A 7.ª edição do DXC Code Challenge coloca a programação ao serviço da inclusão digital e social. Os participantes podem desenvolver videojogos em Scratch ou MakeCode Arcade e têm até 9 de abril de 2027 para apresentar os projetos.
E se um videojogo pudesse ser pensado para que ninguém ficasse de fora? É esse o desafio lançado este ano pela DXC Technology aos jovens portugueses entre os 7 e os 15 anos, na 7.ª edição do DXC Code Challenge, concurso de programação que procura aproximar as novas gerações da tecnologia através da criação de videojogos.
Sob o mote «Missão: Ninguém Fica para Trás – Inclusão Digital e Social», a iniciativa convida crianças e jovens a desenvolver jogos que tenham em conta diferentes condições físicas, sociais ou económicas, transformando a programação numa ferramenta para pensar a participação, a acessibilidade e a diversidade.
A pergunta que orienta os participantes é para todos: «Como posso tornar este jogo justo e divertido para todos?»
A resposta terá de surgir através do código. Cada grupo deverá criar um videojogo que promova a inclusão, incorporando mecânicas, desafios ou funcionalidades capazes de garantir que as diferenças não funcionam como barreiras à experiência de jogo.
Mais do que testar conhecimentos de programação, o desafio procura cruzar competências tecnológicas com criatividade e valores como a empatia, a colaboração e o respeito pela diversidade. A organização enquadra esta abordagem nas recomendações da Organização Mundial da Saúde, que identifica a inclusão e a conexão social como fatores relevantes para o bem-estar das comunidades e para a redução do isolamento e das desigualdades.
Três categorias, duas linguagens de programação
O concurso está dividido em três escalões etários. A categoria Kids destina-se a participantes dos 7 aos 9 anos, correspondente ao 1.º Ciclo; a categoria Júnior abrange os 10 e 11 anos, do 2.º Ciclo; e a categoria Sénior é dirigida aos jovens dos 12 aos 15 anos, do 3.º Ciclo.
Nos desafios Kids e Júnior, os participantes deverão utilizar Scratch 3.0 para desenvolver um jogo bidimensional e interativo. Já na categoria Sénior, o desafio passa pelo MakeCode Arcade, com a criação de um jogo de plataformas 2D que deverá incluir múltiplos cenários, diferentes personagens e desafios.
A participação não está limitada às escolas. Os jovens podem concorrer individualmente ou em equipas de dois elementos, podendo formar grupo com um irmão ou amigo.
O projeto volta a contar com o apoio da Happy Code, parceira da iniciativa desde as primeiras edições e organização dedicada à aproximação das novas gerações à programação e às competências digitais.
«Ao longo dos últimos anos, o DXC Code Challenge tem demonstrado que a tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta de transformação social», afirma Carlota Guedes Figueiredo, Marketing & Communication Specialist da DXC Portugal, defendendo que o desafio deste ano pretende levar os participantes «a pensar além da programação e a refletir sobre a importância da inclusão».
A responsável acrescenta que a iniciativa procura incentivar projetos «onde todos têm lugar e onde ninguém fica para trás», conjugando competências tecnológicas com empatia, colaboração e respeito pela diversidade.
Também Pedro Teixeira, cofundador da Happy Code, sublinha a dimensão social da programação. «No DXC Code Challenge programa-se com um motivo: criar jogos que respondem a causas sociais e que aproximam pessoas», afirma, acrescentando que a iniciativa procura desenvolver o pensamento crítico e reduzir o receio associado à tecnologia, incluindo a compreensão das bases que estão por trás da inteligência artificial.
Com inscrições já abertas, os participantes têm até 9 de abril de 2027 para submeter os seus projetos. Os trabalhos serão posteriormente avaliados por um painel de jurados especializado, estando a cerimónia de entrega de prémios prevista para 29 de maio, em Lisboa.
A iniciativa mantém, assim, uma premissa que ultrapassa o ecrã: aprender a programar pode também significar aprender a pensar sobre quem fica dentro do jogo e quem, por diferentes razões, permanece à margem.


