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Marcelo Teixeira

Sequestro ou justiça global? O cenário extremo que paira na Venezuela (e no resto do mundo)

6 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro numa ação militar inédita que abalou a geopolítica mundial, levantando questões centrais sobre direito internacional, soberania e o uso da força. Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, forças americanas lançaram uma operação relâmpago sobre a Venezuela, utilizando ataques aéreos e tropas de elite para deter o líder sul-americano e a sua esposa, Cilia Flores, e levá-los para Nova Iorque para enfrentar acusações nos tribunais dos EUA.

Enquanto Washington fala em crime organizado e narcotráfico, Caracas fala em violação da soberania. E o mundo observa, mais uma vez, um conflito em que o verbo ‘capturar’ muda de significado conforme o lado da fronteira.

O ataque e a detenção de Nicolás Maduro

O ataque começou com bombardeamentos sobre alvos estratégicos em Caracas e outras regiões, coordenados com helicópteros e tropas de operações especiais. A ação foi planeada durante meses pelas autoridades dos EUA sob o nome de Operation Absolute Resolve. Em poucas horas, Maduro e Cilia Flores foram capturados e evacuados para uma base naval americana antes de serem levados para Nova Iorque, onde o presidente venezuelano foi detido num centro de detenção federal. Os movimentos na Venezuela apontam para 80 mortos, segundo fonte anónima daquele país citada pelo The New York Times.

O governo dos EUA acusa Maduro de crimes relacionados com narcotráfico e terrorismo, e o presidente Donald Trump declarou que a operação visava «aplicar a lei» e desmantelar uma alegada rede criminosa. Trump disse, ainda, que os EUA vão temporariamente «dirigir» a Venezuela e explorar os seus recursos petrolíferos (o país tem a maior reserva mundial), justificando a ação como uma forma de estabilizar a região e combater tráfico de drogas.

 

Quem assume em Caracas?

Após a captura de Nicolás Maduro, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez foi proclamada presidente interina pela Suprema Corte e obteve o apoio dos altos comandos militares que permanecem em posições de comando dentro do país. Rodríguez é uma aliada de longa data de Maduro e ocupava cargos de cúpula no governo antes da crise. A sua nomeação segue uma interpretação interna da Constituição venezuelana para casos de ausência do chefe de Estado, ainda que muitos contestem essa leitura.

Apesar dessa nomeação, a legitimidade de Rodríguez é amplamente questionada. Aliados de Maduro, em Caracas, declararam que ele continua a ser o presidente legítimo e qualificaram a ação americana como um sequestro ilegal que viola a soberania venezuelana. Membros do governo, líderes políticos e militares próximos reafirmaram apoio a Maduro, exigindo a sua libertação e repudiando a intervenção externa.

No campo opositor, a líder venezuelana María Corina Machado — vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2025 pela sua longa campanha contra o autoritarismo em Caracas — saudou rapidamente a operação e considerou que «a hora da liberdade chegou». Segundo as suas mensagens públicas, a detenção de Maduro abre caminho para um retorno da democracia, para a libertação de presos políticos e para a reconstrução institucional do país, reivindicando que Edmundo González Urrutia, candidato apoiado pela oposição, deve assumir imediatamente o mandato presidencial constitucionalmente reconhecido por alguns países e observadores.

No entanto, essa visão enfrenta limitações práticas e políticas. Em declarações recentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Machado «não tem o apoio ou respeito necessário dentro do país» para liderar a Venezuela e deixou claro que o governo americano não planeia entregar a direção do país diretamente a ela. Trump afirmou que os EUA irão gerir a transição venezuelana até que se possa estabelecer um processo «seguro, adequado e judicioso», sem nomear um sucessor partidário específico.

Washington e a narrativa da justiça global

A administração americana apresenta a captura como um triunfo na luta contra o crime organizado e uma resposta à alegada ameaça que Maduro representaria para a segurança dos EUA. Trump afirmou que a ação é necessária para «proteger os americanos» e «corrigir décadas de caos na Venezuela», incluindo corrupção e envolvimento com tráfico de drogas.

No contexto do narcotráfico global, a Venezuela desempenha sobretudo o papel de um corredor estratégico, não de um grande produtor. Segundo análises internacionais, a maior parte da cocaína mundial continua a ser produzida nos países andinos – sobretudo na Colômbia, Peru e Bolívia – e a Venezuela não figura como um centro relevante de produção própria de drogas ilícitas.

Contudo, a sua localização e fronteiras porosas tornaram‑na, nos últimos anos, uma rota importante no trânsito de cocaína para mercados na América Central, Caribe, Europa e África, com estimativas que sugerem que entre cerca de 10% e até quase um quarto da cocaína global pode ter passado pelo território venezuelano em determinados períodos — números que variam consoante a fonte e os métodos de medição utilizados. Essa dinâmica de trânsito, alimentada por fraqueza institucional e corrupção, é central na forma como Washington e outras capitais abordam as acusações de envolvimento do regime venezuelano no narcotráfico internacional

Ainda assim, a legalidade do ataque é fortemente contestada por juristas e líderes internacionais. A ONU debateu a questão da legalidade da captura sem autorização do Conselho de Segurança, nem consentimento venezuelano ou justificação clara de legítima defesa. Muitos consideram a operação uma violação do direito internacional.

 

Contexto histórico de intervenções dos EUA

Esta ação americana remete para episódios anteriores em que os EUA intervieram militarmente além-fronteiras sem mandato internacional amplo. Em 1989, por exemplo, os EUA invadiram o Panamá para capturar o seu líder, Manuel Noriega, num ataque que derrubou o governo e restabeleceu um regime pró-americano. Essa operação foi justificada por Washington como necessária para proteger cidadãos e combater o tráfico de drogas, mas deixou um legado duradouro de críticas sobre soberania e intervencionismo.

Além disso, ao longo do século XX e XXI, os Estados Unidos apoiaram golpes de Estado, intervenções e mudanças de regime na América Latina e além, como em Granada (1983), Chile (1973) e Iraque (2003). Essas ações, legitimadas por distintos pretextos — desde «contenção do comunismo» até «guerra ao terror» — moldaram percepções regionais sobre o papel dos EUA como potência hegemónica.

 

Reações internacionais

A captura de Maduro desencadeou reações intensas e polarizadas. Países como Rússia, China, Brasil, Espanha e Cuba condenaram a ação, falando em violação clara da soberania venezuelana e de normas fundamentais do direito internacional. A sequência de ataques sem autorização da ONU foi descrita por vários líderes como um precedente perigoso que pode minar a segurança coletiva.

Outros atores, incluindo membros da União Europeia, apelaram à calma e ao respeito pelo direito internacional, ao mesmo tempo que pedem a libertação dos detidos e uma transição pacífica. Assim, vários países latino-americanos convocaram sessões urgentes no sistema interamericano para discutir segurança regional e consequências humanitárias.

 

Tensões geopolíticas: Rússia, China, Ucrânia e Taiwan

O episódio intensifica uma já profunda crise geopolítica entre grandes potências e abre um precedente perigoso no sistema internacional. Ao capturar um chefe de Estado estrangeiro através de uma ação militar sem mandato das Nações Unidas, os Estados Unidos fragilizam um dos pilares centrais da ordem pós-Segunda Guerra Mundial: a ideia de que a soberania territorial não pode ser violada unilateralmente, mesmo em nome de causas morais ou de segurança.

Segundo alguns analistas, para Moscovo, esta operação oferece um argumento político imediato. O Kremlin pode agora reforçar a sua narrativa de que a invasão da Ucrânia não foi um ato excecional, mas parte de um mundo onde as grandes potências impõem a sua vontade pela força quando lhes convém. A lógica usada por Washington — combate ao crime, proteção da segurança nacional, correção de um «Estado falhado» — aproxima-se perigosamente das justificações apresentadas pela Rússia para intervir em território ucraniano. Mesmo que os contextos sejam distintos, o precedente enfraquece a capacidade do Ocidente de reclamar autoridade moral ou jurídica sem ser acusado de hipocrisia.

O impacto estende-se à Ásia-Pacífico. Pequim observa atentamente. A China sempre sustentou que Taiwan é uma questão interna e que a reunificação é um direito histórico. Fontes diplomáticas acreditam que uma intervenção americana na Venezuela, feita à margem do direito internacional clássico, pode ser usada por Pequim para argumentar que, num mundo de regras flexíveis, também a China pode agir para «restabelecer a integridade territorial» ou «garantir a estabilidade regional». O risco não é imediato, mas a erosão gradual das normas internacionais reduz o custo político de uma ação militar chinesa sobre Taiwan, sobretudo se apresentada como resposta a ameaças à segurança nacional.

Na América Latina, o ataque expõe fraturas antigas. Alguns governos próximos de Washington veem na queda de Maduro uma oportunidade para reconfigurar alianças económicas, abrir o setor energético venezuelano ao investimento estrangeiro e encerrar um ciclo de instabilidade regional. Outros países, sobretudo com governos progressistas, encaram a operação como um regresso à lógica das intervenções do século XX, reagindo com repúdio e solidariedade a Caracas. Esta divisão aprofunda a desconfiança regional em relação aos Estados Unidos e enfraquece mecanismos multilaterais latino-americanos, já fragilizados.

Mais do que o destino imediato da Venezuela, o que está em causa é a arquitetura global de segurança. Ao normalizar a captura militar de líderes estrangeiros, o sistema internacional aproxima-se de uma lógica de força bruta, onde o poder substitui o direito. Num mundo já marcado pela guerra na Ucrânia, pela tensão em torno de Taiwan e por conflitos latentes noutras regiões, este episódio não resolve uma crise e acrescenta mais uma linha de instabilidade a um mapa global cada vez mais inflamável.

Possíveis cenários futuros

O futuro da Venezuela permanece incerto. Se Delcy Rodríguez consolidar o seu poder com o apoio das Forças Armadas, poderá haver transição de facto, mas sem legitimidade reconhecida por grande parte da comunidade internacional. Caso contrário, o país pode enfrentar resistência interna e prolongada instabilidade.

Por fim, na esfera global, a ação dos EUA pode incentivar novas alianças contrárias ao unilateralismo, reforçando debates sobre soberania e mecanismos de segurança coletiva. Alternativamente, se Washington conseguir formar uma frente diplomática forte, poderá tentar legitimar a sua posição internacionalmente. No entanto, está dependente de negociações complexas com potências rivais e organizações multilaterais. Assim, Caracas vê-se hoje com uma liderança interina em tensão: Delcy Rodríguez, apoiada pelas forças de segurança remanescentes; a oposição, com Edmundo Urrutia e Corina Machado e forças afins clamando por uma transição democrática; e um fator externo, os EUA, que assume um papel de influência decisiva no futuro imediato da Venezuela.

Arquivado em:Notícias, Política

E-car português BEN já pode circular em toda a Europa

6 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Portugal passa, a partir de hoje, a integrar o grupo restrito de países construtores de veículos elétricos homologados à escala europeia. O BEN, um pequeno carro elétrico desenvolvido pelo CEiiA, recebeu o certificado de homologação da União Europeia e pode agora ser conduzido legalmente em todo o espaço europeu.

A homologação foi atribuída após um processo longo e exigente realizado no IDIADA, em Espanha, um dos principais centros europeus de certificação automóvel. Com este passo, o BEN entra oficialmente no mercado europeu como um e-car acessível, sustentável e pensado para novos modelos de mobilidade.

Desenhado para ser usado e transacionado como serviço, o BEN distingue-se por ser o primeiro carro elétrico com um contador de emissões de CO₂ evitadas. Através da tecnologia AYR — vencedora do Prémio Europeu Bauhaus em 2021 — o veículo permite compensar, durante a sua utilização, as emissões de carbono associadas à sua própria produção.

O projeto é uma das concretizações centrais da Agenda Be.Neutral, uma Agenda Mobilizadora Verde para a Inovação Empresarial integrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e gerida pelo IAPMEI. Liderada pela NOS, a Be.Neutral envolve cerca de 40 parceiros, incluindo o CEiiA e oito municípios do Norte do país, com destaque para Guimarães, que será Capital Verde Europeia em 2026.

«Com o BEN, Portugal é, a partir de agora, um construtor europeu de mobilidade», afirma Helena Silva, administradora e CTO do CEiiA. «Criámos o BEN como uma resposta europeia a um novo modelo social mais inclusivo, assente em carros elétricos pequenos, acessíveis e sustentáveis. O projeto está alinhado com a iniciativa ‘Small and Affordable e-car’, lançada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para promover o carro do futuro europeu.»

Onde e como será feita a produção?

Com a homologação agora concluída, termina a primeira fase de desenvolvimento do BEN. Este marco permite o arranque da produção de uma primeira série de veículos na BEN Garagem do CEiiA, em Matosinhos. Segue-se uma nova etapa, centrada na produção de edições limitadas e customizadas para diferentes aplicações, acompanhada da evolução do produto e da unidade piloto de produção, que terá capacidade para fabricar até 200 unidades por ano.

A produção em larga escala está prevista para 2026, com vários polos de fabrico em Portugal e noutros países europeus. Estão já em curso negociações para que, em 2030, o BEN seja produzido de forma descentralizada, com um volume anual de cerca de 20 mil unidades e um preço de entrada a partir dos 8.000 euros.

Com este projeto, Portugal afirma-se no mapa europeu da mobilidade elétrica como produtor de soluções industriais alinhadas com a transição climática e com novos modelos urbanos de transporte.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Estratégias de gestão de talentos – humanizar para inovar

6 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Hoje, falar de gestão de talentos é reconhecer que a verdadeira força das organizações nasce da sua capacidade de humanizar. Humanizar é ver cada pessoa na sua singularidade e criar condições reais para que consiga crescer, contribuir e sentir-se parte. Tudo começa na personalização – compreender competências, ambições, ritmos e motivações – e ganha profundidade com o propósito e a pertença. Quando alguém sente que conta, que é visto e que faz parte de algo com sentido, o talento torna-se muito mais do que desempenho: transforma-se em energia, criatividade e impacto. 

A cultura organizacional é o espaço onde esta visão ganha vida. É ela que orienta comportamentos, define expectativas e cria o ambiente emocional em que o talento vive todos os dias. Uma cultura clara, coerente, inclusiva e cuidadosa cria o terreno onde a tríade competência-compromisso-contribuição pode crescer de forma sustentável. É esta cultura que permite que cada etapa do ciclo do talento – da atração ao alumni – seja vivida com coerência, respeito e desenvolvimento contínuo. 

Neste percurso, as lideranças têm um papel absolutamente decisivo. São elas que tornam a cultura visível e prática, que dão o exemplo, que criam segurança psicológica e que estimulam curiosidade, aprendizagem e pensamento crítico. Lideranças humanizadas convidam à participação, acolhem a diferença e libertam a criatividade. Quando isto acontece, o potencial transforma-se em contributo real. 

E é justamente aqui que a inovação acontece.

Porque, apesar de toda a evolução tecnológica, a criatividade, a imaginação e a capacidade de projetar o futuro continuam a ser profundamente humanas.

A tecnologia ajuda-nos a organizar dados, a analisar padrões e a compreender o que o passado e o presente nos mostram. Mas só as pessoas conseguem interpretar, questionar, ligar pontos improváveis e imaginar possibilidades que ainda não existem. Quando a gestão de talentos reconhece esta dimensão humana e a alimenta, a inovação deixa de acontecer por acaso, passa a ser naturalmente parte da forma de trabalhar. 

Humanizar a gestão de talentos é, por isso, criar organizações onde as pessoas têm espaço para pensar, sentir, arriscar e construir. É aceitar que o futuro se desenha com tecnologia, sim, mas nasce da capacidade humana de imaginar o que ainda não vemos – e da coragem das lideranças de criar culturas que libertam o melhor de cada um. 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

Mercado de trabalho sobe a fasquia e aperta o cerco à improvisação

2 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

O mercado de trabalho entra em 2026 num ponto de viragem discreto, mas profundo. A tecnologia acelera, os perfis profissionais especializam-se e as empresas procuram respostas para uma escassez de talento que deixou de ser conjuntural. É neste contexto que a Eurofirms – People First identifica cinco tendências que deverão marcar o próximo ano, num retrato onde a inovação convive com a necessidade de manter o trabalho legível, humano e sustentável.

Da formação contínua à transição industrial, passando pela reorganização dos modelos de trabalho e pela procura de perfis executivos em áreas críticas, o diagnóstico aponta para um mercado mais exigente, mais segmentado e menos tolerante à improvisação.

 

Formação contínua torna-se eixo estrutural da gestão de talento

A formação deixou de ser um complemento e passou a integrar o centro da estratégia empresarial. Em 2026, a capacidade de aprender e reaprender será um fator decisivo, num mercado em que muitas das competências procuradas não estão disponíveis à partida.

O upskilling e o reskilling ganham expressão através de modelos de aprendizagem aplicados ao contexto real de trabalho, com destaque para soluções de just in time learning, programas híbridos e percursos formativos personalizados. A articulação entre empresas e entidades formativas tende a intensificar-se, numa lógica de alinhamento entre necessidades operacionais e expectativas de progressão profissional. O impacto faz-se sentir tanto na produtividade como na retenção de talento.

 

Outsourcing consolida-se como resposta à escassez de perfis especializados

A dificuldade em encontrar determinados perfis leva as empresas a reforçar o recurso ao outsourcing e ao trabalho temporário. Em 2026, estas soluções deixam de ser encaradas como exceção e afirmam-se como instrumentos de gestão da incerteza, permitindo ajustar rapidamente as equipas às flutuações da procura e às exigências técnicas de projetos específicos.

Esta tendência é particularmente visível em setores onde a especialização técnica é elevada e o tempo de resposta se tornou crítico.

 

Flexibilidade e bem-estar moldam as escolhas dos profissionais

A flexibilidade passa a ser um critério central nas decisões de carreira. Modelos híbridos, horários adaptáveis e funções polivalentes tornam-se parte integrante das propostas de valor das empresas, acompanhados por uma maior atenção à experiência do colaborador, à transparência dos processos e ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Na hotelaria, esta mudança já se faz notar. A procura por talento mantém-se elevada nas funções operacionais, mas estende-se também às áreas de suporte, onde começam a surgir regimes híbridos para funções de back office e apoio administrativo. A par das competências técnicas, ganham peso as capacidades de comunicação, resolução de problemas e integração de práticas sustentáveis no quotidiano das operações.

 

Tecnologia, dados e sustentabilidade lideram a procura por executivos

No segmento de Executive Search, as áreas em destaque refletem a transformação estrutural da economia. A procura concentra-se em perfis ligados à cibersegurança, análise de dados e experiência do utilizador, bem como em cargos de liderança associados às energias renováveis e à sustentabilidade.

A logística e a gestão de cadeias de abastecimento continuam a ganhar relevância, num contexto de maior complexidade e exposição internacional. As organizações valorizam líderes com visão estratégica, capacidade de decisão e uma abordagem ética à gestão, atributos cada vez mais associados à competitividade de longo prazo.

 

Da oficina à Smart Factory, a indústria acelera a transição tecnológica

A indústria entra numa fase de modernização acelerada. A passagem da oficina tradicional para a Smart Factory intensifica a procura por técnicos de manutenção industrial, programadores CNC e especialistas em automação e robótica.

Este movimento atravessa vários setores, do farmacêutico ao agroalimentar, passando pela cerâmica, e reforça a necessidade de operadores polivalentes, técnicos de metrologia, manutenção eletromecânica e injeção, bem como engenheiros de processos e técnicos laboratoriais. Em paralelo, logística, e-commerce e supply chain mantêm uma trajetória de crescimento, impulsionada pela expansão do comércio online e pela inovação nos modelos logísticos.

Para João Lourenço, Country Leader da Eurofirms Portugal, o desafio está em equilibrar inovação e pessoas. A tecnologia, sublinha, é «incontornável, mas o futuro do trabalho só será sustentável se integrar ética, transparência e investimento continuado no capital humano». A formação contínua e a flexibilidade deixam de ser projetos pontuais e passam a compromissos estruturais, num momento em que Portugal tem condições para se afirmar como polo de talento desde que saiba cuidar dele.

 

Créditos fotográficos: Eurofirms

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

A arte de encontrar as pessoas certas e desenvolver futuros líderes

2 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

A gestão de talentos é uma abordagem estratégica que vai muito além do recrutamento, focando-se em todo o ciclo de vida do colaborador. Aliás, conta muito mais o restante ciclo de vida do que a parte inicial do recrutamento. Por isso são essenciais os planos de acompanhamento a médio prazo, após o onboarding: permitem a quem vem de fora o conforto de não se sentir “atirado” para uma nova realidade, e permitem à empresa ir acompanhando de perto a performance de quem acabou de recrutar, identificando características que se realçam.

Garantir que as pessoas certas estão nas funções certas, aumentar a motivação e reduzir a rotatividade e os custos associados ao turnover, são parte dos objectivos de uma gestão de talentos eficiente. Por isso, o desenvolvimento e a identificação de futuros líderes é também essencial.

No que respeita à implementação de programas de sucessão de liderança para garantir continuidade em posições-chave, numa época em que se fala tanto em Sustentabilidade, há que recordar que um dos pilares do tão falado conceito ESG, é o “G” de Governance; faz parte, precisamente, dessa Governance o garantir da continuidade da empresa a médio/longo prazo.

Da mesma forma que uma empresa com baixo EBITA não dá um sinal de sucesso, pois não está a gerar lucro suficiente para cobrir os seus custos e despesas operacionais, também a ausência de planos de sucessão robustos podem colocar em causa a continuidade dessa mesma empresa.

Atrevo-me a ir mais longe: num verdadeiro esforço de simplificação, em que queremos eliminar o desnecessário e evitar o redundante,

simplificar é um estímulo à nossa capacidade de adaptação a ambientes externos multidimensionais;

à nossa flexibilidade e à nossa capacidade de gerirmos ambiguidade e incerteza. Na gestão organizacional, simplificar é muito mais do que a redução de burocracias; representa focar na capacidade de gerir de acordo com uma visão, uma projecção, algo que ainda não é, e não temos a certeza “se”, “como” e “quando” será: o desenvolvimento de um novo líder.

E o que procuramos nós? Um especialista técnico de profunda qualidade ou um líder inspirador? Um gestor de equipas e projectos ou um agregador de massas? Um comunicador inspiracional ou um data driven speaker? Tudo depende da cultura empresarial que estiver em causa, do momento de vida da empresa, dos planos a médio e longo prazo para o seu desenvolvimento.

E a escolha como se faz? Olhando além do CV; vendo para além do óbvio; analisando percursos de carreira e de vida; olhando as hidden causes; procurando identificar o que verdadeiramente esteve na base de certas opções de carreira, para compreender a sua história, o seu percurso, as suas ambições.

Um líder está latente dentro de qualquer um de nós; e, surgindo o momento e a ocasião, com ou sem título formal, aparece. Há que identificar esse potencial, desenvolver e exponenciar, definir objectivos pessoais e deixar ir crescendo num percurso natural de evolução até ao patamar seguinte.

Toda uma ciência, toda uma arte, construídas com iguais doses de factos e de inspiração

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

Palavras que marcaram 2025: o que a língua nos diz sobre o ano

31 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O ano de 2025 está a chegar ao fim e, como em anos anteriores, várias instituições linguísticas e comunidade editorial destacaram as palavras que mais refletiram o espírito, os acontecimentos e as tendências sociais, tecnológicas e culturais deste período.

Em Portugal: «apagão» domina

Em Portugal, a iniciativa Palavra do Ano 2025, promovida pela Porto Editora e Infopédia, teve como grande vencedora o vocábulo «apagão», com cerca de 41,5 % dos votos dos participantes. A escolha reflete o impacto profundo que uma falha no fornecimento elétrico em várias regiões — incluindo Portugal e Espanha — teve na vida quotidiana, deixando milhões sem transportes, comunicações e serviços básicos, e desencadeando sentimentos de incerteza e aflição.

No pódio das palavras mais votadas seguem-se «imigração» (22,2 %) e «flotilha» (8 %), também consideradas representativas dos temas mais discutidos ao longo do ano em debates públicos e notícias.

 

Dicionários internacionais e tendências linguísticas em 2025

Vários dicionários de língua inglesa também anunciaram as suas palavras/expressões de destaque, cada um com critérios próprios, refletindo diferentes formas de olhar para a linguagem:

O dicionário norte-americano Merriam-Webster elegeu slop como a sua Word of the Year 2025. Neste contexto, slop é definido como «conteúdo digital de baixa qualidade produzido em grande quantidade, geralmente por inteligência artificial». A escolha surge no meio de um debate global sobre o enorme volume de conteúdo gerado por IA que inunda plataformas digitais — desde vídeos de má qualidade a notícias enganosas ou textos pouco fiáveis.

Para o Dictionary.com, a palavra do ano foi «67», pronunciada «six-seven» e vinculada a tendências virais e linguísticas entre as gerações mais jovens. A escolha baseou-se no aumento dramático de pesquisas sobre o termo nas redes e motores de busca durante o ano, apesar de não ter um significado fixo no uso clássico da linguagem.

O Collins Dictionary destacou o termo «vibe coding», expressão emergente usada para descrever a prática de gerar código informático através de linguagem natural e inteligência artificial — uma tendência que tem ganho popularidade no desenvolvimento de software e na forma como programadores interagem com ferramentas de AI.

 

O que isto nos diz sobre 2025

As escolhas deste ano, tanto em português como em inglês, evidenciam dois grandes temas transversais:

A presença massiva da tecnologia e da inteligência artificial na vida quotidiana, desde a linguagem que usamos até à qualidade do conteúdo que consumimos e produzimos.

E Eventos sociais e mediáticos que moldam a experiência coletiva, como o impacto de um grande «apagão» no dia-a-dia das pessoas em Portugal, traduzido numa palavra comum e sentida.

Estas escolhas mostram que as palavras do ano não são apenas vocábulos isolados, mas sínteses linguísticas de preocupações, experiências e tendências que definiram 2025, que vão desde o alargamento da tecnologia e cultura digital a fenómenos sociais com impacto real no quotidiano.

 

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