Estas são as cidades do mundo mais abertas e competitivas

O estudo “Open For Business City Ratings”, com o apoio da Accenture, é um guia sobre as cidades abertas, inclusivas e competitivas.

No ranking de 2020, entre 144 cidades, nas mais inclusivas e competitivas do mundo estão Amesterdão, Londres, Dublin, Zurique, Estocolmo, Berlim, Helsínquia, Sidney, Boston e Toronto, Chicago, Nova Iorque, Vancouver, Copenhaga, São Francisco e Washington DC.

Entre as menos inclusivas, consideradas mesmo de alto risco, estão Baku, capital do Azerbaijão, Tegucigalpa, capital das Honduras, Cairo no Egipto, Yangon em Mianmar, Dhaka no Bangladesh, Nairobi no Quénia, e Rabat em Marrocos.

As cidades que estão na base deste ranking, consideradas pelo estudo como “cidades fechadas” são: Addis Abeba na Etiópia, Dakar no Senegal, Dar es Salaam na Tanzânia, Lagos na Nigéria e Teerão no Irão.

No mundo, Lisboa é considerada uma das cidades mais “parcialmente inclusivas e competitivas”, junto com Tóquio, Praga, Seul, Tallinn e Telavive. Na Europa Ocidental, entre as três cidades presentes no ranking, Lisboa está acima, portanto melhor posicionada do que Milão e Roma.

Mas, o que faz uma cidade ser inclusiva e competitiva? Um dos critérios é que seja um aglomerado urbano amigo dos negócios, com poucas barreiras à entrada no que toca à facilidade em instalar e manter uma empresa. Depois, deve ter um sistema político transparente, em que o risco de corrupção seja mais baixo. Possui uma forte infraestrutura digital; é um centro de habilidades e talentos e detém um “ecossistema de inovação” saudável. Tem uma boa qualidade de vida e um ambiente cultural dinâmico. Finalmente, uma cidade inclusiva e competitiva está conectada globalmente e é um local que acolhe lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais (LGBT +), que geralmente estão entre as comunidades mais marginalizadas do mundo.

Amesterdão é a mais inclusiva e amiga dos negócios em 2020

Para Femke Halsema, presidente da câmara de Amesterdão, o que diferencia cidades como Amesterdão de outras é o “esforço em fornecer um ambiente acolhedor e inclusivo para todos, independentemente da nacionalidade, religião, sexo, raça, credo – ou, de facto, orientação sexual e identidade.” É que, segundo a autarca, a inclusão é determinante para o crescimento económico e para a competitividade nas cidades de todo o mundo.

O que tem Amesterdão de tão especial? É uma das cidades mais inovadoras, conectadas globalmente e socialmente inclusivas do mundo. A cidade tem muitos dos ingredientes que contribuem para economias saudáveis ​​e sustentáveis: empresas multinacionais estabelecidas, um ecossistema emergente em expansão, universidades de classe mundial, alta qualidade de vida e forte inovação. A cidade acolhe a sede regional de empresas globais, como Nike, Cisco e Netflix. É também a base para muitas empresas multinacionais holandesas, incluindo Philips, ABN AMRO, ING, Unilever e Royal Dutch Shell.

Além disso, possui um forte ecossistema de startups, apoiado por incubadoras como a B. Amsterdam, cuja motivação central é transformar Amesterdão no maior ecossistema de startups da Europa.

Amesterdão não se destaca apenas pela competitividade económica; também possui uma forte cultura de inclusão LGBT+, o que sinaliza ao mundo que a cidade está aberta a todos – a Holanda foi o primeiro país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2000.

“Open For Business City Ratings” trata-se de uma parceria entre empresas globais que acreditam que as sociedades inclusivas e que valorizam a diversidade são melhores para os negócios e para o crescimento económico. Foi pela primeira vez publicado em 2018.

©Vladimir Kondriianenko

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