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Marcelo Teixeira

Ciberataques estão a agravar o stress e o esgotamento nas PME portuguesas

22 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Segundo o Relatório de Ciberpreparação da Hiscox 2025, 68% dos colaboradores afetados por ciberataques reportam impactos negativos no seu bem-estar. O stress elevado surge como a consequência mais frequente, sentida por 41% dos trabalhadores, seguido do esgotamento profissional (33%) e de um ambiente laboral mais tóxico (22%). Os números revelam uma pressão crescente sobre equipas que, muitas vezes, já operam com recursos limitados e margens reduzidas.

O estudo, realizado junto de empresas de diferentes setores e dimensões, confirma que os efeitos dos ciberataques ultrapassam largamente a esfera tecnológica. Para além das interrupções operacionais e dos riscos reputacionais, os incidentes digitais estão a influenciar a forma como os colaboradores vivem o trabalho, se relacionam entre si e percecionam a segurança do seu próprio emprego.

Ainda assim, o relatório identifica nuances num cenário predominantemente adverso. Em algumas organizações, a resposta a um ataque acabou por reforçar laços internos: 33% dos colaboradores referem um aumento da camaradagem após um incidente de cibersegurança, enquanto 24% dizem sentir maior lealdade à empresa. No conjunto, estes fatores resultam num impacto positivo líquido de 45%, sugerindo que a forma como a empresa reage a uma crise digital pode ser determinante para o clima interno.

«Os resultados mostram uma nova perspetiva sobre os impactos de um ciberataque e sobre as preocupações com a cibersegurança nas empresas», afirma Ana Silva, Cyber Lead da Hiscox Portugal e Espanha. «Não se trata apenas de proteger dados ou a reputação da empresa. Os ciberataques têm também um impacto real nos colaboradores e no seu bem-estar, o que representa uma oportunidade para investir em estratégias mais completas, que aliem prevenção, boas práticas e uma cultura organizacional mais resiliente.»

Uma ameaça recorrente

A dimensão humana do problema é agravada pela frequência dos ataques. De acordo com o relatório, 54% das PME portuguesas foram alvo de pelo menos um ciberataque nos últimos 12 meses, sendo que mais de metade registou entre um e dez incidentes no mesmo período. A repetição destes episódios cria um clima de alerta permanente, que contribui para a fadiga emocional e para a sensação de vulnerabilidade dentro das equipas.

Os dados refletem uma realidade em que as ameaças digitais são cada vez mais diversificadas e persistentes, exigindo das empresas uma capacidade de resposta contínua. Neste contexto, o estudo defende que a cibersegurança deve ser encarada como um investimento estrutural e não apenas como uma resposta pontual a incidentes.

Com o arranque de um novo ano, a Hiscox sublinha a importância de as PME reverem e reforçarem as suas estratégias de cibersegurança, conscientes de que um ataque pode, em alguns casos, colocar em causa a continuidade do negócio. Mais do que uma questão tecnológica, a cibersegurança afirma-se como um desafio transversal, onde sistemas, processos e pessoas estão indissociavelmente ligados.

Arquivado em:Cibersegurança, Notícias

Menos influencers, mais algoritmos: a inteligência artificial já decide o consumo dos portugueses

22 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Os dados constam do estudo O Consumidor Impulsionado pela IA: Manual de sobrevivência para marcas, desenvolvido pela consultora LLYC em parceria com a Appinio, com base em 700 entrevistas representativas da população portuguesa com elevada literacia digital.

O ChatGPT surge como protagonista deste novo ecossistema. É utilizado regularmente por 45,1% dos inquiridos e lidera de forma clara o reconhecimento espontâneo, com 60,7% das menções. Mais do que uma ferramenta de apoio, começa a assumir-se como um novo intermediário de confiança entre consumidores e marcas.

A mudança é particularmente visível entre os mais jovens. Entre os 18 e os 24 anos, 65,9% usam IA de forma habitual, integrando-a na rotina diária para pesquisar, comparar produtos e esclarecer dúvidas. Para muitos, o ponto de partida da decisão já não é o Google.

Segundo o estudo, 23,6% dos portugueses iniciam a pesquisa diretamente em assistentes de IA, ultrapassando fóruns online (15%) e influenciadores (9,6%) como canal inicial de descoberta. A decisão começa cada vez mais numa conversa deixando a lista de links para trás.

«A IA tornou-se o novo front-office das marcas. Não informa apenas: filtra, sintetiza e, em muitos casos, decide. Se uma marca não está bem representada nos modelos de linguagem, simplesmente deixa de existir no momento em que o consumidor delega a decisão», afirma Cristina Girão, diretora de Marketing Solutions da LLYC.

Saúde e bem-estar lideram o uso da IA em Portugal

Ao contrário do padrão global, onde a utilização da IA está fortemente associada à programação e a tarefas técnicas, em Portugal o principal setor de adoção é a saúde e o bem-estar. Cerca de 38,7% dos consumidores recorrem à IA neste contexto, seja para esclarecer dúvidas médicas, interpretar sintomas ou procurar informação de saúde, um uso já habitual para 32,1% dos inquiridos.

Seguem-se áreas como educação e formação (36,1%), tecnologia e eletrónica (34%), cultura e entretenimento (32,9%), alimentação e grande consumo (31,7%) e viagens e turismo (29,9%). O retrato que emerge é o de um consumidor pragmático, que utiliza a IA sobretudo como ferramenta de utilidade e apoio à decisão.

Influenciadores perdem credibilidade

Um dos resultados mais marcantes do estudo é a quebra acentuada da confiança nos influenciadores digitais. Em Portugal, este grupo apresenta um índice de confiança negativo de -67,4%, sinalizando um afastamento claro deste modelo de validação.

Em contrapartida, cresce a valorização da autoridade técnica, da especialização e da validação algorítmica. A IA é percecionada como mais neutra e menos interessada, funcionando como um «atalho de confiança». Ainda assim, os consumidores mantêm alguma cautela: 60,2% dos utilizadores frequentes de ChatGPT dizem confirmar a informação com outras fontes.

Menos cliques, mais respostas

A ascensão da IA está também a transformar o marketing digital. Com respostas diretas dentro das plataformas conversacionais, o tráfego para sites diminui e o modelo baseado exclusivamente em cliques perde relevância — um fenómeno conhecido como ‘efeito crocodilo’.

«O momento zero da verdade acontece hoje dentro de uma conversa com a IA. O consumidor já não escolhe entre links, escolhe entre respostas», sublinha Celia Fernández-Sesma, diretora de Clientes de Marketing Solutions da LLYC.

Neste novo cenário, ganha importância uma disciplina emergente: LLMO (Large Language Model Optimization). O desafio transpõe a otimização para motores de busca, e posiciona-se na garantia que as marcas são compreendidas, reconhecidas e recomendadas pelos modelos de linguagem.

Se a IA não cita a marca, a marca fica fora da escolha.

Um novo consumidor, um novo filtro

O estudo conclui que a inteligência artificial está a reconfigurar o processo de decisão dos consumidores portugueses, deslocando a confiança dos rostos para os sistemas e da persuasão emocional para a validação técnica. Com a saúde a liderar os usos e os jovens na linha da frente da adoção, a IA deixa de ser um fenómeno experimental para se tornar um novo filtro da realidade. Para as marcas, a mensagem é clara: já não basta ser visível. É preciso ser legível para a IA.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

«O país não se constrói aos ziguezagues»: Miguel Pinto Luz traça plano de infraestruturas e habitação

21 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

«É muito positivo sermos capazes de sermos escrutinados», começou por dizer, sublinhando que já existem resultados visíveis das políticas públicas em curso. O Governo, garantiu, trabalha com uma ambição de dez anos, sustentada em investimentos de milhões de euros. «Isto é uma viagem com sentido.»

A mudança de paradigma foi um dos eixos centrais do discurso. As infraestruturas deixaram de ser vistas como elementos isolados e passaram a ser encaradas como um sistema vivo, interdependente, que funciona como músculo da economia real. «As infraestruturas não vivem sem a economia, nem a economia vive sem elas», realçou.

Por exemplo, nos últimos meses, o Governo tem avançado com planos e financiamentos que espelham essa visão integrada. Portugal assinou recentemente uma concessão e o primeiro financiamento para a linha de alta velocidade Lisboa–Porto, um investimento estratégico apoiado pelo Banco Europeu de Investimento que visa reduzir fortemente os tempos de viagem entre as duas maiores cidades do país.

Justiça territorial e o fim do país a duas velocidades

Miguel Pinto Luz recuou à década de 80 para explicar o ponto onde o país falhou. Portugal construiu mais de 1100 quilómetros de autoestradas, mas deixou o território incompleto. «O país não era justo», afirmou, defendendo que o interior ficou sem as ferramentas que o litoral teve durante décadas.

É nesse contexto que surge o investimento de cerca de quatro mil milhões de euros para concluir o plano rodoviário nacional, com intervenções estruturantes como a A26, o IP2, as ligações em Portalegre, ou o eixo Almeirim–Coimbra. A lógica, explicou, é simples: subsidiariedade aos municípios, coesão territorial e economia real a funcionar fora do litoral.

O IP3 é um dos exemplos centrais dessa estratégia. Com um investimento de cerca de 600 milhões de euros, será transformado em autoestrada. Juntam-se o IC35, as ligações a Sever do Vouga e a articulação entre o Porto de Aveiro e zonas de produção industrial. «Temos infraestruturas que não estavam alinhadas com a economia real. Isso tem de mudar.»

Ferrovia e portos: ligar produção, exportação e território

Na ferrovia, o ministro destacou a conclusão da Linha da Beira Alta, que passou a permitir o abastecimento eficaz dos portos de Aveiro e Leixões. «Cumprimos o prazo», frisou, apontando este projeto como exemplo de visão integrada.

Leixões movimenta hoje cerca de 15 milhões de toneladas, enquanto Sines atinge os 50 milhões. Mas, sublinhou, faltam ferrovias capazes de alimentar estes portos. Leixões, explicou, é um porto essencial, serve a Galiza e o interior de Portugal, mas está limitado pela sua inserção urbana. Para responder a isso, o Governo lançou duas empreitadas de portos secos, permitindo libertar pressão e aumentar capacidade.

Sines, por sua vez, foi descrito como «mais interessante em termos geopolíticos», assumindo um papel estratégico no contexto internacional e nas cadeias globais de abastecimento.

Miguel Pinto Luz anunciou ainda 15 novas concessões de portos nacionais e defendeu as privatizações como uma oportunidade para o país, referindo o caso da Lisnave. O objetivo é promover segurança, modernização e competitividade, reforçando ligações internacionais como a existente com o Porto de Santos, o maior da América do Sul.

A eletrificação ferroviária foi outro dos pontos destacados: Linha do Oeste, Algarve e Douro estão em fase de conclusão ou avaliação. No Douro, o impacto é direto numa economia fortemente ligada ao turismo, que representa cerca de 15% do PIB nacional.

O ministro lembrou que São João da Pesqueira, o município português com maior faturação na exportação de vinho, depende quase exclusivamente da rodovia para escoar a sua produção. «Não tem capacidade para continuar a ser só assim.» A resposta passa pela ferrovia, pela logística e por uma rede que sirva a produção nacional sem estrangular o território.

Mobilidade urbana e aeroportos: fim dos adiamentos 

Na mobilidade, o Metro do Mondego foi apresentado como peça-chave para alimentar a estação de Coimbra. Também Braga está a ser pensado como o centro de uma rede em planeamento que pretende ligar, de forma mais direta e eficiente, Guimarães, Barcelos e Viana do Castelo — uma aposta para que o Norte deixe de viver em ilhas de mobilidade.

A alta velocidade, garantiu, não pode ser um luxo para poucos. «É essencial que sirva todos». A ambição foi resumida num exemplo concreto:

«Ter condições e serviços eficientes, por exemplo para poder viver em Miranda do Corvo e trabalhar em Coimbra, é fundamental.» Essa é, segundo o ministro, a verdadeira visão integrada do território.

Os aeroportos foram outro dos temas centrais da intervenção de Miguel Pinto Luz, que deixou uma mensagem firme:

«Os aeroportos têm uma estratégia. Os sucessivos adiamentos emitidos à ANA acabaram. O novo aeroporto será em Benavente — o Aeroporto Luís de Camões — e exige investimento estrutural significativo.»

O projeto, situado no antigo Campo de Tiro de Alcochete, já recebeu luz verde para avançar com a candidatura formal e colocá-lo em desenvolvimento, com metas apontadas para a fase operacional em meados da década de 2030, embora com potenciais acelerações ainda em discussão.

O ministro sublinhou ainda: «O aeroporto não vive sem a A13 concluída.» Numa nota simultânea, lembrou que Lisboa «não é o centro do mundo», apontando para um modelo mais distribuído de acessibilidades. Recordou a sua presença no Porto, no aeroporto Francisco Sá Carneiro, para inaugurar o reforço da pista e festejar os 17 milhões de passageiros no último ano, apontando que, com as obras certas, é possível chegar aos 30 milhões de passageiros. Ainda neste capítulo, o governante anunciou que a privatização da TAP será concluída com 49,9% das ações a passar para o setor privado, integrando-se na visão mais ampla de modernização do sistema aéreo nacional.

Sobre a Madeira, Pinto Luz apontou para soluções tecnológicas que já estão a ser implementadas para reduzir os desvios de voos causados pelos ventos cruzados, recordando que bastou uma decisão para avançar com tecnologia específica que será operacional num prazo curto, melhorando a segurança e a fiabilidade das operações naquela região.

Habitação e telecomunicações: incentivos e soberania

Na habitação, Miguel Pinto Luz estruturou a política em três grandes eixos. O primeiro é a habitação pública, com um investimento de nove mil milhões de euros para a construção de 150 mil fogos.

O segundo passa pela revisão da relação entre senhorio e inquilino. As regras atuais, disse, «são injustas e ajudam a explicar o elevado número de casas vazias». Em fevereiro, será discutida uma nova lei do arrendamento, acompanhada de um pacote fiscal já aprovado.

O terceiro eixo é a simplificação da construção e os incentivos claros para colocar imóveis no mercado: IVA a 6%, isenções de IMI, IMT e IRC, desde que as rendas fiquem abaixo dos 2.300 euros. Também os fundos de investimento passam a beneficiar de uma taxa reduzida de 5% sobre a distribuição de resultados, numa medida destinada a incentivar o aforro e a canalizar investimento para a economia nacional.

Nas telecomunicações, o investimento privado ronda os cinco mil milhões de euros, mas o ministro deixou um aviso: «30% da rede é dita 5G, mas o core não é 5G.» O Estado, por seu lado, está a investir num cabo submarino entre o continente e as regiões autónomas, reforçando segurança, conectividade e soberania nacional. «Temos sensores espalhados pelo oceano. Isto também é segurança.»

 

Património do Estado e estabilidade como condição de futuro

Por fim, o ministro abordou o património do Estado: cerca de 80 mil imóveis. Foram criados instrumentos como a hasta pública, envolvendo câmaras e privados, para colocar esse património ao serviço da economia e das pessoas.

No total, a dinâmica económica associada às infraestruturas representa um investimento de cerca de 21 mil milhões de euros, o maior dos últimos 50 anos. Assim, «Portugal vai ficar mais enxuto», afirmou sublinhando a necessidade de eficiência e retorno económico.

A fechar, Miguel Pinto Luz deixou uma ideia política clara: «O país não se constrói aos ziguezagues.» As infraestruturas exigem estabilidade, decisões difíceis e visão reformista. «Tenho os olhos no futuro», concluiu.

 

Conheça a agenda completa dos nossos encontros aqui.

Veja a galeria completa do encontro aqui.

Arquivado em:Encontros, Nacional, Notícias, Política

Livros para um crescimento sustentável na era digital

21 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Empresas Magnéticas – Salvador da Cunha 

Contraponto 

Num mundo competitivo, imprevisível e em constante mudança, apenas as empresas verdadeiramente magnéticas conseguem atrair – e manter – clientes, talentos e oportunidades. Nesse sentido, impõe-se uma pergunta: «como é que se consegue?» Essa é a resposta, e o caminho, que vai encontrar neste livro. 

 

Moon Shot – Sandro Cazzato 

Lioncrest Publishing 

Em Moon Shot, Sandro Cazzato partilha o seu processo para estabelecer uma operação de marketing de rede capaz de gerar sucesso sustentável a longo prazo. O leitor aprenderá os conceitos básicos do marketing de rede, juntamente com estratégias e ferramentas importantes para transformá-lo numa profissão lucrativa. Quer seja um veterano experiente ou um novato no mundo dos negócios, os conceitos de Cazzato educam, orientam e proporcionam tranquilidade ao saber, sem sombra de dúvida, que você é o seu melhor trunfo.  

 

Clique para Saber Mais – Alex Schultz 

Bertrand Editora 

O crescimento é bom. Mas como alcançar o crescimento de um negócio na era digital? Como decidir qual é o melhor canal para um produto ou serviço? Graças a Alex Schultz, diretor de marketing da Meta, as respostas estão aqui. Agora, mais do que nunca, há uma infinidade de maneiras de alcançar o crescimento através do marketing do seu negócio, grande ou pequeno, usando as ferramentas disponíveis na Internet.  

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Leadership, Livros e Revistas

O dia em que o oceano deixou de ser terra de ninguém

20 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Entrou, finalmente, de forma oficial em vigor o Tratado do Alto Mar, conhecido pela sigla BBNJ (Biodiversity Beyond National Jurisdiction). Um acordo que cobre mais de 60% do oceano global e que marca um ponto de viragem na governação ambiental do planeta. Não é exagero dizer que estamos perante uma das decisões políticas mais relevantes das últimas décadas no domínio ambiental, ainda que o seu verdadeiro impacto esteja, agora, apenas a começar.

 

Um oceano reconhecido, mas nunca protegido

Até hoje, o alto mar era um paradoxo. Todos reconheciam a sua importância ecológica, climática e económica. Poucos tinham instrumentos para o proteger. Fora das zonas económicas exclusivas dos Estados, estas águas eram reguladas por um mosaico de convenções setoriais, muitas vezes insuficientes, fragmentadas ou simplesmente inexistentes.

A consequência foi previsível: pesca excessiva, pressão crescente sobre recursos genéticos marinhos, projetos de exploração com impacto desconhecido e uma ausência quase total de mecanismos preventivos. A conservação era uma intenção política recorrente, mas raramente operacionalizada. Faltava um sistema,  autoridade e regras claras. O Tratado do Alto Mar surge precisamente para colmatar essa lacuna histórica.

Foi nesse contexto que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) abriu negociações para um novo acordo específico que pudesse dar resposta a estas questões prementes: permitir a criação de áreas marinhas protegidas no alto mar, estabelecer processos obrigatórios de avaliação de impacto ambiental antes de novas atividades e instituir mecanismos para a partilha justa e equitativa dos benefícios derivados dos recursos genéticos marinhos.

 

O que muda, na prática

Pela primeira vez, passa a existir um enquadramento internacional que permite criar Áreas Marinhas Protegidas em águas internacionais. Zonas onde a exploração pode ser limitada ou interditada, com base em critérios científicos e ambientais. Um instrumento essencial num contexto em que ecossistemas frágeis e pouco conhecidos estão cada vez mais expostos à ação humana.

O Tratado impõe também a obrigatoriedade de avaliações de impacto ambiental para atividades com potencial efeito significativo sobre o oceano. Uma mudança estrutural: deixa de ser aceitável avançar primeiro e avaliar depois. Num espaço onde o desconhecimento científico ainda é profundo, o princípio da precaução deixa de ser retórico e passa a estar consagrado.

Outro eixo central é a regulação do acesso aos recursos genéticos marinhos e a partilha justa e equitativa dos benefícios daí resultantes. Durante anos, estes recursos foram explorados sobretudo por países e empresas com maior capacidade tecnológica, aprofundando desigualdades globais. O novo enquadramento procura corrigir esse desequilíbrio, incluindo mecanismos de capacitação para países em desenvolvimento.

 

Um tratado que nasce sob pressão

O momento político em que este Tratado entra em vigor não é neutro. O mundo vive uma fase de fortes tensões geopolíticas, competição económica intensa e uma corrida acelerada a recursos considerados estratégicos, muitos deles ligados à transição energética e ao desenvolvimento tecnológico.

A procura por minerais, novos materiais e soluções energéticas tem colocado o oceano no centro de interesses económicos crescentes. Em particular, o mar profundo surge como a próxima fronteira de exploração. Um território ainda pouco compreendido, mas cada vez mais cobiçado.

Casos como o derramamento de óleo do Prestige, que poluiu vastas áreas do Atlântico Norte e destruiu ecossistemas marinhos sensíveis ao largo da costa da Espanha, mostram que acidentes no mar podem ter impacto ambiental prolongado e difícil de remediar, reforçando a necessidade de regras claras e mecanismos preventivos.

É neste contexto que o Tratado do Alto Mar funciona como um elemento de contenção. Talvez não termine com todos as vicissitudes que envolvem o mar, mas vai provavelmente ajudar a estabelecer limites e resolver disputas com a criação de novas regras. Introduz ainda previsibilidade num cenário marcado pela incerteza científica e pela pressão económica.

 

A ciência como linha vermelha

Um dos aspetos mais relevantes do novo Tratado é a centralidade atribuída à ciência. Em ecossistemas remotos, onde o conhecimento é incompleto e os impactos podem ser irreversíveis, a ausência de dados deixa de poder servir como desculpa para avançar.

A lógica inverte-se: quando há dúvida séria sobre os impactos ambientais, a proteção deve prevalecer. É uma mudança profunda face à lógica histórica de exploração do oceano, muitas vezes guiada pela ideia de que aquilo que não é visível ou imediato é também tolerável.

Este princípio preventivo poderá ser decisivo nos próximos anos, sobretudo em debates como o da mineração em mar profundo, um dos dossiers mais sensíveis da agenda internacional.

 

A governação começa agora

Apesar do simbolismo da entrada em vigor, o Tratado está longe de estar concluído. Pelo contrário: a fase mais complexa começa agora. Ao longo de 2026 terão lugar os trabalhos de operacionalização do acordo, incluindo a primeira Conferência das Partes (COP1).

Será nesse momento que se definirão as estruturas científicas, institucionais e financeiras que darão corpo ao Tratado. Sem elas, o risco é claro: um acordo ambicioso no papel, mas frágil na execução.

A eficácia dependerá da vontade política dos Estados, da capacidade de financiamento, da qualidade da ciência mobilizada e da resistência a pressões económicas que procurarão contornar ou suavizar as novas regras.

 

Um teste à maturidade global

O Tratado do Alto Mar é, no fundo, um teste à maturidade da comunidade internacional. Pela primeira vez, mais de metade do oceano deixa de ser tratada como um espaço residual da política global e passa a ser reconhecida como um bem comum que exige governação coletiva.

Não garante sucesso nem impede retrocessos, mas cria um ponto de referência claro que o oceano não é infinito, nem imune às escolhas humanas.

Numa época em que as crises ambientais se acumulam e a confiança nas instituições globais é frequentemente posta em causa, este Tratado representa uma rara convergência entre ciência, política e consciência ambiental. Assim, o oceano continua vasto, profundo e imprevisível, todavia, a partir de agora, já não está sozinho.

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Phishing: hackers usam Microsoft, Google e Facebook para roubar identidades

20 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

O resultado confirma um padrão já conhecido: os atacantes preferem imitar marcas com elevado volume de utilizadores e alto valor estratégico. A Microsoft, pela segunda vez consecutiva, surge como a marca mais falsificada, com 22% de todas as tentativas de phishing registadas no período. A Google segue com 13% e a Amazon com 9%, resultado que reflete a forte atividade de consumo associada à Black Friday e à época festiva.

Mas a grande novidade do trimestre foi o regresso do Facebook (Meta) ao top 10, ocupando o quinto lugar com 3% das tentativas. Uma recuperação que indica que os cibercriminosos voltaram a apostar em redes sociais como vetor de roubo de identidade e acesso a contas pessoais.

A ascensão das plataformas como «supermercados» do phishing

Os dados revelam uma lógica simples: os atacantes não precisam de inventar. Basta copiar o que já é dominante, tornando as credenciais dos utilizadores um dos ativos mais valiosos no ecossistema digital.

«A Microsoft e a Google continuam a ser os principais alvos porque o acesso baseado em identidade é extremamente valioso», explica Omer Dembinsky, Data Research Manager da Check Point Research. «As campanhas de phishing estão cada vez mais sofisticadas, com visuais profissionais, conteúdos gerados por IA e domínios falsos extremamente credíveis.«

O especialista destaca ainda que o regresso de marcas como o Facebook e o PayPal ao top 10 mostra uma capacidade de adaptação rápida por parte dos atacantes. «Eles procuram plataformas onde a confiança é elevada e onde o sentido de urgência pode ser explorado», afirma.

Top 10 das marcas mais imitadas no Q4 de 2025

  1. Microsoft — 22%

  2. Google — 13%

  3. Amazon — 9%

  4. Apple — 8%

  5. Facebook (Meta) — 3%

  6. PayPal — 2%

  7. Adobe — 2%

  8. Booking — 2%

  9. DHL — 1%

  10. LinkedIn — 1%

A persistência da Microsoft e da Google no topo do ranking reforça a ideia de que, em ambientes cloud e de produtividade digital, as credenciais representam a «porta de entrada» para fraudes, roubo de dados e ataques mais sofisticados.

No quarto trimestre de 2025, a CPR identificou várias campanhas de phishing com características comuns: domínios quase idênticos aos legítimos, páginas profissionais e percursos de engano em várias fases.

Roblox: o phishing que mira crianças e gamers

Uma campanha associada à Roblox foi detetada através de atividade de navegação dos utilizadores. O domínio malicioso (robiox[.]com[.]af) imitava o nome original com uma alteração mínima, apenas uma letra.

A página fraudulenta apresentava um falso jogo chamado ‘SKIBIDI Steal a Brainrot’, com visuais e classificações realistas e um botão ‘Play’ em destaque. Tudo desenhado para atrair crianças, um dos públicos mais vulneráveis da plataforma.

Quando o utilizador tentava jogar, era redirecionado para uma página de login falsa, onde as credenciais eram recolhidas sem qualquer sinal de alerta.

Netflix: «recuperação de conta» como isco

Outra campanha imitava a Netflix, alojada num domínio criado em 2025 (netflix-account-recovery[.]com). A página reproduzia com precisão a interface de login e recuperação de conta, pedindo email, número de telemóvel e palavra-passe.

O objetivo era claro: recolher credenciais para tomar o controlo de contas, com potencial para revenda ou fraude subsequente.

Facebook (Meta): phishing localizado em espanhol

A CPR detetou também uma página de phishing associada ao Facebook, distribuída por email e alojada em github.io (facebook-cm[.]github[.]io). A página imitava o portal de login e estava inteiramente em espanhol, com pedidos de autenticação semelhantes aos reais.

Os utilizadores eram induzidos a entregar email, telefone e palavra-passe, permitindo aos atacantes acesso a contas e possíveis abusos subsequentes.

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