Estas experiências científicas comprovam eficácia das máscaras e do distanciamento social

O microbiologista Rich Davis mostrou como as gotículas viajam muito menos quando as pessoas usam máscara. Se alguém por acaso ouviu uma música de Hamilton vinda do seu laboratório Providence Sacred Heart em Spokane, Washington, foi provavelmente quando fazia o teste para medir a eficácia das máscaras faciais na prevenção da emissão de gotículas respiratórias.

O investigador publicou uma demonstração visual no Twitter que mostra muito bem como as máscaras e o distanciamento social ajudam a conter a disseminação de “grandes gotículas respiratórias húmidas e gordas” e potencialmente o SARS-CoV-2 (o vírus que causa a COVID-19), conhecido por se espalhar dessa forma.

Davis realizou quatro ações, todas elas “oportunidades para que grandes gotas de cuspo e outras partículas do trato respiratório saíssem para o meio ambiente.” Tossiu, espirrou, falou e cantou sobre placas de cultura, disparando bactérias da boca sobre geleia de ágar para criar uma representação visual do número de gotículas que podem atingir outro ser humano quando o emissor tem e não tem máscara facial.

Obviamente, advertiu, “o coronavírus é causado por um vírus, não por bactérias. Mas o mesmo conceito aplica-se ao coronavírus, que sabemos espalha-se principalmente pela inalação ou pelo toque dessas gotas de saliva.”

Os resultados foram os esperados: o teste feito com máscara não produziu gotículas visíveis no ágar em nenhum dos casos, enquanto os testes sem máscara produziram quantidades volumosas de gotículas. A maioria veio de espirros, seguida de tosse. Depois, conversar e cantar gerou a mesma quantidade de saliva.

Teste à eficácia do distanciamento social

Num outro teste ao distanciamento social, o diretor do Centro de Investigação Americano tossiu durante 15 segundos a uma distância de dois, quatro e seis pés. Em cada estágio, cada vez menos gotas eram visíveis. A seis pés, cerca de 2 metros, a distância recomendada para o distanciamento social, havia apenas uma gota visível, que tinha sido feita quando estava sem máscara.

O teste começou por ser uma resposta a uma solicitação interna da cadeia regional de hospitais que pedia que fosse demonstrado o valor do uso de máscaras faciais. Davis, para concluir, diz que o objetivo não é criticar as pessoas que não seguem as melhores práticas, mas incentivar as autoridades a disponibilizar mais máscaras e a fazerem desse uso algo normal do dia a dia.

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