Catarina Horta: «Estamos a viver a fase da experimentação do “novo normal”»

É uma das gestoras mais reconhecidas (e estimadas) no panorama nacional da Gestão de Pessoas. E não é para menos, Catarina Horta, diretora de Capital Humano do Novo Banco, com mais de 20 anos dedicados aos Recursos Humanos deixa marca onde toca – seja nos terrenos das Comunicações, ao Catering, Construção, Farmacêutica, Consultoria e Banca.


Em conversa com a Líder, Catarina partilha algumas reflexões sobre este “novo normal”. «É agora tempo de elaborar sobre uma experiência que está a ser intensa mas que, convenhamos, ainda é recente para termos muitas certezas», conta enquanto refere que considera que estamos apenas a viver uma segunda fase – a fase da experimentação do “novo normal”, «em que vamos experimentar viver com novas formas de trabalho, cometendo alguns erros e corrigindo processos com essas aprendizagens».

Logo aos 23 anos, Catarina assumia a direcção de Recursos Humanos da Telepizza. Aos 25 passou a chefiar a mesma área na MSF, gerindo duas mil pessoas, passando depois a ser responsável pelas áreas de Comunicação e de Recursos Humanos da Roche Diagnostics, onde permaneceu ao longo de sete anos. Mais tarde dirigiu os Recursos Humanos da Shering-Plough durante quatro anos. Posteriormente, e por cinco anos, assumiu o leme dos Recursos Humanos na Randstad Portugal e Psicoforma. Foi diretora de RH na Caixa Económica Montepio Geral e esteve à frente da mesma área na ANA Aeroportos.

É mestre em Psicologia (Universidade de Lisboa) e certificada como coach certificada pelo IAC. A sua experiência é enriquecida com a frequente participação em seminários e academia. Catarina é também professora convidada e oradora em temas relacionados com Talento, Gestão de Carreira e Liderança Feminina (TEDex ISCTE). E publicou o livro – A Arte da Guerra na Gestão de Talentos.

Colocámos as perguntas: Que tipo de cultura faz sentido assumir no “novo normal”? a alguns diretores de Pessoas, Catarina Horta aceitou o desafio:

«A gestão da incerteza e a agilidade serão o novo normal das culturas organizacionais. Porém, ainda vamos demorar um pouco a lá chegar. Acabámos de viver o primeiro embate nas formas de trabalhar nesta crise pandémica, mas isto foi apenas uma reação. Não foi algo pensado nem preparado. Ninguém na Europa tinha verdadeira experiência em gestão de pandemias, já que os que viveram a pneumónica já não estão entre nós. É agora tempo de elaborar sobre uma experiência que está a ser intensa mas que, convenhamos, ainda é recente para termos muitas certezas.

Vejo as organizações a refletir e a estudar como vai ser o novo normal – como organizar o trabalho (teletrabalho, híbrido, no local) e como desenhar processos que sirvam uma nova forma de organização. Sinto que estamos todos preocupados em validar novos modelos de gestão de equipas e de apoiar as lideranças numa gestão que funciona mais por objetivos do que por comando e controlo.

Porém, considero que estamos apenas a viver uma segunda fase – a fase da experimentação do novo normal, em que vamos experimentar viver com novas formas de trabalho, cometendo alguns erros e corrigindo processos com essas aprendizagens. Como tudo se vai consolidar? Cá estaremos para ver. Assim espero.»

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