Como recuperar o emprego depois de tudo isto passar?

Em Portugal temos hoje 400 mil pessoas desempregadas e mais 400 mil pessoas que não estão à procura de emprego, mas que estão disponíveis para trabalhar. O desemprego jovem, daqueles com menos de 25 anos, é de mais de 26%. Como vamos fazer a retoma do emprego? A pergunta é lançada por André Ribeiro Pires, Chief Operating Officer da empresa de Recursos Humanos Multipessoal, junto da assistência da 2.ª edição da “Leading People – International HR Conference”.

Para explicar a situação atual e a forma como podemos recuperar da crise económica e do emprego provocada pela pandemia, o responsável e especialista em mercado de emprego refere o novo modelo que está a entrar no vocabulário dos economistas e políticos dos últimos tempos: o modelo de recuperação em forma de K.

Até aqui falava-se dos modelos de recuperação em U, V e W. A maioria das previsões de recuperação económica até agora foram nomeadas por letras que correspondem à sua forma nos gráficos de indicadores económicos. O que K significa é que aqueles que estão no topo estão a ver o panorama a subir, mas aqueles que estão no meio e em baixo estão a vê-lo a descer e a piorar.

Uma recuperação em forma de K ocorre quando uma economia se recupera de forma desigual, e há uma trajetória separada para dois segmentos da sociedade. Enquanto os mercados financeiros recuperam e crescem, a economia real, ou o fluxo de bens e serviços, piora. Em geral, este modelo mostra que os problemas económicos arrastam-se devido à falta de incentivos adicionais do Governo.

Grandes empresas em sectores como o tecnológico, farmacêutico e dos equipamentos médicos poderão ter uma retoma mais fácil do que as empresas mais pequenas que estão dependentes dos incentivos públicos, sublinha André Ribeiro Pires.

Pilares para transformar o emprego

Para recuperar o mercado de trabalho, André Ribeiro Pires acredita que precisamos de uma maior amplitude do conhecimento, de especialização das funções que são core ou essenciais ao negócio, bem como capacitar as nossas lideranças com visão transversal e conhecimentos críticos para a evolução das organizações

“Primeiro é preciso desenvolver competências em vez de desenvolver funções.” A ideia é ter pessoas que conseguem controlar várias áreas e estão focadas nos resultados. Redefinir funções e ter planos de sucessão é outro passo fundamental.

A “Leading People – International HR Conference” pode ser vista na “Líder TV”, na posição 165 da grelha do MEO, e na SAPO Vídeos. Trata-se de uma iniciativa da Tema Central, do Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial e da Câmara Municipal de Cascais, com a parceria institucional da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, International Club of Portugal, APG – Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas e da APESPE RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos.

O evento conta ainda com o apoio da Capgemini, Multipessoal, Axians, Tabaqueira, Multitempo, Consulting House, Sofia Calheiros & Associates, Turismo de Portugal, ASUS, Holmes Place, Lift, FCB Lisboa, Made2web e Carla Rocha Communication Training.

A “Leading People – International HR Conference” ocorreu a semana passada e pode ser vista na “Líder TV”, na posição 165 da grelha do MEO, e na SAPO Vídeos.

Pode assistir à intervenção na íntegra de André Ribeiro Pires:

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