A Federação Portuguesa de Futebol anunciou que está a acompanhar de forma contínua e atenta a escalada de violência no México, semanas antes do amigável com a seleção mexicana, marcado para 28 de março, no Estádio Azteca, na Cidade do México — parte da preparação para o Mundial de 2026.
O alerta surge depois da morte do líder do cartel Jalisco Nova Geração, Nemesio “El Mencho” Oseguera, durante uma operação militar, que desencadeou uma série de confrontos armados e atos de violência em várias regiões do país anfitrião da próxima Copa do Mundo.
Numa declaração oficial, a FPF sublinhou que «a segurança dos jogadores, da equipa técnica, do staff e dos adeptos constitui a prioridade absoluta», afirmando que qualquer decisão sobre a realização do jogo será tomada em articulação com o Governo português e em coordenação com a congénere mexicana, mantendo um contacto regular entre as duas federações.
Apesar desta posição cautelosa, o calendário desportivo permanece oficialmente inalterado, com as autoridades mexicanas a garantirem que o jogo seguirá conforme planeado e a reforçarem que as medidas de segurança estão em curso para proteger visitantes e participantes.
A situação tem atraído atenção internacional: enquanto o presidente da FIFA manifestou «confiança» na capacidade do México para co-organizar o Mundial e garantir a segurança dos eventos, várias federações nacionais — incluindo a portuguesa e a jamaicana — reconhecem que as circunstâncias exigem vigilância constante e decisões baseadas nas avaliações das autoridades competentes.
Especialistas em segurança e relações internacionais destacam que este episódio reforça a necessidade de líderes políticos, organismos desportivos e instituições multilaterais estarem preparados para responder a crises que possam impactar não só eventos desportivos, mas também a segurança de cidadãos e equipas estrangeiras.
Este acompanhamento rigoroso e coordenado será um teste importante à capacidade de resposta conjunta, a poucos meses do início do maior evento de futebol mundial.


