Banco Central Europeu e Reserva Federal Americana preparam mais apoios à economia

Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter mantido as taxas estáveis e não ter recorrido mais uma vez ao programa de compras de bonds para injetar dinheiro nas economias através do instrumento financeiro conhecido por “quantitative easing”, lançou novas medidas para reforçar a liquidez do sistema bancário da Zona Euro.


O anúncio aconteceu numa altura em que se soube que no primeiro trimestre de 2020 a Zona Euro tinha registado uma contração devido às medidas de confinamento na sequência da pandemia por coronavírus.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse, em comunicado, que a Zona Euro enfrentava uma contração económica de magnitude e velocidade sem precedentes em tempos de paz e que o BCE estava “totalmente preparado” para aumentar o tamanho do já lançado programa de emergência no valor de 750 mil milhões de euros. Disse ainda poder vir a “ajustar a sua composição, tanto quanto necessário e pelo tempo que for necessário”.

Dados preliminares do Eurostat mostram que o PIB da Zona Euro caiu 3,8% no primeiro trimestre, em comparação com o trimestre anterior – a maior queda desde que a série começou em 1995 e mais acentuada do que a queda observada durante a crise financeira.

FED mantém a promessa de “fazer o que for preciso”

Embora a Reserva Federal Americana (FED) não tenha anunciado uma nova mudança de política na reunião de abril, o presidente Jerome Powell disse que o FED estava a preparar-se para agir “com força, proativamente e com agressividade”, se fosse necessário.

“A FED terá que fazer mais, já que mais de 3,8 milhões de americanos pediram subsídios de desemprego, elevando o total a 30 milhões desde o início do bloqueio do Coronavírus”, adverte a consultora na área dos investimentos financeiros Fidelity International.

De facto, acrescenta a Fidelity, “Powell disse que, devido a uma série de riscos que a economia deve ter de ultrapassar após a crise, poderia haver mais apoio político da FED e do Tesouro para garantirem uma recuperação robusta.”

Entre os riscos, Powell enfatizou a incerteza relacionada com o próprio vírus, possíveis danos causados à capacidade produtiva, desemprego de longa duração e insolvências comerciais. “Com as medidas de distanciamento social potencialmente em vigor por mais 12 a 18 meses, a FED deve precisar de tomar medidas adicionais.”

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