O stress e o 'burnout' tornaram-se riscos reais nas organizações, afetando produtividade, bem-estar e a retenção de talento nas empresas.
Com a evolução do mundo do trabalho associada à alteração dos modelos de negócios e à transformação digital, os profissionais estão cada vez mais expostos a níveis elevados de exigência. Neste contexto, sentimentos como o stress excessivo ou o esgotamento tornaram-se riscos reais para as organizações, que não só reduzem a sua produtividade como correm o risco de perder o seu melhor talento.
Assim, a Sesame HR identifica cinco estratégias fundamentais para prevenir o stress excessivo e o esgotamento nas equipas:
Promover uma cultura de comunicação aberta e segura
Ao criar espaços regulares de diálogo, onde as pessoas possam partilhar preocupações, dificuldades e níveis de carga de trabalho, é possível prevenir situações de stress excessivo. Quando existe confiança e escuta ativa, especialmente entre as equipas e as suas lideranças, os problemas são sinalizados mais cedo, permitindo ajustes antes de se transformarem em situações de desgaste prolongado.
Definir prioridades claras e expectativas realistas
O excesso de stress é, muitas vezes, resultado de expectativas e deadlines irrealistas, que levam ao esgotamento dos profissionais. Ajudar as equipas a perceber o que é verdadeiramente crítico e o que pode esperar é fundamental para evitar a acumulação de urgências. Uma liderança que ajude os colaboradores a priorizar o que importa permite uma gestão de tempo e energia mais equilibrada.
Assegurar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal
Respeitar e promover momentos de pausa e períodos de descanso é essencial para evitar momentos de stress. Quando os líderes normalizam jornadas excessivas de trabalho ou disponibilidade permanente, esse comportamento tende a ser replicado pelas equipas, aumentando o risco de esgotamento.
Liderar pelo exemplo, ao promover um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, continua a ser uma das ferramentas mais poderosas das lideranças.
Saber identificar sinais precoces de stress e burnout
Quebras de motivação, fadiga constante, irritabilidade ou reduções de desempenho são alguns sinais de que algo pode não estar bem. Acompanhar regularmente as equipas através de uma liderança próxima permite identificar sinais atempadamente e atuar de forma preventiva, seja através da redistribuição de tarefas, apoio adicional ou momentos de pausa.
Investir no bem-estar e no desenvolvimento das equipas
Através de políticas claras de saúde física e mental, acesso a formação e um modelo de trabalho flexível, as empresas conseguem mais facilmente promover o bem-estar dos seus colaboradores, evitando situações de stress ou burnout. Oferecer este tipo de benefícios não só promove equipas mais saudáveis como as torna mais envolvidas, resilientes e comprometidas a longo prazo.
Para assegurar o bem-estar dos profissionais, os líderes devem ser capazes de adaptar o seu pacote de benefícios e modelos de trabalho, de forma a ir ao encontro das necessidades atuais do talento.
«Mais do que um desafio individual, o burnout é uma questão de liderança e de cultura organizacional. Hoje, os líderes têm o dever e responsabilidade de criar ambientes saudáveis, sustentáveis e humanos, assumindo o bem-estar das equipas como prioridade estratégica. Para tal, devem delinear e pôr em prática políticas efetivas, alinhadas com as expectativas e limites dos colaboradores», explica Tiago Santos, Vice-Presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR.


