Como garantir uma Europa com mais segurança na Saúde? A resposta pode estar na Ciência

A EU-LIFE, aliança de 14 institutos de investigação em Ciências da Vida na Europa, apresenta a sua visão estratégica de como a Europa se pode preparar para uma futura crise de Saúde, com base nas lições aprendidas durante a pandemia COVID-19.

A atual pandemia destacou dramaticamente a vulnerabilidade da Europa em relação à segurança na saúde. A saúde e o bem-estar dos cidadãos europeus exigem uma visão de longo prazo e uma melhor coordenação entre os países europeus, a fim de garantir uma melhor preparação e uma resposta com mais eficácia às crises de saúde globais atuais, emergentes e futuras.

Apenas a investigação fundamental, incorporada num forte ecossistema empresarial, poderá trazer à Europa soluções duradouras – e mais rápidas – para os desafios de saúde da sociedade. Um sem o outro não será suficiente e ambos são essenciais para manter os cuidados de alta qualidade a um nível acessível para todos os cidadãos europeus.

Mónica Bettencourt-Dias, copresidente da EU-LIFE e diretora do Instituto Gulbenkian de Ciência, reforça que “a ciência fundamental permite explorar o desconhecido, um investimento a longo prazo, mas a única arma secreta que garantirá uma resposta precisa a novos desafios e a definição de políticas públicas que salvaguardem a saúde dos cidadãos europeus”.

O Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia (QFP) deve dar maior atenção à segurança da saúde atribuindo-lhe uma base mais sólida. A recente proposta da Comissão Europeia (CE) para o QFP reconhece os pontos acima, mas é claro que os fundos alocados são insuficientes para os investimentos urgentes em investigação e inovação, necessários para promover a segurança da saúde.

Marta Agostinho, coordenadora do EU-LIFE, reforça que “sempre que surge uma nova crise global, olhamos para a Ciência na procura de soluções, porque sabemos que as soluções para crises passadas, como a SIDA, resultaram de investigação fundamental. Por isso instamos o Conselho Europeu a apoiar um forte orçamento da Horizon Europe de forma a garantir que a investigação fundamental possua os recursos necessários na Europa”.

Por fim, os membros da EU-LIFE apelam a uma coordenação mais forte, tanto a nível da União Europeia como a nível nacional, bem como com outros territórios colaboradores em matéria de políticas de investigação e inovação, infraestruturas, interoperabilidade de dados, aconselhamento científico e preparação para crises.

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