Como antecipar e gerir os novos “cisnes negros”

A COVID-19 pode vir a gerar uma nova crise. Além de uma segunda vaga do surto, existem outras fontes potenciais de ameaça que exigem um nível totalmente novo de preparação. Segundo a Altitude Software, é precisa uma verdadeira resiliência, agilidade e sistemas informáticos robustos para reagir rapidamente diante de diferentes “cisnes negros”, ou seja, eventos extremamente raros que podem trazer consequências severas.

Uma das caraterísticas destes acontecimentos é que não se conseguem prever com antecedência e devido a isso mesmo é preciso estarmos preparados para todas as suas potenciais implicações, nomeadamente com sistemas informáticos robustos.

Moderado por Natalia Bochan, chief marketing officer da Altitude Software, o terceiro e último webinar da série “O mundo mudou. Está pronto?” foi promovido pela Altitude Software, tecnológica multinacional de origem portuguesa com mais de 25 anos de experiência, em parceira com a Microsoft Portugal.

Os responsáveis da Altitude Software e da Microsoft presentes estiveram de acordo num ponto: as empresas precisam de ser flexíveis e ágeis para acompanharem a transformação digital em curso, algo que já estava a acontecer com uma certa velocidade, mas acelerou muito mais em resultado da pandemia.

Na palestra online de sexta feira falou-se da importância da cibersegurança e de novos modelos tecnológicos que nascem como resposta a situações nunca antes previstas.

Para Bojan Magusic, Cloud Solution architect – Security & Compliance na Microsoft a segurança assenta em três pilares: tecnologia, operações e parcerias. Na sua opinião, é preciso ser resiliente e atacar os desafios que se colocam à segurança dos vários centros de dados. Interessa ainda definir a operação de cibersegurança mais adequada a cada empresa, considerando a transição para o trabalho remoto. Os profissionais de cibersegurança da Microsoft estão dedicados a analisar triliões de sinais de perigo e vários padrões ao longo de áreas diferentes, contou.

Miguel Noronha, vice-presidente executivo da Altitude Software para Portugal, América do Norte, Reino Unido & Global Accounts, partilhou o caso português da adaptação da linha SNS 24 aos novos desafios do coronavírus.

Quando o Governo de Portugal determinou quarentena e a obrigação de usar o serviço de triagem, aconselhamento e encaminhamento de saúde, SNS 24, através do telefone, para situações de doença aguda não emergente, o número de utilizadores aumentou consideravelmente e o serviço não estava preparado. Se antes da COVID-19 a linha recebia 500 chamadas por dia, com a pandemia passou a receber 15 mil por dia, informou Miguel Noronha.

Não havia enfermeiros suficientes para fazer a triagem e os médicos que estão no fim da linha eram escassos. O projeto da Altitude Software em parceria com a empresa de telecomunicações nacional Altice passou por encontrar outras formas de triagem automatizada no sistema, de modo a não haver necessidade de tantos enfermeiros.

Para tirar partido do trabalho dos médicos, criaram uma aplicação mobile através da qual passaram a receber chamadas transferidas do call center da SNS 24 nos seus smartphones com dados e informação sobre os casos dos doentes em linha e assim poderem avaliar melhor as situações.

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