Competências na Era COVID-19

A pandemia provocada pela COVID-19 trouxe grandes mudanças ao mercado de trabalho. Estamos a atravessar um período de transição em que é imprescindível reforçar o investimento em novas competências e na aprendizagem ao longo da vida para que a mudança ocorra com sucesso. Neste contexto todos os trabalhadores terão de fazer reciclagem e requalificação profissional.

O CEDEFOP – Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional – realizou o primeiro estudo que se debruça sobre estas questões, o CrowdLear, cujas conclusões apontam para a importância de uma combinação única de competências e características pessoais como condição prévia para ter sucesso neste mercado digital que se impôs nesta era COVID.

No referido estudo são identificadas as competências que os empregadores procuram e que passam por: capacidade para desenvolver estratégias de resolução de problemas, capacidade para analisar os problemas e oportunidades, ter altos níveis de responsabilidade, ter competências de liderança, demonstrar entusiasmo, saber gerir projetos, ter potencial de adaptação a situação de mudanças, possuir domínio da Língua inglesa, domínio na utilização do computador, saber trabalhar em equipa, ter boas competências de comunicação, ser autónomo no seu trabalho, ter boas capacidades de gestão de tempo e organização do trabalho, ter resistência a situações de stress, ser criativo e ter competências digitais. A tecnologia digital é fundamental no combate ao vírus e no apoio às novas formas de viver e trabalhar.

Estas tecnologias são fundamentais no combate ao coronavírus e na forma de manter as pessoas ativas e seguras. No fundo esta mudança caracteriza-se pelo uso generalizado de tecnologias. Estas tecnologias estão a provocar grandes transformações nos modelos de negócio das organizações dos mais diversos segmentos de mercado, mas também fazem parte do quotidiano das pessoas da atualidade: smartphones, internet móvel, impressoras 3D, sensores inteligentes ou cloud computing já são imprescindíveis na atualidade. Outras tecnologias mais recentes ameaçam mudanças ainda mais profundas como seja IoT – Internet of Things, AI – Artificial Intelligence, Big Data, Realidade Virtual e Realidade Aumentada.

Esta mudança evidenciou as vastas oportunidades de trabalhar e aprender digitalmente. À medida que saímos da crise para um “novo normal”, o aumento da exposição às tecnologias digitais pode incitar as empresas a reavaliar os seus tradicionais métodos de trabalho em locais físicos.

A pandemia forçou-nos a encontrar novas formas de trabalhar, interagir e viver. Pôs em causa a forma como as sociedades estão organizadas e levantou questões sobre aquilo em que precisamos de investir na construção do futuro. A definição de políticas de desenvolvimento deve assentar na forma como iremos aprender e trabalhar no futuro.


Por Paula Rocha, Membro da Direção da APG

[Este artigo foi publicado na Aprender Magazine de outubro, que pode ser lida na íntegra aqui.]

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