Global Shapers: «O consumidor tem o poder de colocar e retirar produtos do mercado»

O debate sobre “Speed that needs to be regained and speed that shouldn’t be”, que se realizou durante o Leadership Summit Portugal, juntou jovens Global Shapers do Lisbon Hub do Fórum Económico Mundial. Foi moderado por Anna Massielo, founder of R-Coat, que começou por lançar a questão: como podemos contribuir para um mundo mais sustentável?

Para Catarina Barreiros, fundadora do projeto de comunicação Do Zero, devemos avaliar o nosso estilo de vida e aquilo que trazemos para casa. Acredita que, enquanto consumidores, todos temos o poder de ser ativistas. “O consumidor tem o poder de colocar e retirar produtos do mercado”, diz.


A opção é nossa: entre comprar um produto que explora a mão de obra infantil e outro que se preocupa em pagar de forma justa aos empregados, por exemplo. É uma questão de procurar e estarmos bem informados porque, afirma, “há empresas que estão a fazer um bom trabalho.”

A rastreabilidade é um tema que faz os três convidados presentes remexerem-se nas cadeiras. Antes de decidir adquirir algo, devemos perguntar-nos: de onde vem o produto, quem o fez, com que matérias primas?

Catarina Matos, fundadora da primeira loja Zero Waste em Portugal, antes de fazer uma encomenda para a sua loja online rastreia o produto desde o início do processo produtivo até ao produto final. Procura várias informações, da pegada ecológica às condições de trabalho dos colaboradores da empresa fornecedora.

Acredita que devemos ser mais transparentes para sermos mais sustentáveis, mas não acredita que seja possível para certas empresas, como as que exploram petróleo e gás, crescer economicamente e ao mesmo tempo de forma sustentável.

Build Back Better é a expressão usada por Diogo Silva para defender a forma como vê a recuperação após a pandemia: aproveitar para reconstruir sem esquecer as consequências e impacto das nossas ações no ambiente e na sociedade.

O jovem, que se autodenomina ativista a full-time em “clima justice” ou justiça climática, defende que certos portos devem fechar e que construir um novo aeroporto nesta altura é uma má opção. Alerta para a “justiça social” que deve ser feita quando as portas dessas empresas e de certas explorações de combustíveis fosseis fecharem – uma ideia que defende. Há que saber orientar as pessoas que, entretanto, ficam desempregadas.

Para concluir deixa duas ideias que gostaria de ver disseminadas no nosso país: o aumento da cidadania e da participação nas decisões que nos afetam.

Artigos Relacionados: