Compaixão e resiliência são centrais para aliviar o sofrimento das pessoas, defende Mário Ceitil

Para aliviar o sofrimento das pessoas, há uma competência central que os líderes devem ter: a compaixão, defende Mário Ceitil, presidente da APG (Associação Portuguesa de Gestores de Pessoas). Além da compaixão, conceito que o líder associativo vai buscar a Daniel Goleman, o psicólogo americano que escreve sobre inteligência emocional, há ainda outro fator crítico e que é a resiliência.

“Nestes tempos pandémicos, a capacidade de resiliência é central para lidar com o sofrimento real, tanto físico e psicológico das pessoas”, explica Mário Ceitil desde os estúdios da Rádio Renascença, em Lisboa, de onde fez a sua apresentação junto com Carla Caracol, diretora de Recursos Humanos do Grupo Renascença Multimédia.

O debate foi moderado por Pedro Ramos, diretor de Recursos Humanos da TAP Air Portugal, desde Portugal, e esteve integrado na edição especial digital da conferência brasileira de recursos humanos CONARH, promovida pela ABRH Brasil, e que aconteceu esta semana.

Segundo o responsável, estamos a viver uma mudança brusca a nível mundial, o que implica dar um novo significado as nossas molduras cognitivas. “Neste mundo caótico, para progredir, temos de nos dotar de uma moldura diferente, que não pode ser fechada, e onde temos de incorporar, permanentemente, a incerteza.”

A incerteza para muitos é uma coisa má, que provoca ansiedade. Contudo, Mário Ceitil aconselha a usar a incerteza, não como uma ameaça, mas como uma oportunidade.

Com cerca de 10 horas de duração e 14 palestras, a edição especial digital da CONARH contou com mais de 20 palestrantes nacionais e internacionais, do Brasil, Portugal, EUA e Reino Unido. Dedicada ao tema Ressignificar é Preciso, o evento promovido pela ABRH Brasil juntou profissionais e executivos para discutir o futuro da gestão de pessoas neste novo tempo. A edição presencial do evento está planeada para 19 e 21 de abril de 2021.

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