Estimativas sugerem uma redução nas emissões de carbono entre 4% e 7% este ano, segundo especialista em Clima

A queda nas emissões de carbono devido ao confinamento obrigatório em resultado da pandemia por coronavírus não será a última. Mas, à medida que reconstruímos, temos uma oportunidade única de fazer as mudanças estruturais necessárias para atingir zero emissões líquidas, diz Corinne Le Quéré, cientista do Clima na Universidade de East Anglia, em Norwich, no Reino Unido.

Os confinamentos impostos em muitos países em resposta ao coronavírus causaram uma redução drástica nas nossas emissões de carbono. Mas já existem evidências de que isso não vai durar. Então, como é que os governos podem aproveitar o momento, ao planearem a recuperação económica, para progredir em direção a metas de emissões líquidas zero?

Corinne Le Quéré tem algumas ideias – é especialista em políticas necessárias para atingir esses objetivos e consultora dos governos do Reino Unido e da França, que se comprometeram a atingir as zero emissões líquidas até 2050.

Le Quéré também é uma autoridade no ciclo do carbono, com um interesse especial por florestas e oceanos num mundo em aquecimento. No início deste ano recebeu o Prémio Dr. A. H. Heineken das Ciências Ambientais, o mais prestigiado prémio internacional nesta área na Holanda.

O que espera que aconteça com as emissões globais de dióxido de carbono este ano? “Na última década, as emissões subiram cerca de 1% ao ano. Desde março, com o confinamento e as restrições nas viagens, houve um efeito realmente grande. As nossas estimativas sugerem uma redução nas emissões entre 4 e 7% este ano- o que é muito”, disse numa entrevista à New Scientist.

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