BPI e CGD contribuem com 200 mil euros para o Hospital Central da Beira em Moçambique

Os bancos BPI e Caixa Geral de Depósitos (CGD) apoiam os esforços da organização não governamental portuguesa para o desenvolvimento, a Health4Moz, na reconstrução do Hospital Central da Beira, em Moçambique, afetado pela destruição provocada pelo ciclone Idai em 2019.

A iniciativa surge em resposta ao apelo de mobilização lançado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, tendo em vista conciliar disponibilidades do setor público e privado.

A ideia é contribuir financeiramente para o auxílio às vítimas do ciclone Idai, em resposta às necessidades identificadas pelo governo moçambicano, contando ainda com o apoio da União Europeia, Banco Mundial e Nações Unidas.

O BPI e a CGD contribuíram com 200 mil euros (100 mil euros cada) para a aquisição e instalação de equipamento de neonatologia naquela unidade de saúde. Uma verba a ser aplicada pela Health4Moz, entidade que atua na promoção da saúde da criança e da família em Moçambique.

O apoio dos dois bancos portugueses, que são os dois principais acionistas da instituição financeira moçambicana Banco Comercial e de Investimentos, terá sido decidido durante a visita do Presidente de Moçambique Filipe Nuysi a Portugal, em junho de 2019, dois meses depois da passagem do ciclone Idai com consequências terríveis.

Pouco tempo depois foi aprovada a proposta apresentada pela Health4Moz ONGD, validada pelas autoridades portuguesas e moçambicanas, designadamente pelo IP Camões e vai permitir apoiar a reconstrução e recuperação funcional do Hospital Central da Beira, que serve uma população de 9 milhões de moçambicanos.

O Camões apresentou as necessidades de recuperação e reconstrução das regiões afetadas pelo ciclone Idai identificadas pelo Relatório de avaliação de necessidades pós-desastre Idai (Post-Disaster Needs Assessement – PDNA), apelando e mobilizando o apoio de várias entidades portuguesas.

Moçambique foi atingido pelo ciclone Idai a 14 de março de 2019, especialmente, nas províncias de Sofala, Zambézia, Manica, Inhambane e Tete. A catástrofe natural causou um elevado número de vítimas mortais, afetou a integridade física de milhares de pessoas e originou avassaladores danos materiais: destruição total ou parcial de habitações, escolas, unidades de saúde, redes de abastecimento de água, infraestruturas de saneamento e campos agrícolas.

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