Carta aberta ao Governo: “50 Medidas para um Debate Intergeracional”

Os Global Shapers Lisbon Hub, organização do Fórum Económico Mundial, e a plataforma 100 Oportunidades, um projeto que visa promover a participação de jovens especialistas no debate público, enviaram ao Governo uma carta aberta intitulada “50 Medidas para um Debate Intergeracional de Fundo na Sociedade Portuguesa pós COVID-19”.

O grupo é composto por mais de 80 jovens sub-35 anos e apresenta 50 medidas para a construção, em diálogo, de soluções para os problemas identificados em 14 áreas da sociedade portuguesa: Economia & Transição Digital, Finanças, Saúde, Indústria e Comércio, Sustentabilidade & Ação Climática, Ciência & Investigação, Educação, Desporto, Cultura, Igualdade & Inclusão, Direito & Justiça, Trabalho & Solidariedade Social, Habitação, Infra-Estruturas e Arquitectura, Comunicação & Media.

A Carta é iniciada da seguinte forma: “Pertencemos a uma geração que chegou à vida ativa durante a crise das dívidas soberanas e que se encontra agora, nem 10 anos volvidos, na soleira de uma nova crise económica. Os números indicavam, já antes da pandemia, que apesar de sermos uma geração mais qualificada que a dos nossos pais, viveríamos em piores condições económicas. A perspectiva era assustadora. Não melhorou.

Fazemos parte de uma geração de emigrantes, de precários, de rendimentos estagnados, de pouco crescimento, que não tem dinheiro para viver sozinha e criar família, que tem dúvidas se vai ter reforma, que participa menos na política dos partidos”.

E prosseguem a carta, exigindo serem implicados na tomada de decisões estruturais sobre o futuro. “Essas decisões estruturais, se tomadas sem uma participação activa desta geração, sem tomar em consideração o seu contexto, os seus desafios e as suas sensibilidades, estão condenadas ao fracasso. Se há tempo para uma grande jornada intergeracional de resolução de problemas, esse tempo é hoje”.

Explicam que esta é a principal razão para terem decidido organizar este grupo alargado de jovens, com idades entre os 20 e os 35 anos, para pensarem o futuro pós-pandemia nas suas áreas de conhecimento e atuação. Fruto deste exercício, apresentam um conjunto de medidas direcionadas a diversos setores da sociedade portuguesa, elaboradas por jovens que neles trabalham, deles dependem e para os quais contribuem diariamente”.

Fazem questão de ressalvar que não veem só da esquerda nem só da direita. Englobam visões e preocupações distintas, mas transversais. E falam na necessidade da construção, em diálogo e em debate com quem governa, as soluções para os problemas que os assolam.

“Estamos cá para discutir economia, cultura, saúde, educação, trabalho, direitos humanos ou desporto, porque lhes dedicamos o nosso estudo, o nosso trabalho, a nossa vida”.

A Carta pode ser aqui lida na íntegra.

 

 

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