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Marcelo Teixeira

Simplificar é resistir – humanidade no coração da máquina

14 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

As máquinas acenderam-se, as luzes piscaram, e alguém disse que o futuro tinha começado. O Homem acreditou, porque acreditar é mais fácil do que pensar. Criou sistemas para resolver problemas e, sem se dar conta, estimulou problemas para que os sistemas tivessem razão de existir. Chamou-lhe progresso. 

Hoje, vivemos com cabos invisíveis e algoritmos que decidem por nós o que é relevante, o que é urgente, o que é desejável. E quando pensamos em George Orwell, entendemos que o poder absoluto já não precisa de pólvora. Basta a ocupação da mente, o controlo do desejo, a redução da liberdade ao aceitável. Assim, estamos perante uma sociedade que prefere a anestesia do prazer à agonia da escolha. Eis-nos aqui, adormecidos pelo brilho dos ecrãs, entretidos com a ideia de que questionar é supérfluo e até mesmo inconsequente. 

Simplificar tornou-se, portanto, um acto de resistência. Respirando tempos de idolatria à complexidade, ser simples é ser radical.

Simplificar não é reduzir. É clarificar. É devolver ao gesto humano a sua intenção e ao pensamento a sua hora.  

Este enquadramento nasce dessa urgência. É uma proposta e talvez uma confissão de que a tecnologia precisa de reaprender a ser humana. Porque a máquina nunca foi o problema: o problema é o que esperamos dela. Criámos ferramentas para comunicar e, pelo caminho, perdemos a linguagem. Desenvolvemos a Inteligência Artificial, e esquecemo-nos de cultivar aquela que nasce connosco. 

A simplicidade é o novo código. É uma ética que exige menos filtros e mais sentido. Nas organizações, traduz-se em processos mais leves, em estruturas menos hierárquicas, em decisões mais transparentes. Saramago dizia que «somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos». Talvez seja isso que falta ao nosso tempo. A tecnologia é memória acumulada, mas sem consciência torna-se apenas acumulação. A liderança tecnológica do futuro terá de saber fazer o que os líderes antigos faziam recorrendo a armas forjadas no fogo: cortar o desnecessário. 

Slack Technologies – quando simplificar é devolver tempo 

Em 2013, Stewart Butterfield percebeu que o futuro do trabalho não precisava de mais ferramentas, mas de menos ruído. O Slack nasceu por acaso, a partir de um videojogo falhado (Glitch), mas o sistema interno de mensagens criado para a equipa mostrou-se mais útil do que a primeira ideia. Dali emergiu uma das plataformas mais influentes do trabalho digital moderno. 

Com a filosofia de human-centered technology, o Slack redefiniu a colaboração: menos e-mails, menos dispersão, mais clareza.  Ao substituir o caos das caixas de entrada por canais organizados e conversas abertas, simplificou a comunicação e devolveu tempo às equipas.  Um exemplo de como a tecnologia, quando se torna humana, não complica – liberta. 

Pergunta o leitor se esta é a última utopia possível. Responderei que sim. Deve ser um tempo em que a tecnologia serve para iluminar o humano e não para o distrair. Um tempo em que o simples volte a ser suficiente, e o suficiente volte a ser tudo. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leadership

As tendências tecnológicas que vão transformar o setor da segurança em 2026

14 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

O setor da segurança em Portugal vive uma fase de aceleração tecnológica sem precedentes, onde a proteção física e digital não avançam isoladamente, mas como partes de um mesmo quadro estratégico. À medida que organizações enfrentam desafios maiores em eficiência, escalabilidade e proteção de dados, a segurança evolui de função reativa para uma alavanca central da estratégia corporativa.

É neste contexto que a Axis Communications, empresa especializada em sistemas de vídeo em rede, divulgou as cinco tendências tecnológicas que vão moldar o setor em 2026. Estas direções apontam para um ano em que a forma como pensamos segurança física, integração de sistemas e análise de dados vai ser profundamente redefinida.

Antes de mais, importa lembrar que 2026 é também apontado como um ano decisivo para a tecnologia de forma mais ampla, com várias áreas a convergirem em novas plataformas e exigências (como detalhado em análises sobre o tsunami tecnológico do Web 4.0).

Ecossistema primeiro: segurança nasce da integração

A primeira grande mudança não está na tecnologia isolada, mas no modo como as organizações veem o conjunto de soluções. O que antes era uma compra de hardware e software passa agora a começar pela seleção de um ecossistema completo, como uma rede de peças que têm de funcionar em conjunto.

A segurança física já não pode ser pensada sem que o departamento de TI participe das decisões desde o início. Em 2026, a escolha começa por entender qual ecossistema se quer suportar  e só depois se escolhem aparelhos, sensores e aplicações compatíveis. A integração perfeita entre diferentes dispositivos, plataformas analíticas e gestão remota deixa de ser um extra e torna-se um critério estratégico.

Arquiteturas híbridas: o meio-termo já não é opcional

Em anos recentes, a tendência foi misturar infraestruturas locais com Cloud e Edge Computing. Em 2026, confirma-se que este modelo híbrido vai ser dominante. As câmaras de vigilância com inteligência artificial integrada começam a executar tarefas que antes dependiam de servidores centralizados, como análise de comportamentos e geração automática de metadados.

Ao mesmo tempo, a Cloud continua a ganhar importância por permitir extrair informação acionável de grandes volumes de dados e apoiar decisões operacionais com base em análises profundas. Apesar de ainda existirem casos legítimos para gravação local (como gravadores tradicionais), o equilíbrio muda claramente para soluções em que Edge + Cloud se complementam.

Edge Computing: a inteligência mais perto do perigo

O Edge Computing — ou capacidade de processamento nos próprios dispositivos — ganhou um lugar central. Nos últimos anos, esta tendência antecipou-se em setores como o automóvel; agora é a vez da segurança aproveitar a maturidade da inteligência artificial integrada.

Dispositivos com IA nos próprios sensores e câmaras permitem respostas mais rápidas, maior precisão na análise de eventos e utilização eficiente dos recursos. O processamento local gera dados essenciais para pesquisas inteligentes e análises de sistemas completos, facilitando uma escalabilidade natural à medida que mais dispositivos são adicionados.

Também a cibersegurança evoluiu nos níveis ‘Edge’: arranque seguro, sistemas operativos assinados e mecanismos de proteção mais rígidos estão a tornar os dispositivos periféricos em elementos confiáveis dentro da cadeia de segurança.

Vigilância móvel: segurança sem barreiras físicas

A quarta tendência é a ascensão da vigilância móvel. Reboques equipados com câmaras de alta resolução, sensores móveis e sistemas de transmissão Inteligência Artificial fornecem soluções flexíveis para contextos onde montar infraestrutura fixa não faz sentido — como em festivais, estaleiros, eventos desportivos ou zonas remotas.

A maior conectividade e melhorias na gestão de energia permitem que estes sistemas operem com menor consumo e dependam cada vez menos de fontes fixas de energia, abrindo caminho para soluções que podem ser instaladas rapidamente sem grandes obras ou aprovações.

Autonomia tecnológica: entender limites e foco

Finalmente, há uma reflexão que vai além das tendências: a noção de autonomia tecnológica. Muitas empresas hoje desejam controlar internamente tecnologias essenciais, como semiconductores ou plataformas de IA, para mitigar dependências externas.

No entanto, como várias experiências recentes mostram, alcançar autonomia plena é mais difícil do que parece, pois as cadeias de fornecimento são interligadas e complexas. A abordagem defendida pela Axis e por muitos analistas setoriais é mais pragmática: focar-se nas áreas do negócio que realmente impactam a oferta de valor, em vez de tentar dominar todas as peças de uma cadeia global.

Um exemplo disto é a aposta em um system on chip próprio (SoC), que permite à Axis antecipar formatos de codificação de vídeo e preparar-se para tecnologias futuras, adaptando-se rapidamente à evolução do setor.

O que isto significa para Portugal

O aumento destas tendências em 2026 surge num momento em que o setor de segurança português continua a ganhar relevância como parte de um panorama mais amplo de proteção digital e física integrada. Dados recentes mostram que o país está cada vez mais exposto a ameaças cibernéticas complexas e que a resposta a estas vulnerabilidades exige estratégias tecnológicas avançadas e integradas.

A convergência entre segurança física, digital, Edge Computing e IA  já está em curso. Neste cenário, organizações que adoptam ecossistemas robustos, arquiteturas híbridas e capacidades de análise local terão vantagem competitiva e maior resiliência operacional.

Arquivado em:Cibersegurança, Notícias

Insolvências recuaram em 2025, enquanto novas empresas voltaram a crescer

14 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Depois de um período marcado por incerteza e pressão sobre as empresas, 2025 deixou sinais contraditórios, mas globalmente positivos, na dinâmica empresarial em Portugal. O número de insolvências caiu 2% face a 2024, ao mesmo tempo que a constituição de novas empresas aumentou 5%, segundo dados divulgados pela Iberinform.

No total, 3.640 empresas entraram em insolvência em 2025, menos 71 do que no ano anterior. A descida é modesta, mas relevante num contexto económico ainda marcado por custos elevados, ajustamentos financeiros e menor margem de erro para muitas organizações.

Menos insolvências no acumulado, ligeiro aumento no final do ano

O último mês de 2025 trouxe um sinal misto. Em dezembro, as insolvências aumentaram 0,3% em comparação com o mesmo mês de 2024. Ainda assim, no acumulado do ano, a tendência manteve-se de descida.

Do ponto de vista da tipologia, o ano fechou com um aumento de 3,4% nas declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas, o que sugere maior antecipação e reconhecimento das dificuldades financeiras. Em sentido inverso, as insolvências requeridas por terceiros diminuíram 2%, enquanto os encerramentos com plano de insolvência caíram 11%.

No total, 2.014 empresas foram efetivamente declaradas insolventes, menos 80 do que em 2024.

Porto e Lisboa concentram mais insolvências, mas com trajetórias diferentes

A distribuição geográfica mantém padrões conhecidos. Porto e Lisboa concentraram o maior número de insolvências em 2025, mas com evoluções distintas.

No Porto, foram registadas 882 insolvências, uma descida de 1,9% face ao ano anterior. Já em Lisboa, o número subiu para 876 empresas, o que representa um aumento de 4,4%.

Os maiores aumentos percentuais ocorreram em distritos como Horta (50%), Castelo Branco (24%), Leiria (18%) e Faro (13%). Em contrapartida, as quedas mais acentuadas verificaram-se em Beja (-50%), Ponta Delgada (-28%), Viseu (-24%) e Évora (-21%), entre outros.

Telecomunicações e Transportes pressionam estatísticas

A leitura setorial revela focos claros de fragilidade. Em 2025, os setores com maior crescimento nas insolvências foram: Telecomunicações (+125%); Agricultura, Caça e Pesca (+39%); Transportes (+28%)

Em sentido oposto, destacam-se as reduções no setor da Eletricidade, Gás e Água (-36%) e na Indústria Transformadora (-12%), sugerindo maior resiliência financeira nestas atividades.

Criação de empresas cresce 5% e supera as 52 mil

Enquanto as insolvências recuaram, a criação de novas empresas ganhou fôlego. Em 2025, foram constituídas 52.617 empresas, mais 2.448 do que em 2024, o que representa um crescimento de 5%.

Lisboa voltou a liderar, com 16.360 novas empresas, mais 3,9% do que no ano anterior. O Porto seguiu com 9.101 constituições, registando um crescimento mais expressivo, de 6,5%.

Distritos do interior aceleram na criação empresarial

O crescimento não se concentrou apenas nos grandes centros. Distritos como Viseu (19%), Ponta Delgada (14%), Leiria (13%), Vila Real (13%), Bragança (12%) e Santarém (11%) registaram aumentos significativos na criação de empresas.

Em contraste, a Horta apresentou a maior quebra, com uma redução de 15% face a 2024.

Agricultura e Construção puxam novas empresas

Por atividade económica, os setores com maior crescimento na constituição de empresas foram: Agricultura, Caça e Pesca (+20%) ; Construção e Obras Públicas (+20%)

Já os Transportes e as Telecomunicações registaram as maiores quebras, ambas com descidas de 21%, refletindo ajustamentos estruturais nestas áreas.

Um retrato de ajustamento, não de euforia

Os dados de 2025 desenham um cenário de ajustamento gradual, mais do que de euforia. Há menos empresas a cair, mais empresas a nascer, mas também sinais claros de pressão em setores específicos e em algumas regiões.

O tecido empresarial português parece estar a reorganizar-se com mais prudência, maior seletividade e um crescimento que continua a ser desigual.

Arquivado em:Economia, Notícias

Protocolo de garantias pré-aprovadas: uma nova porta de acesso ao financiamento para empresas cabo-verdianas

14 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Foi neste contexto que surgiu o Protocolo de Garantias Pré-Aprovadas, assinado entre a Pró-Garante e a iniciativa Empresa Excelência, promovida pela BTOC. Este novo mecanismo foi o tema central da mais recente edição do Economia Descomplicada, onde se destacou o seu impacto potencial no ambiente económico nacional.

1. Qual é o âmbito e o objetivo principal deste protocolo?

O Protocolo de Garantias Pré-Aprovadas introduz uma mudança relevante na forma como empresas certificadas como EMPRESA EXCELÊNCIA podem aceder ao financiamento. Tradicionalmente, o processo começa com a empresa a procurar o banco, apresentar o seu projeto e aguardar pela análise – muitas vezes morosa – da sua situação financeira. A decisão depende quase inteiramente da qualidade da informação apresentada na altura. O novo protocolo inverte esta lógica. As empresas distinguidas como EMPRESA EXCELÊNCIA passam automaticamente a beneficiar
de uma garantia pré-aprovada emitida pela Pró-Garante. Isto funciona como uma espécie de “carta de conforto”, permitindo que, mesmo antes de
decidirem avançar com um investimento, já tenham garantido um apoio formal que podem apresentar ao banco.

Este modelo torna todo o processo: mais rápido, mais eficiente, e mais seguro, reduzindo incertezas e permitindo que as empresas planeiem com maior confiança.

2. Como pode beneficiar o desenvolvimento do setor privado?

O impacto mais direto é a redução do risco percebido pelos bancos: um dos principais entraves ao crédito empresarial. Com uma garantia pré-aprovada e com a certificação EMPRESA EXCELÊNCIA, baseada em indicadores oficiais e contas auditadas, as empresas ficam posicionadas como entidades de baixo risco.

Isto pode traduzir-se em: maior facilidade de acesso ao crédito; condições de financiamento mais favoráveis; capacidade para executar projetos de investimento com maior previsibilidade; incentivo à adoção de boas práticas de gestão e transparência financeira.

Além disso, o protocolo promove uma mudança cultural importante: reconhece e recompensa empresas que se organizam, apresentam contas claras e mantêm um perfil financeiro sólido. Este movimento reforça a competitividade e contribui para um ecossistema empresarial mais
robusto.

3. Como os bancos se devem posicionar face a este protocolo?

Embora o episódio não detalhe obrigações específicas para os bancos, sublinha que este protocolo representa uma oportunidade real para as instituições financeiras. Com a combinação de: garantia pré-aprovada, e certificação EMPRESA EXCELÊNCIA, os bancos passam a identificar de forma objetiva empresas com provas de robustez financeira. Menor risco significa maior confiança – e maior confiança abre espaço para processos mais ágeis, análises mais rápidas e potenciais condições mais competitivas para as empresas. Ou seja, o protocolo cria um ambiente onde todos ganham: empresas, bancos e o próprio sistema económico.

4. O que as empresas devem fazer para aproveitar este protocolo?

O ponto de partida está, como foi dito, “dentro de casa”. Para beneficiar das garantias pré-aprovadas, as empresas precisam de: ter contas organizadas e atualizadas; garantir transparência e regularidade na informação financeira; manter bons indicadores; apresentar projetos “bancáveis”, com estrutura e viabilidade; adotar práticas de gestão sólidas e documentadas.

Estas condições são também os pilares para alcançar a certificação EMPRESA EXCELÊNCIA, que por si só já demonstra credibilidade no mercado. No programa, destacou-se ainda o crescente interesse das empresas na certificação, sinal de que o setor privado está a evoluir no sentido certo: mais transparência, mais rigor e mais abertura à avaliação externa.

 

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a BTOC.

Arquivado em:Cabo Verde, Líder Corner, Notícias

Venezuela e a energia: quando geopolítica e investimento viável se afastam

13 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

A atual crise em torno do petróleo venezuelano é mais do que um choque diplomático ou uma jogada pontual de política externa dos Estados Unidos. O que está em cima da mesa revela uma mudança profunda na geopolítica da energia: os recursos continuam a ser ferramentas de influência internacional, mas a forma como os mercados e os investidores respondem a eles está a mudar com rapidez.

Segundo Simonetta Spavieri, gestora de Active Ownership e responsável pelo Climate Engagement na Schroders, as ações dos EUA na Venezuela não representam uma viragem radical na relação energética com Caracas — pelo contrário, são um passo incremental num dossier que sempre teve nuances. Mesmo durante a administração Maduro, a Chevron manteve operações no país em condições restritas e com supervisão norte-americana. O interesse renovado de Washington no petróleo venezuelano encaixa nesse quadro: mais um ajuste do que uma revolução.

A euforia e a relevância estratégica

No mercado financeiro, a reação foi imediata. As ações das grandes refinarias dos Estados Unidos subiram nos dias seguintes ao anúncio, numa antecipação clara de que um eventual alívio das sanções poderia abrir o acesso ao crude (petróleo bruto) pesado venezuelano. As refinarias da Costa do Golfo dos EUA foram configuradas, há décadas, para processar precisamente esse tipo de petróleo — pesado e rico em enxofre — vindo de países como Venezuela, México ou Canadá.

Mas esta euforia de curto prazo esconde uma realidade mais complexa e menos excitante. A política de sanções pode mudar de um dia para o outro, e os fluxos de crude podem ser reconfigurados com grande rapidez — por exemplo, desviando-se de compradores como a China, que chegou a receber cerca de 80% das exportações venezuelanas até meados da década passada. A verdade é que nada disto altera, de forma substancial, o quadro global de oferta.

A relevância estratégica da Venezuela não decorre tanto da produção actual, mas sobretudo do tamanho das suas reservas comprovadas, apontadas pelos Energy Institute e por várias revisões globais de energia como as maiores do mundo — cerca de 300 mil milhões de barris. No entanto, produção e reservas são duas coisas diferentes. A produção diária caiu de picos superiores a 3,5 milhões de barris por dia para cerca de 1 milhão atualmente, segundo dados consolidados mais recentes, uma retração que espelha décadas de má governação, subinvestimento e falhas de gestão.

E o petróleo continua a ser tudo para a economia venezuelana: responsável por mais de 90% das exportações e pela maior parte dos rendimentos em moeda estrangeira. Esta dependência extrema deixa o país exposto a qualquer perturbação no setor. E são muitas.

A produção, os mercados e a sustentabilidade

Produzir petróleo na Venezuela também nunca foi barato nem simples. A maior parte da produção provém do Orinoco Belt, um tipo de crude pesado e extra pesado que exige tecnologias mais complexas, maiores custos de extração e aditivos importados. O custo de produção por barril é, em muitos casos, dos mais altos do mundo. A isto juntam-se fatores que ficam «acima do sol»”: instabilidade política persistente, insegurança jurídica crónica, infraestruturas degradadas e litígios não resolvidos que assustam investidores.

E, ao mesmo tempo, o contexto global mudou. Os mercados de petróleo entraram em 2025 com oferta relativamente confortável, inventários elevados e preços moderados, como mostram dados da International Energy Agency (IEA). Por outro lado, os grandes investidores em energia, pressionados por acionistas e mercados financeiros, têm privilegiado disciplina de capital, fluxo de caixa estável, dividendos e recompra de ações em vez de grandes gastos em exploração de alto risco.

Isto tem consequências claras: investimentos em energia de baixo carbono foram reduzidos, e os orçamentos de exploração e desenvolvimento em países de risco elevado têm sido cortados ou adiados. Num mundo em que a rentabilidade e a segurança de retorno são critérios dominantes, um mega-projecto verde ou negro em território venezuelano parece cada vez menos alinhado com as expectativas do mercado global de capitais.

Este contraste alinha-se com uma das grandes transições do nosso tempo: a definição cada vez mais clara de que segurança energética não é apenas assegurar mais petróleo e gás, mas também garantir electrificação robusta, infraestruturas resilientes, controlo sobre minerais críticos e tecnologia capaz de sustentar uma economia de baixo carbono. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, muitos países europeus e asiáticos colocaram exatamente isto no centro das suas políticas: reduzir dependências de combustíveis fósseis importados, incluindo GNL, e reforçar cadeias produtivas críticas.

É aqui que a Venezuela se torna um caso exemplar de uma contradição crescente no sistema energético global: o país continua a ser geoestrategicamente relevante — suficiente para mover mercados, influenciar políticas e até justificar ações militares — mesmo quando é estruturalmente pouco atrativo para o investimento privado de longo prazo.

O que realmente interessa aos investidores

Para investidores, a lição é simples: o petróleo continua a importar, mas a geopolítica não anula a realidade económica. Os ativos que só se tornam competitivos mediante intervenção política estão precisamente na mira de risco de se tornarem obsoletos ou «encalhados» (stranded) no processo de transição energética.

Em síntese, a história venezuelana mostra ter reservas gigantescas não é suficiente para ser um protagonista energético forte. É preciso estabilidade, capital, tecnologias e um quadro jurídico e político estável, variáveis que, neste momento, se encontram em défice. E isso explica porque, mesmo quando opções geopolíticas colocam a Venezuela no centro dos holofotes, o mundo financeiro não corre para lá com capital à velocidade exigida pelas necessidades do próprio país.

Arquivado em:Economia, Notícias

A brisa fraca do crescimento global e o papel da tecnologia

13 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

O mundo entra neste ano sem colapso, mas também sem fôlego. A economia global continua de pé, embora mais lenta, mais desigual e mais dependente de alguns motores específicos. É este o retrato traçado pela Crédito y Caución no relatório agora divulgado sobre as perspetivas económicas para 2026 e 2027, num momento em que a guerra comercial, a fragmentação geopolítica e a transição tecnológica continuam a marcar o ritmo da atividade económica.

Depois de ter surpreendido pela resiliência nos últimos anos, o crescimento global deverá moderar para 2,6% em 2026, recuperando ligeiramente para 2,8% em 2027. Não é uma travagem brusca, mas é um abrandamento claro, que reflete o esgotamento de alguns estímulos e o impacto acumulado das tensões comerciais.

Mais do que a média global, o relatório sublinha um mundo económico que avança a diferentes velocidades. Os Estados Unidos deverão crescer cerca de 2,0%, abaixo da média mundial, enquanto os mercados asiáticos emergentes continuam a liderar, com um crescimento próximo dos 4,0%, ainda que mais lento do que em ciclos anteriores.

Na base desta divergência está uma economia cada vez mais polarizada entre regiões que investem agressivamente em tecnologia e infraestruturas e outras que continuam presas a fragilidades estruturais antigas.

Zona euro: crescimento curto e recuperação desigual

Entre as economias avançadas, a zona euro surge como o elo mais frágil. O relatório antecipa um crescimento de apenas 0,9% em 2026, seguido de uma recuperação modesta para 1,6% em 2027, num contexto em que os efeitos das tarifas norte-americanas e da menor procura externa se tornam mais visíveis.

Ainda assim, esta recuperação não será homogénea. Espanha, Portugal, Itália e Grécia deverão destacar-se positivamente, sustentadas pelo dinamismo do setor dos serviços e pela procura interna. O caso espanhol é apontado como o mais robusto, impulsionado pelo turismo e por um mercado de trabalho mais resiliente, com o consumo privado a crescer cerca de 2,6%, beneficiando da melhoria dos níveis de emprego.

O relatório descreve, assim, uma Europa a duas velocidades: um núcleo mais exposto à desaceleração industrial e um sul mais apoiado no consumo, nos serviços e no turismo — uma leitura que dialoga com análises recentes publicadas na Líder sobre o impacto estrutural do turismo e do consumo nas economias periféricas da União Europeia.

Inflação controlada, exportações fracas

Do ponto de vista macroeconómico, o cenário europeu apresenta sinais mistos. A inflação deverá situar-se em torno de 1,6% no final de 2026, enquanto as exportações crescem apenas 0,3% e a taxa de desemprego estabiliza nos 6,3%. Os salários continuam a ajustar-se gradualmente a um contexto de menor pressão inflacionista, o que ajuda a sustentar o consumo, mas não chega para relançar o crescimento de forma mais robusta.

Este equilíbrio frágil entre rendimentos, consumo e investimento ajuda a explicar porque é que a recuperação europeia continua lenta, mesmo num ambiente de inflação mais controlada.

Estados Unidos: tecnologia como amortecedor

Do outro lado do Atlântico, a economia norte-americana mantém um crescimento sustentado, apoiado sobretudo no investimento em Inteligência Artificial e em infraestruturas associadas. Estes fluxos de capital dirigidos a centros de dados, semicondutores e redes energéticas, têm funcionado como amortecedor face a fragilidades emergentes na economia real.

Segundo as análises, este padrão deverá manter-se em 2026 e 2027, reforçando a centralidade da tecnologia como motor económico, mas também aumentando a dependência de um número limitado de sectores estratégicos.

China abranda, Índia destaca-se

Entre os grandes mercados emergentes, a China deverá abrandar para um crescimento de cerca de 4,4% em 2026, penalizada pela perda de fôlego das exportações. O relatório aponta que parte dessa desaceleração resulta do efeito de antecipação de compras registado no ano anterior, antes da entrada em vigor de novas tarifas, o que retirou dinamismo ao comércio externo.

Em contraste, a Índia surge como o mercado com melhores perspetivas, com um crescimento estimado em 6,3%, apoiado numa procura interna robusta e em políticas macroeconómicas favoráveis. A Crédito y Caución sublinha ainda o aprofundamento da cooperação entre a Índia e os Estados Unidos em áreas estratégicas como semicondutores, cibersegurança, minerais críticos e indústria da defesa, setores que poderão moldar a geopolítica económica da próxima década.

Crescer menos, mas continuar a avançar

A leitura final do relatório é clara: a economia global continua a crescer, mas fá-lo de forma mais lenta, mais desigual e mais dependente da tecnologia. Os efeitos positivos do investimento em Inteligência Artificial continuam a sentir-se, sobretudo nos Estados Unidos, mas já não têm a mesma capacidade de compensar as tensões comerciais, a incerteza política e a fragmentação dos mercados globais.

Em 2026, o crescimento não desaparece, mas está em clara transformação e a grande dúvida deixa de ser apenas quanto o mundo cresce, para passar a ser quem cresce, com que motores e a que custo.

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