Especialistas desvendam as cinco competências para o “novo normal”. E as emocionais estão incluídas

A Era do novo normal acarreta novas competências, que seguramente vão ser exigidas pelas empresas. Quais serão as principais competências que os empregadores procurarão quando começarem a sentir mais estabilidade de negócio e precisarem de voltar a crescer? E que competências tem de ter ou aperfeiçoar para se posicionar como um forte candidato?

Sabe qual a grande vantagem para colaboradores e/ ou candidatos a um emprego? É saber que as competências que o servirão bem no futuro são uma mistura de competências testadas e necessárias e competências em crescente procura. Segundo a Adecco, especialista em Recursos Humanos e Outsourcing, são estas cinco:

1. Competências de atendimento ao cliente
As competências de atendimento ao cliente nunca saem de moda. Seja através da interação pessoal com os clientes ou através da necessidade de desenvolver novos processos para interagir digitalmente e à distância, os funcionários com fortes competências de atendimento ao cliente continuarão a ser necessários e a ter procura. Sem mencionar o facto de, com algumas empresas encerradas temporariamente em determinadas áreas, certamente haverá um grande fluxo de chamadas de clientes após a reabertura das mesmas.

2. Competências de Comunicação Digital
Embora nem todos os colaboradores trabalhem remotamente, é provável que o trabalho remoto se mantenha como uma opção. Além disso, prevê-se que alguns clientes continuarão preocupados com o contacto presencial e contarão cada vez mais com a tecnologia para se conectar com empresas de todos os tipos. Os colaboradores capazes de comunicar em ambientes digitais – por exemplo, por email, texto, videoconferência e entender como operacionalizar a tecnologia, serão muito procurados. As competências de comunicação digital estão no topo da lista do que provavelmente será o melhor para os empregadores pós COVID-19.

3. Competências STEM
Como as empresas de todos os tipos adaptaram-se a lay-offs, requisitos de distanciamento social e recomendações da DGS e OMS, muitas voltaram-se também para a tecnologia para ajudá-las a permanecer à tona e em contacto com clientes e colaboradores. As competências tecnológicas já estavam a ser procuradas, mas hoje muitas empresas veêm-se desafiadas a encontrar funcionários com competências em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática). É provável que esta tendência continue. Seja a trabalhar numa fábrica ou num escritório, a tecnologia está em toda a parte e quanto mais adaptável e disposto a aprender estiver, melhor.

4. Conhecimento da cadeia de fornecimento
A cadeia de fornecimento é importante – extremamente importante. Lembra-se de todos os produtos essenciais que ainda podemos comprar em supermercados e outras lojas? A capacidade de criar e distribuir mercadorias de forma rápida, económica e segura é imperativa para as empresas e numa ampla gama de categorias de produtos. Os colaboradores do setor de logística e distribuição necessitam de competências como gestão de processos de distribuição, gestão de projetos, contabilidade de custos, organização, controlo de qualidade, melhoria de processos e muito mais. Se tiver uma base sólida dessas competências pode ser o seu cartão de entrada para uma posição logística promissora.

5. Soft Skills e Inteligência Emocional
Os colaboradores, independentemente do trabalho ou da empresa na qual trabalham, precisam de ter a capacidade de interagir de maneira eficaz e pacífica com os outros – e com uma variedade de humores e personalidades. Soft skills como comunicação e, especialmente, inteligência emocional estarão sempre em alta demanda. E não se trata apenas de ser emocionalmente inteligente num dia comum; é também ser capaz de ser calmo e coletivo num dia difícil.
A pandemia gerou uma ampla gama de insights sobre o que é necessário  ter para alcançar o sucesso num ambiente em mudança. No topo da lista está a capacidade de lidar com incertezas e pressões. A McKinsey previu já que a procura por competências emocionais crescerá 26% até 2030.

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