Gestores nacionais acreditam retomar atividade normal entre 3 e 6 meses

400 gestores foram desafiados durante o mês de abril a partilharem as suas realidades e expectativas em relação ao atual contexto. Através do “Coronavirus Impact Survey”, da Stanton Chase Portugal, empresa de Executive Search & Talent Management, foram auscultadas empresas em Portugal, de origem nacional (55%) e internacional (44%).

Pela análise dos resultados é visível algum otimismo face aos prazos de superação desta crise. 61% dos inquiridos reconhecem que a pandemia COVID-19 terá um impacto económico-financeiro elevado nas organizações onde atuam. Contudo, a maioria encontra-se otimista, na medida em que acredita retomar a atividade normal da empresa entre 3 e 6 meses (76% cumulativamente, 38% cada). Apenas 5% considera que o impacto poderá colocar em causa a sobrevivência da empresa onde trabalha.


Para José Bancaleiro, managing partner da Stanton Chase Portugal, “o aparecimento da COVID-19 como uma pandemia à escala global, é um fenómeno inesperado que está a condicionar o nosso modo de vida à escala planetária. Ainda com muita imprevisibilidade quanto à sua duração e intensidade, gestores, profissionais e a sociedade em geral procuram adaptar-se às circunstâncias e redescobrir estratégias a seguir para fazerem face aos desafios a curto e médio prazo.”

Acrescenta ainda que o “Coronavirus Impact Survey” vem “comprovar que os gestores apesar de preocupados com o elevado impacto desta crise, acreditam na retoma normal da atividade das suas empresas a curto/médio prazo.”

Principais conclusões

Os gestores viram-se forçados a tomar medidas para fazer face aos impactos da COVID-19. Segundo os resultados deste survey, a primeira preocupação das organizações foi implementar medidas de higiene e desinfeção reforçada (78%). Em segundo, surge a aplicação da modalidade de trabalho remoto para parte da
organização (58%) e um terço dos inquiridos afirma que
aplicaram a modalidade de trabalho remoto a toda a organização (33%).
De notar ainda que metade dos colaboradores reagiu de forma positiva (50%) e muito positiva (32%) às medidas de contingência adotadas pelas organizações.

Quanto às áreas que merecem maior atenção dos gestores, após
implementação das medidas de contenção, a maioria está atento à eficácia da
comunicação interna (79%), à fluidez nos processos de trabalho (69%) e à
liderança eficaz de equipas virtuais (56%). A saúde mental dos profissionais
em isolamento também é alvo de preocupação dos gestores (41%). Já a
escassez de profissionais para assegurar o normal funcionamento do negócio
parece ser um cenário ao qual o gestores não atribuem tanta
atenção/preocupação, pelo que não está no topo das suas preocupações
(apenas 9%).

As quase quatro centenas de participantes neste estudo consideram que
haverá impactos significativos desta crise no crescimento exponencial do
teletrabalho (72%), em culturas e modelos de liderança mais focados na
autonomia das pessoas (64%) e no crescimento exponencial do e-commerce
(51%). Poucos (apenas 5%), consideram que ocorrerá uma redução do tempo
de trabalho global dos profissionais.


Questionados sobre as competências que julgam serem mais relevantes nos novos modelos de negócio e trabalho resultantes desta crise, os gestores consideram a adaptabilidade (78%), liderança de equipas remotas (64%) e a criatividade e inovação (53%).

Por último, no futuro próximo, as estratégias para aumentar a agilidade e resiliência em situações de crise passam pela implementação de processos integrados de gestão de risco (67%), reforço dos padrões de higiene, saúde e segurança (62%) e estruturas tecnológicas mais robustas para o trabalho remoto (59%).

© Marten Bjork

 

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