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Marcelo Teixeira

2026 em Foco – tendências tecnológicas e de Design Digital

13 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Com o aproximar-se do final de 2025, é normal olhar-se para o ano seguinte e tentar analisar as tendências de 2026 nas áreas tecnológicas e de design de produto digital. 

Se pensar nos anos anteriores em que fiz este exercício, algumas tendências são mesmo aspirações, e há tantas outras que quase não saem do papel no ano que vaticinamos ser tendência. Farei o mesmo exercício, não com o detalhe de falar sobre cada uma delas, mas com o de enquadramento, e termino com aquilo que realmente importa para quem cria e quem utiliza.  

Vai ser o ano dos agentes de Inteligência Artificial (IA); não se fala de outra coisa, daqueles que tomam decisões e executam tarefas independentemente do utilizador. Vamos ouvir falar mais de Edge e não só de Cloud, a forma de computação distribuída em que o processamento e o armazenamento de dados acontecem perto de onde os dados são gerados (por exemplo, sensores, câmaras, máquinas numa fábrica) e não em centros de dados ou na ‘nuvem’. Será inevitável falar de segurança digital, pois os sistemas cada vez mais “inteligentes” assim o obrigam, a adotar práticas como zero trust, em que, de forma simples, nada nem ninguém é confiável por padrão. Haverá novas técnicas de criptografia e, claro, o uso de IA tanto no ataque quanto na defesa dos sistemas, numa batalha cada vez mais intensa.  

Se olharmos para o lado do design, as interfaces multimodais e conversacionais voltam a estar no centro das atenções. A combinação de texto, voz, gesto e visão, que já teve os primeiros passos há muito tempo em óculos, depois em capacetes de realidade virtual e aumentada, e agora começa a fazer parte do dia a dia com produtos já disponíveis para utilizadores finais, campanhas de marketing e afins.  

Também vamos poder aprofundar um pouco mais na área de Usabilidade (UX), com sistemas preditivos. Na utilização de modelos de impacto preditivo e dashboards de métricas em tempo real para ajustar continuamente produtos digitais ao comportamento dos utilizadores. Quero acreditar que,

na parte emocional e humana, encontraremos, cada vez mais, nos produtos digitais, interfaces simples, mais “quentes” e imperfeitas

,que apelam aos sentimentos e substituem as interfaces de utilizadores (UI) genéricas, de template. Sem nunca esquecer o design inclusivo e a acessibilidade digital. Esta última já está em legislação, mas anda (quase) todo o mundo a passar ao lado.  

Termino com o que me parece mais importante. As tendências são um excelente ponto de partida, mas espero que 2026 seja um ano de negócios em que as empresas olhem para o digital com a maturidade certa: clareza estratégica, capacidades internas alinhadas e produtos pensados para criar valor real para as pessoas e para o negócio. É aqui que transformamos as buzzwords em impacto tangível. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

Demografia: o risco silencioso que exige liderança empresarial

13 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

As consequências já são visíveis.Escassez de talento jovem, envelhecimento acelerado da população ativa e pressões crescentes sobre a sustentabilidade económica e a segurança social. Este é um tema estrutural e deve estar no centro da agenda dos líderes empresariais.

A demografia determina talento, inovação, produtividade e competitividade. Um país com menos população será inevitavelmente um país com menor capacidade de criar riqueza. E os sinais são preocupantes: o Barómetro FutURe 2025, desenvolvido pela Merck, revela que 30% dos jovens europeus não pretendem ter filhos, muitas vezes por insegurança económica e falta de informação. Um em cada três admite ter pouca ou nenhuma literacia sobre fertilidade, e metade nunca discutiu o tema com um médico. Quando a decisão de adiar a parentalidade não é necessariamente bem informada e se combina com constrangimentos de natureza económica, o resultado é uma queda contínua nos nascimentos e uma pressão acrescida sobre o futuro económico.

O setor privado não pode ser mero observador. As empresas têm um impacto direto na forma como as pessoas organizam a sua vida, planeiam o futuro e conciliam trabalho e família. Organizações que oferecem políticas amigas da parentalidade – desde horários flexíveis até benefícios de fertilidade, apoio à saúde reprodutiva ou modelos híbridos de trabalho – tornam-se mais humanas, mais resilientes e mais competitivas. Atraem talento, reduzem rotatividade e reforçam a sua cultura. E, acima de tudo, contribuem para um ecossistema que permite às famílias concretizar o seu projeto de vida.

É neste contexto que surge o Movimento Mais Fertilidade, uma iniciativa que reúne empresas e entidades da saúde com um objetivo claro: aumentar a literacia em fertilidade e promover ambientes verdadeiramente amigos da família. O movimento disponibiliza sessões educativas, partilha de boas práticas, acesso a benefícios exclusivos para colaboradores e, muito em breve, um selo de distinção que reconhecerá as empresas comprometidas com esta agenda. Mais de 20 grandes organizações já aderiram, provando que existe vontade e sentido de responsabilidade.

A demografia é hoje uma variável crítica da competitividade nacional. Se queremos um país economicamente sustentável, inovador e atrativo, precisamos de agir já. E as empresas podem fazer a diferença. O Movimento Mais Fertilidade é uma solução estruturada que permite alinhar bem-estar, talento e estratégia económica num mesmo propósito. O futuro exige líderes capazes de antecipar. Este é o momento de o demonstrarmos.

 

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a Merck.

Arquivado em:Líder Corner

A força de um clássico português que se reinventa no simples 

12 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Nem sempre de reinventar a roda se faz uma marca de sucesso. Simplificar, concentrar recursos e comunicar com propósito tornou-se um sinal de maturidade estratégica – não fosse o velho ditado ‘menos é mais’ tão relevante nos dias que correm. Dias saturados de estímulos, opções, produtos, informação. 

Quando falamos de marcas portuguesas com história, a Sanjo é uma das que surge, a bordo de um sentimento e memória coletiva. Uma marca que nasceu nos anos 30, cresceu com o país e atravessou gerações, reinventando-se e expandindo-se, mas mantendo o foco num produto base: sapatilhas. Porque uma marca centenária não se sustenta apenas pela nostalgia, mas sim pela relevância. E é precisamente aí que reside o propósito de honrar o passado, projetando o futuro. 

Ao assumir a liderança da marca, assumi também a responsabilidade de preservar a essência que a tornou num ícone: uma sapatilha simples, duradoura, democrática e genuinamente portuguesa. O mundo pode mudar a um ritmo frenético, a moda pode rodar tendências de estação em estação, mas acreditamos que há produtos que resistem ao tempo porque representam algo maior do que uma estética. Representam cultura, autenticidade e identidade. 

Criámos peças de vestuário que complementam a marca, desde meias até T-shirts, mas sem esquecer que o calçado é o coração da marca.

Porque a verdadeira inovação não está apenas em multiplicar produtos, mas em aperfeiçoar aquilo que já é essencial. Mesmo expandindo, fazemos menos e melhor, sempre com identidade portuguesa. 

Um produto intemporal constrói-se com propósito e bases sólidas 

Num mercado dominado pela fast fashion, pelo excesso e pela produção descartável, escolhemos o caminho responsável, harmonizando uma coerência entre gerações. Acreditamos na durabilidade, na qualidade e numa estética intemporal, e é esse mote de simplicidade que nos guia em cada par que produzimos. As Sanjo não se medem por estações, medem-se por histórias e por quilómetros de vida. 

Continuamos a fabricar localmente, garantindo que cada detalhe reflete a tradição portuguesa de bem-fazer. Trabalhamos com matérias-primas selecionadas, aliando técnicas que respeitam a herança artesanal à inovação necessária para responder aos estilos de vida contemporâneos. 

Ao mesmo tempo, ser uma marca intemporal é também ser uma marca consciente. Olhamos para a sustentabilidade não como uma tendência, mas como um compromisso. Produzimos em Portugal, reduzindo emissões associadas ao transporte e garantindo condições de trabalho éticas e transparentes. Uma mudança feita em 2019, quando voltámos a nacionalizar a produção, em Felgueiras. Por vezes, dar um passo atrás é a decisão certa para simplificar, regressar às origens. 

Estamos focados na redução de desperdício e na circularidade ao utilizar materiais reciclados e recicláveis sempre que possível. Ao desenvolver coleções com parceiros e fornecedores locais, pomos a tónica no que de melhor se faz por cá. Por fim, apostamos em processos que prolongam a vida útil do produto, mantendo uma produção controlada, evitando o excesso e o desperdício. Fazer menos, mas fazer melhor, esse é sempre o nosso princípio. 

O passado é a nossa base, o futuro o destino 

A história de uma marca não deve ser uma âncora, mas sim um motor. No caso da Sanjo, o património que carregamos inspira-nos a crescer, a inovar e a levar o nome de Portugal mais longe. Mas nunca deixamos para trás o que nos define: autenticidade, responsabilidade e orgulho no que é português. 

Porque uma marca só é verdadeiramente grande quando permanece fiel àquilo que a tornou única e quando escolhe contribuir para um mundo melhor. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leadership

A máquina acelera, o humano vacila: a liderança decide-se em 2026

12 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Entrar em 2026, no campo da liderança, é como virar uma página onde tudo o que se discutiu nos últimos cinco anos deixou de ser hipótese e passou a ser prática, debate, medo ou oportunidade concreta. Não estamos a falar de futurismo aleatório: a inteligência artificial deixou de ser promessa e já está cristalizada no trabalho diário. Ao mesmo tempo, as pessoas estão a repensar prioridades, e a ambição deixou de ser o predicado central, dando lugar à segurança e ao bem-estar no centro das conversas.

Os últimos dados do Global Leadership Forecast 2025, compilados pela DDI, mostram dois números que deveriam incomodar qualquer gestor: 71% dos líderes relatam níveis crescentes de stress, ao mesmo tempo que 40% já consideraram deixar o cargo por causa disso. 

A verdade crua é que ao mesmo tempo que tudo acelera — tecnologia, economia, incerteza — a força humana que supostamente deveria aguentar esta carga está a desmoronar lentamente.

Human + AI: parceria ou corrida para a obsolescência?

O mito de que IA vai substituir as pessoas já caiu. Em 2026, a história é outra: IA e humano estão numa parceria estranha e poderosa.

IA já está a ser usada para analisar grandes volumes de dados em segundos e fazer em simultâneo previsões dando feedback automático. Mas há um problema: muitos líderes (especialmente no terreno, 3x mais do que executivos) estão com medo de ficar obsoletos por causa dela. Isso não é alarmismo e está a travar transformações onde elas importam mais.

O que faz um líder competitivo hoje? Não é dominar código ou construir modelos. É ter fluência em IA: saber questionar saídas, perceber onde estão os vieses, saber conectar machine insights com valores humanos, ética e contexto.

Um líder que trata IA como «concorrente» está condenado a perder. O vencedor é o que aprende a olhar para a máquina como um amplificador de julgamento humano, não como substituto.

Estruturas planas e liderança lateral

2026 está a empurrar organizações para estruturas menos hierárquicas porque a pressão económica e a necessidade de agilidade exigem decisões rápidas, transversais, não filtradas por 5 níveis de gestão.

O resultado? Cresce a liderança horizontal e a importância de influenciar sem autoridade formal. Aumenta também a exigência de capacidade de comunicação e colaboração entre áreas Mas isto tem um preço: Empresas gigantes que cortaram ‘camadas’ sem preparar as pessoas estão agora a ver falhas de comunicação e burnout entre quem ficou.

Numa estrutura mais plana, o que conta é a credibilidade, a confiança e a capacidade de seduzir os outros, mesmo sem uma linha direta de comando.

Quiet Cracking — o burnout disfarçado

Todos ouvimos falar em quiet quitting. Mas há uma tendência mais silenciosa e perigosa: quiet cracking — um colapso interno de motivação que parece normal até começar a afetar resultados. Mais de metade dos líderes sentem-se completamente drenados ao fim do dia e apenas 19% dos gestores se consideram bons a delegar, o que é um dos maiores antídotos contra burnout. O problema aqui ultrapassa a fadiga momentânea, materializando problemas como a perda de conexão com o trabalho e com a equipa. É quando líderes deixam de escutar, de perguntar, de entender sinais subtis, porque já não têm energia.

O remédio? Não é «mais psicologia corporativa». É ensinar líderes a reconhecer sinais pequenos — atrasos, respostas secas, falta de compromisso — e criar segurança psicológica para que as pessoas falem sobre como se sentem, sem medo.

Job Hugging: estabilidade que mata crescimento

Num clima económico incerto, muitos trabalhadores estão a fazer job hugging, ou seja a agarrarem-se ao emprego por segurança. No curto prazo, isso pode parecer bom: menos turnover, menos crise de quadros. Mas a longo prazo é devastador para pipelines de liderança.

Quando as pessoas deixam de se mover, as experiências que fazem falta ficam bloqueadas. Existem mas ninguém lhes toca. Os talentos permanecem no mesmo lugar, na mesma função, a repetir gestos conhecidos, sem fricção suficiente para aprender algo novo. O potencial fica suspenso, guardado em zonas de conforto que parecem seguras, mas que lentamente o asfixiam, como nota a DDI.

O que daí resulta não é estabilidade verdadeira, é uma ilusão tranquila de continuidade. Tudo parece controlado, mas nada cresce. A organização avança sem sair do sítio. O único remédio real é inverter a narrativa: vender crescimento como segurança, como verdade prática. Mostrar que desenvolver competências hoje é a única forma de proteger uma carreira amanhã.

A vantagem humana e o diferencial que a máquina não pode roubar

No fim de tudo, a linha que separa líderes de executores automatizados passa pela humanidade. É isso que a DDI sublinha sem rodeios. A máquina já analisa, automatiza, compila relatórios, escreve avaliações e simula inteligência com uma eficácia assustadora. O que não faz — e não fará — é criar confiança, sustentar empatia, gerar sentido coletivo, inspirar quando o caminho é incerto ou assumir responsabilidade moral quando as decisões deixam marcas.

É nesse território que a liderança se decide, como prática diária, como horizonte que vai além da máquina. A DDI identifica cinco capacidades que ganham peso real neste tempo: a capacidade de criar ligações que não são utilitárias, mas humanas; a consciência ética que orienta decisões quando não há respostas limpas; a criatividade que escapa à repetição automática; a clareza que corta o ruído e dá direção; e a curiosidade que impede a estagnação intelectual. São estas as ferramentas de sobrevivência.

Chamar-lhes soft skills é uma forma elegante de não as levar a sério. Na realidade, são o valor que distingue um chefe automatizado, previsível e substituível, de um líder que sustenta pessoas e decisões em terreno instável.

2026 vai premiar quem consegue atravessar o ano com julgamento humano sem se diluírem na automatização. Os líderes que resistirem e crescerem serão aqueles que usam a IA como instrumento, que constroem confiança e empatia com o mesmo rigor com que desenham processos; que leem o burnout como sinal de falha estrutural e não como fraqueza individual; que entendem a carreira como movimento, lateralidade e risco controlado, e que mantêm o humano no centro mesmo quando a tecnologia avança para a linha da frente.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Bem-estar: duas perspetivas, um desafio com propósito 

12 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

O Grupo, que conta com uma equipa internacional de cerca de 500 profissionais multidisciplinares, distingue-se pelas suas soluções integradas, adaptadas às necessidades de cada organização. Ciente dos desafios na promoção de um ambiente de trabalho mais saudável e feliz, o grupo Discovery Hotel Management (DHM) procurou novas soluções e foi assim que, em parceria com a Pulso Portugal, deu origem ao programa “DHM 24”.

 

O Início de uma Parceria Próxima  

Ao conhecer o grupo hoteleiro Discovery Hotel Management (DHM), foi evidente que estávamos perante uma empresa com uma visão clara de criar um ambiente onde os colaboradores se sintam apoiados, reconhecidos e valorizados nas dimensões da sua vida pessoal, emocional e profissional. A vontade de implementar uma solução estruturada e sustentável foi decisiva para iniciar uma parceria sólida, com objetivos definidos e alinhados com a cultura da empresa. Desde o primeiro contacto, a relação com a DHM caracterizou-se pela abertura, transparência e colaboração ativa. Esta proximidade permitiu que a implementação do programa fosse harmoniosa, bem integrada e ajustada à realidade diária, garantindo eficácia e adesão desde o início. 

 

DHM 24 – Um Programa Personalizado 

O programa DHM 24 é uma solução abrangente, totalmente confidencial e acessível a todos os colaboradores, concebida para apoiar cinco áreas do bem-estar: psicológico/pessoal, jurídico/legal, financeiro/fiscal, social e nutricional. O programa permite que cada colaborador aceda a consultas, orientação e acompanhamento de forma segura e flexível, garantindo suporte especializado em cada área. Com impacto visível e sustentável, o DHM 24 tem-se revelado um recurso valorizado pelos colaboradores, com utilização crescente, feedback positivo, para além de se observar uma mudança cultural significativa. O pedido de ajuda é normalizado e as conversas sobre saúde mental tornam-se mais frequentes. A decisão de manter e expandir o programa evidencia a confiança no projeto e os resultados concretos já alcançados. 

 Por Marta Carneiro, Account Manager, Pulso Portugal

 

Por Dentro da Experiência 

A Discovery Hotel Management (DHM) queria reforçar o equilíbrio entre um setor dinâmico e o bem estar, promover uma cultura que valorizasse a saúde emocional e o apoio contínuo aos colaboradores. O objetivo era consolidar práticas de cuidado e prevenção, garantindo o bem-estar em toda a organização. A Pulso Portugal destacou-se pelo Employee Assistance Program e pela oferta integrada de serviços: apoio psicológico, financeiro/fiscal, jurídico/legal, social e de nutrição. A integração destas áreas num único programa, aliada à facilidade de acesso pelos colaboradores e às ferramentas de apoio contínuo, foi decisiva na escolha. 

 

O Fator Diferenciador  

O que mais impressionou a DHM foi a visão holística da Pulso Portugal sobre o bem-estar, que combina prevenção, sensibilização e intervenção.

O programa DHM 24 tem sido monitorizado e os resultados são muito positivos: observou-se um elevado nível de satisfação das equipas, maior confiança dos colaboradores em procurar apoio e uma capacidade reforçada em lidar com os desafios do dia a dia, com impactos claros no bem-estar. A avaliação do clima organizacional revelou um elevado grau de satisfação e um efeito positivo na motivação das equipas e no desempenho global da organização. 

 

Uma Parceria em Evolução 

A Pulso Portugal ajudou a DHM a incorporar o bem-estar como parte da cultura organizacional e a parceria estabeleceu bases sólidas para uma estratégia contínua de saúde emocional e sustentabilidade humana, posicionando a DHM como uma organização que cuida genuinamente das suas pessoas. A relação com a Pulso tem sido marcada por uma verdadeira parceria, pautada pela proximidade, disponibilidade e orientação prática. Estamos atualmente no segundo ano da parceria, avaliando em conjunto os próximos passos. O objetivo é aprofundar o trabalho realizado, alargar o alcance do programa e consolidar o bem-estar como um pilar central da cultura organizacional da DHM. 

 

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a Pulso Portugal.

Arquivado em:Líder Corner

Simplificar para alimentar o futuro

9 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Vivemos um tempo em que a complexidade tecnológica e a urgência ambiental se cruzam à mesa. A forma como produzimos e consumimos alimentos influencia diretamente a saúde do planeta e das próximas gerações e, em Portugal, a realidade é particularmente alarmante. Se toda a humanidade consumisse recursos ao ritmo dos portugueses, seriam necessários 2,9 planetas Terra para sustentar esse estilo de vida, segundo dados da Global Footprint Network. 

 O sistema alimentar global é responsável por cerca de um terço das emissões de gases com efeito de estufa, e a agricultura intensiva – sobretudo de carne e peixe – representa uma fatia significativa desse total. Em Portugal, o padrão alimentar ainda é dominado por produtos de origem animal, alimentos ultraprocessados e desperdício alimentar, o que agrava a pegada ecológica do país. 

Perante esta complexidade, talvez a solução mais inteligente seja também a mais simples: voltar ao essencial – produzir melhor, desperdiçar menos e compreender o valor real da comida. 

 

A agricultura celular como caminho para uma alimentação consciente 

Acreditamos que simplificar a alimentação não significa voltar atrás, mas sim avançar com propósito.

A biotecnologia que desenvolvemos, conhecida por agricultura celular, não pretende substituir a Natureza, mas replicá-la de forma responsável, reduzindo a pressão sobre os oceanos e os ecossistemas marinhos. 

A agricultura celular consiste na produção de alimentos a partir de células animais ou vegetais, sem necessidade de criar ou abater seres vivos nem de recorrer a extensas áreas agrícolas. Em vez de criar um animal completo para obter carne, leite ou ovos, a agricultura celular isola células específicas  (musculares ou adiposas) e permite o seu crescimento em ambientes controlados, utilizando biorreatores semelhantes aos usados na produção de iogurtes ou cerveja, onde recebem os nutrientes, oxigénio e estímulos necessários para crescerem e se multiplicarem. 

Somos uma startup portuguesa de biotecnologia deeptech, com um modelo de negócio B2B baseado em licenciamento, focada no desenvolvimento de tecnologias de produção de alimentos à base de células de peixes, moluscos e crustáceos. O nosso foco inicial é a produção de biomassa de polvo celular, uma das espécies mais apreciadas e, simultaneamente, mais desafiantes de reproduzir de forma sustentável. 

Através da plataforma BlueCell, que integra linhas celulares, meios de cultura, biorreatores e bioprocessos, conseguimos desenvolver produtos híbridos à base de polvo, que combinam inovação científica com aplicações práticas para a indústria alimentar, desde extrusão e moldagem até impressão alimentar 3D. Estes produtos permitem criar alternativas saborosas e nutritivas, sem recorrer à captura de espécies selvagens nem ao uso de recursos excessivos. 

 

A mudança real começa nos hábitos  

Mas este simplificar não é apenas uma questão tecnológica, é também uma mudança de mentalidade. Envolve escolher conscientemente o que colocamos no prato, valorizar os produtos locais e sazonais, e reconhecer que a inovação pode coexistir com a tradição. A gastronomia portuguesa é um exemplo disso: feita de ingredientes simples, técnicas apuradas e respeito pelos ciclos naturais. 

É esta harmonia entre ciência e cultura alimentar que queremos preservar e potenciar. Na Cell4Food procuramos tornar a alimentação sustentável acessível e escalável. Isso significa trabalhar lado a lado com empresas do setor alimentar, universidades e instituições públicas, para acelerar a transição para um sistema alimentar mais resiliente e justo. A tecnologia deve servir as pessoas e não o contrário. 

Acreditamos que a verdadeira inovação simplifica a vida: reduz desperdícios, otimiza recursos e gera confiança. Tal como um prato bem confecionado não precisa de excessos, também a biotecnologia deve ser clara, transparente e centrada no essencial. Alimentar o mundo com respeito pelos limites do planeta. 

Em última análise, simplificar é um ato de inteligência coletiva. É escolher a ciência para proteger o que é natural. É unir conhecimento e responsabilidade. E é por isso que olhamos para o futuro com uma convicção simples: alimentar o amanhã começa com as escolhas que fazemos hoje. 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

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