A análise semanal da DECO PROteste mostra que o cabaz essencial de 63 produtos alimentares custa agora 256,46 euros. Desde o início do ano, subiu 14,64 euros.
O preço do cabaz alimentar essencial registou uma ligeira descida na última semana, mas continua muito acima dos valores observados nos últimos anos. Segundo a análise semanal da DECO PROteste, organização de defesa do consumidor, o cabaz composto por 63 produtos alimentares essenciais custa esta semana 256,46 euros, menos 25 cêntimos do que na semana anterior.
Apesar desta descida pontual, o mesmo conjunto de produtos está hoje significativamente mais caro. Desde o início do ano, os consumidores já gastam mais 14,64 euros para comprar o mesmo cabaz, o que representa uma subida de 6,05%.
Face ao mesmo período do ano passado, a diferença é de 10,67 euros, ou seja, mais 4,34%. Já em comparação com o início de 2022, o aumento é de 68,76 euros, uma diferença de 39,66%.
Flocos de cereais, esparguete e arroz foram os que mais subiram numa semana
Entre oito e 15 de julho, os produtos com maiores aumentos percentuais foram os flocos de cereais, que subiram 13%, para 2,76 euros, a massa esparguete, com uma subida de 10%, para 1,17 euros, e o arroz agulha, que aumentou 6%, para 1,64 euros.
Embora o valor total do cabaz tenha descido ligeiramente, estas variações mostram que alguns produtos de consumo regular continuam sujeitos a oscilações relevantes de preço.
Couve-coração, bacalhau e robalo lideram subidas face a 2025
Na comparação com o mesmo período do ano passado, a maior subida percentual foi registada pela couve-coração, que aumentou 24% e custa agora 1,76 euros.
Seguem-se o bacalhau graúdo, com uma subida de 21%, para 19,45 euros por quilo, e o robalo, também com um aumento de 21%, para 10,30 euros por quilo.
Carne de novilho mais do que duplicou desde 2022
Desde que a DECO PROteste iniciou esta análise, a cinco de janeiro de 2022, alguns produtos registaram aumentos muito expressivos.
A maior subida percentual foi a da carne de novilho para cozer, cujo preço aumentou 126%, para 13,13 euros por quilo. Seguem-se o bacalhau graúdo, que subiu 84%, para 19,45 euros, e os ovos, com um aumento de 82%, para 2,07 euros por quilo.
A análise mostra que, apesar de pequenas descidas semanais, o custo dos bens alimentares essenciais permanece pressionado. Para as famílias, a diferença acumulada desde 2022 continua a pesar no orçamento e reforça a importância de comparar preços antes de comprar.



