• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      O que aconteceu às chamadas telefónicas?

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      O que aconteceu às chamadas telefónicas?

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

Cada euro conta: gestão salarial na era da transparência

16 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

A Seresco, multinacional espanhola especializada em soluções tecnológicas e transformação digital, aponta caminhos práticos para responder a esta nova realidade. Segundo a empresa, gerir orçamentos salariais deixa de ser um mero exercício matemático para se tornar um ato estratégico, onde a preparação presente determina a sustentabilidade futura.

Até agora, muitas empresas geriam os salários com base em negociações individuais, mantendo alguma discrição. A partir de junho, a obrigatoriedade de revelar bandas salariais e justificar disparidades exigirá auditorias internas e, em alguns casos, ajustes orçamentais imediatos. «Se a transparência revelar desigualdades, o custo da correção terá de ser integrado no orçamento corrente», explica a Seresco. Ignorar esta realidade pode resultar em custos financeiros elevados e afastamento de talentos.

Três passos para equilibrar competitividade e sustentabilidade

 

Bandas salariais com elasticidade: definir faixas salariais claras permite premiar desempenho e senioridade sem ultrapassar o teto orçamental. A estratégia garante equidade interna e mantém a empresa competitiva no mercado, oferecendo remunerações atrativas no topo da banda sem comprometer a massa salarial global.

Do salário base ao valor total: a competitividade não se mede apenas pelo salário líquido. Empresas bem preparadas comunicam o «total rewards», integrando benefícios flexíveis, modelos de trabalho híbridos e bónus indexados a resultados. Este modelo assegura que os custos só aumentam quando a receita acompanha, protegendo a sustentabilidade financeira.

Evitar o risco da inércia: ignorar a normativa pode gerar correções salariais forçadas e desorganizadas, afetando tesouraria e aumentando o turnover. Para mitigar o risco, a Seresco recomenda: auditoria de equidade, identificando gaps salariais superiores a 5% e planear ajustes; benchmarking de mercado; alinhando bandas salariais para reter talento; avaliação de desempenho, usando dados objetivos para justificar aumentos.

Segundo a Seresco, a transparência salarial não é um instrumento para inflacionar salários, mas uma forma de assegurar que cada euro investido na equipa é gasto de forma justa e sustentável. Para os líderes empresariais, o equilíbrio entre contas e expectativas dos colaboradores será um teste decisivo nos próximos anos.

Arquivado em:Legislação, Notícias

Desistir ou deixar de insistir

16 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Ao longo da vida profissional fomos ouvindo que insistir era virtude. Que a resiliência se media em resistência prolongada, em capacidade de aguentar mais uma reunião inútil, mais um processo desalinhado, mais uma tentativa de convencer quem já decidiu que não quer ser convencido. Insistir era sinal de carácter. De compromisso. De “vestir a camisola”, mesmo quando a camisola já cheirava a mofo e ninguém parecia interessado em lavá-la.

Mas há um momento, aquele que que não vem com manual nem notificação no Outlook, em que insistir deixa de ser coragem e passa a ser teimosia. Não aquela teimosia romântica, quase poética, de quem acredita contra todas as probabilidades, mas a outra, a teimosia cansada, que consome energia, tempo e lucidez. A que nos prende mais ao ego do que ao propósito.

Deixar de insistir não é abdicar de valores, nem de ambição, nem de acreditar em caminhos. É perceber que nem todos os caminhos se fazem no mesmo lugar, com as mesmas pessoas ou dentro da mesma estrutura. É reconhecer que há contextos que não estão disponíveis para a mudança, por mais bem-intencionada que ela seja. E que continuar a empurrar não torna a parede uma porta.

Em ambientes empresariais complexos, cheios de camadas, interesses, egos e processos que existem mais por tradição do que por utilidade, esta aprendizagem é particularmente dura. Trabalhar com muitas pessoas exige não levar tudo para o lado pessoal, mesmo quando tudo parece pessoal. Exige perceber que nem todas as recusas são rejeições e que nem todas as resistências são ataques. Muitas vezes são apenas limites do sistema. E o sistema, como sabemos, raramente pede desculpa.

Há também um lado silencioso desta aprendizagem: o cansaço. Aquele que não se confessa em reuniões de alinhamento nem aparece nos relatórios de desempenho. O cansaço de acreditar sempre. De tentar sempre mais uma abordagem, mais uma explicação, mais uma esperança. A resiliência é uma qualidade admirável, mas não é inesgotável. E fingir que é só leva a um desgaste lento, elegante por fora, devastador por dentro.

Aprender a deixar de insistir é, muitas vezes, aprender a largar para continuar a ver. Ver de outra forma. Ver de fora. Ver com menos ruído emocional. É aceitar que algumas batalhas não são nossas para ganhar, e que isso não invalida tudo o que acreditamos ou defendemos. Pelo contrário. Preserva-nos.

Não se trata de desistir do propósito. Trata-se de não o confundir com um único cenário possível. Quem acredita verdadeiramente nas coisas, nas ideias, nas pessoas, no impacto, percebe, mais cedo ou mais tarde, que o propósito é maior do que o contexto que o limita. E que insistir no lugar errado pode ser a forma mais eficaz de adiar aquilo que realmente importa.

Hoje, deixar de insistir já não dói como doía. Não porque tenha deixado de custar, mas porque deixou de significar fracasso. Tornou-se uma escolha consciente, profissional, adulta. Uma forma de seguir sem ressentimento, sem dramatização, sem necessidade de provar nada a ninguém.

Nas organizações, talvez precisemos de normalizar isto. Aceitar que parar também é uma competência. Que mudar de abordagem não é incoerência. Que largar não é perder. Às vezes, é a única forma de continuar inteiro, lúcido e disponível para aquilo que ainda vale a pena construir.

Desistir e deixar de insistir não são a mesma coisa. E está tudo bem em saber a diferença.

Arquivado em:Opinião

CAIS DO SODRÉ – Das tavernas de marinheiros à revolução Jamaica e Tokyo

15 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Nascido fora das muralhas de Lisboa em bairros de operários navais, marinheiros, mercadores e muita gente suspeita, o Cais do Sodré foi sempre uma espécie de cidade‑livre dentro da cidade. Um dos modos de o narrar é entrar na sua noite. Nela descodificam‑se as marginalidades e identificam‑se mutações sociais, hedonísticas, culturais e políticas, todas conectadas, que continuam a fazer do Sodré um lugar único. Esta é uma obra de história, tão concisa quanto fragmentária, porque o Cais é um caleidoscópio desde o começo. Como chegou ao estatuto infame de red light district? Como se rejuvenesceu nos anos 1980‑90? Como alcançou o sucesso turístico no século XXI? A verdade é que, ainda hoje, o Sodré não pára de se reinventar.

Um livro de: João Macdonald (coordenação e texto), Guiomar Belo Marques (texto), Carlos Machete Ramadinha (produção) e Luís Carlos Amaro (design).

Chancela da Tinta da China.

Arquivado em:Livros e Revistas

Para lá das sondagens: autoridade, carácter e a filosofia na corrida a Belém

15 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Foi a partir dessa intuição que nasceu o exercício publicado pela Líder na última semana: onze candidatos, onze frases sobre liderança. À medida que o domingo se aproxima, esse exercício ganha outra profundidade. As frases começam a formar padrões que remetem para algo mais antigo do que a própria democracia moderna, com as grandes ideias sobre comunidade e responsabilidade a sondarem a filosofia.

Para perceber melhor essas nuances, detalhámos cada frase, associando-a ao filósofo cuja visão de liderança ou poder mais se aproxima da postura de cada candidato.

 

André Pestana – Coragem contra privilégios

Frase: «É preciso ter coragem de enfrentar os privilégios de uma minoria»

Análise: Pestana posiciona-se como o defensor da justiça social e da igualdade, crítico das estruturas instaladas. A sua liderança é ética e de confrontação contra desigualdades sistemáticas.

Filósofo compatível: Jean-Jacques Rousseau.

Porquê: Rousseau defendia que a legitimidade do poder deriva da vontade geral e da igualdade; André Pestana encarna a ideia de liderança voltada para a comunidade e a redistribuição de privilégios.

 

André Ventura – Murros e polarização

Frase: «Sou o Presidente que quer dar um murro na mesa»

Análise: Ventura propõe uma liderança assertiva e polarizadora, centrada em identidade e ordem moral restrita, assumindo uma postura antissistema e, simultaneamente, exclusiva.

Filósofo compatível: Maquiavel

Porquê: Maquiavel concebia a liderança como exercício pragmático do poder, onde eficácia e imposição às vezes sobrepõem-se à moral tradicional. Ventura é o exemplo contemporâneo do líder que prioriza resultados e força simbólica.

 

António Filipe – Constituição e dever

Frase: «A Constituição não precisa de ser revista, mas tem de ser cumprida»

Análise: Liderança normativa, centrada em deveres e direitos; foco na implementação prática da lei e proteção social.

Filósofo compatível: Immanuel Kant

Porquê: Kant valorizava a ação moral orientada por princípios universais. António Filipe entende a presidência como dever ético de assegurar direitos fundamentais, acima do pragmatismo político.

 

António José Seguro – Ética e agregação

Frase: «As eleições presidenciais não são de partidos, são de pessoas»

Análise: Seguro sublinha a liderança como agregação e mediação, buscando confiança e proximidade com os cidadãos, evitando divisões partidárias.

Filósofo compatível: Aristóteles

Porquê: Aristóteles via a liderança como prática da virtude em comunidade; Seguro valoriza equilíbrio, prudência e construção coletiva, priorizando o bem comum.

 

Catarina Martins – Igualdade e foco social

Frase: «Ouvimos atacar os imigrantes porque não se quer debater a economia que temos»

Análise: Martins desafia discursos populistas, defendendo políticas de Estado social, igualdade e atenção à economia real.

Filósofo compatível: Hannah Arendt

Porquê: Arendt via a ação política como espaço de julgamento coletivo e responsabilidade ética. Catarina Martins interpreta liderança como debate público e defesa de direitos, confrontando narrativas simplistas.

 

Henrique Gouveia e Melo – Rigor e transparência

Frase: «Podem confiar em mim para ser um Presidente que exige rigor, transparência e responsabilização»

Análise: Liderança institucional, focada em clareza, confiança e consistência.

Filósofo compatível: John Locke

Porquê: Locke valorizava regras, contrato social e confiança pública. Gouveia e Melo enfatiza integridade e transparência na administração do poder, como guardião das instituições.

 

Humberto Correia – Voz e experiência

Frase: «O maior problema do povo português é a habitação»

Análise: Liderança empática, enraizada na experiência social e sensibilidade às desigualdades concretas.

Filósofo compatível: Jean-Jacques Rousseau

Porquê: Rousseau defendia que a liderança deveria atender às necessidades reais do povo; Humberto Correia articula esta ideia em políticas concretas de habitação e justiça social.

 

João Cotrim de Figueiredo – Modernização e futuro

Frase: «Um país de pessoas paradas é um país parado»

Análise: Liderança orientada para inovação, crescimento e responsabilização.

Filósofo compatível: Friedrich Nietzsche

Porquê: Nietzsche valoriza a ação, o impulso vital e a transformação. Cotrim promove ambição e progresso como eixo da liderança presidencial.

 

Jorge Pinto – Alternativa e justiça social

Frase: «Os portugueses estão fartos de ter de escolher entre o menos mau»

Análise: Liderança de alternativa, crítica ao status quo, defensora de direitos sociais e sustentabilidade.

Filósofo compatível: Jean-Jacques Rousseau / Karl Marx (mistura)

Porquê: Combina a preocupação de Rousseau com a vontade coletiva e a justiça social com a crítica marxista ao conformismo e desigualdade.

 

Manuel João Vieira – Irreverência e cultura

Frase: «Só desisto se for eleito»

Análise: Liderança lúdica, simbólica e cultural, mais performativa que política.

Filósofo compatível: Michel de Montaigne

Porquê: Reflete a liderança como expressão de liberdade e sátira, menos institucional, mais ligada à cultura e ao comportamento humano.

 

Luís Marques Mendes – Experiência e estabilidade

Frase: «Se vencer, sou eu quem vai para Belém e não o PSD»

Análise: Liderança institucional, prudente e estratégica, centrada na experiência e capacidade de mediar crises.

Filósofo compatível: Thomas Hobbes

Porquê: Hobbes valorizava autoridade central e estabilidade como pré-condição para a ordem. Marques Mendes enfatiza a segurança do Estado e a maturidade na gestão de crises.

 

Eleições no domingo

As urnas abrem no domingo e decidirão o próximo Presidente da República, mas a eleição dificilmente ficará resolvida à primeira. As sondagens apontam para um cenário de segunda volta, com três candidaturas a concentrarem a disputa final: André Ventura, António José Seguro e João Cotrim de Figueiredo. Até lá, as últimas aparições e comentários continuarão a desenhar cenários e a medir perceções.

Aqui, o poder não se exerce por decreto, mas por influência; não cria leis, mas molda decisões. É por isso que a escolha ultrapassa o cálculo imediato. O Presidente que sair destas eleições será, antes de tudo, uma figura de autoridade moral, um intérprete do país em momentos de crise, um mediador entre instituições e cidadãos. É por isso que as frases importam, funcionam como um retrato em negativo. Mostra menos o que se promete fazer e mais a forma como se pensa o poder. No domingo, será essa noção de liderança — íntima, discursiva, reveladora — que muitos eleitores carregarão até à urna.

 

Arquivado em:Notícias, Política

Sem parceiros, sem futuro: a nova regra da banca

15 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

«A Inteligência Artificial deixou de ser um tema experimental para se tornar um fator decisivo para a competitividade no setor bancário», afirma Rui Gonçalves, Head of Technology Consulting da KPMG em Portugal. Para o responsável, os bancos que não conseguirem desenvolver ecossistemas de parceria em torno desta tecnologia «arriscam-se a perder relevância, tanto junto dos clientes como no mercado».

Esta perceção é corroborada por outro estudo da consultora, o Banking Technology Survey 2025, segundo o qual 74% dos executivos bancários planeiam expandir as suas redes de parceiros nos próximos um a três anos. Mais de metade admite, ainda, estar a explorar novos tipos de alianças para acelerar a inovação, ganhar escala e alcançar novos segmentos de clientes.

Inteligência Artificial ainda concentrada no back-office

Apesar do discurso sobre transformação, a aplicação prática da Inteligência Artificial na banca continua, em grande medida, limitada a funções internas. Automação de processos, deteção de fraude, monitorização de compliance e previsão financeira são hoje os principais casos de uso.

Ainda assim, os resultados começam a ser visíveis. O Banking Technology Survey revela que 70% dos líderes bancários nos Estados Unidos já reportam poupanças significativas de custos associadas à implementação de soluções de IA nos seus ecossistemas operacionais.

Para a KPMG, estes ganhos representam apenas uma parte do potencial da tecnologia.

Do front-office à experiência do cliente

O verdadeiro impacto da Inteligência Artificial, defende o estudo, surgirá quando a tecnologia for aplicada de forma consistente nas áreas de contacto com o cliente. A utilização de IA no front-office poderá permitir experiências mais personalizadas, apoio mais proativo e o desenvolvimento de novos produtos e serviços financeiros.

A área dos pagamentos surge como um dos principais vetores dessa mudança. Segundo o relatório Alliance or obsolescence, apenas 6% dos bancos utilizam atualmente soluções de pagamento baseadas em Inteligência Artificial. No entanto, a KPMG estima que esse valor possa atingir os 58% no prazo de um ano.

Esta aceleração ocorre num contexto de crescente entrada de empresas tecnológicas e grandes retalhistas no espaço financeiro, com propostas digitais integradas e altamente convenientes, aumentando a pressão competitiva sobre os bancos tradicionais.

Clientes disponíveis para maior personalização

Do lado da procura, os dados apontam para uma abertura significativa à utilização de dados pessoais para efeitos de personalização. O estudo indica que 54% dos consumidores gostariam que o seu banco utilizasse os seus dados para oferecer experiências mais ajustadas, desde recomendações de produtos até apoio mais próximo na gestão financeira.

Para a KPMG, esta recetividade reforça a necessidade de investir em ferramentas de personalização suportadas por Inteligência Artificial e em parcerias que tragam dados, modelos analíticos e competências especializadas que muitas instituições não detêm internamente.

Inovação com controlo de risco

A consultora alerta, no entanto, que a aceleração tecnológica implica riscos acrescidos. O estudo identifica cinco prioridades críticas para os bancos que avancem para modelos de ecossistema baseados em Inteligência Artificial: o reforço da gestão de risco de terceiros, o alinhamento das práticas de cibersegurança com parceiros, a melhoria da governação e qualidade dos dados, o acompanhamento da evolução regulatória — incluindo o novo enquadramento europeu para a Inteligência Artificial — e a definição de protocolos específicos de compliance e auditoria para sistemas baseados nesta tecnologia.

Será neste equilíbrio entre inovação, parcerias e controlo que se jogará a relevância futura do setor bancário.

Arquivado em:Inovação, Notícias, Tecnologia

Coragem é a nova estratégia

15 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Num mundo VUCA, volátil, incerto, complexo e ambíguo, liderar deixou de ser uma função e passou a ser um ato diário de coragem informada. Alterações climáticas, fragmentação geopolítica, cadeias de valor instáveis e disrupção tecnológica obrigam os líderes a decidir sem mapas definitivos, mesmo que assentes em Planos estratégicos realizados a 3 ou 5 anos, que na realidade se vão concretizando ou não, em cada dia, em cada semana que passa, o que requer agilidade na inovação, na criação de oportunidades, no superar de cada risco e desafios.  Hoje, 76% dos executivos afirmam que a incerteza global é maior do que em qualquer período anterior das suas carreiras e 62% admitem que os modelos tradicionais de liderança já não funcionam. 

A realidade do talento agrava o desafio: mais de 60% das organizações relatam escassez de competências críticas e cerca de 20% dos jovens europeus encontram-se em situação NEET (nem estudam, nem trabalham, nem estão em formação). Atrair os mais jovens, reter os ativos emergentes e, simultaneamente, garantir a intergeracionalidade e a transmissão estruturada de conhecimento tornou-se uma prioridade estratégica. A diversidade etária é hoje um forte pilar de inovação e resiliência. 

A coragem do líder moderno constrói-se em passos concretos: criar narrativas positivas em tempos de crise, cultivar confiança através do domínio técnico, agir em pequenos passos consistentes, construir alianças e manter clareza emocional em ambientes de pressão extrema. Não é ausência de medo – é a capacidade de agir apesar dele. Cada dia que passa as organizações e o mundo exigem mais dos seus líderes, num ritmo rapidíssimo, e o medo de não saber, não ser capaz, não conseguir motivar, não conseguir dominar, cresce todos os dias.

Temos de aprender a agir, apesar do medo e da consciência de fragilidade, da nossa falta de competências.

As super power skills do futuro assentam em cinco pilares: leadership consciente, competências digitais avançadas, sustentabilidade integrada, competências técnicas sólidas e soft skills de elevada maturidade. Estes pilares sustentam equipas ágeis, inclusivas e orientadas para impacto. Estas competencias adquirem-se, trabalham-se, moldam-se, desaprendem-se para se aprender de novo, em novos modelos, por isso é necessária humildade para se assumir incompetência e coragem para ousar fazer upskillings frequentes, para mudar, para transformar.  

A produtividade, principal prioridade para mais de 70% dos líderes globais, depende agora de novos processos, automação inteligente e uso estratégico da IA, que pode aumentar a eficiência em até 40%, apenas quando existe liderança preparada. Mas tecnologia sem cultura e propósito é apenas ruído. São as novas atitudes colaborativas, orientadas a resultados e reconhecidas na cadeia de valor, que criam vantagem competitiva real. 

Neste contexto, a certificação de sistemas (ISO) e a integração de práticas ESG deixam de ser selo reputacional para se tornarem critério de sobrevivência e acesso a mercados. O futuro pertence às organizações que alinham coragem, competência e impacto mensurável. 

Liderar, hoje, é decidir em terreno instável – e fazê-lo com visão, ética e determinação. Essa é a assinatura do novo líder corajoso, essa é a audácia de ter ambição e coragem, sabendo, com humildade, que temos inúmeras incompetências a superar, sabendo que temos medo, mas temos coragem para construir em terrenos incertos e imprevisíveis, e para mobilizar equipas e parceiros para fazer acontecer. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 53
  • Página 54
  • Página 55
  • Página 56
  • Página 57
  • Interim pages omitted …
  • Página 178
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.