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Home Notícias Sociedade Costa Rica em sete minutos: a nação que trocou fardas por cadernos

Sociedade

Costa Rica em sete minutos: a nação que trocou fardas por cadernos

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11 Dezembro, 2025 | 7 minutos de leitura

A Costa Rica é um país que fez uma escolha que, noutros lugares, pareceria uma imprudência ou um milagre: aboliu o exército e continuou de pé. Numa América Central marcada por ditaduras, guerrilhas e fronteiras sempre inquietas, este pedaço de terra verde, rodeado por dois mares e costurado por vulcões, escreveu em 1949 que não […]

A Costa Rica é um país que fez uma escolha que, noutros lugares, pareceria uma imprudência ou um milagre: aboliu o exército e continuou de pé. Numa América Central marcada por ditaduras, guerrilhas e fronteiras sempre inquietas, este pedaço de terra verde, rodeado por dois mares e costurado por vulcões, escreveu em 1949 que não teria forças armadas. E, como quem risca um vício velho, manteve-se fiel à palavra.

No Global Soft Power Index 2025, a Costa Rica surge no 71.º lugar, uma posição discreta no mapa das potências, mas reveladora de algo maior: um país pequeno que projeta influência através da diplomacia, da sustentabilidade e de uma reputação internacional construída sem exércitos nem bravatas.

No Democracy Index 2024, elaborado pela Economist Intelligence Unit, a Costa Rica alcança 8,29 pontos em 10, integrando o grupo das Full Democracies, em 18º lugar. É uma das democracias mais estáveis e consistentes do continente americano, com classificações particularmente altas em liberdades civis (9,71/10) e pluralismo eleitoral (9,58/10).

Assim, todos os presidentes — de direita, de centro, de esquerda e dos que caminham entre isto tudo — repetiram a mesma ideia: a segurança constrói-se com escolas, tribunais e florestas, não com generais. Esta convicção tornou-se estilo de vida, bandeira, argumento diplomático e até produto turístico. Mas, acima de tudo, tornou-se identidade.

Este é o 17º artigo da rubrica da Líder, O Estado de uma Nação em Sete Minutos.

 

Cultura 

A Costa Rica tem uma maneira de estar no tempo que parece vir de uma sabedoria anterior à modernidade. Talvez por isso a expressão «pura vida» funcione como um feitiço simples, repetido em restaurantes, nas ruas de San José, nas praias de Tamarindo e nos trilhos húmidos de Monteverde. «Pura vida» é cumprimento, despedida, estado de espírito, filosofia barata e profunda ao mesmo tempo. É como se alguém pegasse nas melhores coisas da vida e as reduzisse a duas palavras  e funcionasse.

No campo literário, o país não tem a monumentalidade de um México ou Argentina, mas tem escritores que transformaram o quotidiano em metáfora continental: Carmen Lyra, Yolanda Oreamuno, Carlos Luis Fallas. Histórias de trabalhadores, de infância difícil, de desigualdade e de esperança. Uma literatura que observa sem pressa, como um pássaro num ramo.

A música do país também é feita de cumplicidade com a terra: o calipso afro-caribenho de Limón, o bolero tropical que sai das rádios velhas, o rock suave dos bairros urbanos. E, claro, o silêncio das reservas naturais, que muitas vezes diz mais sobre a Costa Rica do que qualquer compasso musical.

A cultura costarriquenha é feita, sobretudo, de uma reverência profunda pela natureza. Até parece que o país inteiro vive dentro de um parque natural e não é totalmente exagero: mais de 25% do território é área protegida. Um luxo ecológico numa era em que o planeta perde árvores como quem perde minutos.

Política 

A abolição do exército em 1949 não foi um gesto romântico: foi uma resposta pragmática ao trauma de uma guerra civil curta mas sangrenta. O número está inscrito no ADN nacional: cerca de 3 mil mortos num país então com menos de 900 mil habitantes. E o general vencedor, José Figueres Ferrer, fez o impensável: dissolveu as forças armadas e colocou as armas dentro de um cofre simbólico. Depois mandou abrir escolas.

Desde então, a política costarriquenha vive deste pacto: o poder civil acima das armas, a democracia acima da tentação autoritária. A Costa Rica tornou-se uma das democracias mais estáveis do continente americano, com eleições regulares, alternância real de poder e liberdade de imprensa relativamente forte.

Mas não é um paraíso sem rachaduras. O país enfrenta uma onda crescente de criminalidade, alimentada pelo narcotráfico que atravessa a América Central como uma ferida aberta. As taxas de homicídio subiram em anos recentes, levando os governos a reforçar a polícia e as políticas de prevenção social.

Há aqui um paradoxo que só um país sem exército conhece: a Costa Rica tem de responder a problemas muito reais sem ceder à tentação de militarizar. E, até agora, mantém a promessa.

A política interna vive também de debates intensos sobre desigualdade, dívida pública, reformas fiscais e ambiente. A democracia é sólida, mas exigente, como todas as que se apoiam mais em cidadãos do que em generais.

Economia 

A Costa Rica não é rica, mas também não é pobre. Está naquele limiar incómodo e aspiracional chamado ‘país de rendimento médio-alto’. O PIB cresce a um ritmo estável, a inflação é controlada, e a economia tem um portfólio surpreendentemente diverso. Dados recentes do Banco Mundial apontam para um PIB de cerca de 81,85 mil milhões de euros — valor de 2024.

Primeiro, há o turismo, e não é o turismo de resorts anónimos, mas o turismo ecológico que se tornou uma marca global. Pessoas do mundo inteiro viaja para ver quetzais, tartarugas, florestas místicas, praias virgens. A natureza é produto, símbolo e estratégia.

Depois, há o café, elegante, aromático, que rivaliza com colombianos e etíopes em concursos internacionais. O café moldou o território, as elites e parte da história económica. Hoje, é símbolo mais do que sustento, mas continua a ser orgulho nacional.

Há ainda uma surpresa para quem pensa a Costa Rica como país exclusivamente agrário: o sector tecnológico. Empresas internacionais de dispositivos médicos, microchips e serviços globais instalaram-se em parques tecnológicos nas últimas décadas. A aposta na educação — facilitada por não ter exército — criou mão-de-obra competitiva e bilíngue.

Contudo, o país carrega uma sombra que não desaparece: a dívida pública. É alta, exige reformas e gera debates acesos. A desigualdade também persiste, com zonas rurais que ainda não beneficiam da mesma mobilidade social que as cidades.

Sociedade 

A sociedade costarriquenha vive entre duas geografias: a geografia real — montanhas, parques, vulcões — e a geografia simbólica — a paz como fundação, a educação como ritmo, a democracia como prova do seu labor.

A esperança média de vida é uma das maiores da América Latina. O sistema de saúde pública é robusto, embora pressionado. A educação básica é quase universal, e a taxa de alfabetização ultrapassa os 97%.

Mas as ruas contam outras histórias. O crime organizado tenta infiltrar-se. As desigualdades urbanas crescem. Os jovens procuram oportunidades fora. San José vive na tensão de um país verde idealizado e o país real, onde carros, prédios e problemas se amontoam.

A Costa Rica tem-se destacado na América Latina pelo reconhecimento dos direitos da comunidade LGBTQ+. Desde 2020, o país legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, consolidando a igualdade civil de casais homoafetivos. Segundo relatórios internacionais de direitos humanos, a Costa Rica figura entre os países da região com legislação mais progressista em matéria de igualdade de género e orientação sexual.

 

Conclusão

Esta nação é, no fundo, um laboratório moral. Um país que decidiu testar a hipótese mais arriscada de todas: a de que se pode viver sem medo de invasões, sem desfiles militares, sem generais a criarem sombra, e concentrar tudo no que realmente constrói sociedades — educação, saúde, ambiente, justiça.

Não é perfeita, não é simples, não é linear. Tem crime, pobreza relativa, tensão fiscal, desigualdades e fronteiras vulneráveis. Tem, sobretudo, problemas do século XXI. Mas também tem uma convicção profunda, quase teimosa, de que paz é escolha. Não milagre. Não acaso. Escolha.

E essa decisão moldou tudo: a política, a economia, os gestos quotidianos, o modo como o povo olha o futuro e os fantasmas do passado. Assim é o retrato de uma nação que prefere o lápis à farda, a palavra às medalhas, a mão estendida ao punho fechado.

 

Marcelo Teixeira,
Colaborador

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