Falhei!

Pode parecer estranho este título num espaço sobre as grandes odes à Liderança mas tal é mais comum do que possamos imaginar.

Quando comecei a pensar sobre este artigo havia decidido que não queria escrever algo “fora da caixa”, mas algo que partisse mesmo a “caixa”. E que não tivesse também a pretensão de dar qualquer lição ou que se apresentasse como algum caso de sucesso, bem pelo contrário… Falhei, o que pode parecer estranho, quando a nossa “mensagem” passa em Harvard, através do artigo «Rebel Talent», como conseguimos este ano, além de não adiarmos o Festival Brands Like Bands, de criarmos a oportunidade de aumentar a escala com a Rádio Comercial, com as empresas participantes e de tantos outros parceiros, como a Ivity, iMatch, Grupo RHmais, entre muitos outros.

Mas tudo tem um preço e a COVID-19 não tem assim as costas tão largas. Quando em 2008 decidi entrar no mundo dos negócios decidi não seguir a filosofia «business as usual». Como dizia o meu querido amigo Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, de quem tenho tantas saudades, «Eu não quero ser alguém que não tenha coração». Doze anos depois, a seguir esse desígnio, apesar de alguns dissabores, o balanço é positivo.

Mas há sempre um preço a pagar. E vou poupar-vos a retóricas sobre inteligência emocional e ser mais concreto. Esse preço a pagar tem a ver com a nossa vida pessoal e tantos casos houve durante o confinamento. O meu chegou e tirei lições para a minha vida nas empresas.

O prejuízo de uma não decisão é muito superior a uma má decisão. Protelar e arrastar tomadas de decisão, que são duras, faz gerar a todos, desconfiança, indefinição e grande instabilidade, não só nos principais intervenientes, mas também a todos os que os rodeiam.

E isso também tem acontecido desde março nas empresas, não me refiro, exatamente, a decisões difíceis como despedimentos, mas de um rumo concreto a tomar num mar tão incerto onde as coisas mudam todas as semanas, senão mesmo todos os dias.

Mas o que nos trouxe até aqui não é o que nos vais levar a algum lado amanhã. Sim, apesar das divergências e convulsões sociais, é unânime, vivemos tempos “estranhos” e como diz o meu “antigo patrão” Bono Vox, dos U2, «o mundo precisa de Amor» e se algum dia amaram ou amam como este que vos escreve, faço-vos poupar à leitura sobre os claros benefícios que isso nos traz a vários níveis, até mesmo, ou senão mesmo no vosso trabalho, onde, assumidamente passamos mais tempo.

Eu alertei no início que este artigo não ia ser fora da “caixa” mas ia partir mesmo a “caixa”. Não obstante de Miguel Esteves Cardoso ter escrito em tempos que «O Amor é Fo*#”o», corram atrás dele, do Amor. «O Amor dá trabalho», como alguém uma vez disse, no bom sentido, é um compromisso a dois, que quando resulta, mesmo com tempestades pelo meio, é o nosso principal combustível para aquele emprego ou projecto de sonho. Porque liderar é amar e ambos são inatos.

Lidera agora tu e partilha amor. #LoveIsCalling


Por Fernando Gaspar Barros, fundador do Festival Brands Like Bands (transmitido no site da Rádio Comercial, aos sábados, de 17 de outubro a 14 de novembro, às 21h:30)

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