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Marcelo Teixeira

O Espetáculo do Poder – AnnaRita Gori

19 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Por detrás do brilho, das luzes e das cenografias, com recurso a uma base documental ampla (e até inédita), revela‑se um trabalho nem sempre linear, marcado por debates, tentativas, erros e ensaios de propaganda, um percurso que coloca Portugal num lugar de destaque no grande palco político dos anos 30.

Chancela da Tinta da China.

Arquivado em:Livros e Revistas

BCG reforça liderança em Portugal com o regresso de José Koch Ferreira

19 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

O reforço insere-se na estratégia da BCG de aprofundar o apoio a organizações que operam em setores estruturantes da economia portuguesa, num contexto marcado pela aceleração da transformação tecnológica, pela crescente adoção de inteligência artificial e dados, bem como pelas exigências associadas à transição energética e à evolução dos modelos de consumo.

Citado em comunicado, Pedro Pereira, Sócio Sénior e responsável pelo escritório da BCG em Lisboa, sublinha que o regresso de José Koch Ferreira representa «um passo estratégico no reforço da nossa liderança em áreas-chave da economia portuguesa», destacando a sua experiência em tecnologia e transformação, aliada a um profundo conhecimento do tecido empresarial nacional. «Esta combinação fortalece a nossa capacidade de apoiar os clientes em decisões estruturais num contexto de elevada complexidade e mudança», acrescenta.

Por sua vez, José Koch Ferreira considera que este é «um período fantástico para estar na BCG«, num momento em que «o mundo atravessa uma profunda transformação tecnológica e geopolítica». O novo Managing Director and Partner afirma estar «muito feliz por regressar à BCG» e por poder apoiar os clientes a «navegar esta complexidade e redefinir o seu futuro».

José Koch Ferreira regressa à consultora após quase 13 anos de experiência na BCG, onde desempenhou funções de Sócio e integrou a BCG X, a unidade dedicada à implementação de soluções tecnológicas e de inteligência artificial junto dos clientes. Ao longo do seu percurso, liderou projetos de consultoria estratégica e transformação empresarial em múltiplos setores e geografias.

É licenciado e mestre em Engenharia Informática pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e possui um MBA pelo INSEAD

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Seguro vence primeira volta, mas sem maioria. Ventura assegura lugar na final

19 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Ao longo da campanha, as posições públicas dos candidatos foram tão diversas quanto os 11 nomes oficialmente admitidos no boletim de voto. O vencedor da noite foi António José Seguro e nas suas palavras realçou ter recebido apoio de vários quadrantes políticos, «demonstrando a natureza independente, livre e sem amarras da sua candidatura».

A partir das Caldas da Rainha, terra onde reside, apelou à consciência democrática e que «unidos é possível vencer o extremismo». Foi mais longe ao ressalvar «que será sempre o Presidente de todos os portugueses» e que «a política ou serve os interesses da população ou não serve para nada». Já durante a sua candidatura, a bandeira foi essa quando referiu que «as eleições presidenciais não são de partidos, são de pessoas», procurando destacar a sua intenção de ser um Presidente agregador e autónomo, capaz de reforçar a confiança nas instituições e dar voz aos desafios sociais e económicos do país.

À chegada ao seu quartel-general em Lisboa, Ventura reagiu às projeções com uma visão estratégica para a segunda volta, afirmando que pretende «agregar a direita a partir de hoje», numa tentativa de consolidar apoios entre os eleitores não socialistas e reforçar a sua posição contra Seguro na etapa final da corrida presidencial. O candidato insistiu ser o «novo líder da direita em Portugal» e prometeu trabalhar para obter o apoio daqueles que votaram em nomes como Cotrim de Figueiredo e Luís Marques Mendes.

André Ventura, líder do Chega, apostou numa fórmula que marcou boa parte da sua campanha: uma linguagem direta e combativa, personificada na frase que se tornou uma das mais associadas à sua candidatura: «sou o Presidente que quer dar um murro na mesa». Essa postura traduziu-se num tom firme e numa tentativa de capitalizar o descontentamento com o establishment político, utilizando símbolos e imagens que ressaltaram em vários momentos do percurso eleitoral. Prometeu ainda combater o socialismo e endereçou agradecimentos aos emigrantes portugueses que demonstraram uma preferência significativa pelo principal rosto do Chega, enquanto realçava que a sua campanha será concentrada em unir esse eleitorado em torno da sua candidatura na segunda volta.

Resultados da primeira volta

António José Seguro — 31,1%

André Ventura — 23,5%

João Cotrim de Figueiredo — 16%

Henrique Gouveia e Melo — 12,4%

Luís Marques Mendes — 11,3%

Catarina Martins — 2,1%

António Filipe — 1,6%

Manuel João Vieira — 1,1%

Jorge Pinto — 0,7%

André Pestana — 0,2%

Humberto Correia — 0,1%

Abstenção: 46%

Cotrim: alternativa liberal e mensagem clara aos sociais democratas

João Cotrim de Figueiredo terminou em terceiro, com 16%, depois de na reta final da campanha ter sido visto como o principal candidato capaz de rivalizar com André Ventura pela segunda vaga. A possibilidade de um confronto direto entre o liberal e o líder do Chega chegou a estar em aberto até às projeções dos últimos dias, mas acabou por não se concretizar.

Cotrim surgiu como uma alternativa num cenário político marcado pela fragmentação. A sua candidatura conseguiu captar atenção ao apresentar uma abordagem liberal, centrada na ideia de renovar o debate político e oferecer uma terceira via, aproximando-se dos jovens, num momento em que o país se viu demasiadamente indeciso. Nas suas declarações, enalteceu a sua campanha que «fez história e que isso já ninguém lhes tira», sublinhando um resultado expressivo e positivo para o projeto liberal. Lamentou não ter recebido apoio do PSD, culpabilizando Luís Montenegro «pela sua falta de estratégia».

A campanha acabou por ser marcada por uma série de episódios que desviaram a atenção das ideias para o país. Casos laterais e declarações polémicas, por vezes mal calibradas, contribuíram para desalinhar a mensagem e dificultar a consolidação do impulso inicial. Ainda assim, a candidatura manteve a esperança de chegar ao segundo lugar até ao fim. A presença de Ventura na segunda volta e a posição de Cotrim reforçam a ideia de que a direita terá de negociar o futuro próximo entre alinhamentos estratégicos e uma reconfiguração do espaço político.

O declínio de dois candidatos que chegaram a ser favoritos

A campanha ficou também marcada pelo declínio inesperado de dois nomes que, durante meses, pareciam caminhar com segurança para o pódio. Henrique Gouveia e Melo (12,4%) entrou na corrida com o capital simbólico da pandemia e a imagem de autoridade técnica, mas nunca conseguiu transformar esse lastro numa narrativa política consistente. A falta de um discurso claro sobre o papel presidencial, aliada a uma comunicação excessivamente controlada e pouco empática, foi esvaziando o entusiasmo inicial. No seu discurso felicitou os dois candidatos que passaram à segunda volta, e reforçou que acredita que o cargo de Presidente deve ser «apartidário».

Luís Marques Mendes (11,3%) conheceu um destino semelhante. Experiente, omnipresente no comentário político e conhecedor profundo do sistema, acabou penalizado precisamente por isso. A campanha revelou os limites de uma candidatura excessivamente ancorada no passado e numa lógica de estabilidade que já não mobiliza um eleitorado cansado do mesmo registo. Marques Mendes falou para dentro do sistema num momento em que muitos eleitores procuravam ruptura ou, pelo menos, um sobressalto. No fim, não endossou votos para a segunda volta e elogiou o espírito cívico dos portugueses.

Lutas ideológicas legítimas, mas eleitoralmente residuais

Quanto aos restantes candidatos, a campanha confirmou aquilo que já era antecipado: lutas ideológicas legítimas, mas eleitoralmente residuais. Cada um defendeu as suas causas — sociais, sindicais, cívicas ou simbólicas — com coerência e convicção, mas sem nunca conseguir furar o rumor mediático nem alterar a perceção generalizada de que o seu peso no resultado final seria limitado. A sua presença serviu mais para marcar posição no debate público do que para disputar seriamente o acesso à segunda volta.

Ainda assim, com cerca de 2,1% dos votos, Catarina Martins reagiu às primeiras projeções e deixou um apelo claro aos eleitores: na segunda volta, o voto deve concentrar-se em António José Seguro. A deputada europeia reforçou que a noite eleitoral deixou também uma mensagem política mais ampla, ao qualificar a queda de Luís Marques Mendes como «uma hecatombe» e sublinhar que o resultado é, em última análise, uma derrota do Governo.

António Filipe (1,6%), apoiado pelo PCP, endossou os votos a Seguro. Além disso, teve a sua leitura: «Pesou na cabeça de alguns eleitores o voto em António José Seguro, com receio de terem dois candidatos de direita na segunda volta». Nota ainda para Manuel João Vieira (1,1%), homem da cultura e com uma abordagem satírica que teve mais votos que Jorge Pinto (0,7%) deputado do Livre.

Com este cenário, a primeira volta acabou por funcionar como um grande funil político, reduzindo rapidamente o campo e empurrando o país para uma escolha binária. A eleição ainda não terminou, mas a campanha revelou já vencedores e derrotados antes mesmo da contagem final dos votos. A segunda volta, marcada para oito de fevereiro, será agora um confronto direto entre projetos antagónicos, num país politicamente desgastado, dividido e à procura de um Presidente que seja mais do que uma figura de passagem.

Arquivado em:Notícias, Política

Fraude digital e ataques à identidade redesenham o mapa do cibercrime

19 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

A análise da empresa surge após um ano, 2025, marcado pela diversificação dos vetores de ataque e pela adaptação acelerada tanto de grupos criminosos como de atores estatais. «Os ciberriscos estão a expandir-se em várias frentes, desafiando as defesas tradicionais», refere a Sophos, sublinhando que o setor entra agora numa fase mais complexa e difícil de antecipar.

 

Ransomware, identidade e engenharia social na linha da frente

Entre as tendências já visíveis, a Sophos destaca o papel de grupos ocidentais na dinamização do ransomware. Organizações como o Scattered Spider têm recorrido a campanhas agressivas que começam frequentemente com roubo de credenciais e abusos de identidade, tornando este tipo de ataque mais difícil de conter.

Outro fator de risco crescente é o aumento dos ataques à cadeia de abastecimento digital. Apesar de ainda estarem numa fase relativamente inicial, os comprometimentos de fornecedores de software e serviços estão a aumentar, permitindo aos atacantes ganhar escala e impacto com um único ponto de entrada.

A engenharia social continua, aliás, a ser um dos métodos mais eficazes. Táticas como esquemas de click-fix, chamadas falsas de help desks, fadiga da autenticação multifator ou phishing por código QR mantêm-se como portas de entrada privilegiadas para ataques mais graves.

 

IA generativa: ferramenta de produtividade e de crime

A experimentação maliciosa com IA generativa é outro dos fenómenos em destaque. Segundo a Sophos, os atacantes têm vindo a obter ganhos incrementais, mas consistentes, no uso da GenAI para phishing, criação de malware, deepfakes e automação de ataques, ultrapassando a fase de simples curiosidade tecnológica.

A empresa identifica ainda a proliferação de perfis de colaboradores de TI ligados à Coreia do Norte, que se fazem passar por freelancers para infiltrar organizações, roubar código, credenciais e fundos. Paralelamente, persistem campanhas cibernéticas atribuídas à China, que vão desde ataques a dispositivos no edge até ao núcleo da computação em cloud.

 

O que esperar de 2026

Com base neste contexto, a Sophos traça um conjunto de previsões para 2026, alertando para riscos que poderão empurrar as equipas de defesa para «território desconhecido».

Uma das hipóteses mais preocupantes é a ocorrência de um grande ciberataque global, causado por falhas básicas de ciber-higiene e totalmente evitável. Um cenário que a empresa descreve como um inquietante déjà-vu.

A fraude com vozes deepfake deverá também atingir escala empresarial. A clonagem de voz gerada por IA poderá ser usada para contornar processos de verificação em operações de alto valor, como aprovações financeiras, redefinições de palavras-passe ou onboarding de fornecedores, levando a engenharia social para canais de voz em tempo real.

A isto soma-se a chamada «fraude de CEOs agentificada», em que IA generativa e IA agêntica se combinam para criar ataques altamente personalizados, usando áudio e vídeo deepfake para enganar colaboradores através de chamadas ou aplicações de mensagens.

 

Riscos internos e criptomoedas no radar

Nem todas as ameaças virão de fora. A Sophos antecipa um aumento de incidentes provocados por erros internos, associados ao uso de ferramentas de IA generativa por colaboradores. Prompts mal formulados, conectores mal configurados e integrações paralelas poderão expor dados sensíveis sem intenção maliciosa.

No campo financeiro, a empresa não exclui um roubo de criptomoedas em escala superior ao ataque de 1,5 mil milhões de dólares à ByBit, possivelmente novamente associado à Coreia do Norte.

Apesar de todas estas evoluções, o ransomware deverá manter-se como uma das principais ciberameaças, com um mercado mais fragmentado e uma maior presença de grupos não russófonos, sobretudo anglófonos e sinófonos.

«O panorama de ameaças está claramente a evoluir, passando de campanhas amplas de ransomware para ataques centrados na identidade, fraude impulsionada por IA e riscos internos amplificados pela automação», afirma Rafe Pilling, diretor de Threat Intelligence da Sophos X-Ops CTU. «Em 2026, as organizações terão de repensar seriamente os seus controlos de identidade, a governação da IA e a gestão do risco interno se quiserem manter-se à frente dos atacantes.»

 

Arquivado em:Cibersegurança, Notícias

Liderar o futuro com coragem

19 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

A gentileza, tantas vezes confundida com “ser bonzinho”, assume um novo protagonismo. Não se trata de evitar conflitos, de agradar a todos, ou de arranjar desculpas, mas sim de criar um ambiente onde o feedback é frontal, a exigência é clara e o respeito é inegociável, promovendo uma cultura de performance, onde ‘performance is care’. 

Como sublinha o artigo da Harvard Business Review, «Why kindness isn’t a nice to have», ser um líder gentil significa enfrentar desafios com coragem e empatia, criando condições para que todos se sintam valorizados e encorajados a dar o seu melhor. Este ambiente psicologicamente seguro fortalece a confiança e incentiva a colaboração, o que se traduz diretamente em melhores resultados e equipas mais motivadas e empenhadas em atingir objetivos comuns. 

Esta visão está alinhada com a nova cultura da Unilever, que propõe quatro comportamentos essenciais para promover uma “mentalidade de crescimento”.  

O primeiro é Cuidar com Comprometimento: preocupar-se genuinamente com o desenvolvimento das pessoas, com a experiência dos consumidores e com o impacto no planeta. Aqui, desempenho e cuidado não são opostos, mas aliados, e é nos momentos difíceis, como nas conversas de feedback, que esta cultura se revela. 

O segundo comportamento, Focar no que Importa, está ligado ao princípio da simplificação. Menos iniciativas, com mais impacto. Não se trata de reduzir ambição, mas de canalizá-la para a criação de valor. Promovendo assim uma cultura organizacional mais ágil e eficaz. 

Estar 3 Passos à Frente representa outro comportamento fundamental para o futuro, traduzindo-se na capacidade de antecipar tendências, inovar e agir com coragem, mesmo perante o risco de falhar. A verdadeira força está em assumir a própria vulnerabilidade, transformar erros em oportunidades de aprendizagem e fazer da experimentação um motor constante de inovação e crescimento.

Líderes que arriscam e não temem o fracasso tornam-se referências de coragem,

inspirando equipas a desafiar limites, a procurar soluções originais e a cultivar uma cultura de progresso contínuo. 

Por fim, Entregar com Excelência, assumindo a responsabilidade e comprometimento em passar da ideia à ação. No essencial, liderar o futuro significa fomentar uma cultura onde a satisfação de vencer supera o medo de falhar, tornando pessoas e organizações mais audazes, resilientes e mais bem preparadas para enfrentar os desafios e impulsionar o crescimento sustentável. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

A longa crise iraniana: juventude, poder e sobrevivência

16 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

O epicentro foi o histórico Grande Bazar de Teerão, em 28 de dezembro de 2025, mas em poucos dias a contestação alastrou-se a todas as 31 províncias, assumindo múltiplas formas de descontentamento popular contra a República Islâmica e o seu sistema de autoridade. Apesar dos perigos, dos olhares cautelosos e passos medidos, a sociedade iraniana emerge como protagonista da sobrevivência, afirmando, mesmo sob medo e repressão, a sua capacidade de imaginar um futuro diferente.

Questão estrutural e heranças históricas

A instabilidade que hoje atravessa o Irão não pode ser lida fora das suas continuidades históricas. Até 1979, o país viveu sob a monarquia do xá Mohammad Reza Pahlavi, um regime autoritário que promoveu uma modernização acelerada e alinhada com o Ocidente, mas sem abertura política proporcional. A repressão, a desigualdade social e a perceção de dependência externa alimentaram uma contestação transversal, que uniu religiosos, liberais e forças de esquerda contra a Coroa.

O desfecho dessa época foi a Revolução Islâmica de 1979, um cataclismo estrutural que destruiu a ordem monárquica e inaugurou uma teocracia onde a autoridade religiosa — personificada no Líder Supremo — passou a ocupar o vértice de um sistema político híbrido, simultaneamente clerical e estatal. Esse arranjo singular, que amalgama jurisdição teológica e soberania política, alterou a configuração do poder de forma irreversível.

No coração dessa transição esteve também a sombra das potências estrangeiras. A memória política iraniana incorpora de forma quase litúrgica um episódio que continua a reverberar: o golpe de 1953 orquestrado pela CIA e pelos serviços secretos britânicos que derrubou o primeiro‑ministro Mohammed Mossadegh, restaurando o xá no trono, um gesto que muitos iranianos interpretam como intrusão flagrante nos assuntos domésticos e que fertilizou narrativas duradouras de resistência ao Ocidente.

O que nos diz a atual economia do país

A economia iraniana enfrenta uma deterioração profunda que se refletiu diretamente no aumento do descontentamento social e se tornou uma das causas imediatas dos protestos que varreram o país. Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estará próximo de 0,6 % em 2025, um ritmo significativamente inferior às médias regionais e muito aquém das necessidades económicas domésticas, depois de anos de tensões acumuladas. A inflação, impulsionada pela desvalorização dramática da moeda nacional — o rial perdeu quase metade do seu valor face ao dólar — deverá atingir mais de 40 % em 2025, corroendo o poder de compra das famílias e elevando o preço de bens essenciais além do que muitos podem suportar.

Os indicadores sociais espelham esta fragilidade macroeconómica: mesmo com uma taxa oficial de desemprego global em cerca de 7,6 % no ano até março de 2025, a taxa de desemprego entre os mais jovens continua muito mais elevada, rondando os 20 % para a faixa etária de 16 a 24 anos, e setores-chave como serviços e fabrico estão a sentir a pressão de mercados distantes e de um ambiente interno hostil ao investimento. Ao mesmo tempo, dados sobre preços de alimentos apontam para aumentos que ultrapassam os padrões gerais de inflação, refletindo que muitos iranianos gastam uma parte cada vez maior do rendimento em itens básicos, enquanto os salários reais não acompanham a escalada dos custos de vida.

A repressão e o balanço de vítimas

O caráter do protesto mudou rapidamente, abrindo caminho a confrontos diretos com as forças de segurança, incluindo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), polícia e outras unidades paramilitares. As informações sobre o número de mortos variam substancialmente de acordo com a fonte, refletindo tanto o ambiente de censura e apagão de comunicações imposto pelo Estado quanto a dificuldade de verificação autónoma.

Segundo estimativas de organizações de direitos humanos e agências de monitorização, o número de mortes relacionadas com a repressão supera as 2500, com milhares de detidos e um vasto leque de feridos e desaparecidos. Um saldo que, se confirmado, faz desta onda de protestos uma das mais sangrentas desde 1979. Relatórios alternativos sugerem cenários ainda mais extremos, com estimativas de até 12000 vítimas, embora tais números sejam mais difíceis de corroborar de forma independente.

O regime iraniano oferece contagens menores e inclui entre as vítimas também membros das forças de segurança e civis pró-governo, mas os observadores internacionais e grupos de direitos humanos apontam para uma repressão violenta e, em muitos casos, desproporcional.

Manifestações de apoio ao regime e retórica de interferência

Apesar da ampla contestação popular, não se pode presumir unanimidade contra o Estado. Em várias províncias surgiram manifestações de apoio às autoridades e ao líder supremo, sobretudo mobilizadas por setores que veem a estabilidade como condição para a sobrevivência nacional face a ameaças externas e caos interno. Esse segmento sociopolítico denuncia o que chama de «tentativas de desestabilização» por potências estrangeiras, particularmente os Estados Unidos e Israel, apontando acusações de infiltração e financiamento externo.

Autoridades iranianas chegaram a afirmar que agentes de inteligência estrangeiros, incluindo do Mossad israelita, estariam a armar e orientar protestos para fomentar uma «revolução colorida», embora tais alegações não sejam sustentadas por evidências concretas verificadas por fontes independentes.

Enquanto isso, parte da oposição interna rejeita essas teorias conspiratórias e sublinha que o impulso por mudança nasce, antes de mais, do desgaste acumulado de décadas de repressão, dificuldades económicas e falta de espaços institucionais legítimos para o dissenso — uma posição que encontra lugar em reportagens internacionais que enfatizam a espontaneidade da mobilização popular.

Reações internacionais

A reação global tem sido heterogénea. Os Estados Unidos e o Reino Unido retiraram parte do seu pessoal militar do Médio Oriente por precaução, dada a escalada de tensões. Donald Trump afirmou estar atento aos acontecimentos e pondera diferentes formas de pressão, incluindo sanções adicionais, enquanto dialoga com aliados sobre a necessidade de conter a violência. Embora a administração americana ressalve que prefere instrumentos diplomáticos e económicos, não exclui a possibilidade de intervenção direta em território iraniano caso a situação se deteriore ainda mais ou represente ameaça aos interesses norte-americanos na região. Também organismos internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU, reuniram-se de emergência para discutir a situação e expressar preocupação com a repressão e as restrições à comunicação.

Entre os líderes europeus, a condenação tem sido firme. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou: «O aumento do número de vítimas no Irão é horripilante. Condeno sem reservas o uso excessivo da força e a contínua restrição das liberdades», afirmando que a União Europeia está a preparar um novo pacote de sanções contra responsáveis pela repressão, em coordenação com o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros.

Países árabes vizinhos, incluindo a Arábia Saudita e o Egito, advertiram contra qualquer intervenção militar externa, temendo que uma escalada transformasse o Irão num foco ainda maior de instabilidade regional. Em linha semelhante, a Turquia declarou‑se contra a intervenção militar e apelou à resolução pacífica e ao diálogo, frisando que a prioridade deve ser evitar a desestabilização interna e regional.

A cultura e o descontentamento

Antes de ser manchete, o Irão foi poema. Foi Hafez recitado em voz baixa, foi Ferdowsi a fixar em versos a memória do povo persa no Shahnameh, foi Forough Farrokhzad a escrever sobre o corpo e a liberdade num país que sempre soube que a linguagem é também um campo de batalha. A história iraniana não começa nem acaba na República Islâmica: atravessa impérios, revoluções, universidades, bibliotecas e uma tradição intelectual que nunca deixou de dialogar com o mundo.

O passado que se repete no país corre pelos becos de Teerão, respira nas salas de aula das universidades, entra pelas casas e cafés onde se fala de tudo e de nada, com esperança e medo. Jovens que leem livros universais, que dominam línguas que os pais nunca sonharam, encontram-se com um Estado que ainda se vê como árbitro da ordem e da moral. A crise que se desenrola é também ela consequência dessa colisão, invisível aos olhos dos que contam mortos e feridos, mas evidente no ritmo das ruas, nos olhares que desafiam ou se recolhem, na coragem que se aprende sem que ninguém a ensine.

Arquivado em:Notícias, Política

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