no estrangeiro’.

A geografia que protege também limita

Alguns analistas argumentam que a geografia americana cria um paradoxo estratégico: os mesmos oceanos que tornam o país difícil de atacar tornam também difícil sustentar guerras prolongadas no continente euroasiático. A distância aumenta os custos da intervenção e limita a capacidade de manter grandes forças terrestres no terreno.

Essa realidade ajuda a explicar porque os Estados Unidos dependem tanto de alianças e bases militares no exterior. Sem redes de apoio na Europa, no Japão, na Coreia do Sul ou no Golfo Pérsico, a capacidade de intervenção americana seria muito mais reduzida.

Por outras palavras, a geografia obriga os Estados Unidos a construir um sistema global de alianças para compensar a distância.

A vantagem do ‘defensor local’

Em conflitos regionais — como uma eventual guerra no Golfo Pérsico — países como o Irão podem beneficiar de um princípio militar antigo: quem combate em casa conhece o terreno e tem linhas logísticas mais curtas.

Montanhas, estreitos marítimos e cidades densas podem transformar-se em obstáculos enormes para forças externas. O Estreito de Ormuz, por exemplo, é um corredor marítimo estreito e vulnerável que pode ser usado estrategicamente por Teerão em caso de conflito.

Neste sentido, a geografia continua a ser um fator que nivela parcialmente o poder militar. Mesmo uma superpotência pode encontrar enormes dificuldades quando luta longe de casa.

O dilema americano

O resultado é um dilema geopolítico. A geografia tornou os Estados Unidos uma potência segura e próspera, protegida por oceanos e recursos abundantes. Mas essa mesma distância do centro económico e demográfico do planeta leva-os a lutar quase sempre em território alheio.

É por isso que, no século XXI, muitos debates estratégicos em Washington especulam até que ponto os Estados Unidos conseguem ou devem continuar a projetar poder militar em regiões tão distantes?

É possível que a resposta esteja inscrita na própria geografia do planeta. Porque, como lembram muitos estrategas, as guerras podem mudar, a tecnologia pode evoluir, mas os mapas raramente se alteram.

 

Arquivado em:Internacional, Notícias

IRS 2026: três mudanças que estão a redefinir o imposto sobre o rendimento em Portugal

14 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Sem grandes anúncios políticos, três tendências estão a ganhar força em 2026: a expansão do IRS automático, a crescente dependência de algoritmos na validação das despesas e uma mudança estrutural no perfil de quem recebe reembolso mais rapidamente e de quem espera mais tempo.

O IRS automático está a tornar-se regra

O IRS automático, inicialmente pensado como uma simplificação para casos simples de trabalhadores por conta de outrem, está a expandir-se para mais perfis de contribuintes.

A lógica é quanto mais informação o Estado já detém (através de entidades patronais, bancos e sistema de e-fatura), menos intervenção é necessária por parte do contribuinte.

Na prática, isto significa duas coisas: mais declarações são pré-preenchidas quase na totalidade; menos contribuintes precisam de validar manualmente as suas informações.

Mas há um detalhe menos discutido: esta automatização favorece sobretudo quem tem rendimentos simples e estáveis. Trabalhadores independentes, famílias com rendimentos mistos ou situações de deduções mais complexas continuam a ficar fora do ‘circuito rápido’.

Ou seja, o IRS automático acelera o sistema, mas também cria dois ritmos diferentes de processamento.

 

A validação das despesas tornou-se o verdadeiro ‘campo de batalha’ do IRS

Se há poucos anos o foco estava em preencher corretamente a declaração, hoje o centro do processo deslocou-se para outro ponto: a validação das despesas.

Saúde, educação, habitação e despesas gerais continuam a ser determinantes no resultado final do IRS. Mas o processo de verificação tornou-se mais rigoroso e, sobretudo, mais automatizado. O sistema cruza dados de forma quase contínua, o que reduz erros — mas também aumenta a probabilidade de pequenas divergências: faturas não validadas a tempo; categorias mal classificadas; despesas que ficam ‘presas’ no sistema por inconsistências técnicas; deduções recusadas automaticamente por falta de correspondência perfeita de dados.

O resultado é uma nova realidade para muitos contribuintes que só descobrem perdas de deduções no momento final da liquidação, quando já pouco podem fazer.

Este fenómeno está a gerar uma perceção crescente de que o IRS deixou de ser apenas um imposto sobre rendimento e passou também a ser um imposto sobre a capacidade de gestão digital das próprias famílias.

O tempo do reembolso está a dividir contribuintes em ‘primeira e segunda velocidade’

Uma das mudanças mais sensíveis deste ano não está nas taxas, mas sim no tempo. Embora o calendário oficial de reembolsos se mantenha, a realidade é que os prazos estão cada vez mais assimétricos.

Quem beneficia de IRS automático, sem alterações, tende a receber mais rapidamente. Já os contribuintes com: dependentes em situações mais complexas, rendimentos de várias fontes, ou necessidade de validações adicionais, acabam por entrar numa fila mais longa de verificação manual ou semiautomática.

Na prática, isto está a criar uma espécie de ‘duplo sistema de IRS, com um fluxo rápido, altamente digitalizado e um fluxo lento, ainda dependente de análise humana e correções.

Para muitos agregados familiares, esta diferença traduz-se em semanas, ou até meses, de espera adicional.

O que está realmente a mudar no IRS em Portugal

Apesar de o debate público continuar centrado nas taxas e nos escalões, o que está a acontecer é mais estrutural.

O IRS está a evoluir para um sistema mais automático na recolha de dados; mais dependente de validação digital; mais sensível a inconsistências técnicas; e menos tolerante a erros humanos simples. Esta evolução tem duas leituras simultâneas.

Por um lado, aumenta a eficiência e reduz a burocracia para uma grande parte dos contribuintes. Por outro, introduz uma nova forma de desigualdade, além da fiscal, determinadas famílias confrontam-se agora com peripécias e entraves tecnológicos.

Quem domina melhor o sistema digital, quem valida faturas a tempo, organiza melhor a informação e tem rendimentos mais simples, tende a beneficiar de processos mais rápidos e previsíveis.

 

Um imposto mais simples na aparência, mais complexo na prática

À superfície, o IRS parece cada vez mais simples com formulários pré-preenchidos, validação automática, menos papelada. Mas por baixo dessa simplicidade está um sistema mais sofisticado e exigente, onde pequenos detalhes podem ter impacto direto no resultado final.

O paradoxo é este: nunca foi tão fácil entregar o IRS  e nunca foi tão importante fazê-lo com precisão.

Num momento em que milhões de declarações começam a ser submetidas, o IRS de 2026 não se distingue apenas pelos números ou pelas taxas. O que o define é uma mudança silenciosa de paradigma com menos intervenção humana, mais automação e uma nova linha invisível que separa contribuintes entre quem entra no fluxo rápido do sistema e quem fica preso no seu lado mais lento.

E essa diferença, mais do que qualquer tabela de escalões, pode estar a tornar-se o verdadeiro fator decisivo no imposto sobre o rendimento em Portugal.

Arquivado em:Nacional, Notícias

Infraestruturas privadas aceleram com novo recorde de investimento e aposta em data centers

14 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

O estudo aponta para uma recuperação rápida da atividade, com a angariação de fundos a crescer cerca de 60% em 2025, atingindo níveis recorde e superando a recuperação observada noutras classes de ativos privados. Ao longo do ano, os investidores institucionais aplicaram 211 mil milhões de dólares (181 mil milhões de euros) em infraestruturas privadas, o valor anual mais elevado já registado e acima do pico alcançado em 2022.

Para Carlos Elavai, Managing Director & Partner da BCG em Lisboa, o setor está a entrar numa nova fase marcada por maior escala e exigência na criação de valor.

Segundo o responsável, o capital tende a concentrar-se em plataformas maiores, enquanto áreas como data centers e energia ganham peso, refletindo o impacto crescente da digitalização e da eletrificação da economia.

 

Capital concentra-se nos maiores fundos

A recuperação da angariação de fundos em 2025 veio acompanhada de uma maior concentração do capital. Quase três quartos do montante captado foram direcionados para os 50 maiores fundos de infraestruturas, enquanto os cinco maiores concentraram cerca de metade do total.

As estratégias core-plus e value-add representaram aproximadamente 70% dos novos fundos, sinalizando uma maior disponibilidade dos investidores para assumir níveis moderados de risco em troca de retornos mais elevados.

O relatório indica ainda que o contexto de mercado tem tornado os processos de desinvestimento mais exigentes. Entre os 50 maiores fundos analisados, o período médio de detenção dos ativos aumentou de 6,1 anos em 2021 para 7,6 anos em 2025.

 

Infraestrutura digital ganha peso

Entre os diferentes segmentos do setor, a infraestrutura digital destaca-se como o único a registar crescimento consistente nos últimos cinco anos. Atualmente representa cerca de 20% das empresas em portfólio, acima dos 15% registados em 2020.

Dentro deste segmento, os data centers concentram uma fatia crescente da atividade de investimento. Em 2025, representaram 41% das transações, quando no ano anterior tinham correspondido a 26%.

A expansão deste tipo de projetos enfrenta, contudo, desafios relacionados com a disponibilidade de energia e os prazos de ligação às redes elétricas, fatores que estão a levar investidores a procurar mercados de menor dimensão — os chamados Tier 2 e Tier 3 — e soluções off-grid, com produção própria de eletricidade.

Esta interligação entre energia e infraestrutura digital tem também reforçado o interesse em investimentos em geração elétrica, redes de distribuição e soluções energéticas integradas.

 

Renováveis perdem peso no mix energético

No setor de energia e ambiente, o número total de negócios aumentou de 176 para 207 em 2025, mas a composição das operações mudou de forma significativa.

As atividades de processamento e distribuição passaram a representar metade dos negócios, enquanto os serviços de energia convencional subiram para 18% das transações, face aos 10% registados no ano anterior.

Em contrapartida, os investimentos em energias renováveis recuaram para 22% das operações, depois de terem representado 42%. O relatório associa esta descida ao aumento dos custos, à redução dos preços de captura e a alterações no enquadramento político, financeiro e regulatório em vários mercados.

Ao mesmo tempo, o crescimento da procura de eletricidade — impulsionado, entre outros fatores, pelo desenvolvimento de data centers — e os constrangimentos nas redes elétricas estão a reforçar o interesse em energia convencional, serviços energéticos e infraestruturas associadas ao consumo digital.

 

Arquivado em:Economia, Notícias

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