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Marcelo Teixeira

Não são os empregos manuais: a inteligência artificial começa a atingir os trabalhos mais qualificados

10 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Mais de três anos após o lançamento do ChatGPT, o impacto da IA ainda é pouco visível nas estatísticas globais de emprego. No entanto, começa a surgir em alguns segmentos do mercado de trabalho, sobretudo em funções administrativas, tarefas cognitivas e profissões intensivas em informação.

O estudo mostra que a atual vaga tecnológica representa uma mudança estrutural: ao contrário das anteriores fases de automação associadas à robótica ou ao software, a inteligência artificial está a atingir tarefas complexas, analíticas e qualificadas, tradicionalmente consideradas menos vulneráveis à substituição tecnológica.

Uma em cada oito profissões já ultrapassa limiar crítico de automação

De acordo com a análise, cerca de 12,5% das profissões analisadas ultrapassam o limiar de 30% de tarefas automatizáveis, considerado pelos investigadores como um ponto a partir do qual uma profissão pode sofrer uma transformação profunda.

As áreas mais expostas à inteligência artificial incluem: engenharia; tecnologias de informação; funções administrativas; finanças; direito; algumas profissões criativas e analíticas.

Por outro lado, profissões com forte componente manual ou relacional continuam menos vulneráveis. É o caso de atividades ligadas à construção, manutenção, transportes, restauração, limpeza ou cuidados pessoais, onde a dimensão física ou humana continua a ser difícil de automatizar.

Serviços como educação, vendas ou apoio social ocupam uma posição intermédia: algumas tarefas podem ser automatizadas, mas a interação humana continua a desempenhar um papel essencial.

Novo método analisa 923 profissões e milhares de tarefas

Para medir o impacto potencial da inteligência artificial no trabalho, os investigadores analisaram 923 profissões, decompondo cada uma em tarefas e ações elementares.

Cada ação foi avaliada segundo três critérios — verbo, objeto e contexto — permitindo determinar com maior precisão o grau de exposição de cada tarefa à automação.

Esta metodologia procura superar limitações frequentes em estudos anteriores, oferecendo uma análise mais granular, reproduzível e orientada para cenários futuros de desenvolvimento da IA.

Os autores sublinham que o estudo mede sobretudo a exposição técnica das tarefas à automação, não prevendo diretamente quantos empregos poderão desaparecer. A implementação efetiva da inteligência artificial dependerá de fatores como procura, regulação, adaptação das empresas ou criação de novas tarefas.

Diferenças entre países: economias digitais mais expostas à Inteligência artificial

O impacto potencial da inteligência artificial varia significativamente entre países. Segundo o estudo, o conteúdo de trabalho potencialmente automatizável vai de cerca de 12% na Turquia até perto de 20% no Reino Unido.

As economias mais desenvolvidas e orientadas para serviços intensivos em conhecimento — como o Reino Unido, os Países Baixos ou a Irlanda — apresentam níveis de exposição mais elevados.

Isto deve-se à maior concentração de profissões ligadas a gestão, finanças, tecnologia e serviços empresariais, áreas onde a inteligência artificial pode automatizar uma parte significativa das tarefas.

Portugal apresenta risco abaixo da média europeia

No caso de Portugal, o estudo conclui que o nível de exposição à automação por inteligência artificial está ligeiramente abaixo da média europeia, em linha com outros países do sul da Europa.

A explicação está na estrutura económica do país. O mercado de trabalho português continua fortemente ancorado em setores como: comércio a retalho; alojamento e restauração; transportes; construção; imobiliário.

Estes setores apresentam, em média, menor exposição à automação do que atividades intensivas em conhecimento.

Mesmo assim, algumas funções poderão sentir impactos mais diretos da inteligência artificial, nomeadamente assistentes administrativos, funções empresariais, vendas e atendimento ao cliente, bem como algumas profissões técnicas e de engenharia.

Inteligência artificial poderá alterar distribuição de valor e emprego

Os investigadores alertam que os efeitos da inteligência artificial poderão ir além da transformação das profissões.

Ao automatizar tarefas desempenhadas por trabalhadores qualificados, a IA pode alterar a distribuição de valor entre trabalho e capital, com possíveis implicações fiscais e sociais.

Esta mudança poderá afetar particularmente países cujo sistema de receitas públicas depende fortemente da tributação do trabalho.

Além disso, o estudo sugere que o avanço da inteligência artificial pode levar as empresas a valorizar competências complementares à tecnologia, como capacidade de julgamento, supervisão, criatividade e adaptabilidade.

Uma transformação que pode redefinir o futuro do trabalho

Apesar da incerteza sobre o ritmo destas mudanças, os autores afiançam que a inteligência artificial já não está a ser aplicada apenas em tarefas periféricas.

Pelo contrário, começa a penetrar no núcleo das funções cognitivas e qualificadas, tradicionalmente consideradas as mais seguras face à automação.

Dado que estas profissões estão no centro da geração de valor económico e rendimento, a expansão da IA poderá redefinir profundamente a natureza do trabalho nas próximas décadas.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

7 livros para compreender as guerras que moldam o mundo

10 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Selecionámos sete obras que ajudam a explicar as origens, os protagonistas e as consequências destas guerras — leituras indispensáveis para quem quer perceber o mundo atual.

A guerra Rússia-Ucrânia e o regresso da guerra na Europa

Análise de Jade McGlynn sobre a narrativa e as motivações da guerra russa.

Este livro examina a guerra iniciada em 2022 à luz da política interna russa e da construção ideológica do regime de Vladimir Putin. McGlynn argumenta que o conflito não é apenas geopolítico, mas também profundamente ligado à forma como o Kremlin construiu uma narrativa histórica sobre identidade e poder russo.

A obra ajuda a perceber como décadas de tensão entre Moscovo, Kiev e o Ocidente culminaram numa guerra que alterou profundamente a segurança europeia.

As raízes históricas da invasão da Ucrânia

Estudo com vários autores que explora as causas históricas e geopolíticas do conflito russo‑ucraniano.

Este livro analisa o conflito a partir de uma perspetiva histórica mais longa. Explica como a dissolução da União Soviética, as disputas territoriais e as mudanças políticas na Ucrânia criaram um ambiente de crescente tensão entre Moscovo e Kiev.

A obra ajuda o leitor a compreender por que motivo a guerra atual é vista por muitos analistas como o resultado de décadas de fricção política e estratégica.

Israel e o conflito com o mundo árabe

Clássico de Avi Shlaim sobre a estratégia israelita no Médio Oriente.

Considerado um dos estudos mais influentes sobre o conflito no Médio Oriente, este livro examina a estratégia de segurança de Israel desde a sua fundação em 1948.

Shlaim argumenta que a política israelita foi construída em torno da chamada “muralha de ferro”: a ideia de que apenas uma posição militar esmagadora poderia garantir a sobrevivência do Estado israelita face aos países árabes vizinhos.

A história completa do conflito israelo-palestiniano

Obra de referência de Mark Tessler sobre o conflito entre israelitas e palestinianos.

Esta obra é frequentemente considerada uma das análises mais completas do conflito entre Israel e a Palestina. Tessler reconstrói o processo histórico que levou à criação de Israel, às guerras árabe-israelitas e às sucessivas tentativas de paz.

O livro explora também as dimensões políticas, religiosas e sociais que tornam o conflito particularmente difícil de resolver.

Índia e Paquistão: uma rivalidade nuclear permanente

Análise de T. V. Paul sobre uma das rivalidades nucleares mais perigosas do mundo.

Desde a divisão do subcontinente em 1947, Índia e Paquistão travaram várias guerras e permanecem numa rivalidade estratégica permanente, centrada sobretudo na região da Caxemira.

Este livro analisa os fatores políticos, militares e identitários que sustentam esta tensão — uma das mais perigosas do planeta devido ao facto de ambos os países possuírem armas nucleares.

A história diplomática entre Cuba e os Estados Unidos

Estudo de Marifeli Pérez‑Stable sobre décadas de confrontação entre Washington e Havana.

A relação entre Estados Unidos e Cuba atravessou mais de seis décadas de confrontação política, económica e ideológica, desde a revolução liderada por Fidel Castro em 1959.

O livro analisa a evolução dessa relação, incluindo momentos críticos como a crise dos mísseis de 1962, considerada um dos episódios mais perigosos da Guerra Fria.

As negociações secretas entre Washington e Havana

História das negociações secretas entre os EUA e Cuba durante décadas de tensão, de William M. LeoGrande

Apesar da retórica hostil durante décadas, Washington e Havana mantiveram diversos canais diplomáticos secretos. Este livro revela as negociações discretas que ocorreram ao longo da Guerra Fria e após o seu fim.

A obra mostra como, mesmo nos momentos de maior tensão, diplomatas e políticos procuraram evitar que a rivalidade entre os dois países escalasse para um confronto direto.

Ler para compreender o mundo

Num momento em que conflitos armados voltam a dominar as manchetes globais, estes livros recordam uma verdade essencial: nenhuma guerra nasce no vazio. Cada conflito resulta de histórias acumuladas, decisões políticas e rivalidades que atravessam gerações.

Compreender essas histórias é muitas vezes o primeiro passo para compreender e talvez evitar as guerras do futuro.

Arquivado em:Livros e Revistas

Formação ultrapassa atração de talento nas prioridades estratégicas dos RH em Portugal

10 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Segundo o estudo, 79,6% das organizações prevê aumentar ou manter o investimento em formação e desenvolvimento, sinalizando uma mudança na forma como as empresas encaram a gestão de talento. A aposta no desenvolvimento interno surge como resposta à escassez de competências, à pressão salarial e ao impacto crescente da transformação tecnológica nas organizações.

Apesar desta mudança de enfoque, a maioria das empresas continua a recorrer ao recrutamento externo para preencher vagas, numa estratégia que reflete a ausência de políticas estruturadas de mobilidade interna ou de programas consistentes de upskilling e reskilling.

«Entre 2025 e 2026, os profissionais e departamentos de recursos humanos em Portugal não mudam de direção, mas aceleram na estratégia. As prioridades mantêm-se, tornando-se mais pragmáticas e orientadas para a execução», afirma Cláudia Vicente, diretora-geral da GALILEU.

Segundo a responsável, as empresas procuram cada vez mais desenvolver competências críticas, reduzir a dependência do mercado de trabalho e integrar tecnologia, sem perder a dimensão humana que sustenta o desempenho organizacional no longo prazo.

Soft skills continuam relevantes, mas hard skills ganham peso

O barómetro identifica também uma evolução no tipo de competências valorizadas pelas organizações. As soft skills continuam a ter um papel central, mas começam a perder peso relativo face às hard skills empresariais.

Esta mudança não significa um abandono das competências humanas, mas antes uma maturação da abordagem. Em muitas organizações, as soft skills passam a ser encaradas como ferramentas para executar melhor, apoiar a tomada de decisão e acelerar processos de adaptação.

Até 2027, as competências consideradas mais críticas incluem liderança e gestão de equipas, comunicação, resolução de problemas e adaptabilidade.

A comunicação surge como uma das áreas que mais cresce em importância, refletindo a necessidade crescente das empresas de alinhar equipas, gerir processos de mudança e reduzir fricções internas num contexto organizacional mais complexo e tecnologicamente exigente.

Formação prática ganha terreno

No que diz respeito aos formatos de aprendizagem, as empresas mostram preferência por abordagens mais práticas. O on-the-job training e a formação síncrona — realizada em tempo real com interação direta entre formadores e participantes — surgem como os modelos mais valorizados.

O estudo aponta também para uma recuperação do formato presencial, enquanto o ensino híbrido e o live training remoto registam uma ligeira quebra.

RH mais próximos da estratégia das empresas

Outra conclusão do relatório é o crescente alinhamento entre os departamentos de recursos humanos e as estratégias globais das organizações.

Cerca de 72% dos profissionais de RH inquiridos considera que existe hoje um alinhamento total ou parcial com os objetivos estratégicos do negócio. Ainda assim, os autores do estudo alertam que essa intenção estratégica nem sempre se traduz em processos e métricas concretas, o que pode manter a gestão de talento numa lógica reativa.

Inteligência artificial ganha espaço, mas com cautela

A inteligência artificial surge também como uma das tendências emergentes na gestão de recursos humanos. Mais de 80% dos profissionais de RH identificam esta tecnologia como uma prioridade futura para as suas organizações.

No entanto, a utilização atual permanece relativamente limitada, sendo aplicada sobretudo à automatização de tarefas administrativas.

A adoção está a ser feita de forma gradual, com muitas empresas a privilegiarem ganhos rápidos de eficiência, enquanto persistem preocupações relacionadas com questões éticas e com a preservação do fator humano na gestão das pessoas.

Os resultados completos do Barómetro RH GALILEU 2026 podem ser consultados aqui.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Bancos centrais exploram ETFs de cripto e repensam reservas globais — nova era monetária?

9 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Fontes internacionais indicam que instituições como a Banque de France e o Bank of Korea já estudam a exposição controlada a ativos digitais como parte de portfólios diversificados. Documentos internos e análises regulatórias sugerem que os bancos centrais estão a considerar ETFs de cripto como instrumentos legais de política monetária, ultrapassando debates meramente acadêmicos.

O contexto global reforça a importância desta abordagem: mercados voláteis, inflação persistente em várias regiões e tensões geopolíticas obrigam as autoridades monetárias a repensar a diversificação das reservas, tradicionalmente limitadas a fiat (moeda fiduciária) e ouro. Alguns bancos centrais da América Latina e do Sudeste Asiático já testaram tecnologias de settlement baseadas em cripto, mesmo sob restrições legais locais, apontando para um interesse crescente em instrumentos digitais como hedge silencioso.

Analistas avisam que, caso esta tendência se concretize, poderá ter efeitos significativos: volatilidade das criptomoedas passaria a ser acompanhada de perto pelos mercados institucionais; a forma como investidores e governos planeiam liquidez e exposição ao risco global poderá mudar radicalmente; as moedas tradicionais, como dólar e euro, podem enfrentar pressões indiretas, alterando o equilíbrio monetário global.

Em síntese, este movimento discreto mas estratégico aponta para uma nova era da política monetária, em que os criptoativos deixam de ser um tema de especulação e passam a ser considerados instrumentos legítimos de diversificação e segurança pelas maiores autoridades financeiras do planeta.

Arquivado em:Economia, Internacional, Notícias

Chefe do FMI alerta: guerra no Médio Oriente pode deixar «cicatrizes permanentes» na economia mundial

9 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Num discurso antes das reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, Georgieva afirmou que a guerra já está a provocar choques energéticos, disrupções nas cadeias de abastecimento e perda de confiança nos mercados, fatores que deverão levar o fundo a rever em baixa as previsões de crescimento mundial.

Segundo a responsável, os efeitos económicos já se fazem sentir em vários setores, desde a energia até à alimentação e tecnologia, afetando grande parte das economias globais.

O FMI admite ainda que o impacto do conflito poderá gerar entre 20 e 50 mil milhões de dólares em novos pedidos de ajuda financeira por parte de países mais vulneráveis.

Os países importadores de energia e as economias mais pobres deverão ser os mais afetados pelo aumento dos preços do petróleo e do gás, enquanto a volatilidade nos mercados financeiros aumenta o risco de um abrandamento económico global.

Georgieva apelou aos governos para evitarem medidas protecionistas, como restrições às exportações ou subsídios generalizados, que podem agravar as tensões económicas.

Arquivado em:Internacional, Notícias

Nigéria em sete minutos: cronologia de uma terra de mil vozes

9 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

A sucessão de governos e a estabilidade política continuam a ser questões centrais. Há uma população que observa com atenção as decisões políticas, mas que também luta diariamente com insegurança, inflação, corrupção e desigualdade. A Nigéria é isso mesmo: uma nação onde o consenso raramente é uniforme, mas onde a energia coletiva resiste, vibra e insiste em criar futuro, mesmo contra todas as probabilidades.

Mas a Nigéria não começou em 1960. Nem com a colonização britânica. Nem sequer com a chegada dos missionários ou do petróleo.

Segundo o Democracy Index 2024 da Economist Intelligence Unit, publicado em fevereiro de 2025, a Nigéria é classificada como um regime híbrido, ocupando a 109.ª posição global (entre 167 países) com uma pontuação de 4,5. O índice reflete eleições competitivas, mas também problemas estruturais: fraude eleitoral, fragilidade institucional, corrupção endémica e limitação da confiança pública nas instituições.

No Global Soft Power Index 2025, a Nigéria surge em torno da 70.ª posição mundial, refletindo uma presença cultural crescente no plano internacional. A influência global vem sobretudo da música, do cinema e da diáspora africana — o chamado Nigerian cultural wave que conquistou Londres, Nova Iorque, Los Angeles e Dubai.

O que é a Nigéria?

A Nigéria é uma construção relativamente recente, mas assenta sobre civilizações antigas e sofisticadas. Antes da colonização europeia, existiam diversos reinos e impérios. No norte, o Império de Kanem-Bornu governava rotas comerciais do Saara durante séculos. Mais tarde, no século XIX, o Califado de Sokoto tornou-se um dos maiores estados islâmicos do mundo, com administração organizada e escolas corânicas que moldaram gerações.

No sudoeste, o Império de Oyo dominava com exércitos disciplinados e centros urbanos sofisticados. No sudeste, o Reino de Benim desenvolveu uma arte notável — especialmente os Bronzes de Benim, hoje dispersos por museus do mundo, testemunhos da habilidade e da história de um povo que resistiu ao tempo.

A Nigéria moderna nasceu em 1914, quando o Reino Unido uniu os protetorados do Norte e do Sul numa única colónia administrativa. O objetivo era eficiente para os britânicos, mas misturou centenas de grupos étnicos, religiões e línguas diferentes sob uma mesma bandeira.

Quando o país conquistou a independência, em 1960, herdou uma diversidade extraordinária — mas também tensões latentes. A primeira década de independência foi marcada por instabilidade, culminando na Guerra do Biafra (1967–1970), que deixou cicatrizes profundas e uma memória coletiva marcada pela fome, pela morte e pelo trauma social.

Cultura — vozes que atravessam gerações

Se há algo que sobrevive a golpes, crises económicas e conflitos é a cultura nigeriana. Ela é poderosa, plural e impossível de silenciar.

A música tornou-se global. O Afrobeats domina rádios e pistas de dança de Londres a Nova Iorque. Artistas como Burna Boy, Wizkid e Tems transformaram a cena musical africana numa influência internacional, exportando não apenas ritmo, mas histórias, línguas e identidade.

O cinema nigeriano, Nollywood, é hoje a segunda maior indústria cinematográfica do mundo em número de produções, e reflete a vida quotidiana, os dilemas morais e os sonhos do povo.

Na literatura, nomes como Chinua Achebe e Wole Soyinka revelaram ao mundo narrativas que combinam tradição e crítica social. Achebe, com Things Fall Apart, mostrou o impacto da colonização e do choque cultural, enquanto Soyinka tornou-se o primeiro africano a receber o Prémio Nobel da Literatura.

A Nigéria fala em centenas de línguas: inglês, iorubá, hauçá, igbo, efik e muitas outras. As cidades respiram um caldeirão de culturas. Lagos, com o seu caos organizado, contrasta com a tradição das aldeias do delta do Níger. Os mercados fervilham, os templos e mesquitas oferecem abrigo espiritual, e festivais como o Eyo Festival ou o Durbar Festival celebram histórias ancestrais que resistem ao tempo.

Política — tensão permanente

A Nigéria é uma democracia jovem, mas marcada por instabilidade estrutural. Desde 1999, quando terminou a última ditadura militar, realiza eleições regulares. Mas fraude, violência eleitoral e clientelismo persistem.

No nordeste, a insurgência do Boko Haram prolonga-se há mais de uma década, enquanto no noroeste se multiplicam sequestros em massa por bandos armados. No centro, disputas entre agricultores e pastores geram mortes anuais.

Ao mesmo tempo, a Nigéria desempenha papel estratégico regional. Como membro central da CEDEAO, lidera iniciativas de segurança e cooperação económica na África Ocidental. E como maior economia do continente, continua a ser decisiva em relações com potências como Estados Unidos, China e União Europeia.

Economia e sociedade

A economia nigeriana é paradoxal. Possui vastas reservas de petróleo e gás natural, sendo membro da Organization of the Petroleum Exporting Countries, mas enfrenta pobreza generalizada e desigualdade. A inflação, agravada por reformas recentes e cortes de subsídios, atinge duramente a população urbana.

Ainda assim, Lagos tornou-se um hub tecnológico de renome, com startups, fintechs e incubadoras que rivalizam com centros globais. A sociedade nigeriana é extraordinariamente jovem: mais de 60% têm menos de 25 anos, conectados, empreendedores e conscientes do mundo. A diáspora também exerce influência, enviando recursos e ideias que remodelam a economia e a cultura.

Com um produto interno bruto que oscila em torno dos 450 mil milhões de dólares, a Nigéria continua a figurar entre as maiores economias do continente africano. No entanto, essa dimensão macroeconómica convive com fragilidades profundas: uma moeda volátil, dependência excessiva do petróleo e um sistema energético incapaz de acompanhar o crescimento populacional. Em muitas cidades, a eletricidade chega de forma irregular, obrigando empresas e famílias a recorrer a geradores privados — um símbolo sorrateiro de um país rico em recursos, mas ainda preso a limitações estruturais.

Ao mesmo tempo, novos setores começam a ganhar peso. A agricultura continua a empregar milhões de pessoas, enquanto a economia digital cresce com rapidez inesperada, impulsionada por uma geração que transforma telemóveis em ferramentas de negócio. Entre mercados tradicionais e aplicações financeiras criadas em garagens de Lagos, a Nigéria revela uma capacidade singular de adaptação. É um país onde a economia formal e informal coexistem, onde a criatividade muitas vezes compensa a ausência de infraestruturas e onde, apesar das dificuldades, persiste a convicção de que o futuro ainda pode ser escrito de outra forma.

Uma nação que avança

A Nigéria não é apenas as suas crises. Não é apenas manchetes sobre terrorismo, corrupção ou petróleo. É uma sociedade vibrante, construída sobre diversidade, história e energia quase inesgotável. Sobreviveu à colonização, à Guerra do Biafra, a regimes militares e crises económicas profundas.

No fim, a Nigéria é um país onde a vertigem das megacidades se mistura com as vozes das antigas civilizações, e onde, mesmo sob os espinhos da adversidade, pulsa uma força que recusa ser silenciada. Uma nação que avança movida pela obstinação de um povo que insiste em seguir.

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