Grupo de 239 cientistas põe em causa recomendações da OMS sobre transmissão do vírus

Um grupo de 239 especialistas de 32 países pediu em carta aberta à Organização Mundial de Saúde (OMS), que reconheça que o vírus da COVID-19 também pode ser transmitido por gotículas mais pequenas que permanecem no ar e não só pelas maiores que têm tendência a cair para o chão uma vez expelidas.

Na última atualização das diretivas para lidar com a pandemia, datada de 29 de junho, a OMS declara que a transmissão do vírus por via aérea é possível apenas após procedimentos médicos que produzem aerossóis, ou seja, gotículas inferiores a 5 microns (equivalente a um milionésimo do metro).

A Organização Mundial de Saúde tem definido as suas políticas e medidas de prevenção com base num pressuposto que estes especialistas consideram errado. Os signatários querem que o organismo internacional altere as suas recomendações e assuma que manter uma distância de segurança e lavar as mãos muitas vezes pode não ser suficiente para evitar o contágio por coronavírus.

A OMS tem sustentado até agora que o coronavírus é principalmente disseminado por gotículas respiratórias grandes, as quais, uma vez expelidas através da tosse ou dos espirros, caem rapidamente no chão. Se for provado que as gotículas inferiores a 5 microns infetam como as outras este é um fator significativo de contágio na pandemia.

Os investigadores já concluíram que o importante para evitar o contágio é, em qualquer dos casos, usar máscara e garantir uma boa ventilação em locais fechados, como nos transportes públicos.

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