Gestão do Talento para novos tempos

Os recursos humanos colaboradores de hoje imersos numa economia digital são portadores de perfis que os gestores de recursos humanos devem valorizar.

No ambiente tecnológico e digital, cada vez mais os departamentos de Recursos Humanos assumem um papel preponderante na estratégia do negócio.

As redes sociais que influenciam os novos perfis a recrutar, contribuem para o aumento do talento nas empresas? Mas, que talento procuram as organizações?

Creio que o grande desafio da gestão de recursos humanos consiste de uma forma estratégica reconhecer a mudança no mercado de trabalho com novos processos e instrumentos que potenciem os perfis dos “novos colaboradores” no sentido de conservar e maximizar o talento.

Num estudo intitulado “The Future of Jobs” e publicado pelo World Economic Forum, são enunciadas as competências mais determinantes para o trabalhador do ano 2020. São a resolução de problemas complexos, o pensamento crítico, a criatividade, o trabalho em equipa, a inteligência emocional, a tomada de decisão, a orientação ao cliente, negociação e flexibilidade cognitiva.

Um realinhamento das competências críticas que as organizações necessitam é necessário para que todos os colaboradores possam contribuir com as suas competências para o desenvolvimento organizacional.

Recordando o clássico “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes” de Stephen Covey, em que são abordados hábitos intemporais baseados na ética e no comportamento humano necessário para responder ao repto cada vez mais frequente nas organizações “a disponibilidade para a execução de tarefas que nos enquadram no core da função”.

Ganhar a consciência e comunicar a predisposição para a polivalência é fundamental para ser efetivo num contexto em que as competências “não formais” são mais valorizadas no processo de recrutamento e seleção.

Num ambiente em rápida mudança, marcado por inovações tecnológicas, por operações cada vez mais globais e pelo acesso quase imediato a uma quantidade incrível de dados, de nada servem os knowmads, que se diferenciam pela sua flexibilidade, criatividade e espírito colaborativo se a cultura empresarial não tiver correspondência em modelos ágeis e flexíveis e privilegiar o talento em detrimento dos interesses particulares que absorvem diariamente a vida organizacional.


Por António Augusto Rodrigues, presidente do Conselho Técnico Científico da Escola de Gestão do Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC)

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