CIP arranca ciclo de debates com agentes económicos, políticos e sociais

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal posiciona-se como um “indutor da igualdade de género”, palavras do presidente António Saraiva, que está prestes a iniciar o quarto e último mandato e que inscreveu a igualdade de género no acesso a altos cargos de direção como uma das prioridades do novo triénio.

Também por isso, e para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o presidente da maior Confederação empresarial nacional, reuniu 15 mulheres de diferentes setores e funções com o objetivo de debater os desafios e, principalmente, as possíveis soluções para que se atinja a paridade de género nas funções de gestão das empresas. O primeiro encontro “À mesa com… A gestão no feminino” teve lugar no Vila Galé Paço de Arcos, no passado dia 07 de março.

António Saraiva, defensor acérrimo do movimento associativo, começou por falar da importância de as mulheres se unirem, espelhada na sua velha-máxima: “sozinhos vamos mais rápido, juntos vamos mais longe”. Demonstrou que é tempo de plantar e fazer acontecer, mais do que dissecar números, ainda que muitos, como o próprio afirma, envergonham. “Se as mulheres tivessem hoje um papel de maior destaque, o PIB seria diferente”, diz, referindo-se à riqueza e a aspetos civilizacionais.

Carla Sequeira, secretária-geral da CIP e uma das impulsionadoras do Programa Promova, chamou a atenção para alguns temas debatidos num evento recente da Comissão Europeia. “Falou-se da urgência de políticas de resolução da conciliação trabalho família e com isto, boa parte das questões, em países como o nosso, seria resolvida. Já que as mulheres, comparativamente com os homens, têm mais de 50% das responsabilidades em casa e fazem mais 1h45 de trabalho não remunerado”.

“Mais do que ser uma moda ou parecer bem, mostrar esta preocupação é fazer com que a verdadeira igualdade do género ocorra. Não nos podemos refugiar na questão da cultura, temos de promover as mulheres a lugares de topo e criar práticas para conciliar trabalho e família”, acrescentou António Saraiva.

De entre as ideias principais, a reflexão centrou-se no mérito, na conciliação entre trabalho e família, na necessidade de exposição pública, nas lutas inglórias, e na relevância da voz interna, da comunicação e da educação.

No final, o sentimento era unânime e o otimismo patente – já que são estas, algumas das principais mulheres responsáveis por fazer a transformação no mundo corporativo em Portugal.

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