Benefícios à la carte

O contexto pandémico que vivemos vai criar disrupções em vários setores, pelo que é importante estar atento às novas tendências, valores, atitudes e prioridades.

Nestes processos há muita coisa que muda e outras que veem reforçada a sua importância, gerando consensos mais alargados. Uma política mais ativa, abrangente e flexível ao nível dos fringe benefits é seguramente um desses consensos.

São muitas as definições de missão dos Recursos Humanos, mas é genericamente aceite que consiste em assegurar um alinhamento, tão permanente quanto possível, das competências, atitudes e valores dos colaboradores com a missão, visão e valores da empresa. No cumprimento desta missão assume particular importância a capacidade de atrair, desenvolver e reter talentos, garantir condições de trabalho que potenciem a produtividade e fomentar políticas de bem-estar, dentro e fora do ambiente laboral, que promovam a felicidade. É ainda difícil definir com exatidão as novas tendências do mercado de trabalho, mas acredito que iremos assistir a mais flexibilidade, mais mobilidade e mais independência, que constituirão um desafio acrescido para os profissionais dos Recursos Humanos cumprirem a sua missão.

Perante estas tendências, os fringe benefits são uma ferramenta essencial para marcar a diferença e afirmar a empresa perante a crescente concorrência pelos melhores recursos no mercado de trabalho. O processo é simples e deve assentar em três etapas: definir o leque de Benefícios/ Parceiros, Comunicar e Gerir.

Tudo isto num quadro cada vez mais flexível (permitindo assim ajustar-se aos interesses de cada colaborador) e digital (para que a gestão do processo seja simples e eficiente). O leque de Benefícios deve assim ser mais abrangente, juntando aos benefícios clássicos da viatura de serviço, combustível, portagens, seguro de saúde e seguro de vida e vales refeição, soluções mais inovadoras e disruptivas como vales de formação e creches, férias adicionais, soluções complementares de mobilidade (plafonds para TVDE, Passe social…), gadgets, mensalidades de ginásio ou outras atividades de lifestyle.

A Comunicação deverá ser dinâmica e sempre presente para que este investimento tenha a visibilidade e o impacto desejado.

A Gestão deverá proporcionar autonomia ao colaborador, dentro dos padrões e limites definidos pela empresa no âmbito das carreiras e da avaliação do mérito/ desempenho, permitindo que cada um faça as suas escolhas em função das suas preferências ou da fase da vida.

Num mundo em verdadeira revolução tecnológica e de mentalidades, a evolução da conceção do trabalho e dos meios motivacionais associados tem, incontornavelmente, de fazer parte da estratégia de sucesso das empresas de futuro. Não é difícil, mas é importante escolher os parceiros certos… como sempre!


Por Luís Carvalho, Administrador da Locarent

O artigo foi publicado no especial Fringe Benefits da edição de outubro da revista Líder.

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